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terça-feira, 10 de junho de 2014

RJTV percorre a Transcarioca, maior obra de mobilidade para a Copa no RJ

13/05/2014

Após três anos de obra, prefeitura promete obra entregue antes do Mundial.São 39 quilômetros da via em que um BRT ligará a Barra ao Galeão.

A série do RJTV, "Infraestrutura da Copa", fala nesta terça-feira (13) sobre transporte. A equipe de reportagem percorreu os 39 quilômetros da maior obra de Mobilidade Urbana prometida para o mundial: a TransCarioca. A via vai cortar bairros do subúrbio, desde a Barra da Tijuca até o aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador.
Por mais importantes que sejam uma Copa do Mundo não é feita só de aeroportos e estádios. Um evento desse porte requer do país anfitrião boas condições para que moradores e turistas possam se deslocar pelas cidades sede. A essa facilidade de deslocamento, principalmente entre aeroportos, hotéis e estádios, se dá o nome de Mobilidade Urbana.

BRT
Do aeroporto até a Barra da Tijuca, a Transcarioca terá 45 estações. O custo inicial, R$ 1,5 bilhão, sem as desapropriações, já estourou. "Hoje a Transcarioca está em torno de R$ 1,7 bilhão. Motivada por reajustes contratuais", disse o secretário municipal de obras, Alexandre Pinto.

A estação de Vicente de Carvalho parece estar praticamente pronta. O problema é a área ao redor, são muitos buracos e tubulações expostas. Dessa maneira fica difícil imaginar que vai estar pronto até o início da Copa. Já se passaram três anos de obras, transtornos e poeira.
Um rio passa em frente à estação de Vicente de Carvalho. "Está sendo um transtorno horrível, principalmente quando tem vazamento de água. A gente não consegue sair do prédio", disse a escritora Valéria Pinto. As obras desapropriaram 1.513 imóveis.

Só três estações na Copa
Mas ainda que as obras terminem, a Prefeitura já anunciou que só as estações Galeão, Vicente de Carvalho e Alvorada devem funcionar na Copa. O turista terá que fazer baldeação para o metrô. "Público que chega no Galeão, vai poder pegar BRT na porta Galeão, vai até o metrô de Vicente Carvalho e vai direto para o Maracanã", explicou Eduardo Paes.
Galeão

Enquanto o BRT não sai, na área de desembarque do Galeão são muitos destinos para tão poucas opções de transporte, que são caras. Para a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, por exemplo, o Frescão custa R$ 13,50. Os táxis também têm preços salgados.
Maurício, que mora em Vicente de Carvalho, no Subúrbio, segue pagando R$ 40 pela corrida até o Galeão. Quase 13 vezes mais do que a tarifa dos novos ônibus, que vai custar R$ 3.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

BRT deve atender 700 mil passageiros por dia em BH

Para isso, porém, é preciso superar dificuldades e erros em obras de infraestrutura

Valquiria Lopez

Belo Horizonte espera ter até o ano que vem 700 mil passageiros por dia apenas no sistema de transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês). Do total, superior à população de todas as outras cidades mineiras, 420 mil pessoas se deslocarão usando linhas municipais e 280 mil, linhas metropolitanas que vão passar pelos corredores do BRT na cidade. O número de 700 mil usuários representa quase metade das atuais 1,58 milhão de pessoas transportadas no sistema convencional e um incremento diário de 40 mil passageiros no sistema de transporte público

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Estudo para VLT no Rio integra novas metas

14/04/2013 - O Globo
Os órgãos da administração municipal de Niterói terão que atuar, a partir de amanhã, pautados no cumprimento de metas até o dia 31 de dezembro. Concluído o primeiro trimestre da nova gestão, o prefeito Rodrigo Neves estabeleceu novos objetivos para 2013 por meio do plano de metas de um ano. A maioria das diretrizes trata da implantação de projetos apresentados nos cem primeiros dias de governo. Contudo, o chefe do Executivo não estipulou cronogramas, prazos e valores de diversas propostas, como a de parceria público-privada (PPP) para a revitalização do Centro da cidade, que está sendo estudada por três construtoras.

No plano de um ano, cada área do governo terá que cumprir cinco metas. Dessas, uma terá que ser relacionada à melhoria da qualidade da gestão e uma de cumprimento do ajuste fiscal; as outras três serão metas específicas da pasta.

