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sexta-feira, 22 de julho de 2022

Em 3 anos, monotrilho da Linha-15 Prata ficou 159 dias com operação paralisada

03/11/2021 G1 Notícias da Imprensa

 

Monotrilho da Linha 15-Prata — Foto: Marcos A. Silva/ Metrô/Divulgação

G1 – O monotrilho da Linha-15 Prata ficou 159 dias com a operação paralisada de 2019 a outubro deste ano, de acordo com levantamento feito pelo SP2. Em 97 desses dias, a paralisação foi total.

Nesta terça-feira (2), a linha vai funcionar só a partir das 16h. A paralisação, segundo o Metrô, é por causa dos testes para que a estação Jardim Colonial entre em funcionamento. Os ônibus do sistema Paese vão fazer o trajeto para os passageiros que utilizam o monotilho.

Um acidente chama a atenção do Ministério Público em especial. Um inquérito foi aberto pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público para investigar a obra após o estouro de pneus de uma das composições ter resultado na paralisação completa da linha por três meses em 2020. O processo também menciona a colisão entre dois trens que ocorreu em 2019 e uma sequência de falhas na linha em 2020.

“Conclui-se que a Linha 15 – Prata possuía problemas de projeto e execução nas obras civis que levaram a irregularidades na via-guia, bem como, problemas de projeto e fabricação e montagem dos trens e seus componentes, resultando em interferência entre o run flat e superfície interna da banda de rodagem dos pneus, sendo a combinação destes dois fatores a causa do estouro do pneu da composição M20”, diz o relatório do Ministério Público.

De acordo com o MP, entendeu-se que as irregularidades encontradas são de responsabilidade das empresas que formam o Consórcio Monotrilho Leste: Construtora Queiroz Galvão, Construtora OAS, Bombardier Transit Corporation e Bombardier Transportation Brasil.

No dia 27 de fevereiro de 2020, cinco pneus estouraram e todos os trens da linha foram recolhidos para análise. A linha foi interditada completamente no dia 29 de fevereiro, e a operação só foi retomada parcialmente em junho de 2020.

Os pneus do monotrilho funcionam com o sistema “run flat”, com um reforço de borracha. Análise técnica apresentada pelo próprio Consórcio já havia identificado que o problema da ruptura ocorreu devido ao toque entre o dispositivo “run flat” e a face interna do pneu de carga.

Segundo o relatório do MP, a folga entre os pneus e os dispositivos de “run flat” do monotrilho é inferior à necessária, “com riscos de superaquecimento, rupturas, projeção e queda de elementos, como o ocorrido em 27/02/2020”.

O promotor Silvio Marques, responsável pelo inquérito, solicitou novas informações ao Metrô e às empresas do Consórcio sobre a segurança da Linha-15 e prejuízos sofridos pelo erário.

Em nota enviada ao g1, o Consórcio Expresso Monotrilho Leste informou que “vem prestando todos os esclarecimentos solicitados”.

Já o Metrô afirmou que multou as empresas pelas falhas encontradas. “A conclusão do Ministério Público de que o Consórcio CEML é o responsável pelas inconformidades que levaram aos danos nos pneus de um dos trens da Linha 15, e posterior substituição das peças de outras composições, vai ao encontro do que foi constatado pelo Metrô à época, que inclusive multou essa empresa pelas falhas encontradas”, diz.

Histórico de falhas
Em janeiro de 2020, a Linha-15 Prata foi recordista de falhas no sistema de trilhos da cidade. Levantamento feito pela TV Globo com base nas informações do Metrô apontou que a linha teve operação normal em 76,4% do tempo, ou seja, a cada quatro horas de funcionamento, uma foi atípica.

Logo no início do ano, a Linha 15-Prata enfrentou falhas que duraram mais de quatro dias. Por conta de problema na altura da estação São Lucas, na Zona Leste, os trens circulavam com lentidão e maior tempo de parada.

Em 2019, foram 27 dias com funcionamento em operação parcial. O caso mais grave foi de uma colisão entre dois trens em uma área de manobra. O acidente ocorreu nos trilhos que passam sobre a Avenida Sapopemba. Não houve feridos.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/11/01/em-3-anos-monotrilho-da-linha-15-prata-ficou-159-dias-com-operacao-paralisada.ghtml

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Queiroz Galvão e MPO são selecionadas para estender monotrilho 15-Prata até Jacu Pêssego

 16/11/2021 Diário do Transporte Notícias da Imprensa

Foto: Governo do Estado De São Paulo

Diário do Transporte – A Companhia de Metrô de São Paulo selecionou o Consórcio Expresso Boa Esperança, formado pela Construtora Queiroz Galvão S/A e MPO Soluções Ltda., para ampliar a linha 15-Prata de monotrilho até a região da Jacu Pêssego.

A publicação com os nomes foi feita neste sábado, 13 de novembro de 2021, a o nome da empresa vencedora da licitação para ampliar o sistema de trens de média capacidade.

O projeto vai acrescentar as estações Boa Esperança e Jacu Pêssego, além do Pátio de Manutenção Ragueb Chohfi, em mais cerca de 3 km de extensão. A meta é concluir as obras das estações 2024.

Segundo a Companhia de Metrô, o Consórcio Expresso Boa Esperança venceu a concorrência com a proposta no valor de R$ 460,9 milhões (R$ 460.993.711,56).

O Consórcio deverá elaborar o projeto executivo e construir as duas estações com os sistemas necessários – elétricos, elevadores, escadas rolantes -, além do pátio para o estacionamento e manutenção dos trens.

