Mostrando postagens com marcador Concessão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Concessão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Governo de Minas abre consulta pública sobre concessão do metrô


 11/11/2021 Diário do Comércio (MG) Notícias da Imprensa

Crédito: Alisson J. Silva / Arquivo DC

Diário do Comércio (MG) – O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), abre, nesta quarta-feira (10), consulta pública sobre o projeto de concessão do metrô de Belo Horizonte. Até 10 de dezembro, os interessados poderão enviar propostas de melhorias e alterações sobre os estudos e os documentos em apreciação.

O projeto, estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e conduzido em parceria com o governo federal, prevê a modernização e a ampliação da Linha 1, além da conclusão da construção da Linha 2, assim como a operação dos serviços por 30 anos.

De acordo com o governo estadual, a iniciativa inédita associa a venda da empresa pública federal à concessão dos serviços pelo Estado, com a outorga de melhoria, ampliação, construção e operação do metrô da capital mineira.

A modelagem tem por objetivo atrair a expertise privada para a ampliação e a operação do sistema de transporte, com mais eficiência e facilidade para acessar novas tecnologias necessárias à modernização dos serviços.

As informações sobre a concessão, o formulário e o regulamento com a forma de participação na consulta pública estão disponíveis no site da Seinfra e, também, no portal da Unidade de PPP do Governo de Minas Gerais. Informações e esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo endereço de e-mail concessaometro@infraestrutura.mg.gov.br.

Projeto

O projeto prevê a ampliação da Linha 1 até a Estação Novo Eldorado, em Contagem, agregando ao trajeto cerca de um quilômetro de extensão. Além disso, está prevista a conclusão da construção da Linha 2, cujas obras foram iniciadas em 1998 e paralisadas em 2004.

Serão destinados R$ 3,2 bilhões para o metrô de Belo Horizonte, sendo R$ 2,8 bilhões do governo federal e cerca de R$ 428 milhões do Governo de Minas, provenientes do Termo de Reparação assinado com a Vale em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/economia/governo-de-minas-abre-consulta-publica-sobre-concessao-do-metro


Bolsonaro libera R$ 2,8 bi para privatização do metrô de BH e diz que BNDES está à frente do projeto

 01/10/2021 Valor Econômico Notícias da Imprensa

Metrô de Belo Horizonte — Foto: CBTU/Divulgação

Valor Econômico – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou nesta quinta-feira (30), em evento na capital mineira, projeto de lei que abre crédito especial de R$ 3 bilhões, dos quais R$ 2,8 bilhões serão destinados à desestatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Em discurso, Bolsonaro destacou que a modelagem do projeto de privatização do metrô de BH está sendo feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O projeto também vai destinar R$ 66 milhões para obras do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), R$ 33 milhões em fomento para o setor agropecuário, R$ 22 milhões para projetos de infraestrutura hídrica da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), entre outros.

“Mesmo com menos recursos, estamos apresentando mais trabalho”, disse o presidente, em tom de campanha, acrescentando que sua gestão de quatro anos será comparada com 14 anos de mandatos do PT. O presidente também disse que chega a 1000 dias de governo sem corrupção.

Elogios e investimentos em vacinas
Na cerimônia, o presidente elogiou a administração do governador Romeu Zema (Novo), que o tem apoiado desde as eleições de 2018. Zema chegou a sofrer pressão do partido para fazer oposição a Bolsonaro, seguindo a orientação geral da legenda. Mas esta é a segunda vez no mês que o governador mineiro divide o o palanque com o mandatário.

“Como é bom ter um governador da estatura do Romeu Zema. Homem que ninguém conhecia, uma surpresa sua ascensão. Outros ascenderam, mas o ego subiu à cabeça. A humildade do Zema é o sucesso de seu trabalho em Minas”, afirmou Bolsonaro.

Zema ressaltou que tem trabalhado em conjunto com o governo federal para resolver questões antigas do Estado. Entre elas, a expansão do metrô de BH, que vai receber recursos de R$ 3,2 bilhões, sendo R$ 2,8 bilhões em crédito especial do governo federal e o restante em investimento do Estado.

“Esse investimento é esperado há décadas e finalmente se torna realidade”, disse Zema. O governador estima que o edital de concessão do metrô será lançado em março de 2022 e que a privatização saia antes da construção da Linha 2.

Zema também destacou a criação do Centro Nacional de Vacinas em parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O centro vai receber R$ 30 milhões de investimento do governo mineiro e R$ 80 milhões do governo federal.

“Vamos nos transformar numa Oxford brasileira. Após a inauguração deste centro, vamos congregar o que há de mais moderno na produção de vacinas com a indústria. Não vamos apenas trazer as tecnologias como fazemos hoje”, afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, durante o evento, em que os mandatários não falaram com a imprensa.

Fonte: https://valor.globo.com/politica/noticia/2021/09/30/bolso

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Publicada resolução favorável às concessões da Trensurb e da CBTU


·         24/06/2019
·         Notícias do Setor ANPTrilhos



O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República publicou, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24), a resolução em que opina favoravelmente à concessão da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e da Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre) à iniciativa privada. Agora, a medida deverá ser submetida à deliberação do presidente Jair Bolsonaro.
A resolução estima que o edital para licitação da Trensurb será publicado no 1º semestre de 2021, com leilão no 2º semestre do mesmo ano; para o da CBTU, a estimativa é de publicação do edital no 2º semestre de 2021, com leilão em 2022.
O Conselho argumenta, na resolução, que é necessário “ampliar as oportunidades de investimento e emprego no país e estimular o desenvolvimento econômico nacional, em especial por meio de ações centradas na ampliação e na melhoria da infraestrutura”. Além disso, aponta a necessidade de melhorar os serviços prestados pelas empresas.
As duas estatais fizeram parte dos 59 projetos qualificados pelo Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), na primeira reunião realizada sob a gestão de Bolsonaro, para integrarem o programa.

sábado, 23 de março de 2019

Metrô rescinde contrato de construção do monotrilho da Linha 17-Ouro


  22/03/2019
person G1
  



O Metrô decidiu rescindir unilateralmente o contrato de construção do monotrilho da Linha 17-Ouro. Segundo o governo do estado, a obra vinha sendo conduzida em ritmo lento pelo consórcio comandado pela empreiteira Andrade Gutiérrez.
O governo informou que tentou por várias vezes acelerar o ritmo da obra, para que ela fosse entregue em 2020, mas disse que uma empresa que fabrica os trens é da Malásia e faliu. Por isso, ficou inviável concluir o projeto.
Agora, deverá ser feita nova licitação. A Linha 17-Ouro deve ligar o aeroporto de Congonhas até a estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A reportagem tentou contato com o consórcio e aguarda resposta.

