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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Alckmin promete para julho estação que permitirá integração entres linhas 12-Safira e 13-Jade

19/06/2017 - Diário do Transporte

Umas das mais importantes e movimentadas estações da linha 13-Jade, da CPTM, que deve ligar a capital paulista à região do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, ficará pronta até o final do mês de julho. A promessa foi feita nesta segunda-feira, 19 de junho de 2017, pelo governador Geraldo Alckmin.

Juntamente com o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, e com o presidente da CPTM, Paulo de Magalhães, Alckmin visitou o canteiro de obras da estação Engenheiro Goulart, o início da linha 13 e que faz parte da linha 12.

A estação vai permitir a integração entre as linhas 12-Safira (Brás-Calmon Viana) e 13-Jade (Engenheiro Goulart-Aeroporto).

De acordo com Alckmin, em entrevista coletiva no evento, também haverá uma passarela que fará ligação direta até o Parque do Tietê.

“A Estação Engenheiro Goulart está sendo praticamente reconstruída. Ela tinha 500 metros quadrados e será reaberta com 15 mil metros quadrados, 30 vezes maior. Terá elevadores, escadas rolantes, bicicletário, acessibilidade e uma passarela sobre a linha até o Parque do Tietê. Quando ela for reaberta, mês que vem, vai facilitar o acesso ao parque para cerca de 30 mil pessoas que vêm até ele a cada fim de semana”, explicou o governador.

Apesar de o governo do estado de São Paulo anunciar que as obras estão em ritmo acelerado, a linha 13-Jade deveria ficar pronta antes da Copa do Mundo, em 2014.

Em nota, o governo do Estado detalha algumas características da linha:

A Linha-13 Jade, que ligará São Paulo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, no município de Guarulhos, representa um investimento total do Estado da ordem de R$ 2,2 bilhões. As obras contam também com financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A estimativa inicial é que 130 mil pessoas por dia sejam beneficiadas por essa nova opção de transporte mais eficiente, rápida e barata. O valor da tarifa será o mesmo cobrado em todo o sistema metroferroviário, que atualmente é de R$ 3,80.

A nova linha terá 12,2 quilômetros de extensão, sendo que uma parte do trajeto será feita em superfície (4,3 km) e outra em via elevada (7,9 km). No total serão duas novas estações: Guarulhos-Cecap e Aeroporto-Guarulhos, além da Estação Engenheiro Goulart, integrando com a Linha-12 Safira. Estão sendo construídas três subestações de energia e duas cabines seccionadoras.  A nova linha faz a transposição sobre os rios Tietê e Baquirivú-Guaçú, das rodovias Ayrton Senna, Hélio Smidt, Presidente Dutra, e da Avenida Monteiro Lobato.

O horário de operação será o mesmo praticado nas demais linhas da CPTM, das 4h à meia-noite. Todas as novas estações terão acessibilidade (elevadores, pisos podotáteis, comunicação em Braille, corrimãos e rampas adequadas) e escadas rolantes para conforto dos passageiros.

A integração com o sistema sobre pneus também está contemplada no projeto. A Estação Guarulhos-Cecap terá um dos acessos transpondo o viário, que permitirá integração com outros modais, a exemplo da Rodoviária de Guarulhos, e a Estação Aeroporto-Guarulhos terá um acesso que também permitirá a integração com o Terminal Metropolitano de Taboão (Guarulhos).


Assim, a Linha-13 representa um salto de qualidade na infraestrutura de mobilidade para os moradores dessas regiões, pois poderão se deslocar em 22 cidades do Estado por meio das linhas da CPTM, terão acesso à rede de metrô e ainda serão beneficiados com a redução do tráfego de veículos, hoje o principal meio de acesso ao Aeroporto Internacional GRU Airport.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Com falhas em trilhos, CPTM reduz velocidade de trens em SP em até 77 %

Trechos da CPTM reduzem velocidade de 90 km/h para 20 km/h; registram apontam problemas como desnivelamento dos trilhos, dormentes velhos e até falhas nos parafusos dos trilhos. Presidente da companhia fala em 'risco zero'.




Por Philipe Guedes, TV Globo
16/03/2017 14h10  Atualizado há 17 minutos

Trens da CPTM fazem trajeto com velocidade máxima reduzida em até 77% na Grande São Paulo, informou o SPTV. A lentidão se deve a falhas nos trilhos, serviço de manutenção e obras. A redução mais brusca ocorre em trechos da linha 7 e da linha 10- Rubi, entre Perus e Caieiras, onde a velocidade máxima cai de 90 para 20 quilômetros por hora. O SPTV teve acesso a registros do sistema da CPTM que indicam os trechos que estão com velocidade reduzida e o motivo disso.
Ao sair de São Caetano em direção à estação Tamanduateí, pela linha 10-Turquesa, por exemplo, o maquinista é obrigado a reduzir a velocidade por cerca de 1 quilômetro. Se a linha estivesse com a manutenção em dia, o normal seria rodar a 90 km/h, mas o limite agora é 40km/h.

