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domingo, 14 de novembro de 2021

Aeromóvel da Trensurb volta a operar

 

  • 21/10/2021

Foto: Gabrielli Zanfran/Trensurb

Linha que liga estação do metrô ao Aeroporto Salgado Filho retoma funcionamento diário das 6h15 às 22h15.

Desde a manhã desta quinta-feira (21), a linha do aeromóvel operada pela Trensurb está novamente operacional, transportando usuários entre a Estação Aeroporto do metrô e o Terminal de Passageiros do Salgado Filho. O trajeto de 814 metros é percorrido em 2 minutos e 30 segundos. O funcionamento é diário, das 6h15 às 22h15, oferecendo integração entre metrô e aeroporto sem custo adicional para os passageiros dos trens.

O serviço esteve suspenso desde 1º de setembro por falha nos inversores de frequência dos grupos motopropulsores da linha. Tratam-se de componentes cujo diagnóstico e manutenção demandam mão de obra especializada e que contam com um único centro de serviços para reparo no Brasil autorizado pelo fabricante. Desse modo, a Trensurb realizou a contratação do serviço de assistência técnica, executado na última semana. Após testes conduzidos ao longo dos últimos dias, foi possível o restabelecimento do funcionamento da linha.

21/10/2021 – Trensurb

 

 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Governo qualifica Trensurb e CBTU para privatização



  05/09/2019
person Valor Econômico
  

O Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira traz decreto da Presidência da República que qualifica a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb) para inclusão no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e no Programa Nacional de Desestatização (PND).
Em outro decreto, Bolsonaro qualificou a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para os dois programas. A CBTU é atualmente responsável pelas operações de trens urbanos de João Pessoa, Maceió e Natal, e pelos metrôs de Belo Horizonte e Recife.
A edição desta quarta também traz resolução do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) que opina favoravelmente à qualificação da política de fomento aos sistemas Prisionais Estaduais para fins de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada para construção, modernização e operação de unidades no âmbito do PPI.
Os estudos terão por finalidade inicial a estruturação de projetos-pilotos, cuja seleção será definida em ato da Secretaria do PPI, e avaliarão a viabilidade de utilização do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) como mecanismo de garantia às parcerias.
Outra resolução do CPPI publicada hoje opina favoravelmente à qualificação da política de fomento ao setor de iluminação pública para fins de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada, no âmbito do PPI.
O CPPI recomenda submeter seu parecer para deliberação da Presidência da República, destacando que deverão ser priorizados os municípios que concentram os maiores índices de incidência de crimes violentos de acordo com dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Outra resolução do CPPI opina favoravelmente à qualificação de empreendimento público federal de radiocomunicação entre órgãos de segurança pública, para fins de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada, no âmbito do PPI.
A recomendação levou em conta "a necessidade de permitir que a administração pública federal concentre seus esforços nas atividades em que a presença do Estado seja fundamental para a consecução das prioridades nacionais"; e "a necessidade de prover os órgãos de segurança pública de sistema de radiocomunicação seguro e privativo para melhor desempenhar suas competências".

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Publicada resolução favorável às concessões da Trensurb e da CBTU


·         24/06/2019
·         Notícias do Setor ANPTrilhos



O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República publicou, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24), a resolução em que opina favoravelmente à concessão da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e da Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre) à iniciativa privada. Agora, a medida deverá ser submetida à deliberação do presidente Jair Bolsonaro.
A resolução estima que o edital para licitação da Trensurb será publicado no 1º semestre de 2021, com leilão no 2º semestre do mesmo ano; para o da CBTU, a estimativa é de publicação do edital no 2º semestre de 2021, com leilão em 2022.
O Conselho argumenta, na resolução, que é necessário “ampliar as oportunidades de investimento e emprego no país e estimular o desenvolvimento econômico nacional, em especial por meio de ações centradas na ampliação e na melhoria da infraestrutura”. Além disso, aponta a necessidade de melhorar os serviços prestados pelas empresas.
As duas estatais fizeram parte dos 59 projetos qualificados pelo Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), na primeira reunião realizada sob a gestão de Bolsonaro, para integrarem o programa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Trensurb opera pela primeira vez com 13 trens novos ao mesmo tempo



25/02/2019
A Trensurb informou que opera com 13 dos 15 trens da série nova e com ar condicionado, circulando no pico do fim da tarde desta sexta-feira. É a primeira vez, desde fevereiro de 2016, que a empresa atinge essa disponibilidade. Em fim de dezembro, o presidente da estatal, David Borille, confirmou que, em março, quando a demanda pelo transporte voltar a crescer, todos os 15 equipamentos vão estar operando em horários de pico.

No fim do ano passado, a fabricante concluiu o conserto do 15° trem novo, adquirido ainda em 2012 pelo consórcio FrotaPoa (formado pela francesa Alstom e pela espanhola Caf), que venceu a licitação.

As composições apresentaram defeito desde que começaram a ser usadas, em 2014. Em 2016, foram retiradas de circulação e precisaram de conserto, sobretudo nas caixas de rolamento. Até hoje, os 15 trens nunca operaram em simultâneo.

Atualmente, a Trensurb atende a seis cidades da região Metropolitana e Vale do Sinos, em 22 estações. A extensão total do sistema é de 43,8 km, o que permite a circulação de 20 composições por hora, em cada sentido. A estatal também opera hoje com 25 trens Série 100 (antigos), sem climatização.

Fonte:
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/tr...


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Fabricante de trens novos não entregou 44% dos itens ligados ao desempenho dos veículos, diz relatório da Trensurb



24/07/2018 - Zero Hora

A Trensurb pagou R$ 244 milhões por trens que foram entregues sem quase a metade das especificações técnicas que dizem respeito ao desempenho dos veículos exigidas pela empresa. Um grupo de trabalho formado por 12 técnicos da Trensurb analisou 82 itens – selecionados com base em um critério de gravidade – previstos no edital da licitação e constatou que 44% deles não foram atendidos pelo Consórcio FrotaPoa, que reúne as empresas Alstom (francesa) e CAF (espanhola).