Copa do Mundo de 2014
O monotrilho virou promessa para a Copa 2014 em 2010, quando o então ministro do Esporte, Orlando Silva, assinou com o governo do estado e a Prefeitura da capital uma série de compromissos, a chamada Matriz de Responsabilidades.
No entanto, a obra sofreu uma série de problemas nos últimos anos - o que fez com que a previsão de seu funcionamento passasse de 2013 para julho de 2019. Com o fim do contrato, agora não há mais previsão para sua conclusão.


segunda-feira, 18 de março de 2019

Consórcio Viamobilidade – linha 15 vence leilão de concessão da linha 15-prata de Monotrilho


·   


Formado pela CCR e pela RuasInvest Participações, grupo apresentou oferta de R$ 160 milhões para administrar o ramal pelo período de 20 anos
13/03/19
O Consórcio ViaMobilidade – Linha 15, formado pela CCR e pela RuasInvest Participações, venceu a licitação de concessão da linha 15-Prata de monotrilho no leilão realizado na tarde desta segunda-feira na sede da B3 (antiga BM&FBovespa). O grupo ofertou o lance de R$ 160 milhões, o que representa ágio de 0,59% sobre o valor de outorga mínimo atualizado de R$ 159 milhões, conforme definido no edital.
A operação e manutenção da linha 15, atualmente administrada pelo Metrô de São Paulo, serão concedidas ao grupo pelo período de 20 anos. O valor do contrato é estimado em R$ 4,7 bilhões, o que corresponde à soma das receitas tarifárias de remuneração e de receitas não operacionais, como exploração comercial de espaços livres nas estações. Ao longo de todo o prazo da concessão, o concessionário deve investir R$ 345 milhões no ramal.
“O nosso Governo em São Paulo é um governo liberal, que aposta na livre iniciativa e que acredita que programas de concessões, parcerias público-privadas e privatizações melhoram a condição e a qualidade do serviço público. Quando falamos em transporte público falamos em atendimento à população mais carente do nosso Estado e em especial aqui da Região Metropolitana de São Paulo. Parabéns à CCR por ter acreditado e apostado em São Paulo e no Brasil”, declarou o governador João Doria.
“O monotrilho é um transporte de massa de qualidade e a concessão da operação da linha 15-Prata é importante principalmente para os moradores da zona leste. Até dezembro vamos entregar mais quatro estações para ampliar o acesso ao transporte sobre trilhos”, destacou o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.
O trecho a ser concedido terá 11 estações de Vila Prudente a Jardim Colonial: Vila Prudente, Oratório, São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta, São Mateus e Jardim Colonial. A concessão está dividida em duas fases, sendo a primeira de Vila Planalto a São Mateus e a segunda até Jardim Colonial, cuja previsão de operação está programada para o segundo semestre de 2021. No total serão mais de 15 km de vias elevadas e áreas reurbanizadas com implantação de ciclovia e vegetação sob a estrutura elevada do monotrilho, inclusive sob as estações, localizada nos canteiros centrais.
“O grande diferencial da CCR é a gestão. Sempre buscamos bons profissionais para gerir nossos negócios e termos excelência operacional. Ao vencermos a licitação das linhas 5 e 17, pesquisamos e estudamos profundamente o sistema de monotrilho e contratamos os melhores especialistas para que estivéssemos preparados para novas conquistas neste modal. É um projeto desafiador, mas estamos preparados”, pontuou o presidente da CCR Mobilidade, Ítalo Roppa.
Linha 15-Prata – Com tecnologia de monotrilho, a linha 15 iniciou sua operação em agosto de 2014 entre as estações Vila Prudente e Oratório, com 2,9 km de extensão, contando com o pátio de manutenção e estacionamento de trens. Em abril do ano passado, foram entregues as estações São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União em mais 5,5 quilômetros de trilhos. Está prevista até o final deste ano a entrega das demais estações, cujas obras complementares estão em fase final de contratação. Ao todo, o Governo do Estado investe R$ 5,2 bilhões na construção do ramal. O ativo investido na implantação da linha e na aquisição de trens não está incluso na concessão.
A demanda estimada para a linha completa é de 405.460 mil passageiros por dia, fazendo interligação com a rede metroferroviária pela linha 2-Verde do Metrô, na estação Vila Prudente, e com três terminais integrados de ônibus, Vila Prudente, Sapopemba (da SPTrans) e o terminal São Mateus do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus/Jabaquara), gerenciado pela EMTU/SP.
12/03/2019 – Metrô SP


Japoneses da Mitsui fecham acordo de compra da SuperVia por R$ 800 milhões




11/03/2019 person O Globo comment Comentários

   Japoneses da Mitsui fecham acordo de compra da SuperVia por R$ 800 milhões

Um ano após negociações, a SuperVia, empresa que opera trens urbanos em 12 municípios do Rio de Janeiro, transportando 600 mil passageiros por dia, vai, finalmente, mudar de mãos. O Cade, que regula a concorrência no Brasil,  recomendou no último dia 06 de março a aprovação da aquisição pelo conglomerado japonês Mitsui das ações em poder da Odebrecht TransPort, atual controladora indireta da companhia. O negócio é estimado, segundo uma fonte, em cerca de R$ 800 milhões. Com o aval do Cade, o negócio deve ser concluído no fim de abril deste ano, ressaltou essa mesma fonte.