Na área de urbanismo, propostas ambiciosas começam a ser estudadas sem promessa de execução, como a realização de estudos de viabilidade de um veículo leve sobre trilhos (VLT) ligando Charitas ao Centro.

A implantação da TransOceânica — via expressa ligando o Engenho do Mato a Charitas, com o túnel Charitas-Cafubá sem pedágio, um BRT e uma ciclovia — também entra no plano de metas de um ano, com início previsto apenas para dezembro. Já a meta para a TransNiterói — via que ligará o Largo da Batalha ao Barreto, com a previsão de dois túneis e BRT — é incluir o projeto no PAC da Mobilidade.

— Não estou prometendo o VLT, mas vamos iniciar estudos para ver se é viável essa ligação como alternativa para desafogar o trânsito na Zona Sul e não criar gargalos para quem seguir para o Centro pela TransOceânica — disse o prefeito, ressaltando que uma solução será a ampliação da capacidade da estação das barcas em Charitas, com embarcações e passagens populares.

O projeto de revitalização do Centro, utilizando o modelo adotado nas obras do Porto Maravilha, no Rio, de venda de títulos de propriedades por meio de Cepacs para financiar as operações, tem promessa de ser apresentado em maioe implantado ainda este ano. Proposta semelhante fez a gestão anterior, mas não foi adiante por conta de polêmicas na alteração de gabaritos.

— Estimamos investimentos muito expressivos, e a prefeitura sozinha não é capaz de realizar — disse Rodrigo ao falar da necessidade das PPPs.

Para garantir recursos necessários à realização de projetos, a prefeitura tem como meta, até dezembro, ampliar em 20% a arrecadação de tributos sem aumentar impostos. Para isso, pretende dar continuidade às cobranças da dívida ativa, iniciadas de forma ainda tímida no primeiro trimestre. Anunciados no plano de cem dias, os leilões de imóveis inadimplentes no IPTU entraram nas metas de um ano.

Sem data certa para o início e a conclusão das obras, dois centros de controle também foram prometidos para começarem a ser implantados este ano: na área de segurança, o Centro de Comando e Controle 24 horas; e na área de trânsito, o Centro Operacional para o Controle de Tráfego por Área, orçado em R$ 10 milhões.

— Acredito que teremos outras conquistas neste ano que não estão no plano de metas. É o caso da implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na cidade — completou o prefeito.
A contratação de 1.600 unidades habitacionais populares em empreendimentos que serão construídos no Sapê, Bairro de Fátima e Engenho do Mato também é meta deste ano.

terça-feira, 5 de março de 2013

Rio tem mais quatro estações de ônibus no corredor Transoeste

18/02/2013
Quatro novas estações entraram em operação no corredor exclusivo para ônibus Transoeste na zona oeste do Rio. As estações Três Pontes, 31 de Outubro, Cesarinho e Vila Paciência, todas na Avenida Cesário de Melo, entre Paciência e Santa Cruz. As novas estações receberão ônibus da linha expressa e da paradora e vão funcionar diariamente das 5h à 1h.

A Transoeste, que liga a Barra da Tijuca a Campo Grande e Santa Cruz, atende por dia cerca de 220 mil pessoas. Com a conclusão das obras até Paciência, o corredor expresso passa a ter 44,5 quilômetros. Depois do término das obras, a Transoeste, que atualmente conta com 41 estações, passará a ter 64 pontos de embarque e desembarque e 56 quilômetros de extensão.

Atualmente a prefeitura finaliza a extensão do BRT (sigla em inglês para trânsito rápido de ônibus) até Campo Grande e a obra com mais 15 estações deve ser entregue no mês que vem.

“Estamos expandindo os nossos corredores expressos pela cidade, e a população carioca tem colaborado bastante. Essas obras são muito importantes porque integram a cidade e esse é o objetivo da prefeitura, fazer com que a cidade funcione, trazer um serviço de mobilidade urbana eficiente”, disse o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório.

