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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

SP conclui entrega da Linha Amarela do Metrô após 17 anos de obras; veja fotos da nova estação

 17/12/2021 Estadão Edição Impressa

 

Após 17 anos de obras, Estado conclui entrega da Linha Amarela do Metrô Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Estadão – Após 17 anos de obras, o governo estadual conclui a entrega da Linha 4-Amarela, com a inauguração nesta sexta-feira, 17, da Estação Vila Sônia. O trecho acrescenta 1,5 km à linha, que vai da Luz, no centro da capital, à nova estação, na zona oeste. O projeto, que chegou a ser prometido pela gestão Geraldo Alckmin para 2014, é concluído após percalços, como o acidente no canteiro de obras que abriu uma cratera em Pinheiros, em 2007, e o rompimento do contrato com o consórcio que iniciou as obras, em 2015. O Estado planeja estender a linha até Taboão da Serra, na região metropolitana.

A linha – a primeira do Metrô a ser operada pela iniciativa privada – tem 11 paradas e 12,8 km de extensão. Para especialistas, esse traçado foi importante para conectar regiões muito verticalizadas, com crescente demanda de mobilidade, e também para implementar o modelo de parceria com empresas.

O projeto inicial foi dividido em duas fases: a primeira com as Estações Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã. Em janeiro de 2007, houve um deslizamento em um canteiro da Estação Pinheiros, com sete mortes e 79 famílias desalojadas. A segunda etapa, iniciada em 2012, envolve as Estações Fradique Coutinho, Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Mas, em 2015, a obra foi paralisada pelo consórcio responsável e retomada só no ano seguinte, após rescisão contratual e nova licitação.

“Quando assumimos a gestão, todos os contratos estavam praticamente paralisados. Conseguimos acelerar os contratos e concluir todas as obras que precisavam ser feitas dentro desta linha”, afirmou ao Estadão o secretário de Transportes Metropolitanos, Paulo Galli, da gestão João Doria (PSDB). A fase 2 teve orçamento de R$ 2,1 bilhões para erguer cinco estações, o que inclui ampliação de Butantã a Vila Sônia e complementação do pátio de manutenção, além da compra de sistemas elétricos e auxiliares.

Testes
Inicialmente, a estação ficará aberta de 10h às 13h em dias úteis, sábados e domingos, com cobrança de tarifa. A fase de testes vai até março, com ampliação gradual do horário. Com o funcionamento integral, a expectativa é de que a estação atenda até 86 mil pessoas por dia. E o total de passageiros na linha deve subir para 896 mil diários.

Conforme a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), foram usados 48.419 m³ de concreto e 980 m² de vidro na construção. O local terá duas plataformas laterais para embarque e desembarque, 20 escadas rolantes, 12 escadas fixas, 46 portas automáticas de plataforma, 4 elevadores e 4 banheiros. Um terminal de ônibus na parte superior também será aberto. O local receberá linhas da capital e intermunicipais. Procurada, a ViaQuatro, concessionária responsável disse que as informações sobre a nova estação são repassadas pela STM.

Ligação
O Estado ainda planeja estender a linha até Taboão da Serra, na região metropolitana

Galli defende o modelo de concessão. “Com as características urbanas que nossa região tem, é impossível pensar em transporte de qualidade, com a velocidade e tempo necessários para atender à população se não tiver a participação da gestão privada”, diz. Segundo ele, é discutida a expansão para a Grande São Paulo – hoje a rede é restrita à capital.

“Taboão (de 300 mil habitantes) está nos planos do Estado”, afirma. A ideia é que a condução da obra fique sob responsabilidade da concessionária que opera a linha.

Linha 6
Na quinta-feira, 16, começaram as escavações na Freguesia do Ó para a Linha 6-Laranja, que fará a ligação entre as Estações Brasilândia (zona norte) e São Joaquim (zona sul) em um trecho de 15 km, com 15 estações distribuídas. Vai passar por diversos bairros onde estão algumas das principais universidades da capital, como a FGV, a PUC, o Mackenzie e a Faap. A previsão de entrega da primeira linha ferroviária totalmente construída pela iniciativa privada no País é para 2025.

Desafios
Cláudio Barbieri da Cunha, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) diz que obras metroviárias são bem-vindas em razão da agilidade. “É um sistema sempre de muito sucesso, pois proporciona alternativa de deslocamento muito mais rápida”, afirma ele, que cobra um ritmo maior de entrega. “É preciso buscar alternativas para que as obras não atrasem tanto.”