Na Linha 10-Turquesa da CPTM o maquinista tem de reduzir a velocidade do trem de 90 km/h para 40 km/h (Foto: TV Globo/Reprodução)

Nesse caso, o problema é o desgaste acentuado do trilho, que precisa ser trocado por um novo. O problema foi detectado em 17 de abril de 2015, mas ainda não foi resolvido. Somando todos os trechos com desgastes acentuados na Linha 10-Turquesa, são seis quilômetros de trilhos que a CPTM já deveria ter trocado e que continua usando
Outro trecho condenado fica entre Capuava e Mauá. Nele, o normal também seria a velocidade de 90 km/h, mas o trem atualmente não pode passar dos 20 km/h. “Você vê só por aqui. Ou pelo movimento do trem. Às vezes, ele está praticamente parado. E às vezes, não, Ele está rápido”, disse a auxiliar de cozinha Michele Cristina Alves.

Trem na Linha 8-Diamante a velocidade é reduzida para 20 km/h por problemas de erosão na via (Foto: Reprodução/TV Globo)

Na linha 8-Diamante, são três trechos com problemas de manutenção. Em dois deles, entre Osasco e Comandante Sampaio, os técnicos identificaram erosão na via em fevereiro de 2013. Uma obra começou e depois parou por falta de dinheiro. Quatro anos se passaram, mas o problema ainda não tem data para ser resolvido. Enquanto isso, os trens que poderiam passar a 70 km/h circulam com velocidade máxima de 20 km/h.
Na linha 9-Esmeralda são dois pontos em que a velocidade cai de 90 km/h para 40 km/h. Nesses pontos, a CPTM precisa mexer na rede de cabos que abastece os trens. Um dos pontos, entre Pinheiros e a Cidade Universitária, está com problema desde 2012 e não tem data de conserto prevista.

Campeã de lentidão

Linha 12-Safira é a campeã da lentidão na CPTM (Foto: TV Globo/Reprodução)

A linha 12-Safira é a campeã de lentidão. Ao todo, em 18 quilômetros de trilhos os trens rodam mais devagar, o que corresponde a quase 24% da linha. Entre as estações Tatuapé e USP Leste, por exemplo, a travessia do córrego Tiquatira está danificada, o que provoca o desnivelamento das vias na curva. A falha persiste desde março de 2015 e não tem data para mudar.
O que mais atrapalha a viagem de quem pega essa linha é a construção da linha 13-Jade, que vai para o Aeroporto de Guarulhos. A nova linha vai ter integração com a 12 e, por causa disso, desde julho de 2013, a Safira sofre com interferências das obras, que estão atrasadas há três anos.
Na linha 11-Coral, a CPTM identificou instabilidade no solo, nos dormentes (peças nas quais os trilhos são fixados) e nos trilhos em pelo menos três trechos. Entre as estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera, o problema foi identificado em março do ano passado, mas não há previsão de ser resolvido. Um dos motivos para a falta de conserto é o fato de a CPTM não ter dormentes de concreto para trocar.
Mais à frente, entre as estações Corinthians-Itaquera e Guaianazes, há pontos em que parafusos da via estão emperrados. A falha persiste desde agosto de 2015. A CPTM não deu uma data para consertar.

Falha desde 2001
Na linha 7-Rubi, parte do trecho entre Perus e Caieiras está com a via desnivelada desde 2001 e continua sem previsão de conserto. O desgaste dos trilhos faz os trens reduzirem a velocidade de 90 km/h para 20 km/h.
Na mesma linha, tem infiltração de água que desnivelou a pista entre a Vila Aurora e Perus, problema de 2013 ainda sem data de solução. Há velocidade reduzida também por causa da obra de construção da estação de Francisco Morato, que está atrasada, e trilho gasto que precisa ser trocado desde novembro do ano passado.
Via está desnivelada desde 2001 na Linha 7-Rubi (Foto: TV Globo/Reprodução)
Um maquinista que pediu para não ser identificado disse que, com a falta de manutenção, os maquinistas não trabalham tranquilos, mesmo em baixa velocidade, principalmente nos horários de pico. “O trem mais lotado, ele fica bem mais pesado. E ele estando mais pesado tem mais risco de acidente”, disse.
Para o professor especialista em ferrovias Helaido de Castro Wins, o medo do maquinista faz sentido. “A manutenção deve ser feita indiscutivelmente. [A redução da velocidade] minora os efeitos. Os riscos continuam. Talvez você tenha uma proporção menor de problemas no caso de acidente”, explicou.

Presidente da CPTM fala em 'risco zero'
O presidente da CPTM, Paulo de Magalhães, confirmou que manda os maquinistas desacelerarem, por cautela, porque a manutenção não foi feita. “Não corremos nenhum risco. Risco zero. Para isso que existem as precauções. [...] Nós estamos tentando fazer todos os serviços imediatamente, à medida que parecem as novas precauções. Aquelas que são mais antigas são problemas que dependem de outros fatores que a gente está tentando resolver”, explicou.
“O que acontece muitas vezes, o que aconteceu com trilho, nós tivemos duas licitações fracassadas, por problema de concorrência, entre os participantes, em que a gente tem que fazer como funciona a lei, pra poder concluir”, disse. “Uma coisa que estava desde 2012 pra comprar o trilho, e em 2015, que foi quando eu assumi a empresa, a gente fez a compra de 8 mil toneladas de trilhos. E compramos mais 2 mil agora”, completou.