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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Assinada ordem de serviço para obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza


09/11/2018Notícias do Setor ANPTrilhos         

O objetivo de trazer mais integração aos usuários de transporte público em Fortaleza alcançou importante passo nesta quarta-feira (7). O Governo do Ceará autorizou o início da obra da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, que ligará o Centro da Capital ao Papicu, em um tempo de viagem de 15 minutos. Após concluído, o empreendimento terá capacidade de transportar até 150 mil passageiros, diariamente. A ordem de serviço para implantação do trecho foi assinada pelo governador Camilo Santana e pelo secretário da Infraestrutura Lucio Gomes. Também participaram do momento o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e o presidente da Cia Cearense de Transportes Metropolitanos, Eduardo Fontes Hotz.

Na ocasião, o chefe do Executivo guiou comitiva em visita ao canteiro de obras, onde se encontram as máquinas tuneladoras – usadas para escavação dos túneis – e o shaft (embocadura das tuneladoras), que está em fase de conclusão.

O empreendimento

Serão 7,3 km de extensão ligando o Centro ao Papicu, com uma estação de superfície (Tirol-Moura Brasil) e outras quatro subterrâneas (Chico da Silva, Colégio Militar, Nunes Valente e Papicu). O governador destacou que a intervenção consolida um investimento em estrutura que será referência para toda a região Nordeste.

“Fará parte desta obra a construção da Linha Leste, com 7,3 km, interligando à Linha Sul do Metrô e ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que já está em operação assistida. Então, nós vamos ter aqui a interligação do VLT Parangaba-Mucuripe, Linha Sul Pacatuba-Centro – interligando lá na Parangaba com o VLT, e aqui integrando também com a Linha Oeste que vem lá de Caucaia. Vamos ter aqui em Fortaleza, talvez, o melhor sistema metroviário interligado de uma capital do Nordeste brasileiro”, afirmou Camilo.

O secretário Lucio Gomes enfatizou a importância da obra para fortalecer a mobilidade urbana em Fortaleza, ofertando melhor e mais rápido serviço, com conforto e preço acessível, para a população cearense.

“Isso beneficiará toda a Região Metropolitana de Fortaleza, porque a Linha Leste vai fazer a integração com as linhas Oeste e Sul e com o VLT Parangaba-Mucuripe, além da integração com os ônibus da Prefeitura. A previsão de percurso daqui do Centro ao Mucuripe é de 15 minutos, um transporte rápido e seguro que vai oferecer mais opções para a população e desafogar o trânsito”, projetou.

Após a assinatura da ordem de serviço, o governador e demais autoridades acionaram remotamente o funcionamento das máquinas, representando, simbolicamente, o início dos serviços.

Investimento e execução

O projeto da Linha Leste do Metrô de Fortaleza receberá um investimento na ordem de R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 1,0 bilhão financiado pelo BNDES, R$ 673 milhões em aporte direto do Governo Federal e R$ 186 milhões do Tesouro Estadual. Na obra, propriamente dita, será aplicado R$ 1,47 bilhão, cujo cronograma prevê conclusão em quatro anos. (O restante dos recursos será aplicado na aquisição dos trens e em Gerenciamento e Supervisão).

08/11/2018 – Metrô de Fortaleza


terça-feira, 20 de março de 2018

União libera R$ 673 milhões para Linha Leste do Metrô de Fortaleza



24/02/2018 - Diário do Transporte

O Governo Federal anunciou nesta sexta-feira, dia 23 de fevereiro, um pacote de investimentos para o estado do Ceará no total de R$ 1,73 bilhões. Estavam presentes na solenidade o governador Camilo Santana, o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira, e o ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

Do valor de R$ 1,73 bilhões, a maior parte está destinada à Linha Leste do Metrô de Fortaleza, com R$ 673 milhões, como contrapartida da União para a obra.

O restante dos recursos do pacote anunciado ontem será para a execução de ações de moradia, sistemas de abastecimento de água, saneamento básico, urbanização, entre outros.

Com o anúncio ontem da liberação da contrapartida do Governo Federal, somado ao valor a ser investido pelo Estado no momento, o governador Camilo Santana anunciou que pretende dar início à construção da primeira etapa do percurso (Centro – Papicu). A obra estava prevista para ser concluída em novembro de 2018, mas o cronograma está atrasado devido a paralisações.

No pacote de investimentos anunciado ontem há também o montante de R$ 48 milhões destinado para implementação do BRT e outras obras em Fortaleza.

Na solenidade em que foi anunciado a liberação de recursos da União, o governador Camilo Santana confirmou que busca agora garantir a parte dos recursos do Estado para as obras da Linha Leste do Metrô. Ele solicitou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) a renovação do empréstimo no valor de cerca de R$ 1 bilhão.

“Nós estamos fechando com o BNDES a renovação do empréstimo de R$ 1 bilhão e eles já autorizaram a gente a relicitar a obra. Pretendemos iniciar a construção em breve. É uma obra importante para a mobilidade de Fortaleza. Integrando com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que está sendo construído e a Linha Sul do Metrô, entregaremos a Fortaleza, quem sabe, o melhor sistema integrado metroviário das capitais brasileiras”.

LINHA LESTE DO METRÔ

A Linha Leste do Metrô de Fortaleza, obra orçada em R$ 2,3 bilhões, avançou apenas 1% desde que o contrato foi assinado no final de 2013, e até o anúncio da liberação da contrapartida da União não tinha previsão de retomada.

A Linha Leste, que fará a conexão do Centro da capital com o bairro Edson Queiroz, foi assumida em outubro de 2013 pelo consórcio Cetenco-Acciona, vencedor da licitação.

Em 2015, a Cetenco, líder do consórcio, abandonou o empreendimento alegando atrasos no pagamento por parte do governo do estado. Em seu lugar entrou a Construtora Marquise S/A.

As obras que deveriam encerrar em novembro de 2018, atravessaram o ano de 2017 abandonadas. As peças de quatro tatuzões – máquinas tuneladoras usadas para perfuração dos túneis, estão abandonadas em um dos canteiros de obras, expostas às condições do tempo.

terça-feira, 6 de março de 2018

Metrô Fortaleza: governo rescinde contrato; obras até julho



16/02/2018Notícias do Setor       
Os planos do governo cearense de rescindir o contrato de construção da Linha Leste do Metrofor tiveram seguimento nessa Quarta-feira de Cinzas, quando a Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra) comunicou oficialmente a Acciona – que, juntamente com a Marquise, compõe o consórcio contratado para a construção – do distrato. O objetivo, segundo o secretário Lúcio Gomes, é “começar a obra entre junho e julho”.

“Eu já havia informado a eles do distrato verbalmente no dia 1º de fevereiro, além de o governador (Camilo Santana) ter declarado isso. Mas hoje (ontem) à tarde, informei oficialmente. Minha intenção era ter feito isso na sexta-feira (9), mas elaboramos com muito cuidado e fundamentos técnicos e jurídicos para dar respaldo à decisão, e acabou ficando para agora”, contou.

As empresas, a partir de agora, têm cinco dias para contestar a decisão do Estado. Procurada, a Acciona não retornou à reportagem até o fim desta edição. Mas, ontem (13), tornou público o desejo de permanecer à frente do empreendimento.

“A otimização do projeto Metrofor Linha Leste, defendida agora pela Seinfra como necessidade e força motriz para uma relicitação da obra por parte do órgão, já havia sido iniciada pelo consórcio, o que reforça a falta de necessidade de uma nova licitação, além do fato de haver impedimento legal para tal, uma vez que já há contrato vigente e as empresas do consórcio cumprem com suas obrigações”, diz em nota divulgada.

Legalidade garantida

Já o secretário da Infraestrutura defende que a Lei 8666/1993, que estabelece as regras sobre licitações e contratos, permite a promoção de uma nova licitação pelo governo cearense. “O coração da nossa estratégia é que é um escopo diferente. É uma outra obra, que estamos tirando algumas obrigações, mas colocamos mais outras. E também é bom frisar que o procedimento que estamos iniciando é uma recomendação do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social)”, afirmou Lúcio Gomes.

Ele explica ainda que, dentro do que é defendido pela empresa, seria preciso que o Estado apenas retirasse obrigações do contrato – em até 25% do valor da obra -, mas estão sendo acrescentadas novas obrigações que superam os valores previstos.

Sobre o possível questionamento do consórcio contratado inicialmente para a construção da Linha Leste, ele afirmou que deve continuar, “em paralelo, tocando todos os procedimentos para convocar a audiência pública para 1ª semana de março”.

Valor e novas obrigações

Lúcio Gomes revelou que o valor estimado para o novo projeto é de R$ 1,859 bilhão e deve ter 53,8% do total financiado pelo BNDES, 36,2% pela União e 10% como contrapartida do Estado. Além disso, o ganhador do leilão deverá arcar com toda a infraestrutura necessária para o funcionamento da Linha Leste.

“Nesse novo modelo que tentamos deflagrar o processo, vamos cobrar a entrega da solução completa, ou seja, do trecho que vai do Centro da Capital até o Papicu, vamos querer o sistema, o material rodante (trens) e o gerenciamento”, detalhou o secretário, afirmando que a estratégia visa resguardar o novo trecho do metrô dos mesmos impasses que sofre a Linha Sul, que ainda não tem o sistema.

A falta do recurso que deve ser destinado pela CBTU, do governo federal, impediu a aplicação do sistema no trecho entre a Capital e Pacatuba.

Tuneladoras

Já sobre as tuneladoras, Lúcio Gomes afirmar que o contrato para montagem continua mantido e um dos equipamentos já se encontra totalmente montado, aguardando os testes. “Nós devemos ter duas tuneladoras montadas daqui para março”, estimou.

15/02/2018 – Diário do Nordeste

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Estado pode encurtar obra da Linha Leste de Fortaleza para obter crédito

Linha Leste em amarelo

13/11/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
O Governo do Estado está trabalhando a possibilidade de encurtar a obra da Linha Leste do Metrô de Fortaleza para viabilizar os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Eu ainda não tenho uma definição. A gente se reuniu essa semana com o BNDES e demos uma enxugada no projeto. A gente colocou a obra até o Papicu e não mais até o Edson Queiroz. Nós também vamos diminuir o número de estações até o trecho do Papicu”, acrescentou o titular da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) do Estado, Lúcio Gomes.

De acordo com ele, houve também redução dos valores dos empréstimos de R$ 2 bilhões para R$ 1,85 bilhão. “Desse total, R$ 500 milhões viriam do Ministério das Cidades”, disse o secretário. Segundo Lúcio Gomes, haverá em 15 dias outra rodada de negociação com o BNDES. “Daqui para lá, eles vão pedir mais alguma informação. Tem a possibilidade ainda dessa conversa ser em Fortaleza e não no Rio de Janeiro ou em Brasília, o que demonstra uma boa vontade da parte deles”, afirmou.

O projeto da obra da Linha Leste já sofreu algumas alterações com o intuito de obter os recursos do governo federal. “Apresentamos uma proposta de um material rodante mais simples e consequentemente mais barato. Houve neste caso simplificação da obra, no caso dos trens e dos sistemas de eletrificação para ver se melhora a equação de custo-benefício”, disse Gomes.

Não é de agora que o Governo do Ceará tem apresentado propostas mais simples ao governo federal. Em julho deste ano, por exemplo, em reunião realizada em Brasília, o governador Camilo Santana propôs mudar o fluxo e parcelar a entrada de recursos para dar continuidade às obras. A alteração foi apresentada ao presidente do BNDES, Paulo Rabello, e a representantes do Ministério das Cidades.

Parceria

O titular da Seinfra também não descartou do projeto a existência de uma Parceria Público-Privada (PPP) para a realização do empreendimento.
“Não excluímos a intenção da PPP, mas isso vai ser para o restante da obra. Inclusive tem um grande grupo chinês, CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation), interessado nisso, mas antes eu tenho que definir essa etapa que vai do Centro até o Papicu”, esclareceu Gomes.

A China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC) mostrou interesse em diferentes trechos do Metrofor. A informação, confirmada no início deste ano, fez com que o governo estadual iniciasse estudos para a publicação de editais visando a formatação das parcerias.

Projetos em andamento

Apesar da paralisação das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, os projetos de arquitetura e de engenharia continuam sendo tocados pelo Governo do Estado. Nesta semana, representante da companhia cearense esteve em São Paulo para tratar com a Themag Engenharia sobre o acompanhamento de ações relativas a estes projetos.

“A Themag é a empresa responsável por todos os projetos executivos de todas as estações e túneis da Linha Leste, tendo sido contratada pelo Consórcio para esta finalidade. Paralelamente aos esforços do Governo do Ceará para a liberação dos recursos, o Metrofor verifica e discute os projetos de engenharia e arquitetura que serão executados, sendo esta uma atividade de rotina”, informou o Metrofor.

Paralisadas

As obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, ligando o Centro da Capital ao bairro Edson Queiroz, foram iniciadas em novembro de 2013, mas paralisadas no início de 2015 devido à reformulação societária articulada pelo consórcio Cetenco-Acciona, que executava os trabalhos.

“O consórcio foi reformulado e teve a denominação e a composição alteradas para Consórcio Metrô Linha Leste Fortaleza, formado pelas empresas Acciona Infraestructuras S/A e Construtora Marquise S/A, que passou a ser a líder do consórcio. Para retomar a obra, o Governo do Estado tem trabalhado intensamente junto ao Governo Federal para que este libere os recursos garantidos. O novo cronograma só poderá ser restabelecido quando do reinício da obra”, comunicou a companhia de transportes metropolitanos.

Cautela

O titular da Seinfra afirmou ainda que o momento agora é de cautela, embora afirme manter o otimismo em relação ao empreendimento. “Eu sinto uma certa cautela pelo histórico do projeto, mas eu não posso deixar de ser determinado e otimista”, enfatizou Gomes.

O secretário também explicou que sempre houve interesse do BNDES em investir recursos no Metrô de Fortaleza. No entanto, com a crise econômica vivenciada pelo País, o Banco tomou uma posição mais prudente em relação aos seus investimentos.


10/11/2017 – Diário do Nordeste

terça-feira, 4 de julho de 2017

Metrô de Fortaleza: TCE recomenda que 2º consórcio assuma obra


13/06/2017 - O Globo

Um parecer da área técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Ceará recomenda que o consórcio que ficou em segundo lugar na licitação da Linha Leste do metrô de Fortaleza assuma as obras para a construção do empreendimento, que estão paradas e sem previsão de quando poderão ser retomadas. Caso essa medida não resolva o problema, os técnicos do tribunal querem que o governo do estado faça uma nova licitação para concluir a construção.

O consórcio que ficou em segundo lugar é formado por Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e a construtora cearense Marquise.

Com data original de entrega programada para 2019, apenas pouco mais de 1% da obra foi concluída. Há três anos, o maior edital regido pela Lei de Licitações foi vencido por um consórcio formado pela espanhola Acciona e pela paulista Cetenco, que assumiram a construção da Linha Leste por R$ 2,3 bilhões. R$ 2 BI de cofres federais.

Em novembro do ano passado, reportagem do GLOBO mostrou que a obra está abandonada. Um dos emblemas do fracasso da empreitada é a imagem dos quatro “tatuzões” adquiridos pelo governo do Ceará. Os equipamentos serviriam para escavar túneis do metrô, mas hoje não passam de um aglomerado de toneladas de peças de metal abandonadas.

Do total do orçamento, R$ 2 bilhões sairiam dos cofres federais. Mas governos estadual e federal, que se associaram na obra do PAC Mobilidade Grandes Cidades, sequer concluíram os primeiros túneis da licitação. Com a interrupção de pagamentos para a obra em agosto de 2014, a Cetenco alegou ter recorrido administrativamente e na Justiça para receber pelos serviços feitos, até que enviou informação à sócia Acciona e à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do Ceará dizendo que queria deixar o consórcio.

O governo cearense alegou, na ocasião, que a interrupção dos pagamentos se deu porque a Cetenco judicializou o processo. Numa decisão polêmica, em novembro de 2015, a construtora Marquise chegou a assumir o contrato ao lado da Acciona.

Em sua decisão recente, a área técnica do TCE recomenda ainda que o tribunal anule o ato do governo do Ceará que excluiu a Cetenco do consórcio. Os técnicos consideram, no entanto, que a volta da empresa ao consórcio original é “fato de desfecho improvável”. O parecer será levado para análise do plenário do TCE-CE, mas a data para o julgamento ainda não foi definida.

Apesar da previsão de entrega para 2019, o TCE considera o prazo “inexequível”. Os técnicos do TCE-CE também levantam dúvidas “sobre a disponibilidade orçamentária do estado em acatar com estas despesas”, já que a proposta precisará passar por reajustes, segundo o texto. Aponta ainda que o acréscimo de cada um quilômetro na obra representa um adicional de quase R$ 1,5 milhão.

Procurada, a Secretaria de Infraestrutura do estado do Ceará informou que tem se dedicado ao equacionamento financeiro da obra. O órgão destacou que tem buscado, junto ao Ministério das Cidades e ao BNDES, o cumprimento dos compromissos anteriormente assumidos pelo governo federal, que fundamentaram a licitação; ou seja, R$ 1 bilhão pelo Orçamento Geral da União e R$ 1 bilhão em financiamento pelo BNDES.

O TCE não comentou o parecer e O GLOBO não conseguiu contato com a Cetenco.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Governo do Ceará tenta destravar Linha Leste do metrô


03/04/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
A liberação de recursos da ordem de R$ 2 bilhões para a retomada das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor) será assunto da reunião que ocorre nesta quarta-feira (5), em Brasília, entre Governo do Ceará, Ministério das Cidades, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Mundial.

O titular da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), Maia Júnior, e o secretário das Cidades, Lúcio Ferreira Gomes, viajam para representar o Estado. “Queremos que a União honre seu compromisso contratual. Mesmo com a situação das contas federais muito crítica, não podemos esmorecer. Temos que ir atrás dos direitos do Estado”, afirma Maia Júnior.

De acordo com ele, o encontro é fruto de uma recente reunião que o governador do Ceará, Camilo Santana, teve com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, e com o deputado federal cearense Leônidas Cristino (PDT). O parlamentar está intermediando as negociações ligadas à Linha Leste do Metrofor no Congresso Nacional.

“Vamos ver o que pode sair dessa reunião. Mesmo que não saia nenhuma decisão concreta da liberação dos recursos, esperamos, no mínimo, algum encaminhamento”, destaca Maia Júnior. “Mas o quadro do País ainda não está favorável do ponto de vista fiscal, com a economia sendo prejudicada com o aumento do desemprego. Estamos com o presidente (Michel Temer) e o ministro da Fazenda (Henrique Meirelles) sem nenhuma reação”, acrescenta.

Sobre a obra

A Linha Leste da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) recebe recursos do programa Mobilidade Grandes Cidades, do governo federal, de cerca de R$ 1 bilhão; e financiamento do BNDES, também de R$ 1 bilhão, aproximadamente. A contrapartida do Governo do Ceará é de R$ 259,22 milhões. Cerca de R$ 50 milhões já foram investidos na obra.

Iniciadas em novembro de 2013, as obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza foram paralisadas no início de 2015 por conta da reformulação societária articulada pelo consórcio. A expectativa inicial era que parte do equipamento fosse entregue em 2014, o que não ocorreu, sendo a nova data de conclusão prevista para 2019.

Compromisso

“Queremos que a União honre seu compromisso contratual. Mesmo com a situação das contas federais muito crítica, não podemos esmorecer”


03/04/25017 – Diário do Nordeste

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Após três anos, só 1% da Linha Leste do metrô de Fortaleza está pronta

07/11/2016 - O Globo

Os assaltos corriqueiros e a poeira nos arredores do Colégio Militar de Fortaleza são um retrato do abandono da maior obra regida pela Lei de Licitações: o metrô da capital cearense. O que deveria ser uma estação de transporte público moderna, rodeada de comércio na região nobre da cidade, tornou-se ponto de consumo de drogas e abrigo informal de moradores de rua. Eles ocuparam o espaço em torno dos tapumes que escondem o material deteriorado da obra. O caminho do metrô foi sendo ocupado pela urbanização da cidade de Fortaleza.

Há três anos, o maior edital regido pela Lei de Licitações foi vencido por um consórcio formado pela espanhola Acciona e pela paulista Cetenco, que assumiram a construção da Linha Leste do metrô de Fortaleza por R$ 2,3 bilhões. A três anos da data original de entrega, pouco mais de 1% da obra foi feito, e o empreendimento parou numa espiral de complicações.

Um dos emblemas do fracasso da empreitada é a imagem dos quatro “tatuzões” adquiridos pelo governo do Ceará. O equipamento serviria para escavar túneis do metrô, mas não passa de um aglomerado de toneladas de peças de metal abandonadas, à espera de definição sobre o contrato.

A situação revela a megalomania empreendedora que tomou conta do país até o estouro da crise econômica. A compra dos “tatuzões” pelo governo cearense — em geral, eles são alugados para obras pontuais de perfuração — é justificada pelos aliados do então governador e mentor da empreitada, Cid Gomes, como estratégia “estatizante” do passado. A ideia, segundo auxiliares, era que a construção do metrô fosse política permanente do governo do estado. Ter tuneladoras (nome formal dos “tatuzões”) significaria facilitar a ampliação contínua das linhas do transporte coletivo pela cidade.

DECISÃO POLÊMICA

Procurado, o ex-governador não quis comentar o assunto. Mas os aliados dos irmãos Ferreira Gomes admitem a frustração com a paralisação das obras e o custo de manutenção do equipamento.

— Não é normal um governo comprar esse equipamento. A ideia era boa, justificava a compra dos “tatuzões”. Mas acabou significando prejuízo ao governo. Só para guardar esse equipamento seria coisa de R$ 1 milhão por mês. E não tem mercado para vender, nem para alugar. Enquanto isso, eles vão se deteriorando — reconhece um aliado de Cid Gomes.

Governos estadual e federal, que se associaram na obra do PAC Mobilidade Grandes Cidades, sequer concluíram os primeiros túneis da licitação. Com a interrupção de pagamentos para a obra em agosto de 2014, começou o calvário das vencedoras da licitação. A Cetenco alega ter recorrido administrativamente e na Justiça para receber pelos serviços feitos — segundo ela, ainda em dívida —, até que enviou informação à sócia Acciona e à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do Ceará dizendo que queria deixar o consórcio.

Segundo o governo cearense, a interrupção dos pagamentos se deu porque a Cetenco judicializou o processo, e a reformulação do consórcio ocorreu por causa da desistência da empresa paulista, que não foi corroborada pela outra empresa do consórcio, a Acciona.

“Como a legislação brasileira não permite que empresas estrangeiras toquem obras públicas isoladamente, deu-se um prazo para que fosse prospectada uma outra empresa para compor o consórcio”, explicou a Seinfra.

Numa decisão polêmica, em novembro de 2015, a construtora cearense Marquise, que fez parte do consórcio que ficou em segundo lugar na licitação, assumiu o contrato ao lado da Acciona. A mudança foi alvo de questionamentos pela forma como ocorreu e pelo fato de a empresa ter feito doações a campanhas de aliados dos irmãos Ciro e Cid Gomes no Ceará, inclusive ao PSB no estado, partido ao qual os Gomes eram filiados até meados de 2013.

Agentes do Ministério Público Federal criticaram a substituição, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) foi favorável. O Tribunal opina sobre a obra uma vez que, do total do orçamento, R$ 2 bilhões sairiam dos cofres federais. Contudo, mesmo com a previsão de verbas federais, o dinheiro de Caixa e BNDES nunca apareceu em Fortaleza.

Diante do imbróglio, o Ministério das Cidades não liberou dinheiro. Primeiro, devido a pendências contratuais que o governo do estado precisava superar. Solucionada esta fase, em junho de 2015, a crise do consórcio já era um problema real. Novamente, os recursos não saíram.

Para o ministério, “o empreendimento possui problemas relacionados à licitação e à composição do consórcio executor, que estão sob análise do TCU e do Ministério Público Federal (MPF), razão pela qual nenhum recurso pôde ser liberado”. Segundo a pasta, o problema da licitação foi ter sido feita antes da assinatura dos Termos de Compromisso do Ceará com a União, o que é caracterizado como licitação pretérita, não recomendada pelo TCU.

PRAZO DE 2019 É CONSIDERADO INEXEQUÍVEL

Excluída do consórcio, a Cetenco contratou um parecer de peso para questionar o processo. Coube à ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon indicar irregularidades na ação, inclusive em decisões da Justiça local. Para ela, “a administração descumpriu as regras do edital, do contrato e da Lei de Licitações, ao tempo em que também afrontou princípios constitucionais”.

“Os procedimentos do estado do Ceará, pelos seus prepostos, terminaram por beneficiar e direcionar a licitação em favor da empresa. Agiram as partes que hoje formam o Consórcio Linha Leste Fortaleza, juntamente com a Seinfra, atropelando as regras do edital, do contrato e até do instrumento que levou à formação do Consórcio Cetenco-Acciona”, escreveu a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça.

A Marquise informa que foi convidada pela empresa detentora do contrato, aceitou compor o consórcio e destaca que a nova composição foi referendada pelo TCU. A Acciona não comenta contratos com clientes, mas informa que a Cetenco pediu rescisão do contrato administrativo. A espanhola informa que recebeu a Marquise no consórcio porque “havia a necessidade de ter uma empresa brasileira líder no consórcio, conforme estabelece a Lei 8.666/93”. O Congresso debate uma reforma na lei das licitações, a própria 8.666/93.


O governo cearense afirma que realiza o replanejamento para a retomada da obra, com novo cronograma e prazos. Segundo o ministério, o cronograma depende de aprovação das instituições envolvidas (Caixa e BNDES), que aguardam posicionamento conclusivo do TCU e MPF para continuidade das análises. Tudo indica que a retomada será lenta. O consórcio precisa elaborar um inventário sobre cada trecho da obra para que possam ser avaliados possíveis danos durante a paralisação. A área técnica do Tribunal de Contas do Estado vê o prazo, de entrega em setembro de 2019, como “inexequível”.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

1º estação de Fortaleza será desativada


09/01/2014 - Diário do Nordeste
Após 141 anos de história, a Estação Ferroviária João Felipe, a primeira de Fortaleza, que fica localizada no Centro da cidade, será desativada na próxima segunda-feira (13). A partir desse dia, os oito mil passageiros que passam pelo espaço diariamente farão seu embarque e desembarque através de uma estação provisória, localizada no fim da Rua Padre Mororó.

Na área onde hoje estão os trilhos será construído um percurso subterrâneo para a Linha Leste da Companhia do Metrô de Fortaleza (Metrofor). O projeto de escavação atingirá parte do terreno próximo aos trilhos da Linha Oeste, que faz parte da Estação João Felipe.

Após vários anos utilizando aquela estação ferroviária durante o seu deslocamento de casa para o trabalho, o mestre de obras Osmar Batista vai ter que fazer um caminho diferente. "No começo vai ser muito esquisito, pois esse lugar faz parte da nossa vida", admitiu.

Osmar Batista também destacou que com o passar dos anos faltou manutenção para aquele espaço. A sujeira, além da falta de cuidado, acaba prejudicando parte da aparência do local, que ainda dispõe de uma bela estrutura. Ele espera que todo esse lugar possa ser revitalizado e, consequentemente, utilizado pela população.

A empregada doméstica Antônia Cláudia Moura não concorda com a desativação da João Felipe, devido à sua história. "Um local como esse deve ser usado pra sempre".

Agora, ela teme que a estação provisória não possa comportar o número de passageiros que passam todos os dias pela Linha Oeste. "Será que um local provisório vai conseguir aguentar toda essa gente que passa por aqui", perguntou Antônia Cláudia.

Para que os passageiros possam ficar sabendo da mudança, a assessoria do Metrofor informou que existem equipes orientando as pessoas sobre as mudanças que acontecerá na próxima semana. A estação provisória fica no fim da Rua Padre Mororó, ao lado da Estação Chico da Silva, que faz parte da Linha Sul do metrô de Fortaleza.

No local onde ficará a estação provisória, é possível observar que ainda existe muito trabalho a ser feito até a próxima segunda-feira. Na tarde de ontem, a estrutura ainda estava sendo montada pelos operários. Até agora, apenas as barras de ferro que farão parte da estrutura e os tijolos que vão ficar no chão.

Projeto
De acordo com o Metrofor, existe um projeto do governo do Estado para transformar aquela área da estação ferroviária em um equipamento cultural com a criação de museus, restaurantes e praças. Porém, até agora, ainda não há uma data para o início desse plano.

A Linha Leste do metrô de Fortaleza, que tem a sua construção como o motivo para a desativação da João Felipe, é um projeto orçado em cerca de R$ 3,5 bilhões. Uma linha totalmente subterrânea com traçado de 12,4 quilômetros de extensão. A obra fará a ligação entre o Centro, partindo da estação Chico da Silva, até o Fórum Clovis Bevilaqua, no bairro Edson Queiroz.

Equipamento foi o 1º erguido em Fortaleza
A primeira estação ferroviária de Fortaleza teve a sua construção iniciada em 1871 e, na época, chamava-se Estrada de Ferro de Baturité. Nesse mesmo ano, a primeira locomotiva da estrada de ferro, batizada de Fortaleza, chegou à Capital. Após dois anos, aconteceu a inauguração da Estação Central, como também ficou conhecida. Somente sete anos mais tarde foram construídos o Chalé da Diretoria e Oficinas.

Em 1880, o espaço foi reinaugurado depois de passar por alterações definitivas num projeto do engenheiro Henrique Flogare. A reforma do prédio foi executada com mão de obra de retirantes da seca do ano de 1877. O terreno era da sesmaria de Jacarecanga de procedência da família Torres. A estação passou por uma segunda reforma em 1922, por ocasião do centenário da independência brasileira.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Maior quilometragem proporcional de trilhos

Com a conclusão das obras da Linha Sul do Metrô de Fortaleza, a modernização e eletrificação da Linha Oeste e a construção da Linha Leste, a Capital cearense será uma das cidades brasileiras com maior quilometragem proporcional de trilhos de metrô implantados, em funcionamento, do Brasil. O destaque foi dado ontem pela presidente Dilma Rousseff, após a assinatura da ordem de serviço para a Linha Leste, esta que constituiu o maior contrato público já assinado no Ceará.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, assinou a ordem de serviço para a Linha Leste do metrô. Foi firmado ainda, entre Estado e Ministério dos Transportes, o Termo de Compromisso para o repasse de recursos para a obra fotos: bruno gomes

A presidente, ao chegar no local da cerimônia, recebeu das mãos do governador uma réplica em miniatura de uma tuneladora, equipamento (também conhecido como "tatuzão") que fará os túneis da Linha Leste do metrô, que ligará o Centro ao bairro Edson Queiroz em estações subterrâneas. Em seu discurso, ela elogiou a iniciativa de fazer a nova linha por meio destas máquinas, informando que sempre a divulga a outros prefeitos do Brasil com os quais assina compromisso de construção de metrôs. "Eu sempre estou dizendo que uma das grandes iniciativas aqui foi não só fazer o metrô, mas procurar fazer o metrô de forma rápida e mais barata".

Duas das quatro tuneladoras adquiridas pelo Estado para as obras da Linha Leste já se encontram em Fortaleza desde agosto e estão em fase de montagem, em área próxima à estação Chico da Silva, no Centro. As restantes já estão prontas e testadas na fábrica da The Robbins Company -vencedora da Licitação -, em Shangai, na China.

"Esse é um fato que demonstra a vontade política e, portanto, governador Cid Gomes, o senhor pode ter certeza que eu tenho é orgulho de participar dessa parceria", reforçou Dilma.

Ontem, além da ordem de serviço, foi assinado um Termo de Compromisso entre o Governo do Estado e o Ministério dos Transportes para o repasse de recursos à Linha Leste, em valor calculado em R$ 3,034 bilhões. Destes, R$ 1 bilhão virá do Orçamento Geral da União, R$ 1 bilhão por meio de financiamento do BNDES e R$ 1,034 bilhão do Tesouro estadual.

Recorde
Em seu discurso na cerimônia, Cid Gomes destacou que as obras da Linha Leste o permitiram quebrar, pela segunda vez somente neste ano, o recorde de maior contrato público já assinado pelo Estado. Em junho passado, o havia batido com o contrato do Cinturão das Águas, no valor de R$ 1,2 bilhão. Em outubro, o da linha do metrô somou outros R$ 2,25 bilhões.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Metrofor terá empréstimo de R$ 1 bi

04/10/2013 - Diário do Nordeste
A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou, durante sessão ordinária, ontem, o Projeto de Lei que dispõe sobre a autorização para o Governo do Estado contratar uma operação de crédito interno no valor de R$ 1 bilhão, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) ou Caixa Econômica Federal (CEF).

O contrato de empréstimo do valor de R$ 1 bilhão, segundo a justificativa do Governo, visa a implantação da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, projeto enquadrado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, no chamado Mobilidade Grandes Cidades.

O Projeto de implantação da Linha Leste do Metrofor prevê, segundo a matéria, um sistema metroviário de alta capacidade, com extensão de 12,4 mil metros quadrados, aquisição de 20 trens urbanos elétricos (TUE´s), 13 estações, sendo 12 subterrâneas e uma em superfície.

"O objetivo deste projeto é possibilitar a ligação do Centro da cidade de Fortaleza e, por meio da integração intermodal, das cidades de Pacatuba, Maracanaú e Caucaia, à região da Avenida Santos Dumont, onde se encontram os principais polos comerciais e financeiros de Fortaleza, além de escolas e universidades, e à região da Avenida Washington Soares, que apresenta maior índice de crescimento da cidade", justifica a mensagem.

Depois de concluída, a Linha Leste, o Metrofor deverá transportar cerca de 400 mil pessoas por dia em 2020, chegando a 650 mil em 2050, com integração plena entre todas as linhas metroviárias planejadas e em execução.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ordem de Serviço da Linha Leste do Metrofor sairá em julho

05/03/2013 - Diário do Nordeste
O governador Cid Gomes anunciou ontem, durante reunião com o secretariado do Estado, que a Ordem de Serviço da Linha Leste do Metrô de Fortaleza será dada ainda no mês de julho, quando devem chegar as tuneladoras, que vão escavar 13 km de extensão subterrânea. A presidente Dilma Rousseff, aliás, virá à Capital cearense no próximo dia 21 de março para a assinatura do convênio que garantirá verbas para construção da linha. No total, R$ 3,3 bilhões serão investidos - o maior aporte em obras na história do Ceará.

Além da assinatura do convênio, a agenda da presidente no Ceará envolverá também a entrega do terreno de 1,9 mil hectares, do governo estadual para a Petrobras, onde será construída a refinaria Premium II, outra grande obra muito aguardada.

Trecho
A linha Leste do Metrô da Capital terá 13 km de trilhos que ligarão o Centro à Universidade de Fortaleza (Unifor), percorrendo diversos bairros da área nobre da Capital. Segundo a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), a previsão é que as obras tenham início ainda no primeiro semestre de 2013. Ainda na reunião de ontem, Cid Gomes informou que esse trecho do Metrofor deverá ser executado em sistema de consórcio ou no regime Parceria Público-Privada (PPP), o que ainda será avaliado. O governador reforçou que, do total investido, R$ 1 bilhão será oriundo da União, outro R$ 1 bilhão do FGTS e o restante do governo estadual.

O projeto da Linha Leste do metrô será operado com trens elétricos e prevê a construção de onze estações integradas às linhas Oeste e Sul na estação central Chico da Silva.

O trajeto da linha Leste seguirá por túnel subterrâneo obedecendo, em boa parte, a extensão da avenida Santos Dumont. Ao todo, serão construídas 11 estações. São elas: Estação da Sé, Luiza Távora, Colégio Militar, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, Hospital Geral de Fortaleza, Cidade 2.000, Bárbara de Alencar, Centro de Eventos do Ceará e Edson Queiroz.

Linha Sul
Sobre a Linha Sul do Metrô de Fortaleza, o que foi falado ontem diz respeito somente ao valor que será investido neste ano. Segundo Cid Gomes, o montante previsto é de R$ 249,1 milhões - o maior valor aplicado no Metrofor desde 2010.