O avanço urbano em bairros mais afastados do centro também é apontado pelos especialistas como um fator que cria demanda de mobilidade. “A área da Vila Sônia é uma região verticalizada, que não tem mais para onde crescer. Precisa de transporte de massa para se deslocar”, diz Luiz Vicente de Mello Filho, doutor em Engenharia.

Para tornar o transporte público mais atrativo, especialistas também defendem melhorias em áreas próximas da estação, de modo a privilegiar pedestres e ciclistas. Com a necessidade de cortar emissões de gases de efeito estufa, há necessidade de reduzir o total de veículos nas ruas e oferecer alternativas menos poluentes e mais integradas. “O entorno também precisa ter vias e calçadas bem conservadas. As pessoas com mobilidade reduzida precisam chegar até a estação”, continua Mello Filho.

Linha do tempo
12/2004 – O então governador Geraldo Alckmin (PSDB) diz que a primeira fase da Linha 4, que consiste na construção das estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima e Paulista, República e Luz, deve ficar pronta em 2008

01/2007 – Desmoronamento no canteiro de obras da Estação Pinheiros provoca a abertura de uma cratera de 80 metros de diâmetro. Sete pessoas morrem no acidente

05/2010 – As duas primeiras estações da Linha 4-Amarela, Paulista e Faria Lima, são abertas.

10/2011 – Após sucessivos atrasos, a primeira fase da Linha 4 começa a operar completamente, com seis estações (Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz)

11/2014 – Inauguração da Estação Fradique Coutinho

07/2015 – O governo de SP rompe contrato com o consórcio responsável pela construção de estações que faltavam na Linha 4. Obras são retomadas no dia seguinte

2018 – Inauguração das Estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire e São Paulo-Morumbi

Fonte: https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,apos-17-anos-de-obras-estado-conclui-entrega-da-linha-amarela-do-metro,70003928601

 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Secretário quer desapropriar linha 6 do Metrô


  07/02/2019
person BR18

O secretário de Transportes do governo de São Paulo, Alexandre Baldy, apresentou uma proposta radical à Procuradoria-Geral do Estado: desapropriar a linha 6 do Metrô, cuja caducidade da parceria público-privada foi decretada em dezembro. Pelo decreto de cancelamento da PPP, a linha será licitada novamente, o que está previsto para agosto. Com isso, o governo estima um atraso de pelo menos dois anos e meio na obra.
Pela proposta do secretário, a linha seria desapropriada e as obras retomadas imediatamente pelo próprio Metrô. A partir disso, haveria uma nova licitação para a concessão da operação do serviço, cujo prazo seria zerado e não incluiria o da obra. O dinheiro da desapropriação do consórcio da linha 6 (encabeçado por Odebrecht, UTC e Galvão Engenharia) seria pago em juízo. A desapropriação seria feita com um decreto de interesse público. Se a PGE der o aval à saída, caberá ao governador João Doria Jr. avalizar a saída um tanto heterodoxa (ele diz que há precedentes).

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Governo rescinde contrato com a Move São Paulo


13/12/2018 - Revista Ferroviária

RF - Decreto foi publicado hoje no Diário Oficial. STM já deu início aos procedimentos para fazer uma nova licitação para as obras da Linha 6-Laranja

O governo de São Paulo rescindiu o contrato de concessão que mantinha com a Move São Paulo, para as obras de implantação e operação da Linha 6-Laranja do Metrô. O decreto nº 63.915, assinado pelo governador Márcio França, foi publicado no Diário Oficial hoje (quinta, dia 13). A rota, apelidada de linha das universidades por passar próxima a diversas instituições de ensino, prevê ligar a região de Brasilândia até a estação São Joaquim, em um percurso com 15 km de extensão e 15 estações.

O decreto estabelece que a caducidade terá efeitos a partir de 13 de agosto de 2019. Até essa data, a concessionária deverá cumprir as obrigações previstas em contrato, em especial preservar os imóveis vinculados à concessão e a estabilidade das obras realizadas nestes espaços. Ainda de acordo com o documento publicado nesta quinta-feira, a Secretaria dos Transportes Metropolitana (STM) celebrará convênio com o Metrô para que a companhia assuma gradativamente as atividades necessárias para conservação, manutenção, segurança e gestão da infraestrutura já implantada.

