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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Obras da Linha 3 do VLT Carioca começam com mudanças no trânsito no Centro


08/01/2018 Notícias do Setor ANPTrilhos         

Hoje é o primeiro dia útil das novas mudanças no trânsito no Centro do Rio por causa das obras na Linha 3 do VLT. Nesta primeira fase, a Avenida Marechal Floriano será fechada para obras no trecho entre a Avenida Tomé de Sousa e a Rua Camerino. O acesso local à Rua Alexandre Mackenzie e ao comércio da Avenida Marechal Floriano será mantido em apenas uma faixa. A previsão é de que as intervenções continuem ao longo de 2018 e que a operação da linha comece no fim do ano.

O novo trecho do VLT tem início na Central do Brasil e seguirá por três novas estações: Itamaraty (que ainda não tem local definido), Camerino (na rua de mesmo nome) e Santa Rita (que ficará na última quadra da Avenida Marechal Floriano, antes da Rua Visconde de Inhaúma). Os trilhos, então, encontrarão a Linha 1 entre a parada São Bento e a Candelária. A partir desse ponto, a Linha 3 reforça o atendimento aos passageiros que seguem até o Aeroporto Santos Dumont, trecho com maior fluxo de passageiros do sistema.

Por causa das alterações no trânsito, motoristas que vêm da Praça Cristiano Otoni com destino à Zona Sul e à Candelária, deverão seguir pelas ruas Senador Pompeu e Camerino. Já os veículos que desejam acessar a pista lateral da Avenida Presidente Vargas, no sentido Avenida Brasil, poderão continuar seguindo a Rua Marcílio Dias, Rua Visconde da Gávea, Avenida Marechal Floriano e Avenida Tomé de Souza.

Quem estiver trafegando pela Rua Visconde de Inhaúma em direção à Central do Brasil, pode seguir pela Avenida Marechal Floriano até a Avenida Passos, onde deverá virar à esquerda e acessar a Avenida Presidente Vargas.

Os ônibus municipais que saem do Terminal Procópio Ferreira e atualmente seguem pela Av. Marechal Floriano no sentido Zona Sul terão o trajeto desviado Praça Cristiano Otoni, Rua Senador Pompeu, Rua Camerino até alcançarem a Avenida Passos. As linhas atingidas são 007 (Silvestre/Central); 100 – Troncal 1 (General Osório/Central); 105 – Troncal 5 (Alto Gávea/Central); 106 – Troncal 3 (Central/Leblon); 107 (Central/Urca); e 309 (Alvorada/Central). Também haverá mudanças em linhas intermunicipais das empresas ransturismo Rei Ltda (Trel) e Viação União Ltda, com pontos finais na Av Marechal Floriano. Elas serão remanejadas para o Terminal Américo Fontenelle, na Rua Bento Ribeiro, no Centro.

Por conta das mudanças, será proibido o estacionamento nos dois lados da Rua Senador Pompeu. A carga e descarga deverão ocorrer exclusivamente pelas vias transversais à Rua Senador Pompeu, nos locais indicados pela sinalização. Agentes de trânsito da Guarda Municipal, CET-Rio, Porto Novo e apoiadores contratados pelo VLT irão auxiliar os motoristas na região afetada pelas obras, assim como a sinalização viária da Av. Marechal Floriano e dos arredores será alterada com o objetivo de indicar as alterações.


08/01/2018 – O Globo

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

VLT e revitalização da Zona Portuária atraem mais turistas para o Centro da cidade


08/09/2017 - O GLOBO

A revitalização da Zona Portuária e a implementação do VLT no Centro do Rio mudaram os hábitos de turistas que chegam à cidade de navio. Visitantes que antes davam preferência a cartões-postais como Copacabana, Cristo Redentor e Pão de Açúcar agora incluem na agenda as atrações da região. Em um ano, o número de pessoas que usam o transporte público quadruplicou entre os que desembarcam no terminal do Píer Mauá. O percentual saltou de 4%, na temporada de cruzeiros de 2015/2016, antes de o sistema entrar em operação, para 16% (no período 2016/2017). Desse total, 9% usaram especificamente o VLT, 5% preferiram o metrô e 2%, ônibus.

A conclusão é da turismóloga Maraísa Esch, em sua tese de mestrado em engenharia de transportes pela Coppe/UFRJ. Maraísa apurou o efeito do VLT na maneira como turistas nacionais e estrangeiros se deslocam no Rio. Segundo ela, os navios não costumam pernoitar na cidade. Chegam por volta das 7h e partem até as 19h, o que dá aos passageiros apenas algumas horas para aproveitar os encantos cariocas. Com o novo meio de transporte na área do Porto, que passou a operar em junho do ano passado, e a remodelação da Orla Conde, mais visitantes estão caminhando ou usando o transporte público na região.

— O número de citações a lugares visitados no Centro e na área portuária aumentou consideravelmente entre as duas temporadas de cruzeiros. Nesse roteiro, o Boulevard Olímpico foi o campeão, seguido do Museu do Amanhã. Também aparecem o AquaRio, os Arcos da Lapa, o bairro de Santa Teresa, a Confeitaria Colombo e o Museu da Marinha — diz a pesquisadora. — Alguns turistas mencionaram ter feito todo o percurso do VLT como um passeio pela área central. Isso mostra o potencial desse trem para aprimorar a experiência de quem chega por navio à cidade.

Apesar de ter havido crescimento expressivo no uso do transporte público por parte de turistas, Maraísa destaca que o impacto do VLT no deslocamento ficou bem abaixo do que ela esperava. Principalmente porque, na primeira fase de entrevistas, antes de o VLT funcionar, 96% dos visitantes ouvidos disseram ter vontade de utilizar o bonde.

— A falta de informação foi o principal motivo que impediu mais turistas de usarem o VLT e circularem pelo Centro. Esse potencial turístico do bonde moderno não parece estar sendo aproveitado de maneira adequada — avalia Maraísa, que entrevistou 138 viajantes na primeira fase do trabalho e 140 na segunda, na alta temporada de cruzeiros, de novembro a março.

Segundo o estudo, muitos turistas que chegam à Zona Portuária afirmaram não ter usado o VLT por falta de informação precisa e confiável sobre o que fazer e como ir e voltar por conta própria, e em tempo hábil, até os respectivos locais de interesse na cidade. Maraísa diz ter constatado problemas de sinalização para os passageiros dos navios. Segundo ela, dentro do terminal havia uma única máquina para a venda de bilhete. Mal localizada, mais parecia um caixa eletrônico. O painel com informações sobre o VLT, no alto, exibia informações incompletas, e os folhetos com mapas da região eram antigos, ainda sem as estações do VLT.

Para corrigir o problema, e explorar melhor o bonde como ferramenta turística, Maraísa sugere duas medidas. A mais urgente: melhorar a divulgação do VLT no terminal do Píer Mauá e em outros pontos de chegada à cidade, como aeroporto e rodoviária. A outra é implantar integração tarifária do VLT com os demais meios de transporte.

— A integração existe em termos físicos com o Píer Mauá e o metrô, e é boa. Mas, na questão tarifária, o sistema deixa a desejar. A impressão dos turistas é de que usar o VLT com outros modais fica caro ou confuso, porque a passagem não permite o uso de outros meios de transporte — ressalta a pesquisadora.