No relatório, os técnicos também apontam que a Trensurb abriu mão, a pedido do consórcio, de realizar ensaios dinâmicos que poderiam antecipar as falhas em série que, hoje, deixam fora de operação nove dos 15 trens da série 200, adquiridos em 2012 — a informação foi publicada ontem pelo Grupo de Investigações da RBS (GDI).

Técnicos da Trensurb compararam as especificações do edital de licitação com o produto efetivamente entregue. A vistoria foi concluída em 10 de abril passado e apresentada ao Conselho de Administração da Trensurb. O GDI teve acesso ao resultado da análise que escancara o prejuízo de uma compra milionária que não se reverteu em melhorias de serviço e mais conforto aos 180 mil usuários diários da linha de trem.

Os itens não atendidos vão desde certificados que atestem a qualidade das rodas e eixos de trem até peças de reposição a menos — sem que a Trensurb tivesse desconto no valor pago. Em cada um dos tópicos analisados, foi avaliado se houve vantagem financeira do consórcio, prejuízo técnico ou financeiro para Trensurb e se o item tinha ligação com problemas já constatados. Além de 44% dos itens examinados não terem sido atendidos, em 48% dos casos analisados houve prejuízo técnico ou financeiro para a Trensurb. Segundo o grupo de trabalho, só é possível garantir que 10% dos itens foram rigorosamente atendidos pelo consórcio.

Além da redução da qualidade e conforto dos serviços, os problemas dificultam a manutenção. Nem os manuais dos trens foram entregues conforme o especificado: têm desenhos e traduções erradas, além de recomendações de procedimentos de manutenção falhos, genéricos e sem aprofundamento técnico adequado.

Vaivém de queixas entre Trensurb e consórcio

Todos os itens não atendidos são objeto de demoradas negociações entre a estatal e as indústrias fornecedoras dos trens. Um vaivém de queixas que já resultou num inquérito civil público aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) para tentar impulsionar o funcionamento dos 15 trens que nunca operaram como deveriam. No relatório, os técnicos da Trensurb sugerem a contratação de um serviço para avaliar o impacto financeiro dos problemas e a devolução dos trens para resolvê-los.

No estudo, é apontada uma série de prejuízos na operação dos trens. Houve aumento de 30% no consumo energético em relação à previsão orçamentária da Trensurb – estimado em

R$ 10 milhões ao ano. Também há custos extras com manutenção dos trens antigos, da série 100, sobrecarregados porque só seis dos novos funcionam. Além disso, aumentou o gasto com horas extras dos empregados e a realocação de pessoas para acompanhamento e fiscalização dos retrabalhos.

Segundo a Trensurb, o relatório foi entregue ao Ministério Público Federal, que acompanha todo o processo que envolve o recall dos trens série 200.


Itens não atendidos segundo relatório x consequências

Não foram fornecidos os certificados de comprovação do atendimento às normas de fornecimento das rodas e eixos de trem Consequência: há dúvida sobre o desempenho das rodas. Certificados são necessários para um diagnóstico mais preciso

Não há filtro de ar nos motores de tração Consequência: o interior dos motores está contaminado com água e sujeira

Manuais incompletos, documentação técnica desatualizada, não fornecimento de softwares e códigos-fonte Consequência: a falta de manuais adequados prejudica a manutenção dos trens

Menos peças de reposição entregues Consequência: prejudica a manutenção dos trens e prejuízo financeiro à Trensurb — o consórcio reduziu a entrega, mas não o valor cobrado

Projeto de construção do motor de tração de difícil montagem e desmontagem Consequência: troca dos rolamentos, na manutenção, fica mais cara e complexa

Durante a instalação de peças na fábrica ocorreram falhas no processo de montagem que danificaram o isolamento de cabos Consequência: ocorrência de curto circuito entre os cabos.

Contraponto

O Consórcio FrotaPoa esclarece que a fabricação e entrega dos trens seguiram rigorosamente todas as normas vigentes e especificações técnicas solicitadas pela Trensurb. O Consórcio reafirma que está engajado em realizar todas as ações necessárias para recolocar os trens em operação no menor prazo possível.


Leia mais: Metrô realoca frota G para a Linha 1-Azul

- Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/grupo-de-investigacao/noticia/2018/07/fabricante-de-trens-novos-nao-entregou-44-dos-itens-ligados-ao-desempenho-dos-veiculos-diz-relatorio-da-trensurb-cjjyxe3rn00sb01qch3y4eixa.html

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Consórcio volta a descumprir prazo de conclusão de reparo nos novos trens da Trensurb


11/01/2018 - Gaúcha ZH

Mais uma vez, a responsável pelo fornecimento e manutenção dos novos trens da Trensurb, o consórcio FrotaPoa descumpriu o prazo estabelecido e não concluiu o reparo de cinco veículos previsto para o mês passado. Ela já não havia atendido a exigência anterior, de terminar todo o conserto até outubro de 2017.

Na ocasião, nove trens novos estavam sendo usados. Porém, foram identificadas mais infiltrações nas caixas de rolamentos que já haviam passado por reparo em 2016. Atualmente, apenas seis dos 15 veículos novos estão em circulação. Em nota, o consórcio informou que tem trabalhado em estreita colaboração com a Trensurb para restabelecer gradualmente os trens à operação comercial.

Até o ano passado, a Trensurb estimava que o problema relacionado à infiltração de água nos rolamentos estaria superado em abril de 2018. Agora, ela aguarda uma nova reunião entre a área responsável da Trensurb e o consórcio FrotaPoa.

As empresas — formadas pela Alstom, da França, e Caf (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles), da Espanha — já foram multadas em R$ 4,87 milhões, o que corresponde a 2% do valor do contrato de compra de 15 novos trens da série A-200. Em 2016, o consórcio já havia sido penalizado em R$ 2,43 milhões.

Os pagamentos ao consórcio estão suspensos desde abril de 2016, quando foram identificadas infiltrações nas caixas de rolamentos dos veículos pela primeira vez. O dinheiro desse contrato está empenhado e não pode ser usado para outros fins. Quanto aos valores de multas, o montante deixará de ser pago ao consórcio e retorna aos cofres da União. Atualmente, a dívida da Trensurb com os fornecedores, referente ao valor que ainda falta pagar pelos trens é de R$ 24 milhões.

