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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Verba do Aeroporto Carlos Prates vai para construção do metrô de BH

 17/12/2021 O Tempo Notícias da Imprensa

Aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte, deve ter operação encerrada no próximo dia 31

O Tempo (MG) – Após o encerramento das atividades do Aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste de Belo Horizonte, a União vai ceder a área de 58 hectares para construção, por exemplo, de empreendimentos imobiliários. A verba arrecadada, segundo o governo federal, será destinada para construção da linha 2 do metrô da capital mineira.

De acordo com o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, ligado ao Ministério da Economia, Diogo Mac Cord de Faria, disse que o governo precisa de dinheiro para chegar ao valor bilionário para a ampliação do metrô.

“Outro fato foi toda organização para viabilizar a privatização da CBTU, que vai precisar de injeção de recursos federais na ordem de R$ 2,8 bilhões. O projeto da CBTU requer investimento de R$ 3,8 bilhões para, justamente, garantir uma tarifa baixa, justa para a população local. (O Metrô) vai receber R$ 400 milhões do governo de Minas e R$ 2,8 bilhões do governo federal. Para essa conta fechar, precisamos buscar alternativas para chegar a este volume. Então, uma das áreas para venda foi (do Aeroporto) Carlos Prates”, afirmou Faria.

Mais cedo, representantes do governo federal disseram que tentaram passar operçaão do Aeroporto Carlos Prates para a Prefeitura de Belo Horizonte e ao Governo de Minas, que não demonstraram interesse.

Fonte: https://www.otempo.com.br/politica/congresso/verba-do-aeroporto-carlos-prates-vai-para-construcao-do-metro-de-bh-1.2585075

 

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Governo de Minas abre consulta pública sobre concessão do metrô


 11/11/2021 Diário do Comércio (MG) Notícias da Imprensa

Crédito: Alisson J. Silva / Arquivo DC

Diário do Comércio (MG) – O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), abre, nesta quarta-feira (10), consulta pública sobre o projeto de concessão do metrô de Belo Horizonte. Até 10 de dezembro, os interessados poderão enviar propostas de melhorias e alterações sobre os estudos e os documentos em apreciação.

O projeto, estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e conduzido em parceria com o governo federal, prevê a modernização e a ampliação da Linha 1, além da conclusão da construção da Linha 2, assim como a operação dos serviços por 30 anos.

De acordo com o governo estadual, a iniciativa inédita associa a venda da empresa pública federal à concessão dos serviços pelo Estado, com a outorga de melhoria, ampliação, construção e operação do metrô da capital mineira.

A modelagem tem por objetivo atrair a expertise privada para a ampliação e a operação do sistema de transporte, com mais eficiência e facilidade para acessar novas tecnologias necessárias à modernização dos serviços.

As informações sobre a concessão, o formulário e o regulamento com a forma de participação na consulta pública estão disponíveis no site da Seinfra e, também, no portal da Unidade de PPP do Governo de Minas Gerais. Informações e esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo endereço de e-mail concessaometro@infraestrutura.mg.gov.br.

Projeto

O projeto prevê a ampliação da Linha 1 até a Estação Novo Eldorado, em Contagem, agregando ao trajeto cerca de um quilômetro de extensão. Além disso, está prevista a conclusão da construção da Linha 2, cujas obras foram iniciadas em 1998 e paralisadas em 2004.