No último dia 28 de fevereiro, a Supervia informou que os dois acionistas firmaram acordo de compra e venda das ações. Após a conclusão da transação, a Odebrecht Transport vai reduzir sua participação indireta de 72,8% para 11,33% dos papéis da concessão ferroviária. E a Mitsui - através  de sua controlada Gumi - ficará com os 88,67% restantes.

Dona de uma dívida de cerca de R$ 1,5 bilhão, o negócio deve ser aprovado pelos bancos credores, como Itaú e Bradesco, e o governo do Estado do Rio, por se tratar de uma concessão. A Mitsui havia feito uma proposta à Odebrecht em novembro do ano passado.

A  fatia da Mitsui na SuperVia se dava de forma indireta. O grupo japonês, ao lado de outras duas empresas do Japão, tem 40% da Odebrecht Mobilidade que, por sua vez, tinha 60% da SuperVia. 

A expectativa com o novo dono é que  a SuperVia consiga aumentar os investimentos,  melhorar a qualidade de seus serviços e equacionar suas dívidas. Entre as queixas mais frequentes dos usuários estão vagões lotados em viagens mais longas e em horários de pico, enquanto nos fins de semana a frequência das saídas é reduzida.

Em parecer, o Cade disse que pode haver uma potencial integração entre a Mitsui e a Supervia com a compra de produtos. "Tal relação, porém, não seria capaz de gerar preocupação de ordem concorrencial. A participação da Mitsui nesse segmento no Brasil é insignificante", disse o Cade. Segundo um especialista, a Mitsui pode dar novo impulso à SuperVia. Isso porque recentemente a Mitsui vendeu parte dos 40% de suas ações na Odebrecht Mobilidade para empresas japonesas que atuam no setor. Ou seja, indiretamente, segundo o Cade, a Mitsui já tem 24% das ações da SuperVia.

- Uma dessas empresas é a West Japan Railway, que transporta mais de 5 milhões passageiros  por dia no Japão. Além disso, a Mitsui também vendeu parte das ações da Odebrecht Mobilidade para a Empresa Japonesa de Investimento em Infraestrutura de Transporte e Desenvolvimento Urbano no Exterior, com foco em transporte. A expectativa é que a SuperVia passe a ter uma nova gestão com sócios especializados no setor - disse esse analista.

Mitsui atua em energia e alimentos

A SuperVia já estava à venda há pelos menos dois anos. Nesse período, chegaram a analisar a companhia o fundo soberano dos Emirados Árabes, Mubadala, um consórcio formado pela brasileira Starboard Restructuring Partners, que tem o fundo americano Apollo como acionista, e o grupo brasileiro RTM Brasil, composto por executivos do setor financeiro e de transporte.

No Brasil, a Mitsui atua em vários segmentos. A empresa tem atuação nos setores, além de mobilidade, químico, de energia e TI. Na  área de alimentos, a japonesa vende café no Brasil com a marca "Café Brasileiro". É dona ainda da Agrícola Xingu, empresa que atua no agronegócio, por meio do cultivo de lavouras na produção de commodities agrícolas e processos industriais para o beneficiamento de algodão e sementes de soja.

Na área de transporte, a companhia já forneceu equipamentos e composições para o metrô de Salvador. Além disso,  a empresa tem projetos para o Metrô de São Paulo.  No setor automotivo, através de uma empresa chamada Veloce, a companhia forneces soluções para as montadoras, importando peças pelos escritórios no exterior, e serviços de logística.

Fonte:
https://oglobo.globo.com/economia/japoneses-da-mitsui-f...

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Governo rescinde contrato com a Move São Paulo


13/12/2018 - Revista Ferroviária

RF - Decreto foi publicado hoje no Diário Oficial. STM já deu início aos procedimentos para fazer uma nova licitação para as obras da Linha 6-Laranja

O governo de São Paulo rescindiu o contrato de concessão que mantinha com a Move São Paulo, para as obras de implantação e operação da Linha 6-Laranja do Metrô. O decreto nº 63.915, assinado pelo governador Márcio França, foi publicado no Diário Oficial hoje (quinta, dia 13). A rota, apelidada de linha das universidades por passar próxima a diversas instituições de ensino, prevê ligar a região de Brasilândia até a estação São Joaquim, em um percurso com 15 km de extensão e 15 estações.

O decreto estabelece que a caducidade terá efeitos a partir de 13 de agosto de 2019. Até essa data, a concessionária deverá cumprir as obrigações previstas em contrato, em especial preservar os imóveis vinculados à concessão e a estabilidade das obras realizadas nestes espaços. Ainda de acordo com o documento publicado nesta quinta-feira, a Secretaria dos Transportes Metropolitana (STM) celebrará convênio com o Metrô para que a companhia assuma gradativamente as atividades necessárias para conservação, manutenção, segurança e gestão da infraestrutura já implantada.

A partir de agora, fica livre o caminho para uma nova licitação. Em outubro, na inauguração da Estação São Paulo-Morumbi do Metrô, o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que era essa a intenção do governo. Nós não temos nenhum problema legal em frente, então com certeza nós poderemos fazer a rescisão [contratual] e retomar a nova licitação, nós temos que fazer uma nova licitação, declarou ele na ocasião.

Em nota, o Metrô de São Paulo afirmou que a STM tomou todas as medidas legais cabíveis para que a Move São Paulo retomasse e concluísse o empreendimento. As multas aplicadas pela pasta à concessionária somam R$ 259,2 milhões.

O Consórcio Move São Paulo (formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia) foi procurado, mas não quis se pronunciar.

Sobre a Linha 6-Laranja

Em janeiro 2015, a concessionária ficou com a missão de construir e operar a Linha 6-Laranja ao custo de R$ 8 bilhões, mas em três anos entregou apenas 15% da obra. Em setembro de 2016, a construção foi suspensa. O motivo é que as empresas integrantes do grupo passaram a enfrentar dificuldades para obter empréstimos após serem investigadas pela Operação Lava Jato.