O Metrô diz ainda que já realiza outras obras na Linha 15, como a construção da estação Jardim Colonial, que será aberta ainda este ano, acrescentando 1,8 km de extensão. Também há trabalhos para a construção da extensão Oeste, ao lado da Vila Prudente, que vai agilizar a manobra dos trens, possibilitando a redução dos intervalos de circulação.

De acordo com a companhia, atualmente a Linha 15-Prata de monotrilho funciona de Vila Prudente a São Mateus com 12,8 km de extensão e 10 estações, possibilitando a redução do tempo de viagem do extremo leste ao centro em 50%.

O procedimento de licitação foi aberto em dezembro de 2020.

Fonte: https://diariodotransporte.com.br/2021/11/13/queiroz-galvao-e-mpo-sao-selecionadas-para-estender-monotrilho-15-prata-ate-jacu-pessego/

 

terça-feira, 9 de julho de 2019

Monotrilho acumula trapalhadas e vira herança maldita para Doria


  
08/07/2019
person Folha de São Paulo
Atrasada e com modelo inédito bancado por gestões tucanas, a linha 15-prata do metrô acumula problemas que vão de batida de trens a desabamento de um muro.
O primeiro trecho da linha foi aberto em 2014, mas até o fim do ano passado o monotrilho ainda estava oficialmente em fase de testes. As trapalhadas, que começaram ainda antes da inauguração, vêm se intensificando nos últimos meses e se tornando uma herança maldita deixada por Geraldo Alckmin (PSDB) para o governador João Doria (PSDB).
Para especialistas, a situação é reflexo da adoção de monotrilho em proporção não testado no mundo, no qual o metrô paulistano terá de aprender por meio dos próprios erros.
O monotrilho -espécie de trem com rodas, sobre um estrutura elevada -foi apresentado como uma solução rápida e barata para ligar a Vila Prudente à Cidade Tiradentes, mas virou uma obra demorada e cara.
A promessa do monotrilho vem de 2009, ainda com o então governador José Serra (PSDB). Parte das estações tiveram problemas na fase de obras e foram inauguradas às pressas pelo ex-governador Alckmin, antes das eleições onde concorreria à Presidência.
Na última semana, o muro de uma das últimas estações entregues, a Camilo Haddad, na região do Parque São Lucas (zona leste de SP), desabou sobre a escada que dá acesso à plataforma.
"Fizeram isso aí de qualquer jeito, sem viga, sem nada, apenas areia", disse o vigia José Benedito dos Santos, 63, morador da casa ao lado do muro que desabou, que ficou cheia de rachaduras. "Poderia ter matado alguém. As pessoas costumam ficar sentadas nessa escadaria."
O incidente foi o quarto relevante neste ano relacionado à linha. Os problemas começaram em janeiro, quando um equipamento chamado terceiro trilho, que fornece energia aos trens, se soltou e ficou pendurado a 15 metros do solo. A circulação foi interrompida.
Um dia depois, um incidente ainda mais grave: dois trens bateram. Como os vagões estavam vazios, ninguém se feriu.
Em maio, houve o caso de um pneu e uma composição do monotrilho que se deslocou da viga de rolamento durante uma manobra.
De acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação pelo jornal Agora, do grupo Folha, no primeiro bimestre do ano a 15-prata era linha com mais falhas notáveis, com 38% do total da rede.
Passageiros que chegam ao monotrilho vindos da linha 2-Verde relatam queda no padrão. Saem de um trem lotado, porém veloz, e entram numa composição trepidante e demorada.
O porteiro Ricardo Francisco da Silva, 38, afirma que os trens passaram a ter maior tempo de intervalo após os incidentes deste ano. "É muito lerdo. De noite, depois das 22h, às vezes esperamos bem mais de dez minutos por um trem", diz ele.
Em 2018, o intervalo médio entre trens nos dias úteis foi de quatro minutos nos horários de pico e de seis nos demais. Na linha 3-Vermelha, por exemplo, a média é de cerca de dois minutos em ambos os períodos.
Silva relata ainda que mais de uma vez foi surpreendido com a interrupção da linha para testes. "Nesses dias, colocam o Paese [ônibus que faz o mesmo trajeto] e eu chego atrasado na certa."
A fase de testes do monotrilho oficialmente acabou, mas o metrô ainda trata a linha com cuidado. Apesar de o sistema funcionar sem maquinistas, em geral um funcionário permanece no primeiro vagão, a postos para algum imprevisto.
"A linha 15 é uma experiência, inaugurada sem que todos equipamentos estivessem testados", afirma o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo. "O sistema de sinalização, por exemplo, que levou aquele choque entre trens, ainda está em implantação".
Atualmente, apenas seis estações estão em funcionamento, entre Vila Prudente e Vila União. A gestão Doria, que retomou obras paradas em 2018, promete mais quatro estações para este ano e uma última, Jardim Colonial, para 2021.
O custo do trecho -de 15,3 km e 11 estações -é de R$ 5,2 bilhões.
Em 2013, o governo estadual prometeu gastar R$ 5,4 bilhões (R$ 7,4 em valores atualizados) para fazer os 26,6 km da linha, até Cidade Tiradentes. O prazo previsto no edital para a entrega de toda a linha venceu há quatro anos.
"É uma operação muito ambiciosa fazer um monotrilho trabalhar igual uma linha de metrô. Não temos precedentes no mundo", afirma o consultor Marcus Quintella, coordenador da FGV Transportes, que desenvolveu um estudo sobre monotrilhos. "Em nenhum lugar monotrilho tem um intervalo de 90 segundos, 180 segundos, querem aqui."
O consultor cita que o maior monotrilho do mundo, em Tóquio, transporta 180 mil pessoas por dia. A demanda prevista para o monotrilho até o Jardim Colonial é de 405 mil.
Quintella afirma que, devido uma série de limitações, mais das metade dos monotrilhos do mundo foi desativada. Entre os motivos apontados está o fato de o meio de transporte, que não é de alta capacidade, acabar tento um custo muito alto e exigir subsídios governamentais. 
"É um modo que hoje se mantém em cidades da Ásia muito mais como ligações para aeroportos, parques de diversões, ligações industriais, do que propriamente para transporte de massa", diz.
A gestão João Doria dá sinais de que riscou dos planos o modelo monotrilho. O governador anunciou que desistiu do projeto de construir um monotrilho até a região do ABC, que será substituído por um BRT sistema de transporte com ônibus rápidos).
O secretário de Transportes, Alexandre Baldy, usou as obras paradas de outro monotrilho, o da linha 17-ouro, como contraexemplo do que gostaria que acontecesse em São Paulo. Prometida para a Copa do Mundo de 2014, a linha é um dos maiores fracassos da gestão Alckmin.
OUTRO LADO
O Metrô afirma que o monotrilho da linha 15-prata é um "meio de transporte seguro, moderno, tecnológico e pioneiro em São Paulo".
"O projeto conta com todos os certificados de segurança exigidos pela legislação vigente no Brasil e internacionalmente", afirma a nota.
De acordo com a empresa, a recente queda de um muro divisório não estrutural "não toca, de forma alguma, a segurança da Linha 15".
Relatório interno do Metrô constatou falha humana no caso da batida entre trens, em janeiro. O documento afirma que uma ação de funcionário tornou invisível uma das composições ao sistema, causando a batida.
Já os metroviários afirmam que o monotrilho não tem um segundo sistema que conseguiria captar essa falha e corrigir o problema.
Sobre o aumento de falhas, o Metrô afirmou anteriormente que "era esperado e se deveu à implantação de quatro novas estações na linha 15-prata e a implementação desta em período integral". ​
CRONOLOGIA DE FALHAS
28 de junho - Um muro que divide a estação Camilo Haddad, do monotrilho, de casas vizinhas, desabou em área de pedestres.
16 de maio - Pneu de uma composição do monotrilho se deslocou da viga de rolamento durante uma manobra.
29 de janeiro - Dois trens se chocaram na estação Jardim Planalto.
28 de janeiro - Um equipamento se soltou, ficou pendurado a 15 metros de altura do solo e interrompeu a circulação de trens entre as estações São Lucas e Vila União.
2018 - Empresa contratada para fazer o acabamento e a instalação hidráulica de quatro estações abandonou obras e trabalhos ficam paralisados.
2015 - Governo decide congelar plano para a construção do monotrilho até a Cidade Tiradentes. Com isso, seis estações previstas inicialmente não tem mais previsão de entrega 
2014 - Uma falha no projeto do monotrilho causou paralisação da obra, uma vez que engenheiros "descobriram" galerias de águas de um córrego embaixo da av. Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello. Isso obrigou o governo a fazer um novo projeto e mudar o córrego de lugar.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Consórcio Viamobilidade – linha 15 vence leilão de concessão da linha 15-prata de Monotrilho