Serão destinados R$ 3,2 bilhões para o metrô de Belo Horizonte, sendo R$ 2,8 bilhões do governo federal e cerca de R$ 428 milhões do Governo de Minas, provenientes do Termo de Reparação assinado com a Vale em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/economia/governo-de-minas-abre-consulta-publica-sobre-concessao-do-metro


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Poços de Caldas assina parceria com empresa alemã para estudar viabilidade do monotrilho



  04/07/2019
A Prefeitura de Poços de Caldas (MG) assinou nesta quarta-feira (3) uma parceria com uma empresa alemã para estudar a viabilidade do monotrilho, que está desativado desde 2003. A tentativa é colocar o sistema em funcionamento em 2020.
Segundo a administração, o interesse da empresa europeia surgiu após a prefeitura retomar a posse do sistema em janeiro deste ano.
A empresa dona da concessão do monotrilho abriu mão do contrato depois de uma disputa judicial com o município. Depois da análise de viabilidade, o projeto poderá contar com o investimento do governo alemão.
"Esse monotrilho até então estava sendo visto como um problema, para nós soou como uma oportunidade. Portanto a gente tem uma solução, vemos muito potencial, já conhecia a cidade, desta vez que eu vim conheci ainda mais, vi o potencial turístico que a gente tem aqui, então acreditamos muito que a gente encontre uma viabilidade para isso, por isso que a gente está investindo neste projeto", disse o diretor da empresa, Phellipe Barcelos.
Segundo a Prefeitura, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fará o laudo de segurança da estrutura. A expectativa é que o estudo de viabilidade seja entregue até o final do ano e que no início de 2020 a estrutura do monotrilho tenha um destino definido.
"O nosso sonho é que ele possa funcionar, mas acima de tudo que possa funcionar com segurança, num sistema que participe do nosso transporte coletivo, da nossa mobilidade urbana. Acho que nós estamos bem acompanhados nesse grande problema que virou o monotrilho para Poços, mas de problema que sabe ele possa virar uma grande solução", disse o prefeito Sérgio Azevedo (PSDB).
O monotrilho
O contrato de concessão do monotrilho foi assinado em 1981 e permitia que a empresa escolhida explorasse os serviços por cinco décadas após a inauguração. A ideia inicial era que o sistema atendesse o transporte público com cerca de 30 quilômetros de extensão, mas só cinco foram erguidos.
O primeiro trecho começou a funcionar em 2000, mas três anos depois parte da estrutura desabou e o monotrilho nunca mais funcionou. Agora, a proposta é avaliar a estrutura e as tecnologias.
Veja a linha do tempo do monotrilho:
agosto de 1981: câmara aprova a construção e a abertura de licitação para o monotrilho.
outubro de 1981: prefeitura assina o contrato com a empresa J. Ferreira Ltda. A ideia era que ela bancasse toda a obra e, depois de 50 anos de funcionamento, devolvesse o monotrilho para a prefeitura. A construção começa no mesmo ano.
janeiro de 1989: as obras ficaram paradas e a prefeitura faz estudos nos contratos com a concessionária para determinar quais medidas tomar para o reinício do serviço.
junho de 1990: testes experimentais são realizados, mas após uma falha grave, são suspensos.
25 de setembro de 2000: após a inauguração oficial, o trem descarrila em uma curva e 19 pessoas têm que ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros. O monotrilho funciona poucas vezes até 2003, quando é suspenso definitivamente.
14 de novembro de 2003: duas pilastras, que ficam ao longo da Avenida João Pinheiro, caem e derrubam cerca de 50 metros da estrutura.
9 de março de 2005: um laudo aponta que a culpa foi de obras realizadas pela prefeitura para desassoreamento do Ribeirão Poços de Caldas, que corta a cidade.
30 de setembro de 2014: Ministério Público trabalha para que o monotrilho volte a funcionar, mas um impasse entre a prefeitura e a empresa mantém o serviço suspenso.
17 de dezembro de 2014: concessionária e prefeitura não entram em um acordo referente ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do monotrilho proposto pelo MP. O trem segue sem funcionar.
22 de julho de 2015: a EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, mostra que moradores de rua usam o monotrilho como abrigo e se recusam a ir para centros de recolhimento da cidade.
22 de março de 2016: uma liminar da 3ª Vara Cível de Poços de Caldas determina que a prefeitura faça reparos no monotrilho para evitar que parte da estrutura desabe.
26 de março de 2016: prefeitura questiona a liminar e pede que a empresa que tem a licitação seja intimada.
20 de março de 2017: um abaixo-assinado pede a demolição da estrutura do monotrilho. O grupo alega que o empreendimento deixou um legado de agressão à natureza, além do risco à segurança dos moradores e visitantes da cidade.
5 de dezembro de 2018: parte da estrutura do monotrilho é isolada para manutenção. A medida é tomada pela empresa responsável pela construção inicial do trem.
29 de janeiro de 2019: a empresa J. Ferreira Ltda desiste de contrato de concessão do monotrilho e entrega a obra à Prefeitura de Poços de Caldas.