Os investimentos da Prefeitura do Rio incluem também as obras dos BRTs Transcarioca, que fará a ligação do terminal da Alvorada, na zona oeste e a Ilha do Governador na zona norte; Transolímpica, que fará a ligação entre a Barra da Tijuca e Deodoro, na zona oeste; e Transbrasil, que facilitará o acesso da Baixada Fluminense e o centro da cidade.

“Até o fim do ano, nós pretendemos entregar os primeiros trechos da Transcarioca. As obras na Transolímpica já começaram, e a Transbrasil já está com um projeto de licitação. Temos um grande desafio pela frente que é facilitar essa movimentação na cidade para melhor conforto do carioca e para atender às necessidades dos grandes eventos que a cidade irá receber”, concluiu o secretário.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ANTP desmistifica tese de que construir metrô é caro

Publicado em 05/11/2012, Às 11:34

Fotos: JC Imagem

Por Ailton Brasiliense Pires
Presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP)

Vez ou outra, alguém, mal formado e/ou mal informado, se não mal intencionado, retoma esta frase: o metrô é caro, por que não o BRT? E mais, completam suas teses afirmando que o BRT é mais barato. O BRT tem vantagens competitivas, que não precisam de falsas afirmações para se estabelecer como uma forma inteligente, integrada e econômica de transporte público. Precisamos compreender melhor quando fazemos nossas escolhas. Sempre aparecem aqueles que, tomando Bogotá como referência, ou Curitiba, afirmam que estas duas cidades devem ser exemplo de nossos planos. Mais ainda que nossas cidades deveriam utilizar apenas aquelas duas como referência.

Curitiba, sabiamente, em 1960, com apenas 300 mil habitantes, optou por associar o planejamento de transportes ao planejamento urbano, coisa que muitas cidades do mundo também fizeram durante as primeiras décadas do século XX. Com isso, permitiu-se que a cidade se desenvolvesse distribuindo moradias, comércio, indústrias e serviços ao longo dos corredores de ônibus, estimulando uma melhor distribuição do espaço, do fator de renovação e de um custo menor da viagem coletiva. Isto permitiu uma qualidade de vida apreciada.

Mas, outros críticos dirão que o sistema de Curitiba se exauriu. Nada mais natural. O projeto de 1960 permitiu que a cidade crescesse de 300 mil a 1,5 milhão de habitantes sem mudar seu paradigma. Como todo projeto tem seus limites, passado o limite, o projeto precisa ser revisto. Agora e, somente agora, estão pensando em uma alternativa. Sábios curitibanos.

Da mesma forma Bogotá, com um modelo espanhol de urbanização, com vias largas e planejadas, puderam implantar, com conhecimento brasileiro, seus corredores de transporte. Estes também já atingiram seus limites e a qualidade dos serviços, agora, começa a ser questionada.

Estes dois exemplos bastam para responder à pergunta do por que investir em metrô. Porque naquelas cidades planejadas, como Curitiba, o crescimento se deu em torno de eixos de transporte estruturadores que, com o tempo, tiveram tal adensamento que a demanda pode exigir outra tecnologia. Por outro lado, nas cidades não planejadas, a grande maioria, há uma tendência ao espraiamento da mancha urbana, com redução de densidade demográfica, criando situações de grandes congestionamentos de veículos e grandes volumes de passageiros do transporte coletivo com origem e destino situados nas pontas dos eixos de transporte. Nestes casos, com a demanda ultrapassando determinados valores de passageiro hora/sentido, já se torna inevitável a construção de BRTs para demandas médias e linhas de metrô para altas demandas.

Consideremos o centro de algumas cidades com mais de um milhão de habitantes, construídas segundo interesses privados, com o olho apenas no lucro imediato e total ausência do poder público. Elas exigem que entre 7 e 9h e entre 17 e 19h a maioria dos trabalhadores entrem /saiam dos seus postos de trabalho. Como transportar 30, 40, 50 ou 60 mil pessoas por qualquer modo que não seja de metrô? O Metrô ocupa, quando construído em nível, por exemplo, apenas 11 m para a circulação de trens oferecendo até 60 mil lugares por hora/sentido. Se tentássemos transportá-los por ônibus, ou de maneira mais insensata, por automóvel, precisaríamos destruir a cidade para tal.