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Formado pela CCR e pela RuasInvest Participações, grupo apresentou oferta de R$ 160 milhões para administrar o ramal pelo período de 20 anos
13/03/19
O Consórcio ViaMobilidade – Linha 15, formado pela CCR e pela RuasInvest Participações, venceu a licitação de concessão da linha 15-Prata de monotrilho no leilão realizado na tarde desta segunda-feira na sede da B3 (antiga BM&FBovespa). O grupo ofertou o lance de R$ 160 milhões, o que representa ágio de 0,59% sobre o valor de outorga mínimo atualizado de R$ 159 milhões, conforme definido no edital.
A operação e manutenção da linha 15, atualmente administrada pelo Metrô de São Paulo, serão concedidas ao grupo pelo período de 20 anos. O valor do contrato é estimado em R$ 4,7 bilhões, o que corresponde à soma das receitas tarifárias de remuneração e de receitas não operacionais, como exploração comercial de espaços livres nas estações. Ao longo de todo o prazo da concessão, o concessionário deve investir R$ 345 milhões no ramal.
“O nosso Governo em São Paulo é um governo liberal, que aposta na livre iniciativa e que acredita que programas de concessões, parcerias público-privadas e privatizações melhoram a condição e a qualidade do serviço público. Quando falamos em transporte público falamos em atendimento à população mais carente do nosso Estado e em especial aqui da Região Metropolitana de São Paulo. Parabéns à CCR por ter acreditado e apostado em São Paulo e no Brasil”, declarou o governador João Doria.
“O monotrilho é um transporte de massa de qualidade e a concessão da operação da linha 15-Prata é importante principalmente para os moradores da zona leste. Até dezembro vamos entregar mais quatro estações para ampliar o acesso ao transporte sobre trilhos”, destacou o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.
O trecho a ser concedido terá 11 estações de Vila Prudente a Jardim Colonial: Vila Prudente, Oratório, São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta, São Mateus e Jardim Colonial. A concessão está dividida em duas fases, sendo a primeira de Vila Planalto a São Mateus e a segunda até Jardim Colonial, cuja previsão de operação está programada para o segundo semestre de 2021. No total serão mais de 15 km de vias elevadas e áreas reurbanizadas com implantação de ciclovia e vegetação sob a estrutura elevada do monotrilho, inclusive sob as estações, localizada nos canteiros centrais.
“O grande diferencial da CCR é a gestão. Sempre buscamos bons profissionais para gerir nossos negócios e termos excelência operacional. Ao vencermos a licitação das linhas 5 e 17, pesquisamos e estudamos profundamente o sistema de monotrilho e contratamos os melhores especialistas para que estivéssemos preparados para novas conquistas neste modal. É um projeto desafiador, mas estamos preparados”, pontuou o presidente da CCR Mobilidade, Ítalo Roppa.
Linha 15-Prata – Com tecnologia de monotrilho, a linha 15 iniciou sua operação em agosto de 2014 entre as estações Vila Prudente e Oratório, com 2,9 km de extensão, contando com o pátio de manutenção e estacionamento de trens. Em abril do ano passado, foram entregues as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União em mais 5,5 quilômetros de trilhos. Está prevista até o final deste ano a entrega das demais estações, cujas obras complementares estão em fase final de contratação. Ao todo, o Governo do Estado investe R$ 5,2 bilhões na construção do ramal. O ativo investido na implantação da linha e na aquisição de trens não está incluso na concessão.
A demanda estimada para a linha completa é de 405.460 mil passageiros por dia, fazendo interligação com a rede metroferroviária pela linha 2-Verde do Metrô, na estação Vila Prudente, e com três terminais integrados de ônibus, Vila Prudente, Sapopemba (da SPTrans) e o terminal São Mateus do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus/Jabaquara), gerenciado pela EMTU/SP.
12/03/2019 – Metrô SP