A partir de agora, fica livre o caminho para uma nova licitação. Em outubro, na inauguração da Estação São Paulo-Morumbi do Metrô, o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que era essa a intenção do governo. Nós não temos nenhum problema legal em frente, então com certeza nós poderemos fazer a rescisão [contratual] e retomar a nova licitação, nós temos que fazer uma nova licitação, declarou ele na ocasião.

Em nota, o Metrô de São Paulo afirmou que a STM tomou todas as medidas legais cabíveis para que a Move São Paulo retomasse e concluísse o empreendimento. As multas aplicadas pela pasta à concessionária somam R$ 259,2 milhões.

O Consórcio Move São Paulo (formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia) foi procurado, mas não quis se pronunciar.

Sobre a Linha 6-Laranja

Em janeiro 2015, a concessionária ficou com a missão de construir e operar a Linha 6-Laranja ao custo de R$ 8 bilhões, mas em três anos entregou apenas 15% da obra. Em setembro de 2016, a construção foi suspensa. O motivo é que as empresas integrantes do grupo passaram a enfrentar dificuldades para obter empréstimos após serem investigadas pela Operação Lava Jato.

O consórcio apresentou uma proposta de repasse do controle da concessão da linha para um grupo formado pela Mitsui, já sócia do negócio, um grupo de investidores japoneses e duas empresas chinesas do setor ferroviário, a China Railway Capital Co. Ltd. e China Railway First Group Ltd. No entanto, as negociações não foram adiante.

Foram aportados pelo Governo do Estado até o momento R$ 694 milhões para pagamento de obras civis e R$ 979 milhões (out/16) para pagamento das desapropriações de 371 ações. Segundo a STM, não há pendências do Governo do Estado junto à concessionária que impedissem a retomada das obras. Nos termos do contrato de concessão, a concessionária é a única responsável pela obtenção dos financiamentos necessários ao desenvolvimento dos serviços delegados, afirmou em nota

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Governo de SP inicia processo para encerrar contrato com responsáveis pela Linha 6-Laranja do Metrô



10/03/2018 - G1

Governo do Estado de São Paulo iniciou o processo de rescisão contratual com a concessionária Move São Paulo (formada pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC), responsável pela construção da Linha 6-Laranja do Metrô.

A linha ligará o Centro da capital à Brasilândia e à Freguesia do Ò, na Zona Norte, passando pela Zona Oeste, com estações próximas a diversas universidades.

Em 2015, a Move São Paulo ficou com a missão de construir e operar a Linha 6 ao custo de R$ 8 bilhões, mas em três anos entregou apenas 15% da obra pronta. As empresas que formam a concessionária não conseguiram mais empréstimos para o financiamento de obras depois que passaram a ser investigadas pela Operação Lava Jato. Em setembro de 2016, a construção da Linha 6 foi precisou ser suspensa.

Nesta sexta-feira, o governo do estado de São Paulo informou que o Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas (CGPPP) autorizou o início do rescisão contratual da PPP da Linha 6 com a Move São Paulo.

Descumprimento de notificação

Segundo a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM), a medida ocorreu após o descumprimento da última notificação enviada à concessionária, que foi informada que deveria retomar as obras em 30 dias.

Em 2012, o Governo do Estado de São Paulo anunciou o projeto, que previa o início das obras para 2013 e conclusão em 2019, com a ligação entre a Vila Brasilândia, na Zona Norte, e a Liberdade, no Centro.

Em 2013, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) informou que as obras estavam previstas para começar em 2014, com conclusão em 2020. A construção da linha teve início, finalmente, em abril de 2015. Em junho de 2016, o Governo informou que a linha ficaria pronta com mais um ano de atraso. Em setembro do mesmo ano, o consórcio Move São Paulo suspendeu as obras.

Em 2017, executivos da Odebrecht disseram em delação premiada que as obras da Linha 6 - Laranja serviram para abastecer o esquema de propina da construtora, para influenciar políticos e financiar o caixa dois de campanhas eleitorais.

No final de 2017, um grupo asiático propôs retomar as obras, demonstrou interesse em comprar o consórcio e assumir integralmente o contrato de concessão da linha 6. Animado, o governo falava em retomar a obra em janeiro de 2018.

No início deste ano, o grupo brasileiro RuasInvest manifestou interesse em dividir a concessão com o grupo asiático. A previsão era de que a obra fosse finalmente retomada em março ou abril.