domingo, 16 de junho de 2019

O Trem da Vale está de volta a Mariana


  14/06/2019
person Portal da Cidade



Depois de 3 meses parado para manutenção, o Trem da Vale voltará a realizar o seu trajeto entre as duas cidades históricas de Minas Gerais em novos horários, com saídas marcadas para às 9h e 14h de Ouro Preto, e 11h30 e 16h30 de Mariana.
De acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Efraim Rocha, a alteração dos horários será um ganho para Mariana. "É uma satisfação para nós o regresso do Trem, uma grande atração turística de nossa cidade. Ficamos felizes também em saber que agora os turistas ficarão mais tempo em Mariana, antes de regressarem para Ouro Preto. Isso movimenta mais a nossa cidade e aquece a economia", destacou.
Para marcar seu retorno, durante os meses de Junho e Julho haverá uma tarifa promocional para marianenses e ouro-pretanos. A tarifa será de R$35, ida e volta, em alta temporada; e R$29, ida e volta, em baixa temporada. Crianças de colo até 5 anos não pagam. Crianças de 6 a 16 anos, idosos a partir de 60 anos, e estudantes (mediante apresentação de RG e carteira de estudante dentro do prazo de validade) pagam meia-entrada. Acesse Trem da Vale para conferir todos os detalhes.


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Trem turístico Rio-Minas já está 60% concluído



15/02/2018Notícias do Setor  ANPTrilhos     
O projeto de implantação de linha ferroviária turística com ligação entre Cataguases (MG) e Três Rios (RJ) segue a todo vapor. Dos 17 itens da composição, duas locomotivas e dois vagões já foram reformados. Restam agora sete vagões para restauração. A remodelação tem sido feita pelas mãos de voluntários da ONG Amigos do Trem em uma oficina localizada em Recreio (MG). O trecho a ser percorrido pelo trem se estende em 120 quilômetros de malha ferroviária, trilhos hoje inativos, que passarão por um processo de limpeza e pequenas intervenções.

A composição passará pelos municípios de Cataguases, Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador, em Minas, e Sapucaia e Três Rios, no Rio de Janeiro. Serão duas locomotivas fazendo os trajetos Três Rios-Cataguases e Cataguases-Três Rios, ambos com conexões em Além Paraíba. Sendo assim, os passageiros poderão fazer viagens com destinos à sua escolha, desfrutando das estações de cada ponto de conexão.

A capacidade será de 800 passageiros por semana, e a inauguração é prevista para o segundo semestre. Serão vendidos ingressos e pacotes tanto individuais quanto para grupos de turismo, em uma plataforma on-line.

Revivendo a cultura ferroviária

A ONG Amigos do Trem tem por objetivo reviver a memória ferroviária e a representatividade do transporte sobre trilhos dentro da cultura brasileira, reativando linhas férreas e incentivando o turismo através das mesmas. A iniciativa da ONG, em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT ) e apoio da VLI (Valor da Logística Integrada), busca a preservação do patrimônio público ferroviário federal e a reativação de um costume comum no século passado.