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Metrô conclui construção da Via da Linha 15-Prata


21/07/2017 - Metrô SP

Com as duas últimas vigas-guia de concreto no lugar, obra do monotrilho conclui etapa importante do processo de implantação. Cada peça pesa 70 toneladas.

Nesta sexta-feira, 21 de julho, o Metrô conclui o lançamento das vigas-guia, espécie de trilhos de concreto, da linha 15-Prata. Com isso, toda a via do monotrilho estará implantada avançando mais uma etapa para o funcionamento da linha, de Vila Prudente até São Mateus, na zona leste da capital.

As duas últimas vigas serão instaladas na chegada à futura estação São Mateus, sobre a avenida Sapopemba. Elas vão compor o chamado "track switch" que atua movimentando as vigas, permitindo que o trem mude de uma via para outra.

Ao todo, o trecho Vila Prudente-São Mateus tem 868 vigas-guia ao longo de 13 quilômetros, além de outras 256 que compõem o pátio Oratório, totalizando 1.124 unidades. Cada viga tem, em média, 30 metros de comprimento, 70 centímetros de largura e pesa 70 toneladas.

A implantação da linha 15-Prata conta atualmente com 2.000 funcionários no empreendimento. Agora, os trabalhos estão concentrados na construção simultânea de oito estações. Essas obras são do trecho prioritário da linha, que vai de Vila Prudente a São Mateus, com dez estações, um pátio de manutenção e 13 quilômetros de extensão. O trecho atenderá mais de 300 mil pessoas por dia, utilizando 27 trens.


O primeiro trecho, com duas estações e 2,3 km entre Vila Prudente e Oratório, já foi concluído e opera desde 2014, permitindo a integração gratuita com a linha 2-Verde e proporcionando o acesso a uma rede de 339 km de trilhos, em 22 municípios, por uma única tarifa. Já o segundo trecho inclui outros 10,7 km de vias elevadas e oito estações com previsão de entrega no primeiro semestre de 2018: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Linha Prata do monotrilho começa a operar em horário normal nesta quarta



Primeiro monotrilho do país opera 2 estações em trecho de 2,9 km.
Monotrilho tinha sido prometido para 2010 pelo ex-governador José Serra.
Do G1 São Paulo
A Linha 15-Prata do monotrilho passa a funcionar normalmente, com horário ampliado, a partir desta quarta-feira (26). O monotrilho vai funcionar entre 4h40 e 0h, horário das demais linhas.

Inaugurada em 2014, o trecho da linha funcionava das 7h às 19h desde agosto de 2015, data que teve início a operação comercial. Antes, o monotrilho funcionava em modelo de teste.

Os trens percorrem 2,9 km entre o Oratório e a Vila Prudente, onde há integração com a Linha 2-Verde do Metrô. O intervalo de circulação é de seis minutos. É o primeiro monotrilho em operação no país.

O governo estadual prometeu entregar o novo trecho, com 18 estações, até o segundo semestre de 2018.
Quando estiver completa, ligando o Ipiranga a Cidade Tiradentes, a Linha 15 deve transportar 500 mil pessoas diariamente. Os trens do monotrilho trafegam a 15 metros de altura e têm sua operação totalmente automática.

Atrasos
Em 2009, o então governador José Serra (PSDB) disse que a expectativa era que a Linha 15-Prata chegasse da Vila Prudente a São Mateus até 2010, com a expansão até Cidade Tiradentes concluída em 2012.
Depois, em julho de 2013, a entrega do primeiro trecho foi prometida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para janeiro de 2014. Quando o prazo chegou, a abertura foi adiada para março e, finalmente, a operação assistida começou em agosto de 2014.


terça-feira, 22 de setembro de 2015

Monotrilhos colecionam falhas, atrasos e estão mais caros

21/09/2015 - O Estado de S. Paulo
Anunciado há seis anos pelo Metrô de São Paulo como uma solução para garantir a expansão da rede de transporte na região metropolitana, o monotrilho coleciona falhas e atrasos e está mais caro do que o previsto, o que, segundo especialistas, coloca em xeque o modelo implementado de forma pioneira no País. A empresa defende a adoção do sistema e aponta questões pontuais para os problemas.

Dos 38,6 km de linhas prometidos até 2015, apenas 7,5% foram concluídos. A construção de metade das 36 estações previstas nas linhas 15-Prata (Ipiranga-Cidade Tiradentes) e 17-Ouro (Morumbi-Congonhas), que já deveriam ter sido entregues, está congelada. E as obras da futura Linha 18-Bronze (Tamanduateí-São Bernardo do Campo) não têm mais prazo para começar, mais de um ano após a assinatura do contrato.