Assim, o metrô é caro, comparado com o quê? Ele é a única forma de acessarmos determinadas áreas preservando a economia, a história, o patrimônio público e a inteligência. Da mesma forma, temos de considerar em nossas análises que num plano urbano deve-se perguntar em que cidade queremos viver, de que modo e a que custo, entre outras questões e, assim, revermos nossa forma de deslocamento da maneira mais adequada à rede de transportes, de trilhos e pneus, para atingirmos estes objetivos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

TransOeste

TransOeste ligará a Barra da Tijuca ao Recreio dos Bandeirantes, Guaratiba, Santa Cruz e Campo Grande. Basicamente é um projeto de transformação da Av. Das Américas, onde ocorrerá ampliação das pistas e a implantação de uma faixa exclusiva de ônibus especiais, os BRTs (Bus Rapid Transit), com estações de embarque no canteiro central da Avenida, além da abertura do Túnel da Grota Funda.

No projeto original, a via começará na altura da estação Jardim Oceânico da Linha 4 do Metrô. passará pela Serra da Grota Funda através de túnel e depois  chega ao bairro de Guaratiba, seguindo por mais 15 km aproximadamente. Terminaria na confluência com a Estrada da Pedra, já quase chegando ao bairro de Santa Cruz, porém, posteriormente, foi extendida até Campo Grande.

O projeto da TransOeste prevê a construção de 53 estações de ao longo dos seus 56 km de extensão para atender inicialmente a 220 mil passageiros/dia. Terá integrações com os demais BRTs (TransCarioca e TransOlímpica), além da Linha 4 do Metrô. As estações permitirão que o usuário embarque nos ônibus com a tarifa paga antecipadamente nas estações, em bilheterias, reduzindo o tempo de parada nos embarques.

As estações de embarque serão similares as estações de outros sistemas de BRTS onde o passageiro tem maior segurança na área de espera dos ônibus tal como as estações do TransMilenio e do Ligeirão de Curitiba. A previsão é que haja espaço para dois veículos paradores e um expresso possam encostar simultaneamente nas estações principais do sistema. E as ultrapassagens dos veículos expressos ocorrerão nas estações ao longo do trajeto.

A Prefeitura do Rio iniciou no dia 8 de julho as obras da TransOeste, num trecho inicial de corredor expresso de 32 km, que ligará a Barra da Tijuca a Santa Cruz, com investimento de R$ 692,1 milhões. Nesse trecho, terá 30 estações de BRTs, com ônibus articulado e com linhas expressas e paradoras.

A obra está prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2012.

A obra será dividida em três lotes que serão executados simultaneamente, sendo os dois primeiros sob responsabilidade da Odebrecht e o terceiro da Sanerio. No Trecho 1 (Avenida das Américas entre o Terminal Alvorada e Avenida Benvindo de Novaes), a via será adaptada para se tornar um corredor expresso e receber o BRT, com mudanças na sinalização e construção de dois viadutos: um no cruzamento das Avenidas das Américas e Salvador Allende e outro entre América e Benvindo de Novaes.

Já no Trecho 2 (Av. das Américas entre a Av. Benvindo de Novaes e a Estrada da Matriz, em Guaratiba) será feita a implantação das pistas laterais da Avenida das Américas, entre a Avenida Salvador Allende e Canal de Sernambetiba. Também haverá duplicação da ponte sobre o Canal e a duplicação da pista da Av. das Américas entre a Alceu de Carvalho até a Estrada do Pontal, onde será aberto o túnel da Grota Funda. Composto por duas galerias de 1.100 m, o túnel segue até o Canal do Rio Portinho. Serão criadas alças de acesso à Guaratiba, readequando as vias, tanto para as entradas de Ilha de Guaratiba quanto para as de Barra de Guaratiba. O trecho das Américas depois do túnel da Grota Funda também será duplicado até a Estrada da Matriz, em Guaratiba.

No Trecho 3 (Av. das Américas entre a Estrada da Matriz, em Guaratiba, até a Estrada da Pedra, em Santa Cruz), por fim, a via será totalmente duplicada, passando a ter três faixas por sentido.

A obra inclui ainda a restauração de 255 mil m² e a implantação de 522 mil m² de pavimento. Serão instalados ainda 3.650 pontos de luz, garantindo nova iluminação.