O presidente da ONG, Paulo Henrique do Nascimento, destaca o grande interesse da população pelo projeto: “Reativar as linhas ferroviárias é reviver uma paixão, uma cultura que é nossa. E tanto os voluntários como os futuros usuários do trem estão bastante empenhados para esta inauguração. Voluntários de outros estados têm se apresentado para ajudar na reforma, pessoas de vários lugares têm buscado informação on-line sobre o início das viagens. Acreditamos que será algo interessante e agradável para todos.”

Segundo o engenheiro do DNIT Antônio José Leite Gondim, o departamento se declarou favorável ao projeto, evidenciando o interesse em dar utilidade aos trilhos. “O turismo, a cultura e a economia locais serão beneficiados, e a malha antes inativa ganha vida e novas histórias.”

14/02/2018 – O Vigilante

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Obras de ampliação do metrô de Belo Horizonte começam em maio de 2018

estação central do metrô de BH

25/10/2017 - Metro Jornal
Em 1986, os vagões do metrô entraram nos trilhos da história do transporte público de Belo Horizonte. Com a promessa de tornar os deslocamentos mais rápidos, as primeiras viagens partiam da Lagoinha, na região Noroeste da capital, até o Eldorado, em Contagem. Um ano depois, o sistema passou a integrar a Estação Central, no coração da cidade. Dos seus 10,8 km para 28,1 km de extensão em 2002, a mesma configuração permanece até hoje. E a novidade do século XX logo se transformaria em frustração: passados 15 anos, sobraram projetos que não saíram do papel.

Quase duas décadas depois da última inauguração, um deles – a proposta de construção da estação Novo Eldorado, na região metropolitana – finalmente será viabilizada. O anúncio foi feito pelo prefeito de Contagem, Alex de Freitas (PSDB), depois que a União disponibilizou um empréstimo de R$ 157 milhões para a ampliação de 1,5 km até o terminal. A previsão é de que as obras sejam iniciadas em maio do próximo ano, com conclusão até o fim de 2019.

“Vamos anunciar a ampliação de mais uma estação. A primeira de duas que esperamos tirar do papel. O metrô beneficia os mais carentes. Transporte limpo, confortável e rápido. Chegar até nosso principal centro comercial é um avanço histórico”, comemorou o chefe do Executivo. E a intervenção abre caminho para mais uma meta, a de levar os trilhos até o bairro Bernardo Monteiro, ao custo de R$ 550 milhões e mais 2,5 km de linha.

“Que notícia boa”, declarou a estudante Rafaella Ruiz, 22 anos, ao saber da melhoria através da reportagem. A jovem, que mora no Novo Eldorado, usava diariamente o metrô para voltar da faculdade. “Como consegui um estágio, não compensava mais usar o sistema por conta da rota”, apontando uma das deficiências da linha, restrita a algumas regiões. Até chegar à Estação Eldorado, ela leva pelo menos 25 minutos. “Pegava um ônibus até lá, descia na Lagoinha e usava o Move até a UFMG”, disse. O maior tempo de deslocamento era gasto nas baldeações que levavam até os terminais. “Já é uma melhora, vai beneficiar muita gente do bairro”, comentou sobre a obra.

“Falta vontade política”

Para o consultor em transporte e trânsito Osias Baptista Neto, o grande problema da Grande BH é o metrô ser gerido pelo governo federal. “O Estado e os municípios, através de um consórcio, deveriam ter assumido o gerenciamento desde 1995. As pressões e as necessidades de Brasília não estão focadas aqui”, argumentou. Conforme o especialista, a alternativa que restou para BH foi investir no Move. “Fez o BRT por cima de onde passaria o metrô. Se esperasse por ele, até hoje não teria nada”.

Outra característica que diz muito sobre o sistema nas duas cidades é o trilho na superfície. “Ele só é subterrâneo onde não tem espaço por conta dos prédios, das ruas. Nesses locais está a demanda. Quando vai por cima, os lugares têm densidade urbana menor e, consequentemente, menos passageiros. É lógico”.