Na Linha 15-Prata, com trecho de 2,9 km em operação, os trens ainda não cumprem regras do edital de licitação, como a velocidade máxima exigida. O Estado exigiu que os trens circulassem a 80 km/h – velocidade que técnicos consideram fundamental para que o intervalo projetado entre as composições fosse cumprido – e, assim, atender à demanda de 48 mil pessoas por hora. Usando um aplicativo de monitoramento de trajetos, a reportagem fez dez testes e constatou que a velocidade máxima era de 67 km/h.

Com metade da obra travada por atrasos nas desapropriações, o Metrô revê até o número de trens que a linha terá. A compra feita para a linha foi de 54 trens. Mas a companhia admite que não terá lugar para guardar 20 deles, uma vez que não há previsão para a construção do Pátio Ragueb Chohfi, em São Mateus, na zona leste, fora do chamado “trecho prioritário” – parte da obra prometida até 2018.

Na Linha Prata há ainda a elevação de custo em até 105% em relação à primeira promessa da obra. Ela era orçada em R$ 3,5 bilhões (valores corrigidos pela inflação) em 2010, segundo informações divulgadas pelo governo à época. Mas deve custar cerca de R$ 7,2 bilhões. Para efeito de comparação, a Linha 6-Laranja (São Joaquim-Brasilândia), que terá 15,9 km de metrô convencional, deve custar R$ 9,6 bilhões – e tem o dobro da capacidade de transporte.

Na Linha 17-Ouro, travada por atrasos nas desapropriações no Morumbi, zona sul, nenhum trem da linha – prometida para a Copa – está em testes.

Mais incerta de todas, a Linha 18-Bronze teve o atraso oficializado há um mês, quando o Metrô publicou informe postergando o início da obra por um prazo de seis meses a até dois anos. Em agosto de 2014, durante a campanha eleitoral, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia afirmado que a obra começaria “imediatamente. ” Agora, o governo diz que não recebeu recursos esperados da União.

Perda. Os atrasos fazem especialistas questionarem o modelo. “Na medida em que o monotrilho demora tanto quanto o metrô para ser implementado e os custos por quilômetro se aproximam, esse modelo passa a perder o atrativo. As linhas 15 e 17 estão encaminhadas, seria um prejuízo enorme voltar atrás. Mas a Linha 18, que nem sequer começou, é o caso de reavaliar se é a solução mais adequada. Fizemos uma aposta cara e temos de avaliar se vale a pena”, diz Jaime Waismann, consultor em Engenharia de Transportes e ex-professor da Universidade de São Paulo (USP).

O presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos do Metrô, Emiliano Stanislau Affonso Neto, defende o modelo. “É uma solução para atender a uma demanda de média capacidade. ” Mas faz ressalvas. “O Estado decidiu fazer muitas linhas ao mesmo tempo. Mas manteve o mesmo número de técnicos supervisionando os trabalhos. Eles acharam que compensariam buscando técnicos no mercado (terceirizados). Isso se mostrou um erro. ”

Ministério Público investiga “má qualidade” dos projetos
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social do Ministério Público Estadual abriu, nessa quarta-feira, 16, dois inquéritos civis para apurar os “atrasos no projeto e sua má qualidade” nos monotrilhos das Linhas 15-Prata e 17-Ouro. O Metrô foi intimado a prestar esclarecimentos.

As investigações são desdobramentos dos depoimentos de um funcionário do Metrô, que foi ouvido pelo promotor Marcelo Milani por causa de outra investigação relacionada à companhia.

As informações colhidas motivaram o promotor a abrir inquéritos em separado, segundo informa portaria de instauração de inquérito da Linha 15.

Sobre esta linha, entre as suspeitas apontadas pelo promotor, está o fato de que o atraso pode estar relacionado a restrições do projeto “e do respectivo processo licitatório”.

Já sobre a Linha 17-Ouro, a portaria do inquérito afirma que as empresas responsáveis pela construção dos trens, a MPE, brasileira, e a Scomi, da Malásia, estariam, respectivamente, “em situação pré-falimentar” e “com dificuldades técnicas para entregar o que vendeu ao Metrô”. A reportagem procurou o grupo, e a resposta foi que o cliente – o Metrô – é que responde pela obra. No caso da Linha 17, a empresa também tem prazo de 30 dias para se manifestar.


Leia mais: http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdEditoria=1&InCdMateria=23825

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Monotrilho começa a operar em horário de pico neste mês

23/06/2015 - Estado de S. Paulo
O trecho de 2,9 quilômetros de monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô - entre as Estações Vila Prudente e Oratório - deve começar a operar nos horários de pico até o fim do mês, dois meses após o prazo prometido pelo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. Em março, ele havia dito que o trecho funcionaria por 12 horas a partir de abril.

O monotrilho, que hoje funciona das 9 às 14 horas, passará a operar das 7 às 19 horas. O funcionamento integral (das 4h40 à meia-noite) está previsto para começar em agosto.


De acordo com o Metrô, a ampliação para 12 horas “depende da conclusão de testes de comissionamento (sincronização entre os equipamentos da linha) e ajustes de sinalização e dos trens fornecidos pela Bombardier”. Para funcionar no horário comercial, é necessário ter quatro trens habilitados e testados para a operação, mas apenas dois trens podem levar passageiros.


A companhia ainda afirma que houve atraso do consórcio responsável pela obra de instalação do sistema de alimentação elétrica, o que fez o Metrô notificar as empresas pela revisão do cronograma.


Segundo o Expresso Monotrilho Leste, “a Bombardier trabalha para atender às necessidades do Metrô, mesmo considerando as limitações de infraestrutura impostas por outras empresas contratadas pela companhia e que não são de responsabilidade da Bombardier”. Também de acordo com o consórcio, a decisão de expandir o horário de funcionamento é de “responsabilidade do Metrô”.