Atualmente, o trajeto Santa Cruz-Barra da Tijuca tem aproximadamente 50 km de extensão, que, de ônibus, são percorridos, em média, em uma hora e 40 minutos. Nos horários de pico, a viagem pode levar até duas horas e 30 minutos. Com a construção da TransOeste, o tempo de viagem cairá para menos de uma hora.




TransCarioca

Cidade: Rio de Janeiro

Sistema: BRT

Projeto para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Ligação Aeroporto Internacional do Galeão / Barra da Tijuca
1ª etapa: Alvorada / Penha
2ª etapa: Penha / Galeão

A TransCarioca terá 39 km de extensão e 45 estações entre o Cebolão e o Aeroporto do Galeão. O projeto original era de 28 km entre a Barra e a Penha, porém, a Casa Civil da presidência da República condicionou a liberação do empréstimo do BNDES à prefeitura à extensão do projeto até o Aeroporto do Galeão, pois estudos mostravam que o acréscimo faria o sistema atender mais cem mil usuários por dia.

A TransCarioca passará por vias como a Av. Ayrton Senna na Barra da Tijuca, Nelson Cardoso e Cândido Benício em Jacarepaguá, e a Av. Ministro Edgar Romero em Madureira. Terá integrações com a TransOeste, estações de trem, linhas de ônibus convencionais e a Linha 2 do Metrô.

A criação de canaletas segregadas por onde circularão veículos articulados exigirá, nos trechos de tráfego mais pesado, a construção de mergulhões (na Barra da Tijuca) e um novo viaduto de acesso entre Campinho e Madureira. De acordo com a Prefeitura do Rio, 3630 imóveis na Barra, em Jacarepaguá, Madureira, Vicente de Carvalho e Brás de Pina, entre outros bairros, terão que ser desapropriados integralmente ou parcialmente para viabilizar o corredor de transporte. A previsão é a de que o corredor viário pode custar R$ 790 milhões, e somando-se ao valor das desapropriações, de R$ 300 milhões, o gasto total ultrapassará R$ 1 bilhão. A TransCarioca deve receber pelo menos 300 mil pessoas por dia, segundo estimativas do governo.

A expectativa era de que as obras começassem até março de 2010, sendo concluídas em duas fases: a primeira etapa (Barra-Madureira), até março de 2012; e a última (Madureira-Aeroporto Tom Jobim), no primeiro trimestre de 2013. Porém, a obra só começou em março de 2011. A entrega da obra foi adiada de 2012 para dezembro de 2013, ficando pronta antes da Copa do Mundo de 2014.

Traçado vermelho no mapa abaixo

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Resumo dos Projetos de Implantação de Sistemas de Transporte Coletivo para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016

1.   TransCarioca

Sistema: BRT

Ligação Aeroporto Internacional do Galeão / Barra da Tijuca:
1ª etapa: Alvorada / Penha
2ª etapa: Penha / Galeão

Extensão: 39 km (originalmente eram 28 km)

Investimentos: o corredor viário deve custar R$ 790 milhões; somando-se o valor das desapropriações, de R$ 300 milhões, o gasto total ultrapassará R$ 1 bilhão.

2.   TransOeste

Sistema: BRT

Ligação: a via começará na altura da estação Jardim Oceânico da Linha 4 do Metrô. passará pela Serra da Grota Funda através de um túnel e depois  chegará ao bairro de Guaratiba, seguindo por mais 15 km aproximadamente. Terminaria na confluência com a Estrada da Pedra, já quase chegando ao bairro de Santa Cruz, porém, posteriormente, foi extendida até Campo Grande. Será interligada à TransCarioca no terminal Alvorada e terá ligação também com a TransOlímpica.

Extensão: no trecho inicial, que ligará a Barra da Tijuca à Santa Cruz, terá 32 km.

Investimentos: R$ 692,1 milhões.

3.   Monotrilho da Linha2 Verde do Metrô de São Paulo

Sistema: Monotrilho

Ligação: continuação da Linha 2 do metrô entre Vila Prudente e Hospital Cidade Tiradentes; este projeto substituirá o projeto anterior do corredor de ônibus Expresso Tiradentes (ex-Fura Fila).