LINHA EM EXPANSÃO

A concessionária VLT Carioca, que explora o serviço do bonde, tem planos para melhorar a sinalização. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, até o fim do ano serão instalados painéis em pontos estratégicos da região, como Aeroporto Santos Dumont, Píer Mauá e Rodoviária Novo Rio. Eles terão nova identidade visual e mais explicações sobre valor de passagem, itinerários e como comprar bilhetes e usar o bonde.

Quando começou a operar, o VLT transportava 25 mil pessoas por dia. Hoje, são 40 mil, um aumento de 60% no volume de passageiros em pouco mais de um ano. Atualmente, são duas linhas: a 1, ou azul, que liga a rodoviária ao Santos Dumont; e a 2, ou verde, que faz o trajeto Praça Quinze-Saara. Até o fim do ano, essa linha também chegará à Novo Rio, passando pela Central, onde fará integração com o Terminal Américo Fontenelle.

Em relação à integração tarifária, o VLT Carioca — que custa R$ 3,80 — informa ter interesse em manter contato com outros operadores de transporte. A única integração é com os ônibus municipais, pelo sistema do Bilhete Único, em que o passageiro pode usar VLT e ônibus pagando uma só passagem, no período de duas horas e meia.


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

VLT do Rio ganha mais uma estação no Centro


Parada Praia Formosa começa a funcionar às 6h de sábado. Número de viagens aumentam em dezembro.

Por G1 Rio
02/12/2017 07h00  Atualizado há 3 horas

No fim de ano, o VLT terá 25 viagens a mais por dia. (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo) No fim de ano, o VLT terá 25 viagens a mais por dia. (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)

No fim de ano, o VLT terá 25 viagens a mais por dia. (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)

O VLT do Rio inaugura mais mais um ponto para embarque e desembarque a partir das 6h de sábado (2). A parada Praia Formosa fica na Rua General Luis Mendes de Moraes, ao lado do terminal de ônibus Padre Henrique Otte e vai ser um dos pontos de partida das duas linhas em operação.

A linha 1 terá saídas em direção ao Santos Dumont de 6h à meia-noite. Já em direção à Praça XV, composições vão sair da Praia Formosa de 6h às 20h.

O VLT também vai disponibilizar mais viagens na linha 2 em dezembro. O trecho terá 25 viagens a mais por dia e uma redução de 30% no tempo médio de espera entre 10h e 16h. A concessionária informou que os intervalos entre as composições, que variavam entre 7 e 15 minutos ao longo do dia, vão se manter em 7 minutos de 6h30 às 20h.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Com abertura de estação na Central, número de usuários do VLT deve crescer 40%


20/10/2017 - O GLOBO
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) terá seu teste de fogo a partir deste sábado, quando será inaugurada a Estação Central, que completa o traçado previsto para a Linha 2 do bonde moderno. Última estação aberta no trajeto entre a Rodoviária e a Praça Quinze, ela é considerada estratégica para o sistema. Vizinha da Central do Brasil e do Terminal Américo Fontenelle, por onde passam 54 linhas de ônibus intermunicipais, a estação deve ser responsável pelo aumento no número de usuários do sistema. A previsão é que cerca de 20 mil novos passageiros embarquem por dia no local, elevando em 40% o movimento das Linhas 1 e 2, que hoje transportam, juntas, entre 45 mil e 50 mil pessoas por dia.

A concessionária que administra o bonde — cuja primeira linha, ligando o Aeroporto Santos Dumont à Rodoviária Novo Rio, foi inaugurada em junho de 2016 — garante estar preparada para o aumento da demanda. A frota de 32 trens, com capacidade para 420 passageiros, cada, foi projetada para receber até 200 mil pessoas por dia, quando o serviço estiver a pleno vapor. Ainda falta entrar em operação a Linha 3, que ligará a Central ao Aeroporto Santos Dumont por um trajeto alternativo, e cujas obras estão previstas para começar em março do ano que vem. Enquanto isso não acontece, estarão em operação a partir de amanhã nove trens na Linha 1 e outros nove na Linha 2.

FALTA ACERTO COM MODAIS

Hoje, a concessionária VLT Carioca diz que não sabe se alcançará o número de passageiros projetado inicialmente. Novos estudos de demanda estão em elaboração. Mas, para os usuários, o que vem preocupando é outro assunto: a falta de integração do VLT com outros modais. O sistema ainda não opera em conjunto com trens, metrô e ônibus intermunicipais — e a Central do Brasil é justamente o local onde há grande oferta dos três. Atualmente, a integração só é possível com linhas de ônibus municipais, através do Bilhete Único Carioca. O usuário, quando utiliza os dois meios de transporte, paga R$ 3,80 — R$ 3,60 pelo ônibus e R$ 0,20 pela viagem no VLT. Se o bonde for usado sozinho, custa R$ 3,80.

— Ainda estamos negociando com o Estado a integração com os outros meios de transporte, mas ainda não temos um prazo — diz Paulo Fernando Mainenti Ferreira, diretor de operações da concessionária VLT Carioca.

Enquanto a integração do VLT com os trens não sai do papel, o comerciário Alexandre de Souza Cavalcanti, de 32 anos, faz cálculos de como economizar tempo e dinheiro. Morador do Méier, ele utiliza o trem diariamente até a Central, pagando R$ 4,20 pela passagem. De lá, ele costuma ir a pé até o trabalho, numa lanchonete na Avenida Rio Branco. Agora, com o novo trajeto do VLT, ele está na dúvida se é mais vantajoso continuar pegando o trem e ir andando até o serviço, ou se é melhor usar a integração ônibus-VLT, por R$ 3,80. Apesar de custar menos, essa opção pode significar, segundo ele, mais tempo de deslocamento por conta do trânsito.

— De trem, eu pago R$ 4,20. A integração do ônibus com o VLT vai me permitir economizar algum dinheiro no fim do mês. Minha única dúvida é se vai valer a pena poupar e ficar mais tempo no trânsito. Mas, como entro no trabalho cedo, pode ser que não esteja tão engarrafado assim — diz Alexandre.

Os passageiros que pegam a Linha 2 são hoje obrigados a saltar na Saara. Com a abertura da Estação Central, vão conseguir chegar até a Rodoviária. Ontem, uma equipe do GLOBO acompanhou os preparativos finais para a abertura do novo ponto de embarque e desembarque e percorreu o trecho com os técnicos do VLT. Da Praça da República (Estação Saara), a composição atravessa a Avenida Presidente Vargas e passa nas imediações do Comando Militar do Leste (CML). Da Central, o trem segue por um antigo túnel ferroviário que, no passado, era usado para levar carga até o Porto do Rio, e que há anos estava desativado. Em seguida, atravessa Rua da América (um dos principais acessos ao Morro da Providência) até chegar à estação da Vila Olímpica da Gamboa. A partir daí, o trecho é compartilhado com os trens da Linha 1 até chegar à Rodoviária. A previsão é que a volta completa na Linha 2 seja feita entre 27 e 30 minutos. Hoje, os deslocamentos na Linha 1 levam 24 minutos.