O consórcio apresentou uma proposta de repasse do controle da concessão da linha para um grupo formado pela Mitsui, já sócia do negócio, um grupo de investidores japoneses e duas empresas chinesas do setor ferroviário, a China Railway Capital Co. Ltd. e China Railway First Group Ltd. No entanto, as negociações não foram adiante.

Foram aportados pelo Governo do Estado até o momento R$ 694 milhões para pagamento de obras civis e R$ 979 milhões (out/16) para pagamento das desapropriações de 371 ações. Segundo a STM, não há pendências do Governo do Estado junto à concessionária que impedissem a retomada das obras. Nos termos do contrato de concessão, a concessionária é a única responsável pela obtenção dos financiamentos necessários ao desenvolvimento dos serviços delegados, afirmou em nota

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Exemplos de Salvador e São Paulo mostram importância de PPPs para alavancar transporte público


08/11/2018Notícias do Setor       
Parcerias com setor privado geraram sistemas com alta tecnologia e permitiram investimentos para melhoria do serviço

Nem sempre é necessário olhar para fora do país para encontrar exemplos de excelência em transporte público. Parcerias bem-sucedidas entre os setores público e privado têm ajudado a construir e gerir estruturas de alta qualidade no Brasil.

Sistemas eficientes, que operam com alta tecnologia e transportam grande quantidade de passageiros todos os dias, nasceram de “casamentos” recentes entre governos e empresas. São formas de driblar as dificuldades financeiras dos estados e entregar à população um serviço essencial.

“A adoção deste modelo foi algo muito positivo para os sistemas. Permitiu que se contasse com a maior eficácia do setor privado”, destaca Joubert Flores, presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).

Pioneira nesse tipo de parceria, a linha 4-amarela do metrô de São Paulo, administrada pela concessionária ViaQuatro, abriu caminho para outros modelos semelhantes. A estimativa é de que, ao longo dos 30 anos de operação, a empresa investirá US$ 2 bilhões em melhorias no sistema, como aquisição de trens e sistema de sinalização. Deste montante, já foram desembolsados US$ 450 milhões.

O modelo é o de uma Parceria Público-Privada (PPP) parcial. Nesse formato, cabe ao Estado fornecer a infraestrutura, como trilhos e estações, enquanto o ente privado fica responsável por gerir o sistema, assumindo a tarefa de adquirir a frota e os equipamentos necessários para a operação. Os resultados são animadores.

A linha 4 transporta, em média, mais de 850 mil passageiros em um dia útil – a expectativa é de que o número chegue a 1 milhão quando todas as estações forem concluídas -, e a taxa de satisfação é alta. Mais de 90% dos usuários consideram os serviços “muito bons” ou “bons”, segundo pesquisas realizadas semestralmente pelo Instituto Datafolha desde 2011.

Basta embarcar em um trem para entender o motivo da satisfação. Inovações como o sistema sem condutor, o primeiro a ser implementado na América Latina, dão mais agilidade à viagem. Os veículos são operados pelo Controle de Trens Baseado em Comunicação (CBTC, na sigla em inglês). Assim, a velocidade de cada composição é monitorada, permitindo reduzir, com segurança, a distância entre um trem e outro até 12 metros (similar ao comprimento de um ônibus). Com isso, o tempo de espera para os passageiros também diminui.

O processo de embarque e desembarque ganha segurança e velocidade com as divisórias de vidro que separam a plataforma dos trilhos. As portas da plataforma e do trem se abrem simultaneamente, o que reduz acidentes, diminui a queda de objetos na via e evita as interrupções de viagens por conta desses incidentes. Os passageiros também recebem informações valiosas, como as mostradas em painéis que identificam a lotação de cada vagão do trem, possibilitando que escolham o setor da composição que permite uma viagem mais confortável.

No treinamento para quem opera o sistema, há uma inovação. Pioneiro no mundo, um simulador é utilizado para desenvolver novos condutores. Na ferramenta, são desafiados por avaliadores em diversos cenários para que saibam como responder a eventuais dificuldades. O sistema funciona em uma réplica do primeiro carro do trem, que tem um console para operação manual e uma tela que reproduz virtualmente a via, o túnel e as estações.

Não foi à toa que o modelo da ViaQuatro se espalhou por outras partes do país. Em Salvador, o metrô foi viabilizado por uma PPP integral. Neste caso, a CCR Metrô Bahia, concessionária do sistema, não se limita a gerir e operar. Também é responsável por construir toda a infraestrutura.

Assim como em São Paulo, a parceria tem funcionado. Mesmo em meio a um momento econômico difícil no Brasil, foram implantados 14,4 quilômetros de percurso do metrô e oito novas estações somente em 2017. Mais uma amostra de que há um caminho possível para solucionar o déficit de transporte público no Brasil, e ele passa pela participação da iniciativa privada.

05/11/2018 – G1

quinta-feira, 22 de março de 2018

CCR vence disputa por concessão no metrô de São Paulo


20/03/2018 - Meio Ambiente Rio

Em fato relevante entregue a imprensa na noite da última segunda-feira (19), a CCR comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que foi consagrada vencedora do processo de concorrência para prestação de serviços de transporte de passageiros das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro da rede metroviária de São Paulo. A conquista foi feita por meio do consórcio ViaMobilidade, formado pela CCR (83,34%) e Ruasinvest Participações S.A. (16,66%).

“A CONCESSÃO terá um prazo de 20 anos, que se iniciará a partir da data da emissão de Ordem de Início da operação comercial da Linha-5-Lilás. O CONSÓRCIO aguardará a assinatura do Contrato de Concessão”, finalizou o Diretor de Relações com Investidores, Arthur Piotto Filho. Os serviços a serem prestados pelo consórcio são de operação, manutenção, conservação, melhorias, requalificação e adequação e expansão. A ViaMobilidade aguarda a assinatura do contrato de concessão.

