Mostrando postagens com marcador Investimentos do Setor sobre Trilhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Investimentos do Setor sobre Trilhos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Investimento em metrô cai 30% em São Paulo


O investimento do governo Geraldo Alckmin (PSDB) na manutenção e na expansão da rede de metrô na capital caiu 30% no ano passado. Balanço da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) mostra que a estatal investiu R$ 2,34 bilhões em 2016, menor valor em cinco anos. Em 2015, o aporte foi de R$ 3,3 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

A queda, segundo o Metrô, se explica por dois fatores: o avanço físico das obras para uma etapa que exige menos recursos, como a extensão da Linha 5-Lilás, que deve ter 9 das 10 estações concluídas neste ano; e a paralisação temporária das obras das linhas 4-Amarela e 17-Ouro (monotrilho) após rompimento de contrato com as empreiteiras. Para este ano, o plano é investir R$ 3 bilhões.

O balanço do Metrô revela ainda que, em 2016, a companhia transportou 10,3 milhões de passageiros a menos, totalizando 1,1 bilhão de usuários. A média nos dias úteis caiu 2,4%, de 3,8 milhões para 3,7 milhões de passageiros, a menor em cinco anos. Segundo a companhia, a queda foi reflexo da recessão.

Por outro lado, o Metrô registrou um aumento de 112% nos subsídios repassados pelo governo pelas gratuidades oferecidas pela companhia a desempregados, idosos, estudantes e passageiros com deficiências, que chegou a R$ 598 milhões no ano passado. O aumento, segundo a estatal, é consequência da redução da isenção para idosos a partir de 60 anos e da adoção do passe livre estudantil a partir de 2014 e 2015, respectivamente.

Investimentos. A obra de extensão de 10,9 km da Linha 5-Lilás, da Estação Adolfo Pinheiro até a Chácara Klabin, na zona sul, foi a que recebeu o maior volume de investimentos (R$ 1,2 bilhão). O Metrô prevê inaugurar as Estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin em julho e outras seis até o fim do ano. Já a Estação Campo Belo ficou para 2018.

O segundo maior investimento (R$ 518 milhões) foi feito nas obras da Linha 15-Prata, o monotrilho da zona leste, que também havia sido prometido para 2014 com 26,6 km de extensão e 18 estações até Cidade Tiradentes, mas foi reduzido e agora deve ser concluído com 15,3 km até Iguatemi, em 2021.

Já as obras das Linhas 4 e 17, retomadas no segundo semestre de 2016 após rompimento de contrato com as empreiteiras, receberam os menores investimentos: R$ 147 milhões e R$ 137 milhões, respectivamente. Inicialmente prevista para 2014, a Linha 17 (Congonhas-Morumbi) deve entrar em operação em 2019 com menos da metade da extensão. Já a extensão da Linha 4 ficou para 2020. Neste ano, o Metrô prevê entregar as Estações Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Município não pretende dar recursos para obra do metrô

05/01/2017 - O Globo

Apesar de o prefeito Marcelo Crivella ter prometido durante a campanha aportar recursos junto ao governo do estado para que a estação Gávea do metrô entre em operação até o fim deste ano, ontem o vice-prefeito e secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, jogou um balde de água fria na possibilidade de ajuda. Mac Dowell disse que ainda não pretende liberar recursos para concluir a obra.

— A prefeitura pode ajudar. Não é em recursos. Nossa ideia não é gastar dinheiro, é recompor a operação do metrô. Estamos vendo ainda. Temos que resolver o metrô operacionalmente. Temos que mudar a forma de operar. Queremos sentar para resolver, não é para criar problemas — afirmou.

Em decreto publicado nesta quarta-feira no Diário Oficial, Crivella criou uma comissão formada por cinco órgãos municipais para que, em 90 dias, estude medidas a serem adotadas pela prefeitura para ajudar o governo do estado a concluir as obras da estação Gávea com maior rapidez. Ao falar ontem sobre o assunto, Crivella disse que apoiaria as obras, mas não esclareceu se liberará recursos.


— Queremos fazer parceria para verificar em que setor a prefeitura pode apoiar as obras do metrô, sobretudo, nessa estação da Gávea, em termos do subsolo. Nós temos várias tubulações que são controladas pelo município. Há também a questão do trânsito, a questão da urbanização, o uso do solo — disse Crivella.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Trens e metrôs não estão na crise e continuarão recebendo investimentos, mostram concessionárias do setor

Da Redação – 03.11.2016 –http://infraroi.com.br/trens-e-metros-nao-estao-na-crise-e-continuarao-recebendo-investimentos-mostram-concessionarias-setor/
                  

Apesar da recessão econômica experimentada pelo país, o setor de transporte de passageiros sobre trilhos tem conseguido manter seu programa de investimentos, aliás, de acordo com três das mais importantes operadoras de metrôs e trens de passageiros do Brasil, o número de aportes permanecerá em alta nos próximos anos.
A injeção de recursos é proporcional ao aumento da demanda pela modalidade de transporte coletivo. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), o número de usuários do transporte coletivo por trilhos em 2015 foi 1,7% maior que em 2014, totalizando 2,92 bilhões de usuários atendidos contra 2,87 bilhões do ano anterior. Desse total, a média de passageiros transportados por dia chegou a 9,9 milhões.
Essa crescente está balizando investimentos na área, como três das maiores operadoras de trens e metrôs anunciaram recentemente. A SuperVia, por exemplo, responsável pelas linhas de trens urbanos da região metropolitana do Rio de Janeiro desde 2011, totalizará R$ 3,3 bilhões de aportes ao fim do contrato da concessão, em 2021. Somente em 2017 serão cerca de R$ 70 milhões aplicados e os investimentos do ano que vem até o fim do contrato devem ser de R$ 400 milhões, segundo José Carlos Prober, presidente da companhia.
Já o MetrôRio realizou aportes de mais de R$ 1 bilhão em decorrência, principalmente, da inauguração da Linha 4 do metrô carioca neste ano, durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Em São Paulo, a ViaQuatro, linha privada do metrô paulista, conforme previsto no contrato da PPP (Parceria Público-Privada) assinado em 2006, já aplicou US$ 500 milhões na Linha 4 – Amarela do metrô. “Ao longo dos 30 anos de concessão, esse valor deve chegar a US$ 2 bilhões. Inclusive, já iniciamos a segunda fase do contrato, em que estamos recebendo os quinze novos trens previstos. Eles irão somar-se aos quatorze que já estão em operação”, diz o presidente da empresa Harald Peter Zwetkoff.