O novo trecho já vem sendo percorrido pelos bondes em testes operacionais, sem passageiros, desde o fim de agosto. Agora, como ocorreu quando outras estações foram abertas, a entrada será gratuita para usuários que embarcarem na Central. A previsão é que a passagem comece a ser cobrada somente no fim do ano. Mas é preciso ficar atento: embora o valor não seja cobrado, é preciso validar o bilhete dentro do VLT ao entrar na estação Central.

Durante os primeiros meses de funcionamento, a operação do VLT ocorrerá em horário diferenciado no percurso Central-Rodoviária: será das 6h às 20 h. O trecho entre a Central e a Praça 15 terá o mesmo horário do resto do sistema: vai funcionar das 6 h à meia-noite.

Paulo Fernando Mainenti Ferreira acrescentou que a concessionária VLT Carioca não está preocupada com um possível aumento no número de calotes nas viagens com a entrada de novos usuários no sistema. Segundo ele, o percentual de passageiros que viajam sem pagar chega a no máximo 10% no Rio de Janeiro enquanto que em algumas cidades da Europa passa dos 40%. A Guarda Municipal, por sua vez, mantém agentes trabalhando na fiscalização do sistema. Entre setembro do ano passado e o mesmo mês deste ano, já foram aplicadas 8.970 multas, uma média de 690 por mês. O recorde ocorreu em fevereiro deste ano, quando 950 usuários foram notificados O valor da multa é de R$ 170. O total arrecadado até o fim da primeira quinzena de outubro chegou a R$ 337.522,70. Muitos usuários recorreram da punição ou estão inadimplentes.

LINHA 3 PREVISTA PARA OPERAR EM 2018


As obras da Linha 3 do VLT, devem sair do papel e serem concluídas no ano que vem. Com 8,1 quilômetros, e dez estações, o projeto prevê a abertura de três novas estações ao longo da Rua Visconde de Inhaúma e é considerado uma obra complexa porque exigirá uma série de mudanças no trânsito do Centro do Rio durante as intervenções. As outras sete estações ficarão em percursos coincidentes com as Linhas 1 e 2. Em 2012, quando o projeto foi lançado, a prefeitura previa que todos os serviços estariam em operação até junho de 2016. Ao longo do tempo, o cronograma, no entanto, passou por várias revisões. O traçado original sofreu modificações e foi preciso reduzir o ritmo das obras para remanejar tubulações de prestadoras de serviço, como Cedae e Light, e até mesmo por conta de achados de interesse arqueológico, nas imediações da Sete de Setembro.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

VLT do Rio chega à Central da Brasil



VLT chega à Central do Brasil

Lá vai o bonde
O VLT Carioca está iniciando os testes do trecho Central do Brasil-Rodoviária, de 5 quilômetros, veja acima. A operação desse pedaço começa em outubro. Além de significar a conclusão da Linha 2 (Rodoviária-Praca XV), o trecho faz o bonde passar perto de estações de barcas, trem, metrô e pontos de ônibus. Depois disso, faltará apenas terminar a parte da Av. Marechal Floriano, a Linha 3, ligando a Central à Av. Rio Branco. Essa ficou para 2018. Vamos torcer, vamos cobrar
Foto: Divulgação

31/08/2017- O Globo

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Incompleto após um ano, VLT do Rio vira transporte do horário do almoço


07/06/2017 - Folha de São Paulo

Todos os dias, por volta de 13h, o gerente comercial Renato Nazareno, 50, faz a mesma viagem. Sai do escritório onde trabalha, perto da praça Mauá, no centro do Rio, e embarca no VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) no sentido Cinelândia. Desce na estação Sete de Setembro e se encontra com a filha, Renata, que estuda ali perto. Almoçam juntos e, depois, ele pega o bonde elétrico de volta para o trabalho.

Inaugurado há um ano e com apenas uma linha funcionando plenamente, o VLT "pegou" como transporte de hora de almoço. Enquanto metrô, trem e ônibus ficam lotados na hora do rush –entre as 6h e as 9h e de 17h às 20h– o VLT fica cheio, mesmo, no início da tarde.

O número de pessoas que usam o transporte entre 11h e 15h representa quase 45% da média diária, diz o consórcio que gere o VLT. "O pico do pico é entre 13h e 15h", diz Paulo Ferreira, gerente de operações.

Como circula na parte comercial e empresarial do centro, também virou meio de locomoção para resolver assuntos de trabalho. "Tenho muitas reuniões pelo centro, então pego VLT para chegar nelas. Antes, pegava táxi ou ia a pé, no calor", diz Nazareno.

Na mesma plataforma, Caroline Miller, 22, tinha na mão um documento que precisava entregar em uma reunião a algumas quadras dali. Para economizar tempo, foi de VLT.

Já as colegas Danielle Souza, 26, Vitória Vidal, 22, e Nathalia Maio, 27, aproveitavam o intervalo de almoço para pegar o bonde elétrico e conhecer o Museu do Amanhã.

Uma pesquisa encomendada pelo consórcio ao Ibope mostra que a maioria dos usuários é de classe B (com renda de R$ 4.427 a R$ 8.696), funcionário de empresa privada, com nível superior. No total, 70% usa, o transporte para trabalho, e 38% para lazer.

O VLT foi idealizado na gestão do prefeito Eduardo Paes (PMDB) para contribuir para a revitalização do centro da cidade, especialmente da região portuária, e reduzir o espaço para carros.

Se a proposta era de um transporte de massa, e não só turístico ou de uso esporádico, é cedo para dizer se o VLT vingou. Com a rede incompleta, o número de usuários está longe da média prevista pela prefeitura –12% dela. A linha 1 leva 30 mil pessoas por dia útil. A previsão de demanda média é de 250 mil com todo o sistema em operação -três linhas, no total.

Ferreira acha que o perfil de uso pode mudar no segundo semestre, quando a linha 2, que começou a operar comercialmente no dia 24, chegar à Central do Brasil, estação de trens metropolitanos com ligação com o metrô. Ainda em obras, hoje ela vai do terminal das barcas que ligam o Rio a Niterói à Saara -o equivalente à paulistana rua 25 de Março no Rio.

"Quando chegar à Central, é possível que a gente veja o horário de uso mudar para a hora do rush", diz.

Um obstáculo é o bilhete, que custa R$ 3,80 e não tem integração tarifária com outros modais, só com ônibus municipais. Quem pegar metrô e VLT todos os dias para ir e voltar do trabalho gastará R$ 15,80 por dia em transporte. No fim do mês, a conta chegará a ao menos R$ 316, 34% de um salário mínimo.

Outro problema que usuários do VLT enfrentam está ligado à violência –o VLT passa em frente à favela da Providência, que tem sido cenário de confrontos frequentes entre criminosos e policiais.

Desde que começou a funcionar, há um ano, o serviço já foi interrompido 12 vezes devido a tiroteios no entorno. Foi o que aconteceu na última segunda (5), no primeiro dia de funcionamento de duas estações, as da Praça da Harmonia e Providência.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Duas novas estações do VLT serão inauguradas no dia 4 de junho


23/05/2017 - O Globo

Duas novas estações do Veículo Leve sobre Trilhos serão inauguradas no dia 4 de junho. A data para a abertura das paradas Providência e Harmonia foi divulgada nesta terça-feira. Elas ainda fazem parte do trecho da Linha 1, em operação desde junho do ano passado. As obras e testes nesse trecho, no entanto, não ficaram prontos a tempo dos Jogos Olímpicos. De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), as novas estações já começarão a ser operadas de forma comercial, com cobrança de passagem.