- Fonte: https://meioambienterio.com/2018/03/20/ccr-vence-disputa-por-concessao-no-metro-de-sao-paulo/

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Governo do Estado assina termo aditivo ao contrato de concessão da SuperVia


08/01/2018 Notícias do Setor ANPTrilhos        
Medida regulará a construção de empreendimentos comerciais

O governador Luiz Fernando Pezão assinará, nesta quinta-feira (21/12), um aditivo ao contrato de concessão da SuperVia que vai regular a construção de empreendimentos comerciais em estações de grande circulação, como a Central do Brasil. Nela, será construído um shopping com 276 lojas (erguido sobre as plataformas dos trens), cinemas e um hotel três estrelas com 200 quartos. Este será o primeiro shopping no conceito “vaga zero” do estado.

Essa infraestrutura comercial trará efeitos positivos para todo o sistema de transporte público, como a equalização do fluxo de passageiros nos horários de pico, reduzindo a variação do número de composições necessário para o atendimento nos momentos de maior demanda. Além disso, aumentará a geração de receitas acessórias que, futuramente, ajudará na redução do custo das tarifas.

Do ponto de vista urbanístico e de mobilidade urbana, a região da Central do Brasil apresenta um grande potencial, já que o entorno conta com estações de trem, metrô e VLT, terminal rodoviário e teleférico. Por ali transitam, diariamente, cerca de 600 mil pessoas, o que a torna um dos principais pontos de passagem da capital.

O projeto também contribuirá com recursos de contrapartida para a restauração de áreas importantes do prédio histórico da Central do Brasil e a reurbanização e organização do entorno, tendo como base os resultados dos estudos conduzidos pelo Estado, Prefeitura e modais, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

– Não há outro local que agregue tantos modais, empresas e passageiros. Se as pessoas chegarem à estação e puderem usufruir de um shopping, conseguiremos gerenciar melhor a demanda, criando um ambiente mais organizado e seguro. Esse investimento em áreas comerciais é uma tendência mundial e Hong Kong é um caso especial em termos de uso do transporte público integrado – destacou o secretário de Estado de Transportes, Rodrigo Vieira.


21/12/2017 – Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

CCR arremata a concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de SP


19/01/2018 - Estadão

O consórcio Via Mobilidade, liderado pela CCR, arrematou nesta sexta-feira, 19, a concessão das linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de São Paulo. O consórcio ofereceu R$ 553,880 milhões pela outorga fixa das linhas, um ágio de 185% em relação ao valor mínimo estipulado para a disputa, de R$ 194,343 milhões. O lance mínimo divulgado anteriormente pela Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), de R$ 189,6 milhões, foi atualizado pelo IPC-Fipe de jan

O clima na porta da B3 nesta manhã era diferente do visto na semana passada, quando o governo paulista realizou o leilão do trecho Norte do Rodoanel. Na outra terça-feira, pequenos grupos de representantes das proponentes e interessados se reuniam na frente do prédio para discutir expectativas para o certame; hoje, sindicalistas e movimentos sociais protestaram minutos antes do início da entrega das propostas.

O outro consórcio concorrente, Metrô São Paulo Linhas 5 e 17, liderado pela CS Brasil, propôs o pagamento de R$ 388,5 milhões pela outorga fixa dos ativos, um ágio de 99,9%. Como a diferença entre as propostas superou 15%, não foi necessária nova rodada de propostas para definir o vencedor do certame.

O Grupo CCR - líder do consórcio Via Mobilidade, com 83,34% de participação (os 16,66% são da RuasInvest) - era forte candidato a levar a concessão das linhas no certame. Além de deter 75% do controle da ViaQuatro, concessionária da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, a companhia atua ainda na construção e operação de outros ativos de mobilidade urbana fora do Estado.

No Rio de Janeiro, a CCR tem uma concessão voltada ao transporte de massa no modal aquaviário (CCR Barcas), é a principal acionista da PPP que administra o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Carioca e detém ainda a maior parte do controle acionário da ViaRio, concessionária do Corredor Presidente Tancredo Neves (Transolímpica). Na Bahia, o grupo faz parte de uma PPP no sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas (Metrô Bahia).

Liminar. Vários grupos tentaram impedir a licitação. Ontem à tarde, os vereadores Sâmia Bomfim e Antônio Vespoli, do PSOL, conseguiram que a Justiça suspendesse o leilão. No começo da noite, as liminares caíram e o leilão foi mantido para esta manhã.

Inicialmente, o certame estava previsto para acontecer em 5 de julho do ano passado, mas acabou sendo adiado pelo próprio governo do Estado, que realizou alterações na minuta do contrato e no edital. Três dias antes da nova data estabelecida para a licitação, 28 de setembro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o leilão por liminar devido a "indícios de restritividade" no edital, que poderiam prejudicar maior participação de potenciais interessados na disputa. As impugnações contra o edital foram consideradas improcedentes pelo Tribunal em decisão no final de dezembro, de modo que o leilão foi retomado.

Linhas. O que será concedido hoje à iniciativa privada é a operação e manutenção das linhas 5 e 17 do Metrô. O critério é o maior valor oferecido pela outorga fixa, com lance mínimo estipulado em R$ 189,622 milhões.

Com duração de 20 anos, o contrato de concessão tem valor estimado de R$ 10,8 bilhões, montante que corresponde à soma das receitas tarifárias de remuneração e de receitas não operacionais, como exploração comercial de espaços livres nas estações. O investimento previsto pela iniciativa privada é de R$ 88,5 milhões, que serão aplicados em melhorias e infraestrutura das linhas.

A expectativa é que o leilão atraia um grupo restrito de empresas interessadas. Entre as candidatas a participar, está o Grupo CCR, que detém várias concessões em mobilidade urbana pelo País.

A linha 5-Lilás ligará o Capão Redondo à Chácara Klabin, na linha Verde do Metrô. Tem hoje 10 estações já em atividade, de um total de 17. Quando completa, fará interligação também com as linhas Azul (estação Santa Cruz), 9-Esmeralda e a própria 17-Ouro, além de três terminais integrados de ônibus.