Em fevereiro, o governo informou que fracassou a negociação de venda da concessão da Linha 6 e que notificou o consórcio formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, a retomar as obras em 30 dias - o que não ocorreu.

Linha 6-Laranja

O trajeto terá 15 km de extensão e contará com 16 estações entre Brasilândia e São Joaquim.

O governo projeta que 29 trens irão atuar ao longo do percurso e atender 600 mil pessoas diariamente. Ela fará conexão com outras linhas da CPTM e do Metrô e com a Linha 4-Amarela.

- Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/governo-de-sp-inicia-processo-para-encerrar-contrato-com-responsaveis-pela-linha-6-laranja-do-metro.ghtml

quinta-feira, 15 de março de 2018

Obras da Linha 6-Laranja do Metrô de SP não tem previsão de retorno



20/02/2018 - Band

O Governo do Estado vai precisar refazer licitação, após empresários chineses desistirem de assumir a construção da Linha 6-Laranja da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), que deve ligar a estação São Joaquim (linha Azul do Metrô), no centro, a uma futura estação a ser construída no bairro Brasilândia, zona norte da capital paulista.

A chamada “Linha das Universidades” está com as obras paradas há um ano e meio. Originalmente, o projeto seria tocado por um consórcio formado pelas empreiteiras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC. No entanto, as empresas abandonaram a construção, sob o argumento de dificuldades para obter financiamento devido aos desdobramentos da Operação Lava-Jato.

Propostas

O governo estadual chegou a dizer – depois deste impasse - que havia recebido proposta de um grupo asiático para assumir as obras em regime de Parceria Público-Privada (PPP). Apesar da negociação ter durado meses, o acordo não foi pra frente, explica o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Neste momento, segundo o governador, não é possível determinar uma data para que as obras sejam retomadas.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Linha 6 do Metrô: Governo de SP dá mais prazo para Consórcio obter financiamento para retomada das obras


03/07/2017 - Diário do Transporte

As obras da linha 6-Laranja do Metrô estão paradas desde setembro de 2016. Também chamada de Linha das Universidades, a Linha 6-laranja deve ligar a Vila Brasilândia, na região noroeste de São Paulo, ao centro da capital paulista. Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM.

O Consórcio Move SP, responsável pelas intervenções e vencedor da licitação ocorrida em 2013, desde setembro vem postergando prazos para resolver o problema de dinheiro, motivo principal que paralisou a obra.

Conforme noticiou o Diário do Transporte, em primeira mão, no dia 08 de março de 2017, o prazo final dado pelo Governo do Estado foi 15 de junho, podendo assim, haver nova licitação. O Move São Paulo solicitou empréstimo de R$ 5,5 bilhões. Por causa da paralisação das obras, o Governo do Estado de São Paulo pediu anuência da Assembleia Legislativa e levará a solicitação ao BNDES de remanejamento de R$ 200 milhões, que estavam previstos para linha 6-Laranja, para linha 5- Lilás, prevista para se prolongar até a Chácara Klabin. A linha 5 já opera entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

Em 15 de junho deste ano, por exemplo, expirou o prazo dado pelo governo estadual para o Consórcio encontrar uma solução para conseguir financiamento do BNDES. O consórcio é formado pela Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia, toda citadas na Operação Lava Jato.

Na data o governo do Estado publicou uma nota, ampliando o prazo para as empreiteiras se regularizarem junto ao BNDES até o dia 30 de junho, sexta-feira passada. E na mesma nota fez uma ameaça ao Consórcio: “Caso o atual concessionário não consiga obter financiamento junto ao BNDES, o Governo do Estado poderá ser impelido a iniciar o processo de decretação da caducidade do contrato e iniciar um novo processo licitatório respeitando os devidos prazos legais”.

Hoje (dia 3) a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de SP anunciou que está analisando informações fornecidas pelo consórcio Move SP para a retomada das obras da linha 6-laranja. Ou seja, um novo prazo foi concedido ao Consórcio, que informou ao governo que está buscando financiamento de longo prazo para retomar e finalizar a obra paralisada desde setembro de 2016.

A linha 6-laranja é uma dentre as seis obras de expansão do Metrô, sendo que todas estão atrasadas.

HISTÓRICO:

A ligação entre a região de Brasilândia, na zona noroeste, e a estação São Joaquim, na região central de São Paulo, deve atender a mais de 630 mil pessoas por dia. Quando assinado em dezembro de 2013, a linha 6-Laranja foi comemorada por ser a primeira PPP – Parceria Público Privada plena do país. O consórcio Move faria a obra e seria também o responsável pela operação da linha por 25 anos. O custo total do empreendimento era de R$ 9,6 bilhões, sendo que deste valor R$ 8,9 bilhões seriam divididos entre governo e consórcio.