Com essa ampliação da rede, o sistema deixará de ser operado em pare e siga, reduzindo os intervalos entre os trens, uma vez que deixará de haver compartilhamento de trilhos em dois sentidos. Subsecretário de Projetos Estratégicos da Prefeitura, Luciano Cordeiro estima uma redução média de 15% dos intervalos entre os trens.

— Não vai mudar nada no tempo de viagem, o que vai mudar é o tempo de espera dos trens. O trecho que tem mais movimento hoje, entre o Aeroporto Santos Dummont e a Parada dos Navios, deve passar de 7,5 para 6,5 minutos de intervalos. Já o trecho entre a Parada dos Navios e a rodoviária passará de 15 para 13 minutos — afirmou.

LINHA 2 COMEÇA A COBRAR TARIFAS

A cobrança da viagem da Linha 2 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entrará em vigor nesta quarta-feira (24). O valor da viagem será de R$ 3,80, assim como a Linha 1, e a única forma de validação é o Bilhete Único, no interior do trem. O trecho novo, atualmente em fase de testes, vai da Praça Quinze à Praça da República, na região da Saara.

Os usuários terão uma hora para fazer transferências entre as duas linhas do serviço sem pagar uma nova passagem. O único ponto de conexão fica entre as estações Colombo (Linha 2, na Rua Sete de Setembro) e Sete de Setembro (Linha 1, na Avenida Rio Branco). De acordo com a operadora, haverá outras interseções até o fim do ano, quando as composições chegarão até a Rodoviária Novo Rio, da mesma forma que a Linha 1.

O horário de funcionamento, que hoje vai de 6h às 14h, será estendido: agora os bondes circularão entre 6h e meia-noite. Com a mudança, as duas linhas do serviço terão expediente igual. A partir de quarta, também começa a cobrança de multas aos passageiros que burlarem o pagamento da tarifa. Quem for flagrado violando o serviço vai ter que desembolsar R$ 170.


Atualmente com cerca de 2 quilômetros de extensão, o novo trecho terá 6,7 quilômetros ao fim das intervenções. Com obras iniciadas em julho de 2015, a Linha 2 do VLT entrou em período de testes em agosto de 2016, ainda sem usuários. A operação com passageiros começou em 6 de fevereiro.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Linha 2 do VLT começa a operar mais cedo e de forma interligada no Rio


17/04/2017 - G1

A partir desta segunda-feira (17), o serviço da Linha 2 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)), que faz a ligação da Saara com a Praça Quinze, no Centro do Rio, será iniciado duas horas mais cedo, começando a circular às 6h, em vez das 8h. O funcionamento seguirá até as 14h, permanecendo com embarques gratuitos e intervalos de 15 minutos entre as partidas.

Além de sincronizar o início da operação com o do primeiro trecho - que liga a Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont e tem tarifa de R$ 3,80 -, o consórcio VLT Carioca, que administra o serviço, afirma que a ampliação vai beneficiar os usuários que utilizam as barcas, no período da manhã. O mesmo acontecerá em relação aos passageiros de trem, que têm como destino o Centro da cidade.

A concessionária ainda não divulgou data para estender a circulação das 14h até a meia-noite e também não informou quando começará a cobrar tarifa dos usuários da Linha 2. Apesar da gratuidade no segundo trecho, os terminais para compra e recarga dos cartões estão em funcionamento nas quatro estações, para facilitar o atendimento aos passageiros que farão a integração com a Linha 1, nas paradas Colombo e Sete de Setembro.


A concessionária não tem balanço do volume de pessoas transportadas desde fevereiro, na Linha 2. Na Linha 1, foram mais de seis milhões de passageiros em dez meses, com uma média de 30 mil a 35 mil passageiros nos dias úteis, segundo a empresa.

terça-feira, 28 de março de 2017

VLT tem 5 mil pessoas multadas por não pagarem passagem


27/03/2017 - Extra

A advogada mineira Pâmella Alqualo decidiu, na semana passada, ir com o marido à Zona Portuária para visitar o AquaRio de VLT. Mas o que seria um passeio divertido virou dor de cabeça. Ao não conseguir usar um RioCard, ela pediu ajuda a uma fiscal, que, em vez de orientá-la, chamou um guarda municipal. Pâmella acabou se tornando uma das 5.085 pessoas multadas desde setembro do ano passado por viajar sem pagar passagem.

— Como tinha acabado de usar o cartão para pagar duas passagens no metrô, imaginei que poderia fazer o mesmo no VLT. Abordei a fiscal para pedir uma informação e fui tratada como desonesta, como se estivesse me recusando a pagar R$ 3,80. Achei um absurdo — reclamou Pâmella.

A verificação do pagamento da passagem é feita por fiscais da concessionária do VLT, que atuam ao lado de guardas municipais, os responsáveis por aplicar as sanções. Dados da prefeitura mostram que, desde o início da fiscalização, foram aplicadas em média 25 multas por dia. Das 1.475 guias emitidas, no valor de R$ 170 cada, 935 foram pagas, o que gerou um montante de R$ 158.950 para o Tesouro Municipal. Do total de autuados, 660 recorreram, mas, até agora, nenhum recurso foi deferido. Ao ser multado, é responsabilidade do passageiro emitir a guia de pagamento pela internet.

Um dos recursos foi apresentado pela designer baiana Ana Paula Esteves, que veio passar o carnaval no Rio. Ela viveu situação semelhante à de Pâmella. Ao não conseguir pagar duas passagens com um único cartão e pedir ajuda, foi multada.

— A guarda já veio pedindo meu CPF, pensei que fosse apenas para fazer um cadastro e me dar informação. Mas ela me entregou uma multa de R$ 170 e ignorou quando pedi que deixasse a gente descer para comprar outro cartão. Fiz o recurso porque achei um abuso, uma forma de usurpar a gente.

Já o técnico em eletrônica gaúcho Juliano Mattos fez tudo certo: comprou dois cartões, para ele e a mulher, e colocou crédito para ir e voltar do Centro ao AquaRio. Na volta, ao fazer uma baldeação obrigatória na Parada dos Navios, foi abordado por um fiscal e multado por um guarda municipal.

— Não sei se, ao passar o cartão na baldeação, fomos cobrados indevidamente. O fato é que eu tinha o comprovante da compra dos nossos bilhetes de ida e volta, com o horário que os adquirimos, e mostrei ao guarda. Ele sabia que não tínhamos feito nada de errado — criticou Juliano.

O diretor de operações do VLT, Paulo Ferreira, alegou que, em pesquisa do Ibope com 600 usuários, o VLT obteve 88% de satisfação. Segundo ele, o que pode ser julgado como uma atitude radical é, na verdade, uma regra que deve ser cumprida.