O monotrilho da linha 17-Ouro integrará o aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária da capital. Terá oito estações elevadas (Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi), com interligação nas linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda da CPTM, e um pátio de estacionamento e manutenção.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Concessão de metrô não chegou a modelo ideal, diz chefe da linha 4



Dez anos após a assinatura do primeiro contrato de PPP (parceria público-privada) do metrô de São Paulo, o presidente da ViaQuatro, Harald Peter Zwetkoff, 59, responsável pela linha 4-amarela, avalia que o modelo ideal de concessão do transporte sobre trilhos ainda não foi achado.

A participação de empresas era citada no Estado como aposta para expandir a rede com mais rapidez. Mas a linha 4 é a única em funcionamento até hoje com gestão privada –o contrato foi firmado em novembro de 2006. A gestão Alckmin planeja conceder 60% da rede sobre trilhos nos próximos anos.
A primeira PPP plena –a mesma empresa constrói e opera o metrô no futuro– foi feita com a linha 6-laranja (Brasilândia-São Joaquim), mas, sem financiamento, a construção acabou interrompida no mês passado pelo consórcio Move São Paulo.
O presidente da ViaQuatro (que tem a CCR como maior acionista) diz que “transporte público no mundo todo exige uma contrapartida grande do Estado” e vê dificuldade financeira para a “sustentabilidade” do sistema, já que a tendência é haver diferentes concessionárias, com linhas integradas, e uma só tarifa paga pelos passageiros.
“É um problema a ser resolvido, que vai mostrar mais claramente o deficit do sistema de transporte. Não tem jeito, vai ter que colocar dinheiro no Metrô e na CPTM”, diz ele, defensor de uma agência para regular isso.
*
Folha – As concessões eram a grande aposta há dez anos para acelerar as obras de metrô. Mas até agora a linha 4 é a única em funcionamento em SP, e ainda assim incompleta, com investimentos a passos lentos. O que deu errado?
Harald Peter Zwetkoff – O processo é de aprendizagem para todo mundo, tanto para o governo do Estado quanto para a iniciativa privada. Apesar de a linha 4 ser a única operadora em atividade, existem outras linhas contratadas ou em andamento, como a 6 [laranja, Brasilândia-São Joaquim], a 18 [bronze, Tamanduateí-ABC] e a 5 [lilás, Capão Redondo-Chácara Klabin].
Houve uma evolução dos modelos de concessão nesse período. O da linha 6 já é bastante diferente, na chamada PPP integral [a iniciativa privada cuida tanto da construção da infraestrutura quanto da operação, diferentemente da linha 4, que teve contratos separados para essas tarefas]. Isso mostra que o modelo tem evoluído.
Mas mesmo na linha 6 não deu certo, porque aí foi a iniciativa privada que não cumpriu sua parte e está atrasando…
O que mostra que a gente não chegou ainda ao modelo ideal. [O metrô] é uma concessão diferente de outras que se sustentam somente pela receita dos serviços.
Transporte público no mundo todo exige uma contrapartida grande do Estado, que ele vai recuperar via benefício econômico, redução de congestionamento, aumento de produtividade, melhoria da saúde. Ele recupera isso, mas exige, sim, uma contrapartida do Estado.
E qual seria o modelo ideal?
Por um lado, temos um legado operacional muito bom, conseguimos provar que a iniciativa privada é capaz de operar em níveis de excelência, algo de que em 2006 o próprio Metrô, reconhecido por sua competência técnica, desconfiava. Sob o aspecto de inovação, temos acessibilidade, entre outras coisas [a linha 4 estreou o trem automatizado, sem condutor].
Essa etapa vencemos. Há outras por vencer. Uma é a busca pelo modelo ideal de concessão. O investimento em infraestrutura sempre terá interessados, apesar de problemas de percurso. O maior desafio é o segundo, a sustentabilidade.
Hoje, há uma tarifa de R$ 3,80 do Metrô, que atende a ViaQuatro, o Metrô e a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]. Amanhã tem mais um operador da linha 6, depois de amanhã mais um da linha 5, aí outro na linha 17, e essa tarifa tem de ser redistribuída de forma justa para todos os players.
Nesse cenário, começa a fazer falta a figura de uma autoridade metropolitana ou de uma agência de regulação que cuide não só da divisão da tarifa, mas de capturar valores perdidos na cadeia.
Até que essa autoridade exista, fica um problema de distribuição da tarifa entre os diversos concessionários. Não pode faltar dinheiro?
A obrigação de me pagar é do Estado. O Estado convencionou que vai me pagar via tarifa do sistema de arrecadação. Se não tiver dinheiro nessa conta, ele tem que me pagar de outra forma. Não faz sentido dizer “essa fonte secou, você não vai ter esse dinheiro”. Essa forma de pagar a concessionária tem que ser clara e transparente.
É um problema a ser resolvido, que vai mostrar mais claramente qual o deficit do sistema de transporte, mas não pode de forma alguma penalizar as próximas concessionárias. Não tem jeito, vai ter que colocar dinheiro no Metrô e na CPTM.
A ViaQuatro tem entre seus acionistas empresas ligadas à Odebrecht, à Andrade Gutierrez e à Camargo Correa, todas investigadas pela Operação Lava Jato. O que isso afeta?
Em absolutamente nada. Eu não contrato obras, quem faz isso é o governo do Estado. Meu contrato é de operação e manutenção.
Na operação, o que mais agrada o passageiro e o que ele mais odeia na linha 4?
O que ele mais preza é o conforto, a rapidez e a regularidade. O pior item é a tarifa, pela crise que as pessoas estão passando, mas é um problema geral. Temos avaliação positiva de 93,9%.
Uma queixa histórica da linha 4 é a integração entre as estações Paulista e Consolação [onde usuários ficam espremidos]. Ali o problema continua.
O problema continua, e a gente espera uma solução. Ali falta um outro túnel. Nós temos apoiado o poder concedente, e a solução é fazer um túnel adicional, criando mão e contramão.
Não se bateu o martelo ainda. É uma operação muito mais complexa do que custosa. Uma vez decidido o que fazer, em dois anos pode-se concluir a obra.
Foto: Diego Padgurschi/Folhapress

14/10/2016 – Folha de S.Paulo

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Agetransp determina reequilíbrio do contrato do Metrô Rio com estado

Conselho diretor da agência negou recurso da concessionária. Com decisão, cofres públicos podem engordar em R$ 198 mi

PAULO CAPPELLI
Rio - O conselho diretor da Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Transporte (Agetransp) negou recurso do Metrô Rio e determinou, em caráter definitivo, o reequilíbrio do contrato da concessionária com o Governo do Estado. Com a decisão, os cofres públicos podem engordar em R$ 198 milhões. A revisão da Agetransp levou em conta o período de operação do metrô entre 2007 e 2012.