Trensurb volta a recolher trens novos que passaram por conserto

18/01/2018 - Zero Hora

O número de trens novos em circulação voltou a reduzir. Em outubro de 2017, nove veículos que haviam sido reparados após a identificação de problemas com infiltração estavam transportando passageiros. Em novembro, apenas seis deles eram usados pela Trensurb. Agora, só quatro trens estão fora do conserto.

Segundo a Trensurb, novamente foi constatada infiltração nos veículos que já haviam passado por reparo. Outro problema que surgiu foi a dificuldade em realizar o nivelamento dos truques dos novos trens (conjunto de rodas, rolamentos, molas, eixos, entre outros itens) que impedem que eles voltem a circular.

Na segunda-feira (15 de janeiro), dirigentes da Trensurb se reuniram com representantes do Consórcio FrotaPoa, formado pelas empresas Alstom e CAF. A empresa pública voltou a cobrar uma solução definitiva "no prazo mais breve possível". Um novo cronograma de reparos será apresentado em nova reunião, que será realizada até o fim de fevereiro.

Até o ano passado, a Trensurb estimava que o problema relacionado à infiltração de água nos rolamentos estaria superado em abril de 2018. As empresas já foram multadas em R$ 4,87 milhões, o que corresponde a 2% do valor do contrato de compra de 15 novos trens da série A-200. Em 2016, o consórcio já havia sido penalizado em R$ 2,43 milhões.

Os pagamentos ao consórcio estão suspensos desde abril de 2016, quando foram identificadas infiltrações nas caixas de rolamentos dos veículos pela primeira vez. O dinheiro desse contrato está empenhado e não pode ser usado para outros fins. Quanto aos valores de multas, o montante deixará de ser pago ao consórcio e retorna aos cofres da União. Atualmente, a dívida da Trensurb com os fornecedores, referente ao valor que ainda falta pagar pelos trens é de R$ 24 milhões.



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Novos trens da Trensurb voltam a apresentar problemas e fornecedores são multados em R$ 4,87 milhões


20/11/2017 - Gaúcha ZH

Responsável pelo fornecimento e manutenção dos novos trens para a Trensurb, o consórcio FrotaPoa — formado pelas empresas Alstom, da França, e Caf (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles), da Espanha — voltou a ser multado pela Trensurb. O motivo é mais um descumprimento do prazo de reparo dos novos veículos.

A multa aplicada agora é de R$ 4,87 milhões e corresponde a 2% do valor do contrato de compra de 15 novos trens da série A-200. O custo total foi de R$ 242,6 milhões. No ano passado, o consórcio já havia penalizado as empresas em R$ 2,43 milhões. Procuradas nesta manhã, as empresas ainda não se manifestaram.

Os pagamentos ao consórcio estão suspensos desde abril de 2016, quando foram identificadas infiltrações nas caixas de rolamentos dos veículos pela primeira vez. O dinheiro que seria destinado ao pagamento desse contrato está empenhado e não pode ser usado para outros fins. Quanto aos valores de multas, o valor deixará de ser pago ao consórcio e retorna aos cofres da União. Atualmente, a dívida da Trensurb com os fornecedores, referente ao valor que ainda falta pagar pelos trens, é de R$ 24 milhões.

O cronograma revisado de entrega dos trens da série A-200, proposto pelo consórcio, previa a conclusão dos reparos até o dia 16 de outubro. Porém, houve descumprimento por parte do fornecedor.

No começo de outubro, nove trens série A-200 estavam sendo usados. Porém, foram identificadas mais infiltrações nas caixas de rolamentos que já haviam passado por reparo. Atualmente, apenas seis dos 15 veículos novos estão em circulação. Outros cinco só devem voltar a funcionar até o final do ano. O problema relacionado à infiltração de água nos rolamentos só deverá ser plenamente superado em abril de 2018.

A Trensurb também busca reparação dos prejuízos causados pela não circulação dos novos trens. Para suprir a demanda, a empresa pública precisa colocar todos os mais de 20 trens antigos em funcionamento. A medida causa aumento na conta de luz, pois esses veículos consomem mais energia — além de aumentar o desconforto dos passageiros, pois os veículos da série A-100 não possuem ar condicionado. Somente em 2016, o custo extra foi estimado em R$ 2,73 milhões.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Começa execução de projetos para substituir escadas rolantes e permitir volta dos trens acoplados da Trensurb

A Trensurb deu ordem de início para realização do projeto que irá substituir duas escadas rolantes na estação São Leopoldo e quatro na estação Unisinos. A empresa Thyssenkrupp tem até março para concluir os estudos e fabricar os novos equipamentos. Até julho, as escadas rolantes terão que ser instaladas. Para fazer o serviço, ela receberá R$ 3,3 milhões.
Já a empresa Siemens está realizando os projetos e vistorias para construção de uma nova subestação de energia em Sapucaia do Sul. Quando os trabalhos forem concluídos, a Trensurb irá retomar a circulação dos trens acoplados. A obra irá custar R$ 18,57 milhões e a conclusão dos trabalhos está prevista para novembro de 2018.
Hoje, a Trensurb conta com quatro subestações de energia: uma em Porto Alegre, duas em Canoas e uma em Novo Hamburgo. Sem o ponto de apoio que existia em Sapucaia do Sul, falta potência para fazer o transporte de trens acoplados.
Além de transportar mais passageiros de uma só vez, os oito vagões garantem mais espaço aos usuários dando mais conforto durante uma viagem. Essa opção foi usado pela última vez entre junho de 2015 e abril de 2016.


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Insegurança e falta de estrutura: após quase 10 anos, Trensurb pede reajuste de 47% na passagem


26/07/2017 - Sul 21


A Trensurb​ quer aumentar o valor da passagem depois de uma década cobrando R$ 1,70 pela viagem. Após a realização de um estudo interno, o pedido de reajuste de 47% foi encaminhado, em maio, ao Ministério das Cidades. Se aprovado, a tarifa passaria para R$ 2,50. O Sul21 conversou com usuários que consideram o valor injustificável, tendo em vista a precarização dos serviços nos últimos anos e a falta de segurança nas estações.