— Quando você transporta 35 mil passageiros por dia não tem como identificar quem está bem-intencionado e quem não está.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Fabricante de bondes do VLT carioca suspende contrato com concessionária

24/02/2017 - O Globo

Às vésperas do carnaval, um sinal amarelo acendeu para o VLT, o bonde que corta o centro da cidade. A multinacional francesa Alstom, responsável pela fabricação e assistência técnica das 20 composições em operação, decidiu, nesta quinta-feira, suspender por tempo indeterminado seu contrato com a concessionária VLT Carioca. A empresa alega que há oito meses a concessionária não paga pelos serviços contratados. Segundo a Alstom, a dívida chega a cerca de R$ 100 milhões.

Além de fornecer os trens, a Alstom é responsável pelos serviços de manutenção e pela eletrificação dos trilhos, e também cuida dos sistemas de sinalização e telecomunicações. Questionado pelo GLOBO se a decisão da fornecedora poderia levar a uma eventual interrupção na operação do VLT, a concessionária não deu uma resposta. Em nota, o VLT Carioca informou apenas que “para garantir a qualidade e eficiência da operação, poderá buscar outros fornecedores no mercado”. No mesmo comunicado, a concessionária afirma que renegocia pagamentos de dívidas, mas não divulgou valores.

Notificação entregue

A Alstom destacou que já notificou o VLT Carioca sobre sua decisão. A concessionária, no entanto, não confirmou essa informação. O VLT Carioca respondeu que a Alstom não poderia tomar a iniciativa de romper o contrato com negociações para reescalonar as dívidas ainda em andamento.

Com a suspensão do contrato, a Alston também decidiu interromper a fabricação, em Taubaté (SP), das 12 últimas composições que ainda não foram entregues ao VLT Carioca. Esse último lote de veículos é essencial para o início da operação com cobrança de passagens na Linha 2, que vai da Rodoviária à Praça Quinze. Desde o início do mês, a Linha 2 opera em esquema de testes, sem cobrança, e apenas entre a Praça da República e a Praça Quinze. A cobrança pelas viagens estava prevista para começar no último dia 13.


Também procurada para comentar o assunto, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) informou que a prefeitura monitora a operação do VLT Carioca. A Cdurp disse ainda que exige o cumprimento de todas as regras de concessão estabelecidas em contrato.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Trecho Saara-Praça Quinze do VLT é testado no Rio


19/12/2016 - O Globo

Falta pouco para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), meio de transporte que caiu no gosto de cariocas e turistas, ampliar seus caminhos. Na manhã de ontem, a prefeitura realizou uma viagem-teste no trecho Saara-Praça Quinze. Na primeira quinzena de janeiro, passageiros poderão utilizar gratuitamente o bonde no trajeto, como aconteceu durante o período de experimentação do percurso Rodoviária-Santos Dumont, em junho. A operação comercial, com cobrança, tem início previsto para a segunda quinzena de janeiro.

— O novo trecho vai permitir a integração de mais um modal, no caso, as barcas da Praça Quinze, possibilitando que as pessoas utilizem também metrô ou ônibus. O VLT tem essa função, fazer a transição de um modal para outro — disse Jorge Arraes, secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas da prefeitura.

No percurso, os passageiros terão acesso às paradas Praça Tiradentes e Colombo, esta na altura da Avenida Rio Branco, onde haverá conexão com o eixo Rodoviária-Santos Dumont, na estação Sete de Setembro. Além disso, poderão conhecer um pouco da história da cidade, já que parte dos 500 achados arqueológicos das obras do sistema foram encontrados nesse trajeto, com 343 pedras preservadas entre os trilhos pelos quais passa o VLT.

Até a inauguração oficial do novo trecho, os bondes vão circular em período estratégicos.

— Sabemos que esta semana de Natal é uma época de muito movimento na Saara, então, para evitar problemas, o VLT só rodará à noite. E, na semana seguinte, começaremos a operação assistida, com batedores acompanhando de moto o deslocamento do bonde durante o dia — explicou Arraes.

Inaugurado em 5 de junho, o VLT tem seis meses de operação no trecho Rodoviária-Santos Dumont e, segundo a Secretaria municipal de Transportes, realizou 25.365 viagens, com mais de 4 milhões de passageiros. Arraes confirmou para 2017 a conclusão da chamada Etapa 3, na Rua Marechal Floriano:


— Continuamos com a Etapa 2, no trecho entre a Saara e a Central do Brasil, já interligando com a 1. E finalizamos com o que chamamos de Etapa 3, adiada na época das obras do Porto Maravilha para não comprometer trânsito. É uma obra que será feita no primeiro trimestre, completando os 28 quilômetros previstos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Novo trecho do VLT entra em fase de teste no Rio


24/11/2016 - G1
Começaram os testes da segunda fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). As viagens experimentais estão sendo feitas sempre à noite e o novo trecho, que vai da Praça Quinze à Praça da República, já foi concluído e vai ser aberto ao público assim que os testes terminarem.

Também parte dessa etapa, o trecho entre a Praça da República e a Central do Brasil, que ainda não foi finalizado. A Companhia de Desenvolvimento Urbano da região do Porto do Rio de Janeiro explicou que a obra não pode continuar em função de uma caixa da Ligth no caminho que precisa de ajustes. A previsão para conclusão dessa fase é o final desse ano. Uma outra parte entre a vila olímpica também está pronta, mas os testes não começaram. Essa fase vai da Praça XV até a Central, passando pela rua Sete de Setembro, Praça Tiradentes, Praça da República e Saara

Toda primeira etapa, que começa no aeroporto Santos Dumont, já está concluída e em operação desde julho deste ano. A terceira etapa, com previsão de início no primeiro trimestre de 2017, irá da Central do Brasil até a Avenida Rio Branco, passando pela Avenida Marechal Floriano.


O plano do VLT é construir 28km de trilhos e 31 paradas, o vlt carioca vai circular no Centro do Rio e na Região Portuária. A partir do VLT, os passageiros poderão fazer a conexão com outros meios de transporte nas interligações com a rodoviária, a central do brasil (trens e metrô), barcas, navios e o aeroporto Santos Dumont, além dos BRTs, linhas de ônibus convencionais e o teleférico da providência. Quando todas as linhas estiverem em operação, a capacidade do sistema chegará a 300 mil passageiros por dia. Cada veículo do VLT pode transportar até 420 passageiros.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Novo trecho do VLT será aberto em novembro


06/10/2016 - O Globo
Parte do segundo trecho do VLT começará a operar em novembro. A promessa foi feita ontem pelo secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, no dia em que a inauguração da primeira linha do transporte completou quatro meses. Segundo ele, o início dos trabalhos será entre a Praça Quinze e a Saara, na Praça da República. O serviço integral, que vai até a Central do Brasil, só deve ser aberto à população no fim do ano ou no início de 2017. Também serão inauguradas no próximo ano as estações São Diogo, Itamaraty, Camerino e Santa Rita, que fazem parte da terceira fase do sistema.

— Os testes sem passageiros (no segundo trecho) começam este mês. Em novembro, passageiros poderão embarcar, e a operação será ampliada de forma gradativa, assim como aconteceu com a primeira linha inaugurada. O serviço começa com horários reduzidos, intervalos mais longos entre os trens e vai aumentando aos poucos. Talvez seja mais rápido do que foi na primeira etapa, porque agora o carioca já está mais acostumado com o VLT — afirma Sansão.