O projeto deverá ser implantado em 3 fases:
  • Na primeira fase, prevista para entrar em operação comercial no primeiro semestre de 2013, a Linha 2 - Verde deve ser implantada entre a estação Vila Prudente e o terminal São Mateus, num trecho de 13,06 km, com dez estações;
  • Na segunda fase, prevista para operar em 2014, deverão ser implantados os 11,48 km finais, mas apenas com as estações Jacu-Pêssego, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes;
  • A terceira fase entrará em operação até o final de 2015 com a construção das estações Iguatemi, Jequiriçá, Érico Semer e Márcio Beck.

Extensão: 24,5 km

Investimentos: R$ 4,6 bilhões (financiamento aprovado de R$ 992 milhões do BNDES)

4.   Monotrilho de Manaus

Sistema: Monotrilho

Ligação: interligará as regiões norte, centro-sul e leste de Manaus; ligará na primeira etapa a Cidade Nova ao Centro da cidade.

As obras de mobilidade urbana planejadas para atender a cidade-sede de Manaus na Copa de 2014 não serão concluídas antes de 2014. No máximo alguns trechos do monotrilho e do Bus Rapid Transit (BRT) ficarão prontos para atender turistas e a população da cidade durante o mundial. Para o governador, a prioridade são os estádios.

Extensão: 20 km

Investimentos: R$ 995 milhões, com fontes de financiamento que incluem recursos do Estado e do Governo Federal, além de BNDES, BID e iniciativa privada.

5.   VLT de Brasília

Sistema: VLT elétrico

Extensão e ligação:

Linha 1
Trecho 1: Aeroporto - Terminal Asa Sul - 6,5 km (integração com a linha1 do metrô)
Trecho 2: Terminal Asa Sul - 502 Norte - 8,7 km
Trecho 3: 502 Norte – Terminal da Asa Norte - 7,4 km

Linha 2: Eixo Monumental

Investimentos: R$ 1,55 bilhões para a Linha 1


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Governo federal libera R$ 1 bi para Transporte Rápido por Ônibus em BH

Flávia Ayer - Estado de Minas
Publicação: 12/04/2010 06:30 Atualização: 12/04/2010 07:50

Agilidade e ônibus estão prestes a deixar de ser antônimos. Será assinado, no mês que vem, o contrato bilionário do projeto que promete transformar as tartarugas do trânsito em sinônimo de rapidez. A equação para que o Transporte Rápido por Ônibus, o BRT (da sigla Bus Rapid Transit), saia do papel estará praticamente montada, com a assinatura pela Prefeitura de Belo Horizonte do financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF). A partir de uma linha de crédito criada pelo governo federal para obras de mobilidade nas 12 cidades sedes da Copa do Mundo’2014, o banco vai liberar R$ 1 bilhão para a implantação em BH de três corredores do BRT (Antônio Carlos - Pedro I, Cristiano Machado e Pedro II - Carlos Luz) e adaptação de vias no Centro. A exemplo das capitais Bogotá (Colômbia) e Curitiba, a aposta belo-horizontina é na criação de um sistema de ônibus nos moldes do metrô, com pistas exclusivas, instalação de estações com plataformas em nível e pagamento da tarifa antes do embarque.
Saiba mais...
A liberação do trânsito da Avenida Antônio Carlos, que passa a contar com uma busway (pista com duas faixas somente para ônibus) e sete viadutos (eliminando cruzamentos), é um importante passo para o projeto. Mas, para que a equação do BRT dê certo, com a implantação de 38 quilômetros de corredores rápidos de ônibus até 2012, como prevê a BHTrans, empresa que administra o trânsito na capital, será necessário resolver ainda um problema: as desapropriações. Na Avenida Dom Pedro I, que corta as regiões da Pampulha e de Venda Nova, todos os imóveis no sentido bairro/Centro darão lugar a novas pistas. A solução da prefeitura é, sob o rótulo de uma operação urbana consorciada, abaixar o potencial construtivo da região, contribuindo para reduzir o preço dos imóveis. A ideia é facilitar a desapropriação, mas já causa polêmica entre os proprietários.

De acordo com o diretor de Planejamento da BHTrans, Célio Freitas, apesar de o contrato com a Caixa não ter sido assinado, os trabalhos estão em andamento, com a licitação de projetos executivos dos corredores. Além de oferecer transporte de qualidade no campeonato mundial de futebol, ligando diversos pontos da cidade ao Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, o desafio é reverter uma estatística preocupante. “Atualmente, 60% dos veículos motorizados são ônibus e 40% carros e motos. Em 2020, a estimativa é de uma inversão para 50% de cada tipo. Com esse sistema, queremos reverter a curva, recuperar o espaço do ônibus e até aumentá-lo para 68% dos veículos”, afirma Freitas.

Outra intenção é reduzir o tempo das viagens. Segundo o diretor, com o BRT será possível aumentar de 10km/h para 20 km/h a velocidade média dos ônibus no hipercentro e de 17km/h para 30km/h nos corredores viários. “Se elimino cruzamentos, faço o embarque em nível e deixo o trânsito livre, diminuo o tempo das viagens. Queremos atrair o usuário do automóvel para o transporte coletivo”, afirma. Uma central SitBus, que vai administrar por satélite itinerários e tempo de viagem, também faz parte do projeto e fornecerá informações sobre os coletivos aos usuários em tempo real.

Se a promessa for cumprida, a dona de casa Kátia Lage Maria, de 26 anos, é uma das que topa largar o carro em casa. “Com certeza usaria ônibus, seria bem mais prático. Na cidade não tem lugar para estacionar direito. Mas hoje o ônibus é precário, demorado e cheio”, diz a moradora do Bairro São João Batista, em Venda Nova, futura usuária do corredor Antônio Carlos-Pedro I. A empregada doméstica Terezinha Antônia, de 58, também torce para que a proposta do BRT dê certo, já que não tem outra alternativa de transporte senão o coletivo. Todos os dias ela enfrenta uma via-crúcis na Avenida Pedro II e semana passada não foi diferente. “Vim correndo para pegar o ônibus das 16h. São quase 17h e até agora nada. E, muitas vezes, quando passa, o ônibus está lotado”, reclama.

Projeto

Os três corredores viários de BRT atenderão um público de 850 mil passageiros por dia, aproximadamente. O mais adiantado é o das avenidas Antônio Carlos - Pedro I. Apesar de o prazo de conclusão dos corredores ser no segundo semestre de 2012, o projeto executivo da Antônio Carlos é o único em elaboração, devendo ficar pronto em setembro. Depois disso já podem começar as obras para a criação do corredor de 16 quilômetros, do Complexo da Lagoinha, na Região Nordeste, até a Avenida Vilarinho, em Venda Nova, projetado para transportar 25 mil passageiros por hora por sentido. Orçada em R$ 700 milhões, a obra inclui a duplicação da Pedro I para a criação de pista exclusiva com duas faixas por sentido, assim como há hoje na Antônio Carlos. Um ramal, pela Avenida Portugal, até o Céu Azul, em Venda Nova, também está previsto.

Segundo o diretor da BHTrans Célio Freitas, o projeto mais simples é o da Avenida Cristiano Machado com cinco quilômetros. Nas intervenções para a construção da Linha Verde, a via recebeu uma busway. Para implantar o transporte rápido, serão necessários R$ 50 milhões apenas para adaptações. A licitação para contratar projeto executivo fica aberta até esta semana. Nesta primeira fase, o BRT irá do Complexo da Lagoinha até a Estação São Gabriel, no bairro de mesmo nome, na Região Nordeste, com capacidade para carregar 17 mil pessoas por sentido por hora. A ideia, entretanto, é levá-lo, numa segunda etapa, até a Avenida José Cândido da Silveira, no Bairro Cidade Nova, também na Nordeste, e, depois, da Estação São Gabriel à Estação Vilarinho, em Venda Nova.

Diferentemente da Cristiano Machado, o corredor rápido Pedro II-Carlos Luz, que abrangerá os 12 quilômetros das duas avenidas, vai demandar grandes mudanças nas vias, num custo de R$ 230 milhões, cuja licitação para o projeto executivo está em andamento. Para eliminar cruzamentos, um viaduto será erguido na interseção das duas avenidas. Será preciso alargar as vias onde forem construídas as estações. Nesse corredor não haverá pistas exclusivas para os ônibus, mas faixas junto aos canteiros centrais. O projeto do BRT também cria corredores estratégicos no Centro da cidade, nas avenidas Paraná, Amazonas e Santos Dumont.