Nota do blog TransUrbPass
O governo federal, por pura demagogia e por não perseguir o equilíbrio financeiro, já que o dinheiro não é dele mas do povo, não vem autorizando o aumento das tarifas das suas operadoras de trens de passageiros (CBTU e Trensurb) há anos. 
Enquanto o sistema ônibus e os sistemas de trens estadual e privado têm reajustes regulares, o sistema de trens de passageiros federal não reajusta há anos. Para se ter uma ideia, as operadoras de VLT da CBTU em Natal, João Pessoa e Maceió cobram há anos R$ 0,50 de tarifa, enquanto que os sistemas ônibus dessas cidades cobram, respectivamente, R$ 3,35, R$ 3,20 e R$ 3,50. Em Recife a tarifa do trem está congelada, desde 2012, em R$ 1,60, e a dos ônibus está em R$ 3,20 para o Anel A e R$ 4,40 para o Anel B. A Trensurb convive com uma tarifa do sistema ônibus de R$ 4,05 e só cobra R$ 1,70. Essas tarifas demagógicas cobradas pelo governo federal alcançam no máximo 30 % dos custos dos sistemas mencionados (apenas o metrô de Belo Horizonte tem uma relação melhor). 
Por outro lado, como as receitas das operadoras federais são integralmente incorporadas ao Tesouro, elas são custeadas através do Orçamento Geral da União. Considerando os cortes anuais nos orçamentos e os contingenciamentos praticados há muitos anos, as operadoras federais vão ficando sucateadas e prestando um serviço precário às populações onde estão localizadas. Como não investem adequadamente em manutenção, são obrigados a investir verdadeiras fortunas em recuperação dos sistemas de tempos em tempos, quando chegam a conclusão que o serviço vai parar. 
Quem paga a conta e convive com sistemas inseguros é a população.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Trens em manutenção só serão devolvidos à Trensurb em outubro


06/07/2017 - Zero Hora

Recolhidos para reparos em abril de 2016, os últimos cinco dos 15 novos trens da Trensurb deverão voltar a operação somente no mês de outubro. Os reparos destes cinco trens deveriam ter sido concluídos pelas empresas Alstom e CAF — responsáveis pela construção dos veículos e pelos consertos — no mês de maio.

Em abril de 2016, toda a nova frota foi retirada de operação após a identificação de que havia infiltração nos rolamentos nos veículos, que custaram R$ 242,6 milhões quando foram adquiridos, em 2012. A Trensurb não se manifesta publicamente sobre o assunto. O Ministério Público Federal (MPF) havia fixado o prazo de 20 de maio para a retomada de todos os novos veículos, o que acabou não ocorrendo.

Para suprir a demanda, a Trensurb precisa colocar todos os mais de 20 trens antigos em funcionamento. A medida causa aumento na conta de luz que a empresa paga, pois os estes veículos consomem mais energia. Somente em 2016, o custo extra estimado em R$ 2,73 milhões. A Trensurb promete que este valor será cobrado das empresas que construíram os novos veículos.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Frio provoca rachadura em trilho da Trensurb em Canoas


19/07/2017 - G1

O frio desta terça-feira (18) fez com que um trilho do Trensurb trincasse entre as estações Fátima e Niterói, localizadas em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A capital gaúcha registrou 4°C na madrugada desta terça, conforme a estação meteorológica do Aeroporto Salgado Filho, que configura o dia mais frio do ano.

Por conta da situação, a velocidade é reduzida no trecho, no sentido Novo Hamburgo - Porto Alegre, mas sem mudança no tempo de viagem, conforme a Trensurb.


Perto da Estação Fátima foi colocada uma tala, e o conserto definitivo deve ser realizado durante a noite.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cinco dos 15 novos trens da Trensurb seguem sem data definida para voltar a operar


17/05/2017 - G1

A nova frota que deveria dar mais conforto aos usuários da Trensurb desde 2014 ainda é uma promessa. Dos 15 trens adquiridos por R$ 242 milhões há três anos, apenas 10 voltaram a funcionar após os problemas de descarrilamento e infiltrações em rolamentos logo no início das operações. Os outros cinco seguem parados.

O Ministério Público Federal (MPF) multou o fornecedor, o consórcio Alston, em R$ 4 milhões e determinou que a frota deveria entrar em funcionamento até o dia 20 de maio. De acordo com a Trensurb, porém, não será possível cumprir o prazo porque os cinco vagões novos continuam em manutenção.

A companhia também deve cobrar do consórcio responsável pela construção dos trens o valor gasto a mais com a permanência dos vagões velhos em operação. Segundo a Trensurb, além do prejuízo aos passageiros, os trens antigos exigem mais manutenção e consomem mais energia.

O procurador do MPF Celso Antônio Três diz que vai se reunir nesta semana com dirigentes da Trensurb e deve definir uma nova sanção contra o consórcio da Alston caso um novo prazo não seja cumprido.

A RBS TV entrou em contato com a Alstom, mas a empresa não respondeu aos questionamentos da reportagem.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Seis escadas rolantes da Trensurb estão desativadas desde 2013 e outras cinco paradas sem previsão de conserto


18/04/2017 - Diário Gaúcho

Há pelo menos três anos, a dona de casa Clenir Fátima Costa de Vargas, 58 anos, percebe que as escadas rolantes da Estação Unisinos da Trensurb, localizada em São Leopoldo, não funcionam. Clenir utiliza o trem todos os dias e já perdeu a conta das vezes em que viu idosos e pessoas com deficiência terem dificuldades para chegar nas plataformas por conta do não funcionamento das escadas rolantes.

Ainda conforme a dona de casa, principalmente no período da manhã, a estação está sempre cheia. E, sem o equipamento funcionando, o tumulto é ainda maior.

— Idosos, estudantes, trabalhadores, todos misturados correndo contra o tempo e sem um dos meios de acesso. São quatro escadas e nenhuma funciona, nem para subir nem para descer. É horrível — comenta.