A Linha 15-Prata está em testes há nove meses. Ao fim da obra - avaliada em mais de R$ 6 bilhões -, terá 17 estações e 16 quilômetros, entre a Vila Prudente e Cidade Tiradentes, no extremo leste, e fará integração com a Linha 2-Verde do Metrô. Cada composição terá capacidade para transportar 1.002 passageiros, a uma velocidade mínima de 35 km/h. A previsão do governo estadual é de que a instalação dos trilhos de concreto e a construção das estações terminem em 2017.


Vibrações. Em março, o Estado percorreu a Linha 15-Prata. Chamou a atenção a forma como o trem vibra conforme desliza pelos trilhos. Segundo Sérgio Ejzenberg, mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP), as composições não devem tremer para que a linha seja liberada para funcionar nos horários de pico.


“A vibração pode ter sido um dos problemas que precisaram ser resolvidos para começar a funcionar no horário de pico. Esse problema pode causar danos sérios tanto para a estrutura quanto para os vagões.”


Para o especialista, o comissionamento da Linha 15-Prata demorou muito, e o trajeto entrará em operação comercial “saturado”. “São Paulo é carente de metrô. Qualquer estação que seja inaugurada ou a ampliação de trechos e horários de funcionamento acabam atraindo passageiros que estão há décadas esperando.”


A população da Vila Prudente aguarda com ansiedade o funcionamento do monotrilho em horário comercial. “Vai mudar a minha rotina, porque vou ganhar uns minutos a mais do dia, sem precisar perder tempo esperando o ônibus”, diz a auxiliar administrativa Cláudia Santiago, de 49 anos. Ela acredita que o monotrilho permitirá uma economia de pelo menos 30 minutos em seu tempo de viagem até o trabalho.



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Orçado em R$ 7,1 bi, monotrilho de SP opera só em 2,9 km

31/03/2015 - Folha S. Paulo
Não há filas na bilheteria ou nas catracas, muito menos camelôs nas imediações da estação. Nos trens, de tão reduzido, o número de passageiros caberia numa van.
Esse é o cenário diário no monotrilho da zona leste de São Paulo, obra do governo Geraldo Alckmin (PSDB) que parece um trem-fantasma se comparada a qualquer transporte público da cidade.

Os trens funcionam em esquema de testes desde agosto do ano passado, apenas das 9h às 14h e num trecho de 2,9 km entre as estações Vila Prudente e Oratório –a obra completa, estimada em R$ 7,1 bilhões, terá 18 estações.

Por uma falha no projeto, a construção de parte das estações está paralisada. Conforme a Folha revelou, engenheiros "descobriram" galerias de água que passam embaixo das futuras estações e terão de ser remanejadas.

Na última quinta-feira (26), a reportagem acompanhou toda a rotina da linha 15-prata do metrô, o monotrilho, cujas obras estão atrasadas.

O trem, com sete vagões, tem capacidade para 1.002 pessoas: 122 sentadas e 880 em pé. Na prática, cada viagem reúne de 5 a 25 usuários.

Uma das poucas usuárias, a atendente Sandra Biazi, 49, usa a linha para ir ao trabalho, perto da Paulista. "Eu trabalho das 11h às 17h. Na volta [quando a linha já fechou], desço na Vila Prudente [linha verde do metrô] e ando 3 km até o Oratório, porque os ônibus estão lotados demais".

A dona de casa Francisca Palma, 67, que costuma aproveitar o vagão quase privativo, já pensa em abandonar o monotrilho. "Quando [tudo] estiver pronto, vai vir cheio da Cidade Tiradentes, e a gente não vai nem conseguir entrar".

Hoje, o horário de pico do trem ocorre por volta das 9h, na abertura das estações, quando a lotação pode ultrapassar a casa das duas dezenas graças à presença de funcionários do metrô.

A impressão é que, entre uniformizados ou não, a maioria dos passageiros está a serviço da companhia.


Alguns trabalham em notebooks, outros andam de um lado para o outro fazendo anotações. De tempos em tempos, operários entram no vagão e fazem selfies.

Nas estações, há cadernos disponíveis para sugestões de passageiros sobre o serviço. Nas anotações, há queixas sobre a demora nos testes. Mas há também quem elogie o trem ("espetacular"), proteste ("fora, Dilma!") e fale sobre suas preferências gastronômicas ("Eu gosto de bacon").

TREPIDAÇÃO
Quem anda de metrô em SP estranha o monotrilho, pelas dimensões reduzidas ou pelo maior tempo de espera (dez minutos, em média).

O que chama a atenção do contador Wagner de Oliveira, 35, é a trepidação, num trem que circula a uma altura de 12 a 15 metros. "Quando estiver em funcionamento normal e lotado, não sei se vou ter coragem. Porque, se completamente vazio, ele já treme desse jeito, imagina cheio".

Segundo o Metrô, as oscilações são comuns em veículos que trafegam com pneus sobre concreto, como o monotrilho. A empresa defendeu o atual período de testes.
"O funcionamento das novas estações em período parcial é essencial e possibilita os ajustes finais dos equipamentos, sistema​s e suas interfaces", afirmou, em nota.

Ainda em abril, o período de operação da linha será ampliado –das 7h às 19h.

A companhia diz que, hoje, cerca de mil pessoas fazem o trajeto por dia -quando a linha estiver concluída poderá transportar 500 mil. A previsão é que mais três estações sejam entregues até 2016. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Falha em projeto paralisa construção de linha do monotrilho de Alckmin

04/12/2014 - Folha de S. Paulo
Uma falha no projeto do monotrilho da zona leste de São Paulo vai atrasar e encarecer a obra do governo Geraldo Alckmin (PSDB), orçada em R$ 6,4 bilhões.