EM FASE DE ACABAMENTO
Quando o segundo trecho estiver inaugurado, a integração com o primeiro, pelo Bilhete Único Carioca, poderá ser feita em até uma hora pelos passageiros, sem que seja cobrada uma nova passagem (R$ 3,80).

Pelas ruas por onde o bonde moderno vai passar nesta nova fase, já se vê quase tudo pronto, mas ainda faltam detalhes, como a cobertura dos pontos de parada e a instalação de vidros e alguns acabamentos. De acordo com o cronograma disponível no site do Porto Maravilha, vinculado à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), responsável pela construção da linha, as obras já deveriam ter sido encerradas no dia 30 de agosto.

Outro trecho que também está com o cronograma atrasado é a extensão da Linha 1, entre a Gamboa e a Parada dos Navios, na Avenida Rodrigues Alves. As obras deveriam ter sido entregues no dia 30 de setembro, mas quem passa por lá fica com a sensação de que ainda falta muito. Segundo comerciantes da região, a concessionária parece enfrentar problemas com a tubulação de esgoto. Nesta parte da cidade, a Cdurp está refazendo todo o sistema de drenagem das ruas, de passagem de água e esgoto e de cabeamento de telecomunicações. De acordo com a companhia, 93% das obras estão concluídas.

BATEDORES SERÃO RETIRADOS
No trecho já em operação do VLT, mais mudanças devem começar a ser implementadas gradativamente. Os batedores, que percorrem a linha de moto, à frente dos trens, devem começar a ser retirados até o fim do ano, segundo o secretário Sansão:

— Os batedores ainda vão trabalhar por algum tempo. Em novembro, vamos começar a testar a operação de composições sem eles, sempre em horários alternativos aos de pico. Se tudo correr bem, vamos retirando as motos aos poucos.

O secretário faz um balanço positivo dos primeiros meses do serviço. Segundo ele, até agora o VLT já transportou 2,7 milhões de pessoas, tendo o seu pico na Olimpíada, quando chegou a receber 36 mil usuários por dia. A demanda normal, diz ele, é de 20 mil a 25 mil passageiros diariamente. Em relação à fiscalização iniciada em 5 de setembro, a Guarda Municipal autuou 483 passageiros que não pagaram a tarifa. A multa custa R$ 170 (R$ 255 em caso de reincidência).

— Para nós é gratificante ver o resultado do trabalho técnico, pois até agora não tivemos nenhum acidente com vítimas. Isso mostra que nossa opção por operar aos poucos foi bem sucedida — afirma Sansão.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

VLT do Rio de Janeiro será movido só por fontes de energia alternativas


02/09/2016 - Revista Época

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Rio de Janeiro passará a ser movido só por fontes de energia alternativas a partir de outubro: solar, eólica e de biomassa. Atualmente é movido por energia elétrica.

Inicialmente serão utilizados 1.153 MW médios por mês, subindo a 2.259 MW médios por mês em 2020, uma vez que novas estações entrarão em funcionamento. A energia será fornecida pela Engie, a mesma empresa responsável pelos projetos de luzes das festas de abertura e encerramento da Olimpíada. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Dívida com fábrica ameaça deixar VLT sem manutenção


13/09/2016 - O Globo
O sinal amarelo acendeu nos trilhos do VLT. Na próxima sexta-feira, vence o prazo de 30 dias que a concessionária VLT-Rio tem para pagar à empresa francesa Alstom, fabricante dos bondes, as parcelas atrasadas referentes à compra de composições e à manutenção delas.

Procurada, a concessionária não quis se manifestar sobre o assunto, alegando que não trata publicamente sobre questões comerciais. Em nota, a Asltom confirmou que notificou a concessionária sobre a dívida, sem entrar em detalhes.

O GLOBO confirmou com fontes que o débito estaria em quase R$ 100 milhões. A fabricante forneceu 32 composições à VLT-Rio. A existência da dívida foi revelada pelo jornalista Ancelmo Gois, em sua coluna no GLOBO.

A prefeitura, que escolheu a concessionária, preferiu não se manifestar sobre o risco de o sistema ficar sem manutenção, alegando que o serviço está operando normalmente.

O secretário de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Jorge Arraes, disse que o município está em dia com o repasse para a concessionária das verbas relativas à contrapartida para as obras.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Após Jogos, Rio retoma etapas de 3 obras de mobilidade; veja andamento

24/08/2016 - G1
Ao final da Olimpíada, o Rio começa a fazer a contabilizar o que fica de herança para a população. Após enfrentar durante anos os canteiros de obras, o carioca vive agora a expectativa de desfrutar as melhorias, principalmente na área de mobilidade.

Apesar de entregas parciais de transportes, outras etapas ainda estão por vir: a expansão da linha 4 do metrô até a Gávea, o quarto corredor do BRT, o Transbrasil, e a conclusão das obras do VLT – entre a Central do Brasil e a Praça 15.

BRT Transbrasil -  O projeto está com 50% concluído, segundo informações da Secretaria Municipal de Obras do Rio. As obras foram suspensas para a realização da Olimpíada e da Paralimpíada e serão retomadas no dia 5 de setembro.

Este é o quarto corredor de ônibus do Rio. Serão 32 quilômetros de pistas, com quatro terminais (Deodoro, Margarida, Missões e Centro), 28 estações e 15 passarelas. A expectativa é de que sejam atendidos 900 mil passageiros por dia.

Na terça-feira (23), foi aberto ao público a Transolímpica, que antes funcionou para deslocamento do público da Olimpíada. Outros dois corredores BRT, o Transcarioca e o Transoeste, já estavam em operação.

Linha 4 do metrô - o próximo passo é a conclusão da estação Gávea, da recém-inaugurada Linha 4. A obra da estação parou na metade devido a mudanças no projeto inicial e ficou de fora da inauguração da linha para a Olimpíada. A estação só deverá ser inaugurada em 2018.

A Linha 4, que liga Ipanema à Barra da Tijuca, teve inauguração no dia 30 de junho, mas a população ainda não pode utilizá-la. Desde 1º de agosto, somente quem tinha bilhete para assistir aos Jogos Olímpicos, voluntários e credenciados para a Olimpíada pode viajar por ela.

Entre 23 de agosto e 6 de setembro a Linha 4 ficará fechada para ajustes. Ela reabre entre os dias 7 e 18 de setembro, durante os Jogos Paralímpicos, somente para o público do evento trecho funcionará em um esquema especial . Só a partir do dia 19 de setembro o metrô começa a ser usado por todo o público, em horário especial, que ainda será divulgado.

Com 16 quilômetros de extensão, a linha 4 deverá transportar, em média, mais de 300 mil pessoas por dia quando estiver com operação total.

VLT - De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), a segunda etapa de implantação do VLT está prevista para ser entregue no segundo semestre. Levantamento aponta que mais de 90% das obras estão concluídas. As paradas entre Saara - Praça 15 já estão em obras de implantação. Até o momento, foram instalados mais de seis mil metros de trilhos. Segundo a Cdurp, a terceira etapa, trecho entre a Central e a Marechal Floriano, ficará pronta em 2018. Esses trechos fazem a ligação entre a Central do Brasil e a Praça 15.

