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terça-feira, 16 de agosto de 2022

Governo estuda limitar crescimento do Santos Dumont e construir metrô até a Ilha do Governador para ‘salvar’ Galeão

 09/12/2021 O Globo Notícias da Imprensa

 

Passageiros no Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

O Globo – O governo trabalha em duas frentes para vencer resistências do governo do Rio à privatização do Santos Dumont. Autoridades locais temem um esvaziamento do Galeão (Tom Jobim), que pode perder ainda mais voos internacionais e isolar a cidade, com um eventual crescimento do terminal central da capital.

Uma das opções é limitar o crescimento do Santos Dumont para dar tempo de recuperação do aeroporto internacional. A outra é usar os recursos das outorgas dos terminais para a construção de um metrô ligando os dois aeroportos, projeto de R$ 5,5 bilhões.

Segundo técnicos que estão participando das discussões, serão feitos ajustes no edital de concessão do Santos Dumont que, na prática, vão permitir ao Galeão mais tempo para recuperar o volume de passageiros.

O aeroporto internacional da cidade, privatizado em 2013, nunca atingiu o número de passageiros previsto na concessão e viu voos internacionais migrarem para Guarulhos (SP).

Mais prazo para obras
Uma das demandas das autoridades do Rio é somente liberar o crescimento do Santos Dumont, inclusive para rotas internacionais, quando a cidade atingir patamares mínimos de passageiros. Assim, acreditam, haveria condições de os dois terminais terem operações sustentáveis economicamente.

Para dar um fôlego ao Galeão, serão feitos também ajustes operacionais no Santos Dumont: o prazo para que o operador do terminal execute a obra que permitirá a obtenção de certificação internacional para ampliar os voos vai subir de três para cinco anos.

Durante esse período, Santos Dumont continuará com os atuais 23 movimentos por hora (pouso e decolagem), podendo receber apenas aeronaves com capacidade para até 180 passageiros – o que resultará na manutenção de nove milhões por ano, segundo fontes do governo.

A partir da certificação, será possível realizar 30 movimentos por hora e a expectativa é que o volume de usuários por ano suba para cerca de 13 milhões de passageiros.

Edital é inaceitável, diz Paes
Questionado sobre o projeto, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, voltou a afirmar que uma concessão sem limitar a operação do Santos Dumont vai inviabilizar o Galeão.

— Ou (o edital) cria restrições ao Santos Dumont ou nós vamos inviabilizar o Galeão, porque o Galeão é de conexão — disse Paes.

Ele disse ter recebido números sobre voos, incluindo decisão da Anac desta semana sobre a renovação dos slots (permissão de pousos e decolagens) no Santos Dumont.

— Inviabiliza o Galeão. Eu acho muito boa a história do Metrô. Se puder fazer, se o governo federal voltar a financiar grandes investimentos no Brasil, é ótimo. Mas o que precisa é de uma redução de escopo do Santos Dumont — afirma o prefeito, acrescentando:

— A maneira como está colocado o edital de concessão é para destruir o Rio de Janeiro. É inaceitável.

Ele aproveitou a ocasião para fazer uma provocação ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que é quem comanda os processos de concessões em infraestrutura no país.

— Respeito muito o ministro da infraestrutura, mas eu estou preocupado. Ele vai sair governador de São Paulo agora. Espero que já não seja uma campanha destruindo o Rio de Janeiro.

Um executivo próximo às negociações e que prefere não se identificar pondera que é preciso atenção para que as decisões não sejam tomadas por motivações políticas.

Ele destaca que as dificuldades enfrentadas pelo Galeão resultam desde problemas com a modelagem do leilão de concessão do ativo, passando por entraves da economia fluminense, incluindo segurança. “A solução tem de vir por diversas vias, podendo chegar a um reequilíbrio de contrato ou mesmo devolução do ativo”, diz ele.

Renato Sucupira, presidente da BF Capital, consultoria no mercado de infraestrutura, avalia que limitar as operações no Santos Dumont reduziria a atratividade do leilão do aeroporto.

— Limitar os voos no Santos Dumont atrapalha para o setor privado. Já a opção de botar dinheiro da outorga para construir o metrô é ótima. É uma medida nova (de direcionar o dinheiro para o estado), nunca usada em outros leilões, e inteligente. O recurso seria aplicado em melhoria para o Rio — pondera ele.

O esvaziamento do Galeão, argumenta Sucupira, vem do esvaziamento econômico do Estado do Rio, entre outros fatores:

— O Santos Dumont sempre existiu e não destruiu o Galeão. Mas caiu o internacional no Galeão porque o turista passou a ter medo de passar pela Linha Vermelha, pela Linha Amarela. E as companhias aéreas migraram para São Paulo, criando hubs (centros de distribuição de voos) onde o ICMS era mais baixo. Só que isso reduz ainda mais o turismo no Rio — admite o especialista.

Sobre o traçado ideal de uma linha de metrô para conectar o Centro do Rio com a Ilha do Governador, ele diz que dependerá da solução técnica escolhida para o projeto.

— Hoje, tem muita tecnologia para dar uma solução extremamente atrativa (a essa linha de metrô). O importante é carimbar o recurso para isso, o que faz toda a diferença — afirma.

Para Fernando Villela, coordenador do Comitê de Regulação de Infraestrutura Aeroportuária da FGV Direito Rio, a restrição às operações pode ser uma saída, mas deve ser usada com cautela.

— Restrição a operações de um aeroporto precisam ser motivadas por razões técnicas para não reduzirem a atratividade nem a criatividade na exploração do ativo por empresas interessadas. E essa restrição deve, preferencialmente, ser limitada no tempo, para dar previsibilidade de quando o ativo poderá ser explorado plenamente.

Ele destaca que o uso de forma cruzada de recursos obtidos por meio de pagamento de outorgas ao governo federal é permitido pela legislação e começa a ser usado no setor de ferrovias. No Rio, continua ele, seria uma forma de criar uma alternativa de acesso seguro e eficiente ao Galeão.

Mudanças também em Congonhas
A ampliação no prazo para a execução da obra necessária para a obtenção de certificação internacional também será adotada em Congonhas, que tem previsão de ser concedido juntamente com o Santos Dumont.

O terminal paulista opera hoje com até 33 movimentos por hora e recebe 22 milhões de passageiros por ano.

A partir da conclusão da obra, o número de movimentos por hora chegará a 44 e o volume de passageiros por ano alcançará 30 milhões, segundo estimativas do governo.

Segundo a última versão do edital, o Santos Dumont será leiloado em blocos de terminais com lance mínimo de R$ 355 milhões.

O investimento total está estimado em R$ 2,3 bilhões, sendo R$ 1,3 bilhão só no Santos Dumont, em razão da necessidade realizar obras para corrigir inadequações e obtenção da certificação internacional.

Além disso, uma outra sugestão analisada pelo governo é definir que parte dos recursos a serem pagos pelos concessionários dos dois aeroportos à União a título de outorga poderão ser aplicados na construção de um metrô para ligar a área central do Rio à Ilha do Governador.

Em fevereiro, a Secretaria de Estado de Transportes anunciou ter elaborado um projeto em parceria com a RIOgaleão de um metrô leve de superfície, partindo da estação Estácio, no Centro, rumo ao aeroporto internacional. O projeto, orçado em R$ 2 bilhões, teria sete estações, incluindo rodoviária e Complexo da Maré.

— A economia do Rio foi abalada nos últimos anos, e a capacidade de resposta é mais lenta que a média. Neste momento, temos dois terços dos voos domésticos no Santos Dumont e um terço no Galeão. Deveria ser o contrário. Então, precisamos limitar os voos no Santos Dumont até reequilibrar o volume de passageiros — diz Delmo Pinho, ex-secretário estadual de Transportes e à frente do Conselho de Logística e Transporte da Associação Comercial do Rio de Janeiro. — O metrô dá acesso a Galeão, mas beneficia a população.

Ele pondera que o Santos Dumont já está ligado à malha de transporte urbano, via VLT.

Procurada, a Secretaria estadual de Transportes do Rio informa que a nova gestão está se inteirando dos projetos que envolvem a pasta. E disse, em nota, que o metrô leve de superfície “é um tema que envolve um estudo complexo e inclui diversos fatores”.

Leilão em abril de 2022
A ideia é que o BNDES esteja à frente do projeto, considerado fundamental para melhorar o acesso dos passageiros ao Galeão. O Estado tem um pré-projeto que prevê a construção de um metrô de superfície, um investimento estimado em R$ 5,5 bilhões.

Para uma fonte próxima à concessionária que administra o aeroporto, o melhor para o Galeão deveria ser combinar as duas propostas, tanto a limitação às operações no Santos Dumont numa primeira etapa quanto a construção do metrô. É que o metrô até a Ilha do Governador, vista como “ótima opção”, levaria ao menos oito anos para começar a operar. “Há soluções viárias de custo menor e realização mais rápida que poderiam ser implementadas”, conta essa fonte.

A restrição ao aeroporto central, conta essa mesma fonte, seria uma forma de manter o Santos Dumont focado em aviação executiva e ponte aérea, sem avançar em alterações em regras ambientais ou do espaço aéreo para permitir o aumento da atividade no terminal. E, ao mesmo tempo, dar fôlego ao Galeão para recompor o fluxo de passageiros, incluindo a malha internacional.

Procurada, porém, a RIOgaleão afirmou que vem “atuando há sete anos pelo desenvolvimento do setor aéreo do Rio de Janeiro e como concessionária de serviço público prefere não se manifestar a respeito do processo da sétima rodada de concessão de aeroportos”.

O aeroporto fechou 2019, portanto antes da pandemia, com movimento de 14 milhões de passageiros, sendo 4,7 milhões no internacional. Este ano, a estimativa é alcançar quatro milhões de viajantes, com apenas 10% deles em voos para o exterior.

A expectativa é que a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprove, na próxima semana, o edital de licitação da 7ª e última rodada de concessão do setor aeroportuário, que inclui Santos Dumont, Congonhas, Belém e pequenos terminais.

Os documentos serão enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU), que dará a palavra final.

O governo quer prazo de 70 dias entre o aval da Corte e a realização do leilão – que deve ocorrer entre abril e maio de 2022.

Até lá, o governo pretende fechar com a equipe econômica um mecanismo que permita usar parte dos recursos das outorgas na obra de mobilidade do Rio.

Demissão voluntária
O bloco liderado por Congonhas tem lance mínimo de R$ 487 milhões e investimento total de R$ 5,3 bilhões. Do montante, R$ 3,5 bilhões serão exigidos na obra de certificação do terminal paulista. Belém terá lance mínimo de R$ 55 milhões e investimento total de R$ 870 milhões.

Além desses números, o edital prevê que os concessionários pagarão à Infraero R$ 1,9 bilhão para custear a demissão voluntária de servidores.

Segundo técnicos do governo, dez grandes investidores, entre os que operam no Brasil e novos demonstraram interesse em participar da disputa, inclusive o concessionário do Galeão. A expectativa é de ágios elevados, disse uma fonte a par das discussões.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/governo-estuda-limitar-crescimento-do-santos-dumont-construir-metro-ate-ilha-do-governador-para-salvar-galeao-25310661

 

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Alstom fecha contrato para expansão do VLT Carioca

 


13/07/2022 RF Revista Ferroviária

A Alstom vai ampliar a linha do VLT do Rio em 700 metros em via dupla, entre a rodoviária do Rio de Janeiro e um terminal de BRT. A francesa assinou contrato com o VLT Carioca para o projeto que inclui, além da expansão de linha, a construção de uma nova estação (Terminal Gentileza), com quatro plataformas, o fornecimento do sistema APS para todo o trecho (1,4 km), uma subestação retificadora e adaptação de uma existente e implementação de toda a sinalização do trecho.  

O VLT do Rio é alimentado pelo sistema APS (Alimentação pelo Solo) fornecido pela Alstom. Ele é composto por duas sapatas localizadas na parte inferior do trem e, quando o veículo passa pelo local onde estão instalados os equipamentos Power Box acontece a energização dos segmentos de trilhos APS e a consequente alimentação do veículo. Existe ainda um conjunto de supercapacitores que armazena e fornece energia ao veículo nos locais sem os trilhos energizáveis ou em caso de falha localizada, até o próximo ponto de energização, o que elimina a necessidade de fios externos e, consequentemente, valoriza a arquitetura e a paisagem da cidade.   

A expansão deverá permitir um aumento de aproximadamente 40% no número de passageiros, além de abrir caminho para futuras ampliações do sistema na região de São Cristóvão, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, diz a Alstom em nota.  

Inaugurado para as Olimpíadas de 2016, o VLT do Rio é dividido entre três linhas (com 29 paradas) e possui uma frota de 32 trens com capacidade para 420 passageiros cada.

https://revistaferroviaria.com.br/2022/07/alstom-fecha-contrato-para-expansao-do-vlt-carioca/?utm_campaign=newsletter_13-07-2022-_diariamente_-_le_e_ld&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

sábado, 8 de janeiro de 2022

Rio pode ter metrô ligando o Santos Dumont ao Galeão

 10/12/2021 Diário do Rio de Janeiro Notícias da Imprensa

 

Rio de Janeiro | Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

Diário do Rio de Janeiro – O Governo Federal vem cogitando algumas alternativas para tentar convencer as autoridades do Rio a privatizar o Aeroporto Santos Dumont, na região central da Capital Fluminense. O receio de integrantes das gestões municipal e estadual é de que haja um enfraquecimento do Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, com a perda de mais voos internacionais.

Uma das opções em pauta, segundo divulgou o jornal O Globo, é a possibilidade de usar os recursos das outorgas dos terminais para a construção de um metrô ligando os dois aeroportos, em um projeto estimado em R$ 5,5 bilhões.

A outra saída seria limitar o crescimento do Santos Dumont para dar tempo de recuperação do aeroporto internacional.

O aeroporto Tom Jobim, privatizado em 2013, nunca atingiu o número de passageiros previsto na concessão e viu voos internacionais migrarem para Guarulhos (SP).

A ideia que vem sendo discutida, é que tanto o Santos Dumont quanto o Galeão tenham autonomia para operar sem que o funcionamento de um prejudique o outro, inclusive, os voos internacionais só seriam liberados depois que o Aeroporto Internacional consiga ter uma atuação sustentável. Com isso, o Rio teria dois terminais para atender a demanda de viagens para outros países.

Para isso, serão realizadas mudanças operacionais no Santos Dumont: o prazo para que o operador do terminal execute a obra que permitirá a obtenção de certificação internacional para aumentar os voos vai subir de três para cinco anos. Dando tempo, que os especialistas consideram necessário para que ambos possam atuar simultaneamente.

Após esses ajustes, a previsão é de que o Santos Dumont amplie os atuais 23 movimentos por hora (pouso e decolagem) para 30 movimentos por hora. Fazendo com que o volume de usuários por ano suba algo em torno de 13 milhões de passageiros.

Segundo a última versão do edital, o Santos Dumont será leiloado em blocos de terminais com lance mínimo de R$ 355 milhões. O investimento total está estimado em R$ 1,3 bilhão. A expectativa é que leilão seja realizado até abril de 2022.

Outro ponto para ser definido será a parte dos recursos a serem pagos pelos concessionários dos dois aeroportos à União a título de outorga poderão ser aplicados na construção do metrô para ligar a área central do Rio (Santos Dumont) à Ilha do Governador (Galeão).

Fonte: https://diariodorio.com/rio-pode-ter-metro-ligando-o-santos-dumont-ao-galeao/

Ônibus rápido e VLT perderam força após os Jogos

 22/07/2021 Valor Econômico Notícias da Imprensa


BRT TransOeste em Guaratiba: pista deteriorada e piora no serviço — Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

Valor Econômico – Encarada como uma das principais heranças para a população, por ter circundado a cidade e facilitado o acesso à zona oeste, a malha formada por três linhas de ônibus rápido (BRT), se deteriorou nos anos seguintes aos jogos e vive a segunda intervenção da prefeitura em cinco anos.

Este ano, com aprovação da Câmara Municipal, a prefeitura deu início a um plano de investimento com valor previsto de R$ 133 milhões. O dinheiro será destinado a reparos na estrutura dos corredores, estações e ônibus, além de um programa de segurança específico para o serviço, até que a gestão do sistema seja redesenhada por meio de novas concessões.

Para sanear o sistema estruturalmente, diz a economista Maína Celidônio, secretária municipal de Transportes, a pasta prepara duas licitações diferentes para os serviços de operação e provisão de 500 novos ônibus.

A ideia é dividir responsabilidades para diminuir riscos ao serviço e sanar o déficit da frota, regularizando a oferta de viagens. Isso eliminaria o problema de superlotação, que persiste mesmo num cenário de queda da demanda – em cinco anos houve queda de 55% no número de passageiros devido à crise econômica e à pandemia.

Em dificuldade, os concessionários permitiram que 52 das 125 estações fechassem e que, desde 2018, o número de ônibus em circulação caísse abaixo da metade, de 440 para 195. Por ora, a falência da rede vem sendo revertida com a injeção dos recursos públicos.

Além dessas duas concessões, o BRT ainda vai entrar na licitação única da bilhetagem de todos os modais da cidade, anunciada ontem pela prefeitura. No novo modelo, um consórcio, provavelmente formado por uma empresa de tecnologia e um banco, vai gerir a arrecadação das tarifas, cujo montante será transferido para uma conta municipal a partir da qual o governo vai remunerar os concessionários por quilômetros rodados. Tanto Maína quanto o prefeito Eduardo Paes (PSD) admitem subsidiar os serviços com recursos do Tesouro Municipal.

Outro projeto-chave dentro dos investimentos em mobilidade urbana que antecederam a Rio 2016, a Linha 4 do metrô – conexão entre as zonas sul e oeste da cidade – gerou dano ao erário de R$ 3,76 bilhão de acordo com auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). O valor ainda está sujeito a revisão, já que há processos em tramitação no órgão de fiscalização que se encontram em fase de recurso, portanto, sem decisão definitiva.

O investimento total, incluindo a conclusão da estação da Gávea, que não saiu do papel, somaria R$ 10,3 bilhões, de acordo com um levantamento publicado em 2018 pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP). O custo estimado pelo governo fluminense para conclusão da estação da Gávea é de R$ 700 milhões.

Inaugurado em julho de 2016, dois meses antes da abertura da Olimpíada, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) também enfrenta dificuldades, mas numa escala menor. O contrato de concessão, com duração de 25 anos, previa investimento total de R$ 1,157 bilhão, em valores de junho de 2012.

Até o fim do ano passado, já haviam sido investidos R$ 1,69 bilhão, em valores nominais. Só a prefeitura do Rio de Janeiro injetou R$ 642,5 milhões. Embora seja vista como alternativa ao investimento público direto, a PPP equivale a um endividamento de médio e longo prazos, similar ao de uma compra parcelada.

No caso do Veículo Leve sobre Trilhos, a estimativa é de que as despesas da Prefeitura com a Concessionária VLT Carioca somem R$ 115,68 milhões por ano entre 2022 e 2030, conforme projeções incluídas no Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) da prefeitura. O gasto total previsto para todo o período é de R$ 1,04 bilhão.

Em julho de 2019, ainda na administração de Marcelo Crivella, a concessionária do VLT Carioca – que tem CCR e Invepar como maiores a VLT Carioca.acionistas – ajuizou ação na Justiça com o objetivo de rescindir o contrato de concessão.

A empresa alegou “inadimplementos financeiros da Prefeitura do Rio”, conforme indicado nas demonstrações financeiras de 2020. Em outubro, a concessionária e a prefeitura assinaram memorando de entendimento que permitiu a continuidade dos investimentos e da operação. A dívida da prefeitura com a concessionária está hoje em torno de R$ 300 milhões, diz

Fonte: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2021/07/22/onibus-rapido-e-vlt-perderam-forca-apos-os-jogos.ghtml


domingo, 12 de dezembro de 2021

Secretário André Nahaas diz que busca solução para crise no transporte do RJ; Supervia negocia aumento de tarifa

 


10/12/2021 G1 Notícias da Imprensa

Andre Luiz Nahass, novo secretário de Transportes do RJ, fala sobre crise no setor no estado - Foto: Reprodução TV Globo

G1 – Todos os dias acontecem problemas no transporte público de massa do Rio, seja nos trens ou no metrô. No cargo há 15 dias, o atual secretário estadual de Transportes André Luiz Nahaas disse que sua missão é melhorar o transporte e fortalecer o diálogo com as concessionárias.

Nos trens são comuns atrasos, superlotação e violência. A Supervia diz que o número de usuários não é mais o mesmo de antes da pandemia e que precisa de ajuda do governo do estado para continuar a operação. A concessionária também sugeriu um aumento de 40% nas passagens, que de R$ 5 passariam para R$ 7.

O metrô também tem um pedido de socorro financeiro. A concessionária alega que a queda de passageiros gerou um prejuízo milionário. Mas em meio à pressão das concessionárias, é o passageiro que mais sofre com transporte caro e serviço ruim.

“O governador me deu a missão de melhorar a questão do sistema de transporte ferroviário. Então, na verdade o que eu vim buscar e o que tenho feito nesses 15 dias é manter e fortalecer o diálogo com as concessionárias”, disse Nahaas.

Quanto ao pedido da Supervia de um aporte financeiro de mais de R$ 200 milhões e o do Metrô Rio, que fez um pedido de R$ 286 milhões, Nahass disse que é preciso que haja concessão de ambos os lados: estado e empresas.

“A gente espera, com criatividade e com bom senso, chegar a um bom termo no final, sempre margeando novos investimentos, questão tarifária. A população pode ficar tranquila que ela não vai pagar duas vezes pela passagem. O estado não vai medir esforços no sentido de tentar compor um diálogo franco e aberto com as concessionárias”.

O secretário disse que espera que ao final das negociações com a Supervia possa chegar a um acordo para que o usuário do sistema de trens possa pagar o menor preço possível pela tarifa.

“A negociação não trabalha com esse valor de R$ 7. A negociação trabalha com outro valor, mas aí tem que haver uma composição de forma consensual. Ainda estamos negociando, mas obviamente, o valor é bem menor que R$ 7”, disse o secretário sem informar o valor ideal da tarifa.

Nahaas disse que essa negociação já estava em curso com seu antecessor, o ex-secretário Juninho do Pneu. Segundo ele, as negociações passam por questões como investimento do estado e investimentos da Supervia. Ele diz que é importante ter atenção também com a qualidade do serviço.

“As duas partes devem investir no transporte de forma pactuada para que não haja depois dúvidas e que a gente possa ter elementos de controle sobre esses investimentos”, disse o secretário.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/12/09/secretario-andre-nahaas-diz-que-busca-solucao-para-crise-no-transporte-do-rj-supervia-negocia-aumento-de-tarifa.ghtml

 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Com atrasos, sucateamento e violência constante, sistema de trens do RJ ‘saiu dos trilhos’

 08/12/2021 G1 Notícias da Imprensa

 

Problemas que afetam passageiros dos trens vão além do furto de cabos - Reprodução TV Globo

G1 – O passageiro que depende dos trens da SuperVia no Rio de Janeiro vêm sofrendo ao logo dos últimos anos com atrasos constantes nas viagens, sucateamento de material e violência que apavora.

A SuperVia alega que a maioria das paralisações e atrasos nas viagens ocorreu por causa de furtos. E que somente este ano, 30 quilômetros de cabos foram roubados por criminosos. Número quatro vezes maior que em 2020.

Foram roubados não só cabos de energia e sinalização, mas também grampos de ferro que fixam os trilhos. Sem a fixação eles ficam soltos e não suportam o peso dos trens.

De acordo com a SuperVia, 1.100 viagens foram canceladas ou interrompidas desde janeiro por causa desse problema.

O RJ1 teve acesso a um documento da Agência Reguladora de Transportes (Agetransp). Os dados são de janeiro a agosto deste ano. O documento mostra que os problemas enfrentados pelos passageiros vão além da violência.

Ocorreram 95 avarias no sistema elétrico, na rede aérea, na sinalização e nos próprios trens. Isso dá uma média de um a cada dois ou três dias. Também foram registradas seis colisões violentas, chamadas pela Agestransp de abalroamento. O descarrilamento, quando o trem sai do trilho, foi registrado 12 vezes. Ou seja, três a cada dois meses.

Foram registradas também 25 ocorrências de fatores externos, como por exemplo, chuvas fortes ou ventos, obstáculos na via e atropelamentos de animais.

Num relatório da Casa Fluminense, especialistas afirmam que a culpa não é apenas da crise devido à pandemia. E muito menos dos antigos roubos de equipamentos. Segundo o documento, os problemas passam pela falta de transparência do contrato e do lucro da empresa, pela fiscalização falha e pelo contrato de concessão que permite o reajuste de tarifa com base num índice que pode deixar a passagem muito cara.

Na segunda-feira (6), o RJ1 mostrou a sugestão da SuperVia para aumentar o valor da tarifa, de R$ 5 para R$ 7, 40% a mais.

Para a concessionária, essa é uma das alternativas para a empresa tentar reequilibrar as contas. A empresa ainda foi ao governo do estado para tentar uma ajuda de R$ 211 milhões, com a justificativa de queda no número de passageiros durante a pandemia. E espera uma responsa.

O RJ1 pediu uma entrevista com o novo secretário estadual de Transportes, André Luís Nahass, mas a secretaria não responde à solicitação.

Concessão ficará ‘inviável’
Em outro documento obtido pelo RJ1, a SuperVia diz à Agestransp que muito em breve a concessão pode ficar inviável. Ao RJ1, a empresa afirmou que tem uma dívida de R$ 1,2 bilhão.

Em 2019, a empresa, que pertencia à Odebrecht, foi vendida para a Mitsui – um dos maiores conglomerados do Japão – o que inclui até uma empresa de seguros.

Enquanto tenta recuperar o lucro e aumentar a tarifa, muita gente continua embarcando de graça nos trens. É o que acontece em várias estações, como num flagrante feito nesta terça-feira (7), pelo Globocop, em Senador Camará, na Zona Oeste. Os passageiros usavam um buraco no muro da via férrea, aberto há anos.

“É muito perigoso. É muito perigoso. As estações estão sucateadas. A verdade é essa. A gente não tem segurança em nenhuma das estações. São poucas as estações que têm segurança, entendeu? Só as maiores mesmo”, disse um passageiro.

Em apenas um mês foram 21 assaltos e furtos a passageiros, segundo registros da própria SuperVia. A maioria, na Central do Brasil, a principal estação do estado.

Entre o pedido de aumento de passagem, problemas que não acabam e números que assustam ficam os passageiros, que sofrem com tudo isso. .

O governo do estado disse que dialoga com a SuperVia e que busca melhorar os serviços e reequilibrar o contrato, garantindo um aumento com menor impacto para o passageiro. Afirmou também que o índice IGP-M, que deixa a passagem mais cara, está no contrato desde 1998. E que é um dos temas tratados com a concessionária.

A SuperVia disse que a atual gestão age com transparência e informa todas as ocorrências à Agetransp. E, novamente, que tem tido prejuízos com furto de cabos. Declarou também que os furtos de grampos podem causar descarrilamentos. E que se esforça para manter a operação com menor prejuízo possível aos passageiros. A SuperVia novamente disse que foi impactada pela pandemia. E que o IGP-M é o índice previsto no contrato de concessão.

A PM explicou que a força-tarefa criada para combater o crime na linha férrea vai continuar por tempo indeterminado. E que 211 pessoas foram presas em flagrante por crimes, como furto de materiais, porte de armas e tráfico de drogas, além de apreensões.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/12/07/com-atrasos-sucateamento-e-violencia-constante-sistema-de-trens-do-rj-saiu-dos-trilhos.ghtml

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Fundo Mubadala assume Metrô do Rio por R$ 1,8 bi

 09/11/2021 Valor Econômico Notícias da Imprensa

MetrôRio / Divulgação

Valor Econômico – O Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, assumiu ontem o controle do Metrô do Rio de Janeiro, que até então pertencia à Invepar, a holding de infraestrutura e transportes controlada pelos fundos de pensão Previ, Funcef e Petros. Na operação, avaliada em R$ 1,8 bilhão, houve troca de parte da dívida da Invepar com o Mubadala e os fundos de pensão por ações do Metrô Rio e do Metrô Barra, concessionárias que operam o sistema metroviário carioca.

Mubadala assume o controle do Metrô Rio

O controle das duas empresas passa agora para a Hmobi, holding de investimentos em mobilidade urbana, na qual o Mubadala detém 51,5% e os três fundos de pensão, 48,5%. O sistema metroviário carioca se estende por 54 quilômetros, conta com três linhas e 41 estações.

Revista Ferroviária

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Novos trens do Corcovado começam a operar na próxima semana


  02/10/2019
 O Globo



Vai ficar mais fácil apreciar os micos, macacos-pregos e tucanos que costumam dar boas-vindas aos turistas que cortam a Floresta da Tijuca a bordo do trem do Corcovado. O bucólico meio de transporte, que percorre os 3.824 metros entre a Estação do Cosme Velho e o Cristo Redentor, agora tem teto panorâmico, aumentando a visibilidade. A nova frota, que está em fase de testes, com a circulação de duas composições, entrará em operação oficial na próxima quarta-feira, quando a Estrada de Ferro completa 135 anos.
Ao todo, serão três novos trens. Além de permitirem que os usuários apreciem melhor a paisagem, eles também vão encurtar o tempo de viagem.
- As composições antigas subiam em 17 minutos e desciam em 22. Agora, o percurso de subida será realizado em 15 minutos e o de descida em quase 17 - afirma o gerente de manutenção, José Joaquim Pinto, acrescentando que os veículos elétricos também economizam energia - a redução poderá chegar a 18%.
Como os veículos vão demorar menos para subir e descer a estrada de ferro, o Trem do Corcovado, concessionária que administra o transporte, pretende reduzir os intervalos entre as composições - as partidas vão acontecer a cada 15 minutos. A expectativa, no entanto, é que, no futuro, os intervalos sejam ainda menores, de acordo com o porta-voz do Trem do Corcovado, Riccardo Pina.
- Nós sempre trabalhamos com apenas três viagens a cada hora. Agora, pretendemos chegar a cinco.
Outra novidade é o tamanho das novas composições, com 27 metros cada - dois a mais do que as anteriores. Com mais espaço, elas transportarão mais passageiros: antes, eram 115; agora serão 154, sendo 20 em pé. Com a mudança, é possível levar mais de 600 turistas por hora, o dobro da capacidade atual.
A nova frota já foi aprovada pela cabeleireira Michele Siqueira, que fez ontem um passeio com amigos.
- Traz uma sensação bastante agradável - disse.


Linha 3 do VLT começa a rodar no dia 26 de outubro, promete Crivella


  16/10/2019

  Linha 3 do VLT começa a rodar no dia 26 de outubro, promete Crivella Veículo do VLT na Zona 

Portuária do Rio Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Um decreto assinado pelo prefeito Marcelo Crivella na manhã desta terça-feira promete, enfim, garantir a inauguração da Linha 3 do VLT (Central - Aeroporto Santos Dumont). Com obras finalizadas há dez meses, o serviço ficará disponível aos cariocas a partir de 26 de outubro. Durante o imbróglio com o consórcio, Crivella chamou o serviço de "porcaria". O grupo empresarial, por sua vez, chegou a pedir a rescisão do contrato na Justiça em julho - a ação continua em trâmite .

O decreto assinado cria um grupo de trabalho formado por técnicos da Prefeitura e da concessionária do VLT, como parte do acordo noticiado pelo GLOBO na última sexta-feira.- O Município não tinha condições de pagar a diferença exigida no contrato anterior. Agora o VLT pode começar a funcionar e a prefeitura não terá de pagar, por ora, nenhum valor excedente - afirmou Crivella.

O impasse

O consórcio alegava um pendência financeira com a prefeitura, que já ultrapassava os R$ 140 milhões em junho. A Prefeitura do Rio deveria custear o valor de 85% das passagens de uma previsão de 260 mil usuários diários. O problema é que os bondinhos tem uma média diária de apenas 80 mil passageiros em dias úteis. Com o aperto financeira, a concessionária ameaçou parar os trenzinhos. 

Para alcançarem o acordo, as partes decidiram criar um grupo de estudos, com técnicos do município e da empresa, onde serão discutidos ao longo dos proximos dez meses os pontos de divergência do contrato, firmado antes das Olimpíadas.

Com a inauguração da Linha 3 do VLT, a concessionária acredita que o número de usuários do serviço, já no primeiro mês, deve pular dos 80 mil por dia útil para mais de 100 mil. O que também é visto internamente como positivo é a demonstração da prefeitura de que está aberta ao diálogo e à negociação, reforçado na reunião desta terça em que Crivella repetiu diversas vezes à imprensa que a "prefeitura cumpre os contratos".

O trajeto do bonde moderno

A Linha 3 do VLT tem um caminho que sai da estação Central, segue na praça Cristiano Ottoni, pela Marechal Floriano até chegar à Rio Branco, onde se integra com as outras linhas.A Linha 3 do VLT Carioca é o último trecho previsto do sistema. Ela liga a Central do Brasil ao Aeroporto Santos Dumont e conta com 10 paradas, sendo três novas: Cristiano Ottoni-Pequena África (na praça de mesmo nome, também na região da Central), Camerino-Rosas Negras (na Marechal Floriano, próxima à rua de mesmo nome) e Santa Rita-Pretos Novos (também na Marechal Floriano, à altura da igreja homônima - na última quadra da Marechal Floriano, antes da Rua Visconde de Inhaúma). Os nomes contam com homenagens a ícones da cultura africana, batizados em consenso com o Iphan e entidades do movimento negro e sociedade civil. 

Os trilhos encontrarão a Linha 1, entre as paradas São Bento e Candelária. A partir desse ponto, a Linha 3 reforçará o atendimento aos passageiros que seguem para o aeroporto. As sete restantes já em atividade serão compartilhadas com as linhas 1 e 2. O percurso total de quatro quilômetros será feito, de uma ponta a outra, em até 18 minutos. Linhas de ônibus no Centro mudarão trajeto

O prefeito voltou a afirmar que retirará linhas de ônibus do Centro da cidade. A definição de quais linhas e quando isso pode acontecer ainda será um dos temas discutidos pelo grupo de trabalho até agosto de 2020.

- Esperamos ter o VLT funcionando em todos os pontos. E ele precisa de demanda. A retirada dos ônibus é prevista em contrato. Vamos sentar e colocar no lápis para ver o que será feito - explicou Crivella.

A frente do grupo de trabalho representando a prefeitura estará a subsecretária Executiva da Secretaria Municipal de Fazenda, Rosemary Macedo. Ela afirma que o estudo será "complexo", mas pode ter definições antes dos dez meses previstos.

- Precisamos estudar quais serão as linhas. Precisamos ver quais são as linhas que rodam a noite pelo Centro, já que o VLT ainda não opera nesse horário. Na hora em que tiro ônibus, tenho que restabelecer o equilíbrio dos consórcios de ônibus e do VLT. A ideia é reduzir o número de ônibus que circulam pelo Centro. Aumentará a demanta do VLT e reduz a emissão de carbono, que é o ganho pela criação do sistema - explica.

Desfecho positivo

Em janeiro, o prefeito Marcelo Crivella se reuniu com representantes do consórcio para resolver o impasse relativo a uma dívida, que não estaria sendo paga desde maio de 2018. Na ocasião, o prefeito infomou que as duas partes tinham chegado a um acordo e sua expectativa era de que o trecho começasse a operar até os primeiros dias de fevereiro. Em maio, o consórcio anunciou que, sem chegar a um acordo, tinha negociado com seus fornecedores e solicitou autorização do município para colocar o trecho em funcionamento, mas não obteve retorno.

- É uma satisfação finalmente entregar a Linha 3 para a cidade. A ação judicial continua, mas ela é uma das questões que no grupo de trabalho discutiremos - afirmou Márcio Hannas, presidente do Consórcio VLT Carioca.

Crivella disse que um reajuste do valor da tarifa está em pauta, mas apenas no futuro.- Até dez meses teremos resolvido as linhas de ônibus que vão sair, os reajustes necessários no acordo com o VLT e toda questão - concluiu o prefeito."Quanto custou aquela porcaria?", criticou Crivella.

Em março, para uma plateia de cerca de 80 servidores, o prefeito Marcelo Crivella, que está em seu terceiro ano de mandato, fez um discurso em que afirmou que o Rio é "uma esculhambação completa". Outro alvo do prefeito foi o VLT - a qual chamou de "porcaria". A reunião, não divulgada na agenda oficial do prefeito, aconteceu na Divisão de Hortos da Fundação Parques e Jardins, na Taquara.

"Tenho 1.500 escolas precisando de reforma. Isso é maluquice. Quanto custou aquela porcaria? Um bilhão" disse.

Crivella e o consórcio que administra o bonde moderno vinham travando uma queda de braço sobre o contrato. Ele estimou que o município teria que investir R$ 18 milhões mensais no sistema, seguindo o acordo anterior no qual a prefeitura tinha de garantir a passagem de 260 mil passageiros por dia no modal (e, segundo Crivella, à época, existiam apenas 60 mil usuários diários):

- Tenho 1500 escolas precisando de reforma, tenho hospitais. Isso é maluquice, doideira. Como vou garantir que tem que ter passageiro no VLT? Corrupção. Quanto custou aquela porcaria? Um bilhão. O Lula nos deu meio bilhão, a fundo perdido, e uma empresa entrou com quinhentos milhões. Agora além dela receber a passagem de todo dia, ainda tneho que garantir mais passagem? Do final, só da minha parte (do cofres do Município), serão R$ 5 bi. Pô, que isso? - contestou Crivella.

De acordo com o portal Rio Transparente, o valor total do contrato do VLT é R$ 2,7 bilhões. Desse montante, a prefeitura tem um saldo a pagar de aproximadamente R$ 2 bilhões até 2025, quando termina a concessão. Em 2018, Crivella destinou R$ 70,3 milhões às obras na Avenida Marechal Floriano.

Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/linha-3-do-vlt-comeca-roda...