A previsão inicial para inauguração da linha 6 era 2020. A data agora é uma incerteza.

Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM.

Até o momento, foram gastos R$ 1,7 bilhão no empreendimento.

OBRAS PROMETIDAS E ATRASADAS:

Linha 2 (Extensão até a Rodovia Dutra) – prometida para 2020, está sem prazo de conclusão

Linha 4 (Trecho até Vila Sônia) – prometida para 2014, com prazo de conclusão previsto para o  2º semestre de 2019

Linha 5 (Extensão até Chácara Klabin + 11 estações) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2018

Linha 6 (Brasilândia a São Joaquim) – prometida para 2020; obra paralisada, sem previsão de conclusão

Linha 15 (Trecho até São Mateus) – prometida para 2016, com prazo de conclusão para o 1º semestre de 2018

Linha 17 (Congonhas ao Morumbi) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2019

Linha 18 (Tamanduateí ao ABC) – prometida para 2018, sem prazo


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Dona da linha 6 do metrô de SP pode ficar inadimplente

06/12/2016 - Valor Econômico
A Move São Paulo, concessionária da linha 6-Laranja do Metrô, corre o risco de ficar inadimplente no pagamento de empréstimo de curto prazo de R$ 550 milhões concedido pelo Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo vencimento está previsto para 15 de dezembro. Para evitar a inadimplência, a Move São Paulo precisa estender o vencimento da dívida, que conta com fiança de bancos comerciais. Mas para ganhar mais prazo terá que apresentar garantias adicionais ao contrato de financiamento. A contar de hoje, a concessionária - cujos sócios são Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC - tem dez dias para chegar a um acordo com o BNDES.
O cenário de dificuldades financeiras da Move São Paulo é agravado por possíveis ações judiciais que começam a ser analisadas por parte das empresas japonesas sócias da Odebrecht Mobilidade, que é acionista da concessionária da linha 6. A hipótese de processo é considerada em cenário extremo, em que a Move São Paulo seja levada à recuperação judicial ou à falência. O Valor apurou que uma eventual ação judicial pode ter como alvo a Odebrecht e a Queiroz Galvão, envolvidas em casos de corrupção investigados pela Operação Lava-Jato. As denúncias foram determinantes para o BNDES não liberar o empréstimo de longo prazo para o projeto da linha 6.
Em nota, a Move São Paulo disse não haver "fundamento" uma possível ação judicial dos japoneses. "A concessionária Move São Paulo desconhece completamente essa informação." Afirmou ainda que não há animosidade entre as empresas. A Mitsui, que lidera os investidores japoneses, não quis comentar a possibilidade de inadimplência da concessionária, nem o cenário de abertura de ações judiciais pelos japoneses. A Mitsui disse que tem interesse em investir no Brasil em novos projetos de infraestrutura, mas que sua prioridade é encontrar uma saída para o impasse que cerca a construção da linha 6 do metrô.
As empresas japonesas ligadas ao projeto da linha 6 estão reunidas na Gumi, subsidiária controlada pela trading Mitsui que investe no negócio de trens de passageiros no Brasil. Em dezembro do ano passado, a Mitsui vendeu participações acionárias na Gumi para a operadora ferroviária West Japan Railway (JRW) e para a JOIN, a Corporação Japonesa para Investimento em Infraestrutura, Transporte e Desenvolvimento Urbano no Exterior. A Gumi tem 40% da Odebrecht Mobilidade e os 60% restantes pertencem à Odebrecht Transport (OTP). A JRW dá os primeiros passos no Brasil.
De acordo com a Move São Paulo, a não efetivação do financiamento de longo prazo pelo BNDES foi o principal fator que determinou a paralisação das obras da linha 6, em setembro deste ano. No total, a concessionária havia pleiteado ao BNDES financiamento de R$ 5,5 bilhões para o projeto.
Nos contratos do BNDES, é comum que financiamentos de longo prazo, quando contratados, sirvam para repagar empréstimos-ponte (de curto prazo), além de permitir a continuidade do investimento. O empréstimo de curto prazo concedido pelo banco à Move São Paulo conta com carta de fiança dos bancos BTG Pactual, Crédit Agricole, Santander e ABC. Para estender o vencimento do empréstimo por um ano, as cartas de fiança precisam ser renovadas. Procurados, os bancos não se pronunciaram sobre o assunto.