As obras estão paradas por causa da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e serão retomadas após o encerramento da Paralimpíada. Esse segundo trecho vai ligar a Central do Brasil à Praça XV.

A primeira etapa do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi inaugurada no dia 5 de junho, dois meses antes da Olimpíada. São 18 km entre a Rodoviária e o Aeroporto Santos Dumont.
Junto, a cidade também recebeu uma nova Avenida Rio Branco e um novo Passeio Público. De acordo com a companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp).

No VLT, foram transportados 721.703 passageiros entre os dias 5 e 20 de agosto, durante a Olimpíada. Segundo a prefeitura, foram realizadas 3.306 viagens entre os dias 5 e 21, no trecho entre Rodoviária e Santos Dumont.
Novas ligações viárias

Ainda no Centro, também houve avanços no sistema viário com construção de túneis. Um deles, o túnel Rio 450, faz a ligação da Rua Primeiro de Março até a Via Binário do Porto. A via subterrânea com 1,5 km de extensão é uma das principais obras do novo sistema viário na Região Portuária.

Além deles, o túnel Nina Rabha, com 80 metros em dois sentidos com passagem do VLT, sob o Morro da Saúde e o túnel Ferroviário, sob o Morro da Providência com 318 metros, será exclusivo para a segunda etapa do VLT.

Já o túnel prefeito Marcello Alencar, com 3,4 km, liga a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói, duas das principais vias da cidade, ao Parque do Flamengo, passando pela Avenida Rodrigues Alves, agora liberada da Perimetral.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

VLT começa a operar até a rodoviária



13/07/2016Clipping do Dia           ANPTrilhos

Trajeto desde o Santos Dumont terá 16 estações; novo trecho só vai funcionar nos dias úteis

A partir desta terça-feira, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) passa a operar um trecho mais longo: do Aeroporto Santos Dumont até a Rodoviária Novo Rio. Desde a sua inauguração, em 5 de junho, o bonde só circulava até a Parada dos Navios, na Praça Mauá.

O novo percurso conta com 16 estações em funcionamento. Ontem, os veículos sobre trilhos começaram a operar das 8h às 20h, com intervalos de 15 minutos nos dois sentidos. Sete trens serão empregados no trecho, que, por enquanto, vai ser percorrido totalmente apenas nos dias úteis: nos finais de semana, o veículo continuará circulando do Santos Dumont até a Parada dos Navios.

Além das 16 estações, há outras três no trajeto, mas que permanecem fechadas: Praia Formosa, Cordeiro da Graça e Gamboa.

O usuário ainda pode andar de graça no bonde. A prefeitura chegou a anunciar que cobraria a passagem a partir do último dia 1º, mas o prazo foi adiado. Ainda não se sabe quando a tarifa de R$ 3,80 será exigida dos passageiros.

Não haverá cobrador no VLT, e o usuário terá que validar o seu bilhete em máquinas instaladas nas composições. Só no primeiro mês de operação, foram transportadas pelos novos bondes 207.028 pessoas, em 851 viagens.


11/07/2016 – O Globo

sábado, 30 de abril de 2016

No Rio, VLT começa a operar em 22 de maio entre rodoviária e Santos Dumont


O primeiro trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entrará em operação comercial no dia 22 de maio, segundo o prefeito Eduardo Paes, que informou a nova data em entrevista ao Globo. O anúncio oficial será feito ainda nesta semana. De acordo o prefeito, o funcionamento do VLT terá impacto no trânsito de algumas ruas do Centro.
— A gente vai começar de novo a mudar mão no Centro. Então preparem-se para momentos de transtorno de novo. Mas, desta vez, é no modo definitivo — alertou.
A primeira linha fará a ligação entre a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont, passando pelas avenidas Rodrigues Alves e Rio Branco, em cerca de 30 minutos. A última previsão era de que o sistema fosse inaugurado até o fim de abril, mas ainda há obras pelo caminho. Há duas semanas, O GLOBO mostrou que os testes com as composições ainda enfrentavam obstáculos por causa dos canteiros e de problemas na energização dos trilhos.
O VLT será inaugurado com 18 estações, conforme o compromisso assumido pelo Rio para os Jogos Olímpicos. Outras onze estações, entre Central e Praça Quinze, ficarão prontas somente no segundo semestre. Já as últimas três, que serão instaladas na Rua Marechal Floriano, deverão ser entregues em 2017.
Da frota total de 32 trens, nove começarão a circular a partir de maio. Cada composição terá capacidade para levar até 420 pessoas. Sem roleta nem cobradores, os passageiros terão que validar voluntariamente o próprio bilhete dentro do VLT. O preço da passagem será o mesmo que o dos ônibus municipais: R$ 3,80. Quem tentar burlar o sistema, deixando de pagar passagem, poderá ser multado em R$ 170. Fiscais usarão máquinas para verificar se o usuário validou seu tíquete.
Nas ruas do Centro, a prefeitura tem investido em campanhas para alertar sobre os cuidados que devem ser tomados com o início da circulação dos bondes modernos.