Engenheiros "descobriram" galerias de águas de um córrego embaixo da av. Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello. O governo, agora, fez um novo projeto e decidiu mudar o córrego de lugar.

Na prática, nos locais inicialmente desapropriados e depois descampados, não há como perfurar o solo para fincar a estrutura da estação, já que as galerias estão abaixo.

A obra foi interrompida, e o Metrô, empresa do governo estadual responsável por essa linha, terá de readequar o projeto para ao menos três das oito novas estações.

A última previsão da gestão tucana era entregar as estações em 2015 -agora devem ficar para 2016. Hoje a linha funciona em fase de testes apenas no trecho de menos de 3 km entre as estações Vila Prudente e Oratório.
A Folha visitou as áreas das futuras estações, entre Oratório e São Mateus.
Sob a condição de anonimato, engenheiros da obras disseram que as futuras estações de São Lucas, Camilo Haddad e Vila Tolstói foram diretamente afetadas.

Apenas em São Mateus há colunas para a futura estação, mas a obra está parada. Nas demais, nada foi construído, e os terrenos seguem vazios. Nas áreas visitadas, funcionários trabalhavam nos trilhos ou nos canteiros próximos a colunas.

ADITIVOS
No ano passado, o então responsável pelo departamento de obra civil da linha 15, José Arapoty Prochino, afirmou à revista "Infraestrutura Urbana" que, devido à existência do córrego, seria preciso alterar a forma de instalar as fundações da linha. As obras da linha foram fatiadas em diversas licitações.
Um consórcio liderado pela empresa Somague foi contratado por R$ 144 milhões para erguer quatro estações -as três afetadas pelas galerias e uma quarta, Vila União.

Em outubro deste ano, o Metrô assinou o quinto aditivo nesse contrato, prorrogando o prazo de execução dos serviços para abril de 2015.
Uma concorrência de R$ 512 mil foi aberta no mês passado para a elaboração do projeto paisagístico e de engenharia do canteiro central, no trecho até São Mateus.


Prevista para ser concluída até o fim de 2015, a licitação visa contratar uma empresa para, entre outros serviços, projetar o tipo de "fundação adequado diante do comportamento do subsolo local".

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Monotrilho é inaugurado em SP e atrai curiosos



30/08/2014 - Valor

O começo da chamada visita controlada do monotrilho que liga a estação Vila Prudente do metrô e a nova estação Oratório, ambas na zona leste de São Paulo, ocorreu sem maiores problemas neste sábado.

O funcionamento parcial - e gratuito, por ora - do monotrilho será nos sábados e nos domingos, das 10h às 15h, e deve ser expandido para toda a semana durante os próximos dois ou três meses, segundo o Metrô, que administra o projeto. Depois desse período, esse trecho deve ser posto em operação plena.

O secretário estadual de transporte metropolitano, Jurandir Fernandes, presente na primeira viagem do trem, elogiou a falta de surpresas. Apesar de ser uma tecnologia nova, as muitas horas-teste que fizemos permitiu que não tivéssemos qualquer surpresa, disse.

Sobre o atraso da entrega da obra, iniciada em 2010, Fernandes disse que foi por causa do licenciamento ambiental, que não permitiu a derrubada de cerca de 50 árvores na avenida Luiz Ignácio de Anhaia Melo, sobre a qual corre a obra, e forçou o Metrô a buscar mais desapropriações. São as árvores mais caras de São Paulo, afirmou.

Durante a inauguração do serviço, as catracas foram liberadas pontualmente às 10h. O primeiro trem viajou entre 10h06 e 10h09. Há intervalo de 18 minutos entre os trens durante esse período experimental.

A integração com a Linha 2-Verde do metrô ainda está em obras.

Houve falhas nas escadas rolantes em ambas estações, que pararam de supetão, mas os funcionários do metrô não souberam explicar o motivo. Técnicos da ThyssenKrupp, responsável pelo equipamento, investigavam as causas.

Os usuários gostaram do que viram. Costumo ir de carro até a estação V. Prudente, mas agora vou poder ir de monotrilho. Esperava isso há muito tempo, diz o comerciante Mohamed Hussein Majdou, 65, que tem uma loja de colchões ao lado da estação Oratório. Mas ainda não dá para vender o carro.

O ajudante-geral Juacaz Marciano da Boa Morte, 57, disse que ficou com medo ao viajar no primeiro vagão, que tem uma ampla janela frontal permite a visão do estreito trilho à frente da composição - sem maquinista. Mas a gente se acostuma, diz o morador de Itaquera.

O trecho até a estação São Mateus está previsto para o final do ano que vem. O traçado completo é entre a estação Ipiranga de trem e a Cidade Tiradentes, com 18 estações e 26,6 km.

O investimento total previsto é de R$ 6,4 bilhões.