Amontoadas para não perder o trem, Clenir costuma ver as pessoas usando a escada rolante como escada comum. E fica aflita:

— Imagina se, do nada, a escada liga e alguém cai ou fica preso por falta de aviso?

A dona de casa já fez várias reclamações para a Trensurb, mas não presenciou alguma manutenção ou o conserto das escadas.

— Eles sempre usam a justificativa da falta de verba. Não há interesse em resolver o problema. Eu não sou a única prejudicada, são muitas pessoas — diz ela.

Em julho de 2013, o DG já denunciava a falta de funcionamento dos equipamentos.

Desativação é permanente, diz empresa

Para o descontentamento de Clenir, as escadas rolantes não voltarão a funcionar. A Trensurb informou que as quatro escadas da Estação Unisinos e outras duas da Estação São Leopoldo estão desativadas permanentemente desde dezembro de 2013. Em julho do mesmo ano, quando o DG fez uma reportagem sobre o assunto, a empresa havia informado que até agosto as escadas estariam consertadas, o que não aconteceu. O motivo, conforme a Trensurb, é o extenso desgaste e a impossibilidade de conserto, pois o fabricante abandonou o suporte ao modelo.

A Trensurb disse ainda que chegou a firmar contrato de compra de novas escadas rolantes, mas a empresa não apresentou a documentação necessária, o que impossibilitou o serviço. Uma nova licitação será lançada em breve, e o processo de troca das escadas deverá ser concluído no segundo semestre de 2018.

Ao todo, a empresa tem 50 escadas rolantes instaladas nas 22 estações. Tirando as seis desativadas, as outras 44 passam por manutenção frequente, diz a Trensurb.

"Fluxo interno"

Atualmente, cinco estão paradas: duas na Estação Mercado, uma na Estação Rodoviária, uma na Estação Sapucaia e uma na Estação Fenac. Não há previsão para a conclusão do conserto das escadas.

Em nota, a Trensurb salientou ainda que "as escadas rolantes não são equipamentos de acessibilidade, mas dispositivos para melhorar o fluxo interno das estações. Pessoas com dificuldades de locomoção devem utilizar os elevadores e rampas". Além disso, "os agentes metroviários e seguranças são treinados para atendimento a pessoas com deficiência, e a empresa conta com plataformas portáteis para transporte de cadeiras de rodas em escadas fixas, quando necessário".


quarta-feira, 8 de março de 2017

Há 32 anos, era inaugurado o metrô gaúcho



Cerimônia de inauguração da Linha 1 da Trensurb aconteceu em 2 de março de 1985. Em 32 anos, empresa transportou 1,32 bilhão de passageiros, com tarifa social, utilizando energia limpa e renovável.

Há 32 anos, no dia 2 de março de 1985, a Linha 1 da Trensurb era inaugurada em ato solene. Dois dias depois, o sistema metroviário abria definitivamente as suas portas à população com o início da operação comercial. Instituída por meio do Decreto Federal nº 84.640, de 17 de abril de 1980, a Trensurb já transportou 1,32 bilhão de passageiros nesses 32 anos de funcionamento do metrô, contribuindo no desafogamento do tráfego rodoviário, com consequente redução dos gastos de manutenção das vias públicas e do número de acidentes. E, ao utilizar energia limpa e renovável, a Trensurb promove ainda a redução da poluição ambiental.
Em 2016, a Trensurb transportou 56.161.503 usuários, o que equivale a uma média de 4.680.125 passageiros mensais. Em 2015, haviam sido transportados 57.554.522 passageiros. Durante o ano passado, a média de usuários transportados por dia útil foi de 186.343. No dia 7 de dezembro, o metrô gaúcho atingiu seu recorde de passageiros em 2016, com 214.550 embarques.
Por duas vezes no ano, a demanda mensal no metrô ultrapassou os cinco milhões de passageiros. Em março, foram 5.007.309 usuários transportados e, em agosto, foram 5.017.881. As estações que registraram, em 2016, o maior número de embarques no metrô foram Mercado (8.528.337), Canoas (5.404.407), Rodoviária (4.339.904) e Sapucaia (4.332.560). Em 2016, 1.037.066 passageiros utilizaram a linha metrô-aeroporto do aeromóvel, operada pela Trensurb. A média foi de 3.131 usuários por dia útil. No ano anterior, 1.140.802 passageiros haviam utilizado o modal.
32 anos de história
A Trensurb foi criada, em 1980, para implantar e operar uma linha de trens urbanos no eixo Norte da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) e atender, diretamente, as populações dos municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
Começou a ser idealizada a partir de 1976, através de estudos desenvolvidos pelo GEIPOT (Grupo Executivo de Integração da Políticas de Transportes da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes ), que justificou o projeto pela redução do fluxo de veículos na BR-116, já saturada à época, e pela oferta à população dos municípios mencionados de uma alternativa de transporte com baixo custo e com maior rapidez, segurança e conforto.
Entre os anos de 1980 e 1985 foram realizadas as obras necessárias para a implementação da via, como colocação de trilhos, dormentes, rede elétrica aérea e demais obras necessárias à reorganização do tráfego de veículos. A primeira etapa implantada atingiu quatro dos seis municípios previstos pelo projeto original, de Porto Alegre a Sapucaia do Sul, totalizando 27 km de linha e contando com 15 estações.
Em 1997, a Trensurb chegou à cidade de São Leopoldo, com a inauguração da Estação Unisinos, e, em 2000, foi aberta a Estação São Leopoldo. Em julho de 2012, começaram a operar comercialmente mais duas estações: Rio dos Sinos, também em São Leopoldo, e Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Em maio de 2014, iniciou-se a operação comercial em outras três estações no município hamburguense: Industrial/Tintas Killing, Fenac e Novo Hamburgo. Assim, a linha alcançou uma extensão de 43,8 quilômetros.
Foto: Arquivo Trensurb
02/03/2017 – Trensurb


sexta-feira, 3 de março de 2017

Um aeromóvel para a Região Metropolitana?