Segundo apurou o Valor, a Move São Paulo e o BNDES assinaram, em outubro, aditivo ao contrato de financiamento que reduziu o valor do empréstimo de curto prazo para R$ 550 milhões, com base em janeiro de 2015, ante um número originalmente previsto de R$ 1,6 bilhão. A Move São Paulo afirmou em nota que as discussões para se chegar a um acordo continuam:
"As negociações junto ao BNDES e aos bancos credores seguem o cronograma previsto e ocorrem dentro da absoluta normalidade."
Também em nota, a Move São Paulo afirmou: "A retomada [das obras do projeto] depende do avanço das negociações junto ao BNDES e ao Governo do Estado de São Paulo". Afirmou ainda que o retorno das obras envolve efetivar o financiamento de longo prazo e mitigar os efeitos causados pelos atrasos na liberação de áreas públicas e na "imissão" na posse de imóveis expropriados.
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) disse que o governo do Estado aportou, desde 2015, R$ 694 milhões para pagamento de eventos e R$ 979 milhões em desapropriações de 370 imóveis privados. "Cerca de 95% das áreas necessárias à implantação da Linha 6 já se encontram liberadas. Não há pendências do governo do Estado junto à concessionária que impeçam a retomada das obras", disse a STM. A secretaria afirmou que o plano de financiamento do parceiro privado, apresentado em 2014, prevê três operações de crédito junto ao BNDES: empréstimo-ponte, capital de giro e empréstimo de longo prazo. "As duas primeiras operações já foram contratadas." E concluiu: "A obtenção do financiamento junto ao BNDES é responsabilidade exclusiva do parceiro privado e é condição para a continuidade do contrato de concessão da Linha 6-Laranja. O Governo do Estado trabalha junto ao BNDES para que a questão da financiabilidade seja resolvida."
O BNDES justificou a decisão de não liberar empréstimos adicionais à Move São Paulo: "Em virtude da deterioração da situação cadastral e creditícia dos principais patrocinadores do projeto, estes [os acionistas da Move SP] estão com dificuldades em apresentar as garantias necessárias na fase de obras." Segundo o BNDES, a concessionária Move São Paulo pediu prazo para que sejam apresentadas as garantias necessárias ou seja negociada a entrada de novos patrocinadores capazes de prestá-las ao banco, bem como de aportar recursos próprios no montante requerido pelo projeto.
Há informações de que se cogitou a possibilidade de a JOIN financiar a obra junto com a Mitsui como fonte alternativa ao BNDES. Na nota, o BNDES afirmou que a entrada de novos financiadores reduziria a exposição do banco e as garantias necessárias para o equacionamento do financiamento de longo prazo. "O BNDES está comprometido com o sucesso do projeto e tem apoiado a Mitsui e o governo de São Paulo na busca da solução que permita a continuidade das obras", declarou o banco.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Obra parada do Metrô degrada áreas e cria quarteirões fantasmas em SP


22/11/2016 - Folha de São Paulo
A paralisação de obras do metrô espalhou quarteirões fantasmas pela capital paulista. Parte dos quase 600 imóveis esvaziados para a construção de futuras estações está tomada por lixo, pichação e usuários de drogas.
Tanto o governo Geraldo Alckmin (PSDB) como o consórcio responsável por uma das linhas alega falta de verba para as obras.

Por exemplo, há alguns anos, quem passasse pela área onde será construída a estação Água Rasa (zona leste), da linha 2-verde, veria pessoas nas calçadas e um comércio movimentado. Agora, o cenário é de casas abandonadas, pichadas e mato nas calçadas.

A parte dos imóveis que foi demolida virou um terreno baldio. O muro que cercava o local foi destruído e, do lado de dentro, é possível ver um sofá e restos de fogueira em meio a toneladas de entulho.

Nos estudos sobre segurança pública, a famosa teoria das "janelas quebradas" prega que a degradação urbana e os índices de criminalidade aumentam em áreas com aparência de abandono.

Moradores da Água Rasa já sentem os efeitos dessa mudança. À noite, dizem, o pedaço é tomado por usuários de drogas e criminosos.

"Não dá mais para passar aí a pé quando escurece, é um breu, um deserto", diz o dono de uma loja de óleo para veículos, Francisco Ramos, 69, há mais de 20 anos no local. "Vários clientes deixaram de vir aqui", afirma.

Sem verba, governo estadual e empresas paralisaram a construção de parte importante das novas linhas da cidade. O prolongamento da linha 2-verde até Guarulhos foi suspenso no início do ano até dezembro.
Atualmente, a linha liga a Vila Madalena à Vila Prudente.

Também as obras da futura linha 6-laranja, que ligará a Brasilândia (zona norte) à Liberdade (centro), foram prejudicadas. Em setembro, o consórcio Move SP - composto pelas empresas Odebrecht Transport, Queiroz Galvão, UTC Engenharia e pelo fundo Eco Realty, contratado pelo governo para construir e operar a linha em regime de PPP- anunciou congelamento dos trabalhos.

Inicialmente prevista para 2020, não há mais data para início da operação da linha.

Para as obras nas duas linhas, já foram esvaziados 598 imóveis. A reportagem esteve nas áreas de futuras estações nas zonas leste, oeste e norte e constatou que o descompasso entre o esvaziamento das construções e o início das obras gerou efeitos colaterais.

Nos quarteirões desapropriados, além da falta de segurança, a vizinhança diz que os imóveis são invadidos por pessoas em busca de materiais para ferros-velhos e também são usados para o despejo irregular de entulho.

DESPEJADOS
Na Brasilândia (zona norte), onde será construída uma estação da linha 6-laranja, os tapumes se estendem por quatro quarteirões ao longo da estrada do Sabão. O terreno cercado sem operários causa indignação em moradores que tiveram suas casas demolidas e hoje vivem de aluguel.

Nascida em Mossoró (RN), a dona de casa Antonia Zuza, 49, chegou na década de 1990 ao bairro com a família. Ela e o marido juntaram dinheiro e ergueram uma casa nos fundos do terreno do cunhado.

"Achei que nunca mais iria voltar ao aluguel. Hoje, estou pagando R$ 800 para morar com a minha família". Como o terreno não era dela, não receberá pela desapropriação.

Os proprietários dos terrenos que conversaram com a reportagem afirmam que, mesmo tendo entregue as casas, o dinheiro da desapropriação continua barrado por pendências judiciais.

"Morávamos há 50 anos naquela casa. Eles deram uma data e tivemos que sair sem nada", diz a dona de casa Claudete Souza, 66, que hoje paga R$ 1.000 de aluguel numa casa perto da antiga. "Ficamos sem casa e não vamos ver esse metrô pronto."

SAQUES E DENGUE
As centenas de casas e terrenos desapropriados para a expansão do metrô viraram cenário de garimpo urbano, depósito de entulho e também possível criadouro de mosquitos da dengue.

Os moradores dos arredores da futura estação Sesc Pompeia, da linha 6-laranja, contam que já presenciaram vários casos invasões de imóveis vazios em busca de materiais recicláveis.

"Eles entram para pegar qualquer coisa que possam vender: fios, móveis, ferro", diz o o comerciante Luís Antonio Cardoso, 59.

Ele mora bem ao lado de uma das casas desapropriadas. "Um cara deu três passos e subiu no muro da casa vizinha à minha. Bem na minha frente. Depois passou pelo meio da grade."

De madrugada, diz ele, o barulho dos catadores de recicláveis era tamanho que era difícil dormir. Cardoso diz que reclamações ao consórcio responsável causaram o reforço da vigilância no local, com rondas mais frequentes.

"Mas a situação continua ruim, porque ficamos vulneráveis e sem prazo para isso se resolver. Os tapumes pichados chamam a atenção, o mato cresce", diz.

Nos lugares em que as casas já foram demolidas, o principal problema relatado é o depósito de entulho.
O muro que cercava um grande terreno da futura estação Água Rasa da linha 2-verde, na zona leste, foi destruído. "Jogam de tudo aí", diz Rafael Felipe, 30, proprietário de uma loja de tintas nos arredores do canteiro de obras.

Ele diz que a situação gera preocupação com questões de saúde. "Isso aí é um perigo para dengue."
Característica comum entre os locais visitados pela Folha é a proliferação de pichações nos locais desapropriados.

"Mudou muito aqui. Isso aí que você está vendo na frente era um açougue, tudo bonitinho. E olha agora como está", diz a comerciante Margarida de Almeida, 72, apontando para um imóvel pichado. O local está reservado para as obras da estação Nova Manchester, da linha 2-verde.