PRIMEIRO TRECHO DO MONOTRILHO DA LINHA 15-PRATA, ENTRE VILA PRUDENTE E ORATÓRIO, É ABERTO PARA VISITA DA POPULAÇÃO
Metrô entrega ciclovia de 2,4 quilômetros na Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello
Com 2,9 quilômetros de extensão, o trecho do primeiro monotrilho de São Paulo e o de maior capacidade de transporte do mundo está aberto para visita aos sábados e domingos, das 10h00 às 15h00, entre Vila Prudente e Oratório. Nessa fase inicial de operação, chamada de “visita controlada”, o público poderá conhecer gratuitamente as instalações das novas estações suspensas e andar no trem do monotrilho a 15 metros de altura, sobre a Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello.
O funcionamento das novas estações em período parcial viabiliza o ajuste final dos equipamentos e sistemas, além de liberar as vias do monotrilho nos demais dias da semana para os testes dos novos trens da frota. Essa operação diferenciada conta com a assistência de técnicos das diversas áreas operacionais do Metrô para fazer os últimos acertos antes da operação comercial, cuja previsão de início é em 60 dias. O primeiro trecho entre Vila Prudente e Oratório atenderá 13.300 passageiros/dia.
Durante a visita controlada, o Metrô vai promover uma campanha educativa sobre a utilização do monotrilho por meio de avisos sonoros e comunicação visual, com dicas de como usar o novo sistema de forma segura e adequada. As equipes de operação também estarão à disposição para orientar e auxiliar os novos usuários da Linha 15. O acesso à estação Vila Prudente fica na Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello, esquina com a Rua Cavour, ao lado da Linha 2-Verde. Já a entrada da estação Oratório será feita pela Avenida do Oratório 165.
Ciclovia e área verde sob o monotrilho
A ciclovia de 2,4 quilômetros sob o elevado por onde circula o trem do monotrilho da Linha 15-Prata está sendo entregue à população. São duas pistas exclusivas para bicicletas, cercadas por áreas ajardinadas com projeto paisagístico repleto de vegetação.
Esta nova área de lazer também conta com iluminação e sinalização horizontal e vertical específica para orientar os deslocamentos dos ciclistas. A ciclovia também permitirá fácil acesso aos bicicletários e paraciclos anexos às estações Vila Prudente e Oratório.
A implantação da ciclovia foi realizada como parte das medidas compensatórias exigidas para essa obra. Em convênio assinado entre a Prefeitura de São Paulo e o Metrô, a ciclovia passará a ter sua conservação realizada pelos órgãos municipais.
No futuro, a rota completa para os ciclistas contará com 26,6 quilômetros de extensão, de Ipiranga até Hospital Cidade Tiradentes e será entregue à população com os demais trechos da Linha 15-Prata.
Estações suspensas: nova concepção arquitetônica
As estações Vila Prudente e Oratório são as primeiras construídas com uma nova concepção arquitetônica destinada ao monotrilho. Suspensas, as estruturas contemplam vidros especiais que permitem iluminação e ventilação naturais. As novas estações possuem dois pavimentos: o mezanino onde está a linha de bloqueios e o piso superior, com duas plataformas de embarque, a 15 metros de altura (o equivalente a um prédio de cinco andares).
A estação Vila Prudente tem 16.000 m² de área construída. Na parte inferior da estação o Metrô está construindo um conjunto de terminais de ônibus composto por uma área principal (terminal central) e dois terminais de suporte localizados ao norte e sul da Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Melo. Todos os terminais estão com obras em andamento e entrarão em funcionamento na segunda etapa da obra. Após a conclusão, eles serão entregues à SPTrans para a operação das linhas.
A estação Oratório tem 5.400 m² de área construída, cinco elevadores e sete escadas rolantes. As duas estações são totalmente acessíveis, com rampas, sanitários adaptados, piso tátil e comunicação em Braille. São equipadas também com portas de plataforma, para facilitar o embarque e desembarque dos usuários.
Trens sem operadores e com tecnologia de ponta
Os trens do monotrilho da Linha 15-Prata no Brasil possuem sete carros, 86 metros de comprimento, 3,15 metros de largura e capacidade para transportar mais de 1.000 passageiros.
Os carros são feitos com liga de alumínio e o desenho aerodinâmico foi inspirado no conceito construtivo de aeronaves. Os trens possuem tração elétrica e sustentação por pneus, se deslocam sobre vigas de 69 centímetros de largura e em via elevada, com altura que varia de 12 metros e 15 metros. A velocidade comercial mínima será de 35 km/h e a máxima de 80 km/h.
Os trens contam com sistema de ar-condicionado, salão de passageiros contínuo e interligação entre carros, operação automática (sem a necessidade de operador no veículo) e sistema de câmeras com monitoramento em tempo real.
Uma avenida no céu
O primeiro monotrilho de São Paulo e o de maior capacidade de transporte do mundo já é objeto de curiosidade. O ensaio fotográfico “Uma avenida no céu”, do fotógrafo Cláudio Pepper, conta com mais de dez imagens que retratam toda a inovação do monotrilho, suas estações, suas estruturas, seus trens. As imagens foram capturadas durante a construção do primeiro trecho e ficarão expostas na estação Oratório durante o período de visita controlada.
Em paralelo, acontece na estação Vila Prudente a mostra “SP/my self, a minha avenida paulista” de autoria do mesmo artista. Mais dez fotos revelam o cotidiano da principal avenida de São Paulo. Os cliques retratam os canteiros centrais, os pedestres e o MASP. Tudo sob o olhar curioso de Claudio Pepper, que não só faz as imagens como é participante delas.
Linha 15-Prata: obras avançam rumo à Cidade Tiradentes
Com obras já em andamento, a segunda fase da Linha 15-Prata ligará a estação Oratório a São Mateus, com extensão de 10,1 km e oito estações. Já o terceiro e último trecho terá 11,4 km e sete estações ligando São Mateus e o Hospital Cidade Tiradentes. Nesta estapa também está contemplada a extensão de 2,1 km da linha até o Ipiranga, fazendo a conexão com a estação Ipiranga da CPTM (Linha 10-Turquesa).
Quando concluída, a Linha 15-Prata terá 26,6 quilômetros de extensão, 18 estações e dois pátios de estacionamento e manobra de trens. A previsão é de que 520 mil passageiros sejam atendidos por dia, em média. O valor total de investimento é de R$ 6,4 bilhões.
Departamento de Imprensa do Metrô - Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô