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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Plano de “privatização” do Bilhete Único avança em São Paulo


Termo, publicado hoje no Diário Oficial, prevê a formação de um grupo de trabalho que terá como parceiros o Metrô, a CPTM e a SPTrans.

Por Ligia Tuon access_time 24 maio 2017, 06h00 more_horiz

Estação Luz da CPTM em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

São Paulo – São Paulo já sinaliza a investidores de forma mais concreta que pretende “privatizar” o Bilhete Único. Nesta quarta-feira, 24, a Prefeitura e o governo do Estado oficializaram uma parceria para elaborar o projeto de concessão do sistema de bilhetagem eletrônica das redes estadual e municipal de transportes.

O termo, publicado no Diário Oficial, prevê a formação de um grupo de trabalho que terá como parceiros o Metrô, a CPTM e a SPTrans.

A concessão deve ser assinada no início de 2018, disse o secretário municipal de desestatizações de São Paulo, Wilson Poit, a EXAME.com. “Pretendemos iniciar no último trimestre deste ano o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) para saber o que o mercado acha.”

Poit, que esteve em Nova York junto ao prefeito de São Paulo, João Doria, na semana passada, afirmou que há empresas da Europa e do Japão que já demonstram interesse.  “São Paulo tem um potencial enorme para essas empresas. São 15 milhões de bilhetes únicos”. A bilhetagem nesse modelo, frisa o secretário, existe em cidades como Hong Kong e Paris, e já está sendo implantada em Bogotá.

A ideia é que o grupo de trabalho comece fazendo uma pesquisa justamente sobre experiências semelhantes em outras cidades do Brasil e do mundo, e verifique a viabilidade econômica e financeira do projeto. Além disso, Poit espera que estado e município alinhem suas expectativas sobre o modelo jurídico a ser seguido. Segundo a Prefeitura, a concessão “não mudará a forma de utilização dos bilhetes pelos usuários de trens, metrô e dos ônibus”. Os subsídios direcionados a algumas categorias, como estudantes e idosos, também continuam.

“É uma forma de sinalizar ao mercado que vamos trabalhar juntos”, esclarece a subsecretária de Parcerias e Inovação do governo do estado, Karla Bertocco. Segundo ela, o convênio serve também para estabelecer deveres e responsabilidades.  “Nenhuma empresa privada vai fazer parceria só com o estado ou só com a Prefeitura”, diz ela. “O sistema de bilhetagem é conjunto”.

Hoje, a gestão do sistema do Bilhete Único em São Paulo custa cerca de R$ 250 milhões ao ano para os cofres da Prefeitura. “Esse valor pode ser economizado sem impactos na arrecadação”, explica Poit.

O secretário diz que a empresa responsável pela gestão do sistema de bilhetagem pagaria ao governo um valor pela outorga – que significa a transferência de um serviço da pessoa política para a administrativa – além de pagamentos mensais, “que podem ser uma porcentagem do valor agregado ao serviço”.

Os bilhetes atualmente servem só para pagar passagens, mas poderiam servir para dezenas de outras coisas na visão de Poit. “Uma empresa financeira, por exemplo, poderia adicionar as funções de um cartão de débito no Bilhete Único ou para pagar refeições”. O secretário vislumbra até a conversão dos cartões em aplicativos de smartphones.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Alerj aprova bilhete único por R$ 8 e restringe público

A decisão foi tomada por maioria dos deputados presentes à sessão da Alerj nesta quinta-feira e pretende economizar cerca de R$ 400 milhões
Por Agência Brasil
access_time8 dez 2016, 16h53
O bilhete único intermunicipal do estado do Rio de Janeiro subirá para R$ 8,00 por viagem e será restrito a quem ganha até R$ 3 mil.
A decisão foi tomada por maioria dos deputados presentes à sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (8) e pretende economizar cerca de R$ 400 milhões, segundo parlamentares da bancada governista.
O governo havia proposto o aumento do bilhete único de R$ 6,50 para R$ 7,50, mas a Alerj decidiu aumentar para R$ 8,00 para garantir a continuidade de outros programas sociais do governo.
Para o deputado Paulo Melo (PMDB), a decisão representou um bom negócio para a população, pois o programa bilhete único estava em vias de extinção.
“Nós já estamos sem pagar o bilhete único, que está existindo por força de uma liminar. Tem certas horas que temos de enfrentar as dificuldades. É um crime deixar aqueles que mais precisam, que vêm lá de Itaboraí [a 51 quilômetros da capital e vizinha a São Gonçalo], que têm o seu emprego garantido pela facilidade do transporte, à mercê da própria sorte. Foi um corte para manter para quem mais precisa e tirar daqueles que menos precisam”, disse Paulo Melo.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou no último sábado (4) que a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), a Riocard, Metro Rio, SuperVia e Barcas S/A continuem aceitando o bilhete único intermunicipal dos usuários de transporte, sob pena de multa de R$ 500 mil por dia de descumprimento da decisão judicial. A Fetranspor afirmou que vai recorrer da decisão.
Já o deputado Carlos Osório (PSDB), que foi secretário de Transportes do estado entre 2012 e o fevereiro deste ano, criticou a medida, considerada por ele como um equívoco.
“O que foi feito e aprovado hoje foi apertar ainda mais a população do que o governo do estado havia solicitado. O bilhete único é o principal programa social do estado, atende a milhões de pessoas e dá oportunidades iguais de emprego”, afirmou.
O deputado alertou que o aumento foi acima do sugerido pelo governo. “Quem ganha acima de R$ 3 mil está fora do bilhete único, salário de quem não é nenhum marajá. E quem mora longe vai ter um custo de R$ 500, uma parcela importante do salário”, protestou Osório.
Marcelo Freixo (PSOL) também criticou o fim da universalização do benefício, ao excluir trabalhadores com ganhos acima de R$ 3 mil.
“Um direito universal, que é o transporte, está cerceado a uma parcela da população.” Freixo também reforçou a necessidade de discutir o custo do transporte para definir o valor da passagem.
“Enquanto essa caixa-preta não for aberta, nós vamos discutir o que é secundário. Por que a passagem custa isso? Até hoje ela é calculada pelo número de passageiros, o mesmo cálculo do tempo dos bondes”, afirmou.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Pagamento por aproximação chega ao transporte público de SP, RJ e PR

25/11/2016 - Valor Econômico
Usuários da linha Diadema-Berrini, da Metra; do sistema de trens do Rio de Janeiro e dos ônibus da região metropolitana de Curitiba serão os primeiros a empregar o sistema de pagamento sem contato por cartões de crédito, débito, pré-pago e celulares, lançado no mês passado pela Mastercard. A meta é levar a tecnologia para trens, metrôs e ônibus das principais capitais do país até o fim de 2017.

A iniciativa pretende reduzir custos operacionais e logísticos, além de problemas com falta de troco e segurança, frente ao volume de dinheiro vivo movimentado pelo mercado, cerca de R$ 25 bilhões por ano. Em Londres, com 1,1 milhão de transações diárias, a implantação do sistema contactless reduziu o custo com meios de pagamento de 15% para 9% na rede de transporte público. A meta é chegar a 7% em até quatro anos. Em Cingapura, o ganho de produtividade e a capacidade de promover horários fora do pico ampliou o prazo necessário para substituição da frota.

O projeto consumiu cerca de 10 mil horas da Mastercard e seus parceiros - a adquirente Stone, as operadoras de transporte Supervia (RJ), Metra (SP) e Metrocard (PR), as empresas de bilhetagem Autopass, Transdata e Empresa 1, a fornecedora de leitores Gertec e a carteira digital Samsung Pay. A perspectiva é ter um milhão de usuários até dezembro de 2017.

Segundo Alexandre Brito, vice-presidente de desenvolvimento de aceitação, varejo e novos negócios da Mastercard Brasil e Cone Sul, o projeto se insere na meta global de facilitar a vida das pessoas e tornar as cidades mais agradáveis com meios eletrônicos de pagamento e se alinha a outros voltados a cidades inteligentes, que vão desde dados para promoções mais assertivas para empresas de fomento de turismo como Embratur ao fornecimento de cartões de identificação para benefícios sociais, em países como Nigéria e África do Sul.

Em outra frente, a conta digital Zuum, que une Mastercard e Telefônica, recentemente incluiu recarga de cartões de transporte no seu portfólio. Em 2015 passou permitir recarga do Cartão Tem, em Cuiabá e Várzea Grande (MT), e compra de crédito do Bilhete Único, em São Paulo (SP), com recarga disponível nas máquinas de autoatendimento.

As empresas de bilhetagem também preparam novidades e apostam no piloto como atrativo para clientes de outros mercados. A Autopass tem projeto com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para desenvolver solução baseada em QR Code. Em um primeiro momento o código será impresso como um bilhete tradicional. Depois ganha emissão em quiosque de autoatendimento, pontos de venda como bancas de jornal e, em seis meses, deve estar disponível para compra e uso no celular do cliente.

Segundo o CEO Rubens Gil Filho, o investimento para promover a aceitação de pagamento sem contato chegou a R$ 38 milhões, com outros R$ 44 mil para a solução com QR Code. A Transdata, responsável por mais de 12 milhões de transações diárias em mais de 600 projetos, tem outras iniciativas similares ao piloto da Mastercard em homologação, diz o diretor de negócios Devanir Magrini. A Empresa 1, com 160 cidades atendidas em quatro países, também está empenhada em eliminar o dinheiro embarcado. "É uma tendência mundial", diz o diretor comercial Romano Garcia.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mobilidade urbana melhora com cartões

11/11/2016 - Valor Econômico
Pagar a passagem de ônibus ou trem apenas encostando o cartão de crédito ou débito em um sensor, aumentar o tempo de espera dos veículos no semáforo para o pedestre atravessar a rua com mais segurança e descobrir pelo smartphone não apenas o horário em que o ônibus vai passar no ponto, mas eventuais contratempos no trajeto do coletivo e que podem provocar atrasos. Tudo isso já é possível nas grandes cidades brasileiras graças às inovações tecnológicas que facilitam a mobilidade urbana e o dia-a-dia do cidadão em seus deslocamentos.
Em São Paulo, há um mês os passageiros da linha 376 (Diadema-Brooklin) da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) podem embarcar apenas encostando o cartão de crédito ou débito em um aparelho ao lado da catraca do ônibus. O objetivo é oferecer mais opções de pagamento e aumentar a agilidade no embarque.
"A pessoa paga a passagem da forma mais conveniente para ela", diz Rubens Gil Filho, CEO da Autopass, empresa responsável pela tecnologia. O público alvo é aquele que efetua o pagamento em dinheiro, já que o sistema não contempla a integração oferecida pelo governo do Estado e pela Prefeitura de São Paulo através do bilhete único - ao transferir de veículo, a pessoa tem de pagar uma nova passagem integral.
A Autopass também é responsável pela implantação em São Paulo de outro modelo, o QR Code - semelhante aos utilizados nos bilhetes emitidos pelas empresas aéreas. No futuro, a ideia é que a catraca seja liberada ao aproximar o celular com o código, prática cada vez mais comum nos aeroportos. O Code já funciona em fase piloto na Estação Tamanduateí da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e deve ser expandido a outras cinco estações da CPTM até dezembro.
Um dos maiores problemas para pessoas com mobilidade reduzida nas grandes cidades é o tempo curto do semáforo de pedestres. Em Curitiba, a prefeitura criou o cartão Respeito, que aumenta em até 50% o tempo de sinal aberto para travessia de pedestres em semáforos da capital paranaense. O cartão, gratuito, é distribuído às pessoas com mobilidade reduzida, como deficientes físicos e idosos. Ao encostá-lo em um dos 150 semáforos inteligentes espalhados pela cidade, o sinal fica fechado aos veículos por mais alguns segundos além do tempo programado e a pessoa pode atravessar a via de maneira segura.
Quando o assunto é inovação tecnológica a serviço do cidadão, os aplicativos exercem papel de destaque. "A circulação de informações para a tomada de decisões é facilitada pelas tecnologias digitais", diz a administradora pública e doutora em urbanismo Ana Carla Fonseca, diretora da Garimpo de Soluções, empresa de projetos e estudos para as cidades.
É cada vez maior o número de pessoas que preferem deixar seus carros em casa e utilizar os serviços de táxi ou Uber para circular pela cidade, a trabalho ou lazer. "As pessoas estão se desapegando de ter um carro próprio e valorizando mais outras formas de deslocamento", diz o gerente de relações-públicas da 99, Ricardo Kauffman.
Pesquisa interna da empresa aponta que mais de 35% dos usuários do aplicativo de táxi planejam, em algum momento, vender seus carros e se locomover apenas por aplicativos. Diante disso, a 99 prepara novidades, como a inscrição para o cadastro de táxis "tuk tuk" - triciclos motorizados com capacidade para dois passageiros.
Com preço bem mais acessível do que os táxis comuns (menos de 50% em comparação à corrida normal), o objetivo do tuk tuk é ampliar a base de passageiros e contemplar corridas curtas e em ruas estreitas. Previsto para começar a operar em janeiro, as primeiras cidades que devem oferecer o modelo são Manaus e Rio de Janeiro.
Quem utiliza o transporte coletivo também dispõe de aplicativos que ajudam na locomoção. No Moovit, as informações vão além dos dados fornecidos pelas empresas ou órgãos públicos. A rede é alimentada com notícias prestadas pelos próprios usuários. "Como o sistema de transporte é um organismo vivo e está mudando o tempo todo, contamos também com a contribuição em tempo
real para reportarem acidentes, por exemplo", explica o country manager da Moovit no Brasil, Pedro Palhares. De origem israelense, no Brasil a ferramenta atinge mais de 13 milhões de usuários em cerca de cem cidades, como São Paulo, Rio, Porto Alegre e Belo Horizonte.
Até o início do próximo ano, parte da frota da AES Eletropaulo deve ser composta por alguns carros e caminhões elétricos. Para isso, a empresa fez uma parceria com a chinesa BYD, uma das principais fabricantes mundiais de carros elétricos. "A proposta é desenvolvermos um trabalho de co-criação", explica a presidente da AES Ergos, Teresa Vernaglia.

Nesse sentido, a Eletropaulo entra com todo o aparato e a experiência em energia elétrica e infraestrutura, enquanto a BYD fornece modelos de veículos e utilitários elétricos. No futuro, a parceria também deve ser estendida a empresas de transporte público. "Há uma janela de oportunidades muito grande", diz Teresa, referindo-se ao transporte movido por energias renováveis.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Programa piloto testa pagamento de passagens de ônibus com cartão de crédito, débito e pré-pago

18/10/2016 - IPESI INFORMA

A Autopass, empresa de tecnologia, meios de pagamento e soluções para a mobilidade urbana, iniciou as operações no dia 17 de outubro do projeto piloto de pagamento de passagem de ônibus com cartão de crédito, débito e pré-pago.

O pagamento por aproximação será feito com a tecnologia Contactless, que opera com cartões inteligentes. As vantagens dos cartões "sem contato" são o uso simplificado, o tempo de validação mais rápido e a alta durabilidade tanto do cartão quanto das leitoras, já que o plástico não necessita ser inserido, somente encostado no validador.

"Este serviço agiliza o processo de pagamento e oferece um atendimento mais confortável aos passageiros. Não será preciso que o cliente digite a senha. É uma inovação a favor da mobilidade urbana e do cidadão", afirma o CEO da Autopass, Rubens Gil Filho.

Em fase de testes, o projeto contempla os ônibus da linha 376 de transporte público da empresa Metra, que atende a Região Metropolitana de São Paulo e a Zona Sul da capital.

O meio de cobrança com cartão de crédito e débito já é usado no sistema de transporte de Londres desde 2012. Estimativas apontam que cerca de 1 milhão de passagens são pagas por esta forma todos os dias, o que representa mais de 25% das viagens na capital da Inglaterra. O que se pretende, especialmente numa cidade muito movimentada como Londres, é que os cidadãos não tenham que fazer fila para comprar ou carregar o bilhete de transporte e que possam usar o cartão com que pagam as suas compras para entrarem, diretamente, no metrô ou nos ônibus.

Gil Filho sinaliza que a Autopass será pioneira na implantação desse sistema no Brasil e que a empresa está pronta para ampliar as cidades atendidas com essa mesma tecnologia

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Transporte público terá controle biométrico em todo o Rio

06/09/2016
O Governo do Rio vai implementar o controle biométrico em todo o sistema de bilhetagem eletrônica nos transportes públicos. Segundo o jornal “Extra”, a Secretaria Estadual de Transportes (SES) alega que o objetivo da medida é garantir maior controle e evitar fraudes nas gratuidades (alunos dos ensinos fundamental e médio da rede pública, idosos, pessoas com deficiência e portadores de doença crônica física ou mental beneficiadas pelo Vale Social) e no sistema do Bilhete Único Intermunicipal.

A medida foi publicada no Diário Oficial, nessa segunda-feira. No entanto, ainda não foi definida uma data para o início da utilização do sistema de controle. A biometria começará a ser instalada nos validadores dos veículos que compõem a frota de transporte rodoviário. Depois, nos demais modais. Não será necessário fazer recadastramento, exceto em casos de divergência entre os dados biométricos do titular e do portador que faz uso do cartão.

A SES ressaltou ainda que o investimento será pago por empresas e concessionárias que operam os sistemas rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário, sem custo para o Estado ou reflexo no preço da passagem. Os equipamentos estão em testes em empresas do Rio de Janeiro e de Niterói.