14/02/2017Notícias do Setor ANTRilhos          
Governo federal conversa com empresa chinesa interessada em construir um aeromóvel que interligaria cinco cidades

Com o sepultamento da segunda linha do metrô em Porto Alegre, uma nova alternativa para a mobilidade na Região Metropolitana está no horizonte do governo federal. Interessado em investimentos no Brasil, um grupo de chineses procurou o Palácio do Planalto para apresentar a ideia de um aeromóvel interligando a Capital, Alvorada, Viamão, Gravataí e Cachoeirinha.

As conversas entre executivos da China Railway Engineering Group e o governo são preliminares e iniciaram-se sob o comando do ministro Eliseu Padilha. Para seguir adiante, depende ainda de articulação com o Ministério das Cidades. Já se sabe que os chineses têm um ativo bilionário à disposição para investimentos no Brasil. O interesse comum é pelo “meio de transporte por via elevada de propulsão pneumática”.

Para viabilizar o aeromóvel sem aporte público, o governo teria de conceder, por cerca de 30 anos, a Trensurb. Como contrapartida, a empresa se comprometeria em construir a estrutura nessas cinco cidades. O ponto de partida seria na zona norte de Porto Alegre, próximo à Fiergs, onde seria também o fim da linha. A operação do sistema estaria nas mãos da chinesa.

Ainda não há um contrato com a União, mas outra exigência seria a ampliação do trensurb, que hoje vai até Novo Hamburgo. Estaria no acordo a construção de estações em Campo Bom, Parobé e Taquara, onde seria, então, o fim da linha.

O grupo chinês é o mesmo responsável pela estrutura do meio de transporte contratado pelo ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge. No município, a negociação foi possível graças a um financiamento.

De acordo com Eliseu Padilha, a concessão seria a melhor forma de retomar o investimento em mobilidade no Rio Grande do Sul. Aponta que o negócio é a solução que o governo pode oferecer:

— É infinitamente mais barato do que construir rodovias.

O ministro descartou qualquer possibilidade de reaver a verba perdida para a construção da segunda linha do metrô em Porto Alegre, reservada ainda no governo de Dilma Rousseff. Foi por falta de dinheiro no Estado e na Capital que o projeto não deslanchou.


10/02/2017 – Zero Hora

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

União cancela repasse de verba para obra de metrô em Porto Alegre


20/02/2017Notícias do Setor  ANPTrilhos   
O governo federal cancelou os repasses de recursos para a construção do metrô em Porto Alegre. O valor total era de R$ 3,5 bilhões, mas metade da verba já havia sido cortada em dezembro. Nesta quinta-feira (9) o Ministério das Cidades confirmou que a outra parte não vai ser repassada, como mostra o RBS Notícias (veja vídeo acima).

O projeto previa uma linha de cerca de 10 quilômetros de extensão entre o Centro Histórico e a Zona Norte de Porto Alegre. Em 2013, a então presidente Dilma Rousseff havia garantido o dinheiro para a obra.

Além de Porto Alegre, o Ministério das Cidades suspendeu os recursos para diversos projetos de mobilidade no país porque, segundo o órgão, estados e municípios não teriam cumprido os requisitos necessários. O prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Junior, ressaltou nesta quinta que a nova linha de metrô não está nos planos do atual governo e que não há dinheiro para investir no projeto.

Outros cinco projetos de mobilidade na Região Metropolitana de Porto Alegre e em Santa Maria, na Região Central do estado, também perderam os recursos federais.


14/02/2017 – G1

Sem recursos para construir o metrô de Porto Alegre, especialistas apontam alternativas

A confirmação de que o governo federal não vai mais repassar recursos para a construção de uma linha de metrô em Porto Alegre coloca uma questão: sem o transporte subterrâneo, qual seria a alternativa para melhorar o trânsito na Zona Norte?
Em 2013, o traçado da obra já havia sido reduzido em 30% para se adequar o orçamento previsto — iria do Centro ao Terminal Triângulo, totalizando 10,3 quilômetros, e não mais os 14,8 quilômetros originais até Fiergs.
Professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luiz Afonso Senna afirma que, ao longo dos anos em que se discutiu a construção do metrô, deixou-se de fazer investimentos de menor custo que poderiam gerar resultados positivos no trânsito. O docente cita como alternativas ao metrô a construção de corredores de ônibus, aperfeiçoamento dos já existentes e implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT).
— E não adianta construir 10 quilômetros de metrô. As cidades que têm metrô possuem 500 quilômetros. São Paulo, que é uma cidade com uma rede muito modesta, tem 100 quilômetros de metrô. Dez quilômetros para uma cidade que movimenta só no setor de transporte público quase 2 milhões de passageiros por dia não é nada, porque só vai interligar um pedacinho da cidade. Isso não significa que não seja bom ter metrô. Mas, aos custos reais para ser construído, é algo irrealista — avalia Senna.
Apesar de os BRTs serem constantemente elogiados por especialistas em transporte, em Porto Alegre, onde foram pensados para a Copa de 2014, não significaram uma grande transformação. A pavimentação de corredores foi refeita, utilizando concreto; porém, outros elementos que caracterizam a modalidade não chegaram a ser implantados: embarque rápido, veículos maiores, bilhetagem eletrônica e informatização de horários. Ou seja, não resultou em mais agilidade.
— O que vamos fazer com a Assis Brasil? É uma boa pergunta. Vamos colocar um BRT lá? Ok, mas não sabemos isso. Aquilo estava em stand by esperando o metrô — afirma o doutor em Transportes João Fortini Albano, também professor da UFRGS.
O especialista sustenta que o que o ônibus mais próximo do metrô é o BRT:
— Transporte de massa que existe por aí é trem metropolitano, que nós já temos no eixo da BR-116; metrô, que é enterrado; e ônibus. E o ônibus mais identificado com transporte de massa é o BRT, que trafega em corredores exclusivos e com veículos de 140, 170 passageiros. (O BRT) tem trajeto livre, se desloca com menor tempo, atrai bastante usuários. Não dá tanta vazão quanto o metrô, mas é um transporte de massa.
09/02/2017 – Zero Hora

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Trensurb tem nove dos 15 novos trens fora de operação há 10 meses


13/02/2017 - G1

Nove das 15 novas composições do Trensurb estão parados há 10 meses devido a problemas mecânicos, como mostra reportagem do RBS Notícias (veja no vídeo). Além de ter de usar os vagões antigos, sem ar-condicionado, os passageiros relatam episódios de violência devido à ausência de câmeras de monitoramento, ao contrário dos veículos novos. Cerca de 200 mil pessoas usam o serviço diariamente.

As novas composições, que têm câmeras e ar-condicionado, começaram entrar em operação em 2014. No entanto, no dia 7 de abril de 2015, um dos novos vagões descarrilou e bateu em uma plataforma, deixando uma multidão de passageiros sem poder voltar para casa.

Cerca de um ano depois, uma infiltração no sistema de rolamentos foi percebida durante uma manutenção preventiva. A Trensurb decidiu tirar de circulação as 15 composições, deixando apenas os vagões antigos em funcionamento.

Segundo a Trensurb, os trens estão parados para fazer uma adequação técnica no rolamento de cada composição. Durante uma investigação técnica, foi constatado que os rolamentos permitiam a entrada de umidade. O reparo foi realizado em seis dos 15 trens. A empresa que gere o modal emprestou as oficinas para a fabricante fazer a troca.

O Ministério Público Federal (MPF) diz ter multado os fornecedores em R$ 4 milhões, e fechado um acordo com a empresa que gere o modal, para que toda a frota adquirida por R$ 243 milhões entre em circulação até o dia 20 de maio.

"Se não houver esse cumprimento, cabe uma ação do Ministério Público até para cobrar alguma indenização para os usuários por esse prejuízo que eles estão tendo", diz o procurador do MPF Celso Três.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também abriu uma investigação sobre um suposto cartel – a combinação de preços entre as empresas concorrentes – na compra dos trens. Enquanto isso, os passageiros que usam os trens da frota antiga contam que, devido à ausência de câmeras de monitoramento, viraram alvo de bandidos.

"Tem arrastão às vezes no trem e eles não fazem nada. Os caras vão nos trens que não têm câmeras, fazem arrastão e levam celulares", conta o pintor Antony Camargo.

A auxiliar de cozinha Rosane da Rosa relatou um caso semelhante. "Entraram dentro do trem e fizeram arrastão", conta, descrevendo a ação de um dos bandidos: "Foi tirando bolsa e celular das pessoas, e depois saiu no meio do pessoal. A polícia não fez nada."

A Trensurb informou que tem câmeras em todas as estações e mantém seguranças fixos nas mais movimentadas. "Trabalhamos com a Polícia Civil, fornecendo imagens para o inquérito policial", acrescenta o chefe de operações da empresa, Juliano Boeck.

A reportagem procurou a Alston, fornecedora dos trens, mas a multinacional não se manifestou sobre o caso até a publicação da reportagem pela RBS TV.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Trensurb aprova projeto de complexo de integração em Novo Hamburgo


16/01/2017 Notícias de Destaque ANPTrilhos

Trensurb aprova projeto de complexo de integração em Novo HamburgoEmpreendimento contará com estacionamento, ponto de táxi, lojas e terminal de ônibus. Projeto ainda deve ser aprovado pela prefeitura do município e obras têm previsão de início no primeiro semestre.

Em reunião na última sexta-feira (16), o diretor-presidente da Trensurb, Francisco Hörbe, entregou ao representante do consórcio Verdi-Cádiz, Laerte Sopper, um ofício aprovando o projeto executivo do complexo de integração intermodal junto à Estação Novo Hamburgo do metrô. O projeto prevê a construção de um centro comercial com 5,7 mil metros quadrados e área de integração de 13,1 mil metros quadrados num terreno de 14,4 mil metros quadrados, com um investimento estimado de R$ 12 milhões por parte do consórcio. O complexo contará com espaço para 20 ônibus, bicicletário com 32 vagas, 4 vagas para táxi, 7 vagas para moto-táxi, estacionamento para automóveis particulares com cerca de 260 vagas e aproximadamente 230 espaços comerciais.

Com a aprovação da Trensurb, o próximo passo é a apresentação do projeto à Prefeitura de Novo Hamburgo, para avaliação e devidos trâmites. Segundo o superintendente de Desenvolvimento Comercial da Trensurb, Euclides Reis, a expectativa é de que as obras tenham início ainda no primeiro semestre. O consórcio prevê que o complexo esteja concluído 18 meses após o começo dos trabalhos no local.

O principal objetivo do empreendimento é “dotar o município de uma infraestrutura para organizar a integração de ônibus e outros modais com o metrô”, conforme afirma o superintendente Euclides Reis. “É uma infraestrutura de mobilidade urbana antes de ser um empreendimento comercial”, conclui.

Para efetuar a desapropriação da área do complexo, a Trensurb desembolsou aproximadamente R$ 10 milhões e, por meio de processo licitatório, concedeu a exploração do espaço para o consórcio Verdi-Cádiz por 30 anos, pelo valor de R$ 29,4 mil mensais. A partir de maio – quando se completa um ano da assinatura do termo de posse e autorização de instalação – até a conclusão das obras, a empresa metroviária será remunerada mensalmente em 10% desse valor. Com o início do funcionamento do terminal, a remuneração passa a ser integral. Após o término do contrato, tanto o terreno quanto as edificações serão entregues à Trensurb.


16/01/2017 – Trensurb

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Novos trens devem chegar em Porto Alegre apenas em 2017, afirma Trensurb

08/11/2016 - R7: Correio do Povo

A Trensurb deve apresentar novos trens apenas em 2017. Atualmente, apenas cinco dos quinze novos trens estão circulando entre o Vale do Sinos e Porto Alegre. De acordo com a empresa, em abril deste ano, a frota nova, que somou investimentos de R$ 243,7 milhões em quinze composições, foi retirada de circulação depois de um ano e dois meses de funcionamento devido a problemas nos rolamentos, o que ocasionou infiltração de água nos carros, impossibilitando-os de funcionarem de maneira correta.
Em maio, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito para apurar o caso e, desde então, vem acompanhando a situação. O procurador da República em Novo Hamburgo Celso Tres é o autor da ação e afirma que a Trensurb já apresentou justificativas para o problema, inclusive aplicando multa para os fornecedores. "A empresa também já me encaminhou um cronograma para reparos que serão feitos nos veículos mas como as peças para reparo precisam vir de fora do pais a situação só deve ser totalmente resolvida em maio do ano que vem”, explica.
Conforme a assessoria da Trensurb, o Consórcio FrotaPoa, formado pelas multinacionais Alstom e CAF, já foi penalizado em mais de R$ 4,5 milhões pelos problemas detectados. A Trensurb explica também que como ainda há um saldo contratual de cerca de R$ 15 milhões, os valores de multas serão descontados dos pagamentos do consórcio, que foram suspensos após a detecção dos problemas.
Além da multa inicial estabelecida em 1% do valor total do contrato, que é de R$ 243,7 milhões, a Trensurb deve ser compensada por perdas e danos pela não circulação dos novos trens.
Usuários reclamam 
O verão nem chegou e as altas temperaturas já causam desconforto para os usuários do Trensurb. Realizando o trajeto do Vale do Sinos para Porto Alegre, a principal queixa dos passageiros é a falta de climatização dos vagões, que foram fabricados em 1984. "Eu gosto do serviço porque é pontual e barato, mas é muito desconfortável utilizar o trem nos dias de calor. Já passei mal durante o verão", disse a aposentada Clélia Moser, que se deslocada entre São Leopoldo e Porto Alegre para fazer tratamento médico, duas vezes por semana.
A reclamação dela, e da maioria dos usuários, ainda é reforçada pela falta de circulação dos novos carros adquiridos pela Trensurb em 2013, justamente para resolver essa situação.


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Aeromóvel: um marco para o desenvolvimento de Canoas


Pensando na implantação do Sistema Aeromóvel de Canoas, cuja primeira etapa já avança na cidade, Canoas promove, na próxima terça-feira (9), o I Seminário da Cadeia Produtiva do Aeromóvel. O evento, promovido em parceria pela Prefeitura de Canoas, Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e a Aeromovel Brasil S.A., será realizado das 13h30 às 18h, no Salão Nobre da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Canoas (CICS), na Rua Ipiranga, 95, 8º andar, no Centro.
Coordenado pelo prefeito de Canoas, Jairo Jorge, e pelo representante da CAF no Brasil, Victor Rico, o seminário tem como objetivo aproximar os atores envolvidos na implementação do Sistema Aeromóvel de Canoas, bem como criar espaço de reflexão e crítica. Estarão presentes os fornecedores de produtos e serviços relacionados com a tecnologia Aeromovel, operadores do transporte coletivo, instituições públicas envolvidas com o projeto e a equipe técnica do Município de Canoas.
Conforme o prefeito Jairo Jorge, a construção da via elevada da linha 1 é considerada um marco para a engenharia do Município, por sua complexidade e importância. O processo de elaboração dos projetos executivos e do edital de concorrência pública representaram um aprendizado para todos os envolvidos, pois não há referências prévias por tratar-se de um projeto inovador.
O Sistema Aeromóvel de Canoas
* 18 km de extensão * 27 estações * 12 mil passageiros/hora no pico e 82 mil passageiros/dia
* Linha Leste/Oeste: ligação dos Bairros Guajuviras e Mathias Velho, integrando com o trem metropolitano (Trensurb)
*Linha Norte/Centro: ligação do complexo Hospitalar e Educacional da ULBRA com o centro da cidade, integrando com a Linha Leste/Oeste na estação Farroupilha.

Primeiro trecho
O novo modal de transporte em Canoas, que ligará os bairros Mathias Velho e Guajuviras nesta primeira etapa, já começa a tomar forma no bairro Guajuviras. O primeiro trecho da Linha Leste/Oeste está em execução.
São 4,7 km de traçado e 7 estações, com início na Estação Mathias Velho do Trensurb, seguindo no sentido leste em direção ao Bairro Guajuviras pela Avenida Boqueirão, finalizando na Avenida 17 de Abril até a Estação Brigada. O investimento neste trecho é de R$ 272 milhões do PAC Mobilidade Médias Cidades, com contrapartida municipal de R$ 15 milhões, dos quais parte integra o Programa Canoas para Todos.
Modelo para outros países
O Sistema Aeromóvel de Canoas tem despertado a atenção de várias cidades, não só do Rio Grande do Sul e do Brasil como de outros países. Canoas já recebeu comitivas de Rionegro (Colômbia), de Jacarta (Indonésia), onde querem expandir a linha existente, transformando-a em transporte de massa, da África do Sul e da cidade de Medellín (Colômbia).
O coordenador executivo do Sistema Aeromóvel de Canoas e secretário municipal da Fazenda, Marcos Bósio, já esteve em Lima, no Peru, e, recentemente, foi apresentar o modelo para as cidades serranas de Gramado e Canela. Campinas, Manaus e Curitiba também já conheceram o projeto. Em 2015, o prefeito Jairo Jorge e diretores da Aeromovel Brasil S.A. receberam especialistas da empresa JAI, de San Jose, na Califórnia (EUA), líder em soluções inovadoras em transporte, que conheceram detalhes do projeto de Canoas.
08/08/2016 – Prefeitura Municipal de Canoas

Mercados para o aeromóvel

08/07/2016Clipping do Dia           ANPTrilhos

Dirigentes da Aeromovel Brasil visitaram a cidade do Panamá, que está construindo sua segunda linha de metrô e já projetando a terceira. O plano estratégico da cidade prevê a construção de 100 km no total até 2040. Em paralelo as autoridades locais do metrô estão avaliando alternativas de sua conexão com o aeroporto internacional da cidade – que atende a 12,7 milhões de passageiros ao ano em projeto – através de 5 km de aeromóvel em pista dupla, função análoga a do Aeroporto Salgado Filho. Projetos semelhantes envolvendo o aeromóvel preveem a aplicação do sistema interligando os vários terminais do aeroporto de Guarulhos de São Paulo como os do aeroporto de Los Angeles aos respectivos trens metropolitanos.


05/07/2016 – Jornal do Comércio – RS