Preocupado com a perda da identidade da Brasilândia (zona norte), onde será construída uma estação da linha 6-laranja, o professor James Pereira, 55, diz que resolveu registrar o antes e depois das obras por meio de fotos. "Fica como documento histórico."

OUTRO LADO
O Metrô de SP afirma fazer vigilância dos imóveis desapropriados e promete limpar os locais com entulho.
A companhia ligada ao governo de SP afirma ter tomado posse de 227 imóveis para as obras de prolongamento da linha 2-verde, dos quais 50 foram demolidos. Uma empresa terminará a demolição dos imóveis nas áreas reservadas para as estações da linha.

Segundo o Metrô, está em análise um edital para contratação de empresa para "a manutenção e limpeza dos terrenos, como a retirada dos entulhos, sanificação das áreas e fechamento com grades, além da reconstrução de suas respectivas calçadas".

A companhia diz manter vigilância "ostensiva motorizada em toda a extensão da linha durante 24 horas por dia". Segundo nota enviada à Folha, quatro vigilantes se revezam em dois turnos. Em caso de ocorrência nos terrenos, diz, a PM é chamada.

Os contratos das obras da linha 2-verde estão suspensos até dezembro "em decorrência da não liberação de limite pela União de um financiamento de R$ 2,5 bilhões via BNDES". Por isso, não há previsão de início dos trabalhos.

No caso da linha 6-laranja, a concessionária Move São Paulo paralisou as obras por não conseguir financiamento de longo prazo.

O governo notificou a empresa para que volte às obras, sob risco de penalidade, e tenta financiamento federal.

A linha prevê desapropriação de 371 imóveis privados, dos quais 344 já estão em posse da concessionária. Segundo o Metrô, as áreas são fiscalizadas pelo governo e, em caso de irregularidade, a Move SP pode ser multada.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Alckmin anuncia início das obras na linha 6 do Metrô para próxima quarta

G1 São Paulo - São Paulo/SP - HOME - 31/03/2015
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que as obras da Linha 6 do Metrô começarão na próxima quarta-feira (8) na capital paulista. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (31), no Aeroporto Estadual Adhemar de Barros, em Presidente Prudente, a primeira parada da visita que o chefe do governo estadual faz no Oeste Paulista durante todo o dia.
Será a maior linha de São Paulo. Ela sai de São Joaquim e vai até as áreas da Freguesia do Ó e de Brasilândia. Serão mais de 15 estações. A linha 15 também está em obra, assim como a 17. Só estamos aguardando o final do financiamento com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] para uma nova linha, que é a 18, que vai para São Caetano, Santo André e chega até São Bernardo do Campo, explica.
O governador também comentou que a nova Linha 17 vai ligar o aeroporto de Congonhas e a região do Brooklin aos trilhos da CPTM. Já o prolongamento da Linha 5 vai levar o Metrô da região de Santo Amaro até a Linha 2-Verde, na Estação Chácara Klabin.
Em entrevista coletiva, Alckmin comentou a situação da dengue em todo o Estado e disse que aguarda a liberação da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) para adiantar o processo de utilização de uma vacina criada pelo Instituto Butantan. Não existe remédio contra vírus. O único caminho é combater o hospedeiro intermediário, que é o Aedes Aegypti e se prolifera em água parada. Fazemos um apelo a todas as famílias para tirarem os pratos embaixo dos vasos, checar a calha... Esse é o caminho, relata.
O governador ainda reforçou que será feita a contratação emergencial de mais 500 agentes de saúde, 50 caminhonetes e mais 30 médicos para a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias).
Já o reajuste de 13,8% nas tarifas de água e esgoto da Companhia de Saneamento Básico de Estado de São Paulo (Sabesp), autorizada pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp),  foi apontado por Alckmin como uma decisão independente do governo estadual. Quem tem que autorizar é a Arsesp, mas ela tem que fazer audiência pública. Então não há uma decisão tomada, afirma.
Em sua segunda parada, em Sandovalina, o chefe do governo estadual foi recebido por professores que protestavam por aumento de salários. Na cidade ele inaugurou uma unidade do programa Creche Escola na Avenida João Borges Frias, na Vila Nova.

Ele segue viagem para Regente Feijó e Ribeirão dos Índios, onde entrega viaturas e obras em assentamentos rurais; e para Caiuá, onde entrega a reforma do Terminal Rodoviário.