27/04/2016 – O Globo

sexta-feira, 4 de março de 2016

Rio quer licitar expansão do VLT para a Zona Sul até o fim do ano

Com previsão de entrada em operação em abril, o VLT carioca passou por novo teste neste domingo (28). O prefeito Eduardo Paes participou da simulação e fez o trajeto Rodoviária-Cinelândia, o primeiro a ser inaugurado, com 18 estações, e que vai ligar o Aeroporto Santos Dumont à Rodoviária.
A expansão do projeto VLT foi abordada durante o evento. O secretário executivo de governo, Pedro Paulo Carvalho, afirmou que a prefeitura vai começar a receber propostas de projetos para a instalação do veículo na Zona Sul. De acordo com ele, a iniciativa será elaborada por meio de uma parceria entre investidores públicos e privados.
“Nós estamos já na fase final de entrega do primeiro trecho do VLT. Amanhã (segunda-feira, 29) no Diário Oficial, vamos publicar a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI). Isso é um chamamento para que empresas desenvolvam projetos para esse novo VLT da Zona Sul. Queremos expandir esse transporte para a Zona Sul em direção a Gávea. Outubro é o nosso cronograma para que a proposta esteja pronta e a licitação já no final desse ano. Os pré- projetos apontam uma expansão de 23 quilômetros pelo trecho Humaitá, Jardim Botânico, até a Gávea”, disse Pedro Paulo.
Validação de bilhetes
Já o prefeito testou o sistema de validação de passagem – não haverá cobrador no VLT, o passageiro terá que validar seu bilhete, que custará R$ 3,80, em máquinas instaladas dentro das composições – e se mostrou confiante em relação a boa-fé dos usuários: “É uma nova era”.
O pagamento será feito por cartões validados em oito máquinas próprias, no interior dos módulos do trem. Chamada de validação voluntária, esse é um sistema inédito no país, mas também haverá fiscalização e a prefeitura vai mandar um projeto de lei para a Câmara para estabelecer uma multa no caso de alguém não validar a passagem.
O modelo é semelhante ao que ocorre com o Lixo Zero. Segundo o secretário, o valor da multa também deverá ser o mesmo.
Quem tentar burlar o esquema poderá pagar multa de R$ 170 – a proposta ainda depende de aprovação da Câmara de Vereadores –, já que haverá fiscais para controlar o pagamento durante os trajetos.
Para utilizar o VLT, o usuário poderá comprar o bilhete por R$ 3,80 nos próprios terminais e também em estações do metrô. O passageiro irá entrar no transporte e validar a passagem. Fiscais irão circular pelos vagões para verificar quem pagou a passagem. Caso não tenha efetuado o pagamento, a pessoa será multada. O secretário municipal de Transportes do Rio, Rafael Picciani, disse que usuários do Bilhete Único poderão usar o VLT como uma terceira opção de transporte com um preço diferenciado.
“O valor que foi anunciado nesta semana é de R$ 3,80. Para os usuários do Bilhete Único Carioca, a segunda perna é gratuita como fazem nos outros modais. A terceira perna terá o valor de R$ 2,10. O cidadão que já tiver feito duas viagens com o Bilhete Único pagará uma tarifa parcial para utilizar o serviço do VLT. Quem não pagar a passagem receberá uma multa de R$ 170 reais”, explicou o secretário.
O prefeito Eduardo Paes afirmou que o VLT dará nova forma a mobilidade do Rio. Ele também fez um alerta e pediu para que a população tome cuidado durante o período de testes do transporte.
“A gente espera que o VLT signifique um novo momento na mobilidade da cidade. Quero pedir a população nesses dias para ficar com atenção porque vamos rodar com o VLT em testes aqui na Rio Branco e Ruas movimentadas. O VLT convive com as pessoas e temos que ficar atentos para não termos acidentes”, disse.
Ao ser questionado sobre o pagamento das passagens, Paes disse que acredita na honestidade do carioca. “O carioca é honesto e a gente tem que criar uma cultura diferente. Se as pessoas tiverem um serviço de qualidade, elas vão pagar sim. Quero crer que a gente vai inaugurar um novo tempo de civilidade no Rio de Janeiro”, afirmou.
Como vai funcionar a operação
O VLT vai operar 24 horas por dia nos sete dias da semana. Em agosto, quando deve estar totalmente entregue, terá 28 quilômetros de comprimento e 32 paradas. Serão 32 trens em operação. Até o início de fevereiro, sete trens já haviam sido entregues: cinco deles produzidos na França e dois produzidos na fábrica da Alstom, em Taubabé, São Paulo. A capacidade total do sistema chegará a 300 mil passageiros por dia.
Atualmente, 28 condutores estão em fase final de treinamento e habilitação para começar a trabalhar em abril. O objetivo é formar mais 40 profissionais
Para as duas turmas iniciais, o primeiro mês aconteceu na França, no centro de treinamento da RATP, empresa responsável pela operação do metrô e VLT em Paris. Eles também usam um simulador de condução que apresenta o trajeto entre a Rodoviária e o Aeroporto Santos Dumont reproduzindo situações a serem encaradas durante a operação.
Próximas etapas
A segunda etapa de implantação do VLT – Central do Brasil até Praça 15 – está marcada para agosto.
Em entrevista ao G1, o secretário de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Jorge Arraes, explicou que o modelo do VLT do Rio um dos principais desafios será o início da circulação, quando será possível saber se o novo transporte terá o mesmo dinamismo pensado na implantação. Ele confirmou ainda que o VLT terá prioridade nos sinais de trânsito e os outros motoristas vão ter que se adaptar a isso: “Se ele vem em uma linha e o sinal está fechado, existe abaixo um sinalizador em que o sinal abre para ele automaticamente e fecha para os outros carros, mas isso é uma situação comum”.
Ele lembrou ainda os problemas enfrentados pela prefeitura quando o BRT foi implantado e muitas pessoas andavam de skate e cruzavam as vias exclusivas dos ônibus.
De acordo com Arraes, as ruas estreitas, no Centro, a região da Central do Brasil com grande circulação de pessoas serão os pontos mais complicados. O VLT terá velocidade de 18 quilômetros nos trechos mais difíceis e de até 50 quilômetros, nos trechos mais desertos e durante a madrugada. A previsão é que eles circulem na horas de pico com frequência de três minutos.
28/02/2016 – G1 – Rio de Janeiro


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Idéia Equivocada

As primeiras etapas da implantação da rede de metrô no Rio obedeceram a uma lógica dentro das necessidades do sistema de transporte público: desenhar as linhas (1 e 2) de modo a atender, o melhor possível, à dinâmica da cidade. No caso do subterrâneo carioca, mais no aspecto do mercado de trabalho (trilhos ao longo dos trechos de maior concentração de postos de trabalho no Centro, por exemplo) do que, digamos, em relação a demandas na área de lazer. Faz sentido.
As duas linhas, agora com traçados consolidados, atendem relativamente bem os usuários, no que diz respeito aos trajetos — ainda que seja importante considerar o alcance desse modal a áreas como a rodoviária, a Praça Quinze e o entorno do corredor histórico-cultural no caminho da Praça da Cruz Vermelha. Ficou para o futuro, paciência.
O planejamento degringolou, no entanto, na hora de levar o metrô até a Barra da Tijuca. Em lugar de implantar um sistema de linhas que se complementam, o poder público optou por uma continuação do traçado da linha 1 a partir de Ipanema — uma espécie de puxadinho. Um equívoco que, até onde a vista alcança, aumentará a pressão da demanda de passageiros, que hoje já se percebe no trecho que vai da Rua Uruguai (Tijuca), a ponta da Zona Norte, até a Praça General Osório, seu extremo na Zona Sul. Jogo jogado, no entanto: as obras já estão encaminhadas com esse perfil.
O fato consumado, no entanto, não se aplica a outro modal que, em implantação, mudará radicalmente a oferta de transporte (ainda que em menor escala) no Centro da cidade — o Veículo Leve sobre Trilhos. Obra-chave do projeto de revitalização da área do Porto e adjacências, o VLT terá uma função definida, específica, nesse programa de redesenho das funções de uma área da cidade que caminhava para a decadência, embora dotada de toda uma infraestrutura financiada pelo contribuinte. A revitalização do Porto mudará o futuro da região.
Em razão do esperado sucesso do VLT, surgiu na prefeitura a ideia de estender seus trilhos do Centro em direção à Zona Sul. É uma proposta descabida, pela natureza desse tipo de transporte, para trajetos relativamente curtos e sem dimensão para demandas de massa. E há, ainda, a questão da ocupação dos espaços nas ruas.
Melhorar e ampliar as opções de deslocamento entre diferentes áreas da cidade são objetivo nobre — mas algo a ser buscado dentro de uma racionalização que se imponha a planos mirabolantes e inadequados.
O transporte de passageiros em larga escala deve ser equacionado com os modais apropriados (ônibus, metrô, ferrovia, barcas). O Rio dispõe de uma estrutura que contempla as necessidades. A questão não é criar opções equivocadas; trata-se, na verdade, de fazer funcionar, de forma o mais eficaz possível, e, se for o caso, ampliar alternativas que já existem. É preciso combater o deslumbramento e pensar estratégias que realmente contribuam para melhorar a cidade.

25/01/2016 – O Globo