Responsável por definir de que forma o contrato será reajustado, o governo estadual não disse se deixará a verba nas mãos da concessionária — obrigando-a a investir em melhorias no metrô — ou se, por conta da crise, utilizará o dinheiro com outra finalidade, como o pagamento de servidores.


Fonte: O DIA 07/07/2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Malha ferroviária sofreu desmonte



Linha férrea que interligava oito capitais do Nordeste foi encolhendo aos poucos e quase desapareceu

Publicado em 05/07/2016, às 08h01 UOL
    

Ana Linardo Freire lembra do tempo em que ia de Missão Velha a Fortaleza usando o trem / Diego Nigro/JC Imagem

Angela Fernanda Belfort

A privatização da antiga Malha Ferroviária do Nordeste significou o fim do serviço ferroviário nos Estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A malha existente foi reduzida a 26% do que era em 1997, quando passou para a iniciativa privada. Na época, eram 4.679 quilômetros de ferrovias, que iam de Propriá, em Sergipe, até a cidade de São Luís, capital do Maranhão. Interligava as capitais de oito Estados, com ramais que passavam por uma parte significativa do interior, incluindo as cidades de Missão Velha (CE), na região do Cariri, e Salgueiro (PE), a 514 km do Recife. Hoje, só funcionam, regularmente, 1,2 mil quilômetros, no Ceará, Piauí e Maranhão, que levam cargas aos portos de Itaqui (MA) e de Mucuripe (CE).

Na privatização, foram estabelecidas metas de aumento do transporte de carga e de redução de acidentes para a exploração do serviço ferroviário. Mas por que os trens foram desaparecendo? Dona da concessão da antiga Malha Nordeste, a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) não respondeu aos questionamentos da reportagem do JC. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que fiscaliza a concessão, se limitou a dizer, por e-mail, que a concessionária não cumpriu as metas de transporte de carga acordadas no período de 2009 a 2013 acrescentando que a empresa foi “penalizada” pelo descumprimento dessas obrigações.

Para os anos de 2014 e 2015, a ANTT fixou metas somente nos 1,2 mil km em operação. No ano passado, a empresa movimentou, nesses trechos, 564,3 milhões de Toneladas por Quilômetro Útil (TKU, unidade internacional que retira o peso do vagão da quantidade transportada). “É pouco. Antes da privatização, a Malha Nordeste chegou a movimentar 1,2 bilhão de TKU”, afirma o professor de logística do Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fernando Jordão, ex-superintendente da Rede Ferroviária Federal (Rffsa), então uma estatal.

 “Uma concessão privada de ferrovia precisa ter a conotação de resultado, lucro. Esse serviço necessita de muita infraestrutura, manutenção e só se viabiliza com grandes volumes de cargas. No entanto, é preciso oferecer o transporte ferroviário, porque é essencial para a economia e as pessoas”, diz a sócia-executiva do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), Maria Fernanda Hijjar. Faltou justamente a atuação de órgãos governamentais que cobrassem a movimentação da carga com a estrutura que existia. “Foram deixando a ferrovia morrer de inanição. O serviço correspondia basicamente a 30% do custo do frete rodoviário, mas não se fazia propaganda disso e não havia uma agressividade na busca de clientes”, lembra o hoje engenheiro do Metrô do Recife (Metrorec) que também trabalhou na extinta Rffsa Sérgio Sobrinho.

O serviço ferroviário também não tirou proveito do crescimento da economia do Nordeste na última década para agregar novas cargas. O Porto de Suape, por exemplo, saiu de uma movimentação de 4,3 milhões de toneladas de carga em 2005 para 19,7 milhões de toneladas no ano passado.

“Em lugar nenhum do mundo se privilegia o transporte rodoviário, como ocorreu no Nordeste, principalmente quando se tinha uma ferrovia centenária. A solução messiânica foi a Transnordestina (a ferrovia de 1.752 km que deveria ligar a cidade de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco). Agora, não tem mais a antiga e nem a nova saiu do papel”, acrescenta Fernando Jordão.

E, por último, as administrações públicas (federal e estadual) deram prioridade às rodovias por uma questão simples: as construtoras se tornaram grandes doadoras nas campanhas eleitorais. Até os anos 90, a Transnordestina era uma nova ligação ferroviária de 240 km que ligava Salgueiro a Petrolina, fazendo conexão com a malha existente. Depois, acharam melhor construir uma ferrovia nova passando por muitas cidades nas quais a antiga malha já estava presente, como ocorreu com grande parte do trecho Missão Velha-Pecém e Salgueiro-Suape.

FIM DA CONCESSÃO

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, defende que a União deveria tomar a concessão da empresa Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) por dois motivos: a falta de compromisso na implantação da Ferrovia Transnordestina e o retrocesso que ocorreu na prestação do serviço ferroviário, que praticamente desapareceu em quatro Estados do Nordeste, incluindo Pernambuco. “As concessões deveriam melhorar. No entanto, piorou muito. A malha ferroviária era velha, mas funcionava”, diz. Ele argumenta que a falta de trens traz “um prejuízo incalculável” à economia da região.

Em Pernambuco, além do trecho Recife-Salgueiro, a ferrovia da antiga Malha Nordeste ligava o Estado com Alagoas (pela Mata Sul) e passava também pela Mata Norte, em cidades como Aliança e Lagoa de Itaenga. “Usamos os trens até a década de 90. Cerca de 30% da nossa produção de álcool ia de trem para o Ceará e Maranhão. Cerca de 60% do açúcar a granel ia no vagão para o Porto do Recife e 10% do açúcar ensacado também”, conta o presidente do conselho de administração da Usina Petribú, Jorge Petribú. “Na época, o preço era 20% mais barato do que o frete rodoviário, mas também era ambientalmente melhor”, comenta. O produto embarcava num ramal ferroviário que chegava até a sede da usina em Lagoa de Itaenga. Atualmente, para escoar toda a produção da companhia são necessárias cerca de seis mil viagens de caminhão por ano.

Mas não eram só as cargas que usavam o trem. Nos anos 70, era possível sair de Fortaleza de trem passar por Salgueiro e chegar ao Recife. Era o expresso Sonho Azul. Toda essa linha foi desativada.  Veja os depoimentos de Francisco Pereira, que foi conferente da antiga Rffsa em Missão Velha e de Ana Linardo Freire, que usou o Sonho Azul:

Em Pernambuco, da antiga Malha Nordeste restaram 18 km em operação que vão de Cajueiro Seco a Prazeres, sendo utilizado para o transporte de passageiros antes da privatização da Malha.


Com uma extensão de 608 km, a linha tronco Recife-Salgueiro foi totalmente desativada porque será substituída, um dia, pela Ferrovia Transnordestina. E a FTL já formalizou um pedido de devolução desse trecho ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) que está concluindo o quanto vale esse trecho da ferrovia para definir a indenização a ser paga pela FTL. Uma parte dos trilhos desse trecho foi arrancado por vândalos.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ganho econômico de R$ 36 bilhões a investidor de trem metropolitano

Hoje em Dia - Belo Horizonte/MG - MINAS - 25/05/2014 - 07:25:00
Bruno Moreno - Hoje em Dia

Só 4% das viagens em grandes cidades do país são por ferrovias

A Parceria Público-Privada (PPP) do projeto Trem – Transporte sobre Trilhos Metropolitano, que atenderá a 17 cidades da Grande Belo Horizonte, pode render um ganho econômico de até R$ 36 bilhões para o vencedor da licitação, ao longo dos 30 anos de contrato. Os investimentos para a implantação dos 179,5 quilômetros de trilhos estão estimados em R$ 6 bilhões.
 
A Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, responsável pelo detalhamento, planejamento do processo de licitação e concessão dos trechos, não explicou como foram feitos os cálculos, alegando que os estudos ainda são preliminares. 
 
No site há uma apresentação do projeto, feita em maio, em que consta o valor de R$ 36 bilhões, mas sem definição do que representa exatamente esse ganho econômico: faturamento, lucro líquido, lucro bruto ou outro conceito.
 
Linha A
 
De acordo com a assessoria de imprensa, atualmente a agência aguarda a liberação de recursos junto ao Ministério das Cidades para produzir estudos de viabilidade técnica e de projetos de engenharia da Linha A (Belvedere – Barreiro – Novo Eldorado – Betim), classificada como prioritária por causa da alta demanda de passageiros. Essa linha irá atender às partes oeste e sul da mancha urbana da RMBH.
 
A expectativa da agência é a de que no segundo semestre deste ano os recursos estejam disponíveis para que seja feita a licitação que irá detalhar todo o projeto da Linha A. O orçamento é de R$ 13,5 milhões.
 
O primeiro trecho desse ramal, previsto para ser inaugurado em 2018, seria entre a estação Bernardo Monteiro, no bairro de mesmo nome, em Contagem, e o Barreiro, em Belo Horizonte, em um total de 12,39 quilômetros, por onde estarão distribuídas oito estações.
 
Cálculo
 
No espaço do site da Agência de Desenvolvimento da RMBH em que há informações sobre o Trem, a referência sobre PPP aponta que a modelagem econômico-financeira definirá “as modalidades de serviços a serem ofertadas e seus custos, a partir de parâmetros ligados às exigências de investimento e aos modelos de concessão, exploração e remuneração do sistema”.
 
Mas não há detalhamento do cálculo utilizado, que pode envolver tarifas, subsídios e projeções de crescimento da demanda, dentre outros. Segundo a agência, a contraprestação do governo do Estado, paga ao parceiro privado, deverá ser de R$ 30 milhões por ano.
 
PPP, saída para fazer o transporte deslanchar
 
O projeto Trem – Transporte sobre Trilhos Metropolitano, que envolve 179,5 quilômetros de estradas de ferro na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deverá ser o segundo no Brasil em que a licitação da Parceria Público-Privada (PPP) envolverá a construção da infraestrutura e a operação do sistema. A outra PPP nesses moldes foi feita em São Paulo, na Linha 6 – Laranja, licitada no ano passado.
 
Apesar de ser uma novidade no país, no setor de transporte de passageiros em estradas de ferro, a superintendente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Roberta Marchesi, acredita que as PPPs sejam uma tendência. “É uma solução muito boa para o governo, que é engessado. A iniciativa privada tem mais agilidade. E a demanda por transporte é muito grande”, argumenta. 
 
Segundo Roberta, as taxas de retorno das PPPs, que influenciam diretamente no lucro do parceiro privado, variam de acordo com as características de cada contrato. Entretanto, ela enfatiza que é preciso cativar o investidor. “Tem que ter uma taxa de retorno atrativa, porque, se não tiver, ele coloca o dinheiro em outro lugar”, avalia.
 
Ela diz que, no Brasil, apenas 4% das viagens das pessoas dentro das principais cidades são feitas sobre trilhos. O percentual, porém, poderia chegar a 40% ou 50%, como nas principais capitais da Europa e em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
 
Hoje, os três principais grupos privados que atuam no transporte de passageiros no país são CCR, Odebrecht e Invepar.