Prefeito de Contagem anuncia ampliação do metrô na cidade

O prefeito de Contagem, Alex de Freitas (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (23) a ampliação do metrô no município. Com financiamento de R$ 157 milhões negociado junto ao governo federal, será construída a estação Novo Eldorado. Na prática, a ampliação significa 1,5 km a mais na linha 1 do metrô – que atualmente tem 19 estações: Eldorado a Vilarinho.

A assinatura do financiamento está prevista para a próxima segunda-feira, quando o ministro das Cidades, Bruno Araújo, estará em Contagem. O dinheiro sairá do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A prefeitura terá quatro anos de carência para começar a pagar o financiamento, que terá prazo de 20 anos para ser quitado.

“A mobilidade pública nacional é uma vergonha. A população paga caro por um serviço sem qualidade. Contagem resolveu sair do debate de quem vai pagar. A prefeitura vai pagar. Assumimos a responsabilidade de captar recursos”, afirmou Freitas, durante palestra para a Comunidade Lusófona na Universidade Paris-Sorbonne, em Paris, na França.

Para o prefeito, o metrô de Belo Horizonte é vergonhoso. “O metrô tem apenas uma linha, que há anos não aumenta nem um centímetro”, afirmou. A próxima meta do tucano é conseguir viabilizar a ampliação do metrô até o bairro Bernardo Monteiro. O custo seria de R$ 550 milhões para mais 2,5 km de linha. Alex Freitas explica que o valor da obra até o Novo Eldorado é menor porque no local já existe parte da estrutura necessária – atualmente, lá está a área do pátio de manobra. “Como não serão necessárias desapropriações nesse trecho, será a obra de metrô mais barata do Brasil”, disse.

A previsão é de que a licitação esteja pronta até o mês de março de 2018 e que a obra comece em maio. A duração do trabalho seria de um ano e meio, ou seja, a nova estação deve ficar pronta no fim de 2019. Para garantir a operacionalização da nova estação, a prefeitura também terá que fazer um convênio com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Alex Freitas destacou a falta de diálogo por parte do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), sobre a mobilidade na região metropolitana. Entretanto, ele se diz aberto para conversar sobre o tema com todos os prefeitos da região.

“Não encontramos diálogo na atual gestão de Belo Horizonte. Esse avanço do metrô vai beneficiar ainda mais a capital. Apesar dos dois prefeitos terem ideologias diferentes, Belo Horizonte é a capital de todos, e os prefeitos têm que se relacionar. Se não encontrar diálogo com a capital, vamos encontrar nas agências metropolitanas de desenvolvimento. Contagem vai colaborar. Espero que o Kalil acorde para importância do cargo que ele ocupa”, declarou.

Licitação ônibus
Para melhorar o transporte público em Contagem, o prefeito Alex Freitas também anunciou para o mês de novembro a abertura de licitação para as empresas de transporte. “Faremos a licitação do transporte público. Serão ônibus novos, elétricos, confortáveis e linhas regulares. Sem exagero na comparação, um ônibus em Contagem é, hoje, uma carroça. Não há conforto algum. Mudaremos essa realidade. E iremos além”, afirmou.

Segundo ele, os contagenses lamentam um péssimo transporte público que é ofertado. “Nosso povo perde horas dentro de ônibus em péssimas condições. Paga uma tarifa cara para ter um serviço que deixa muito a desejar. Agora, em novembro, teremos a chance para resolver a questão”, afirmou.

Além da licitação será implementado o Sistema Integrado de Mobilidade (SIM), que prevê uma série de intervenções viárias na cidade. A principal delas é a implantação do BRT na avenida João César de Oliveira.


23/10/2017 – O Tempo

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Metrô de Belo Horizonte passa a operar até meia-noite a partir de segunda-feira


01/09/2017 - Estado de Minas

Depois de um longo impasse que terminou até em ação Judicial, o metrô de Belo Horizonte vai começar a funcionar até meia-noite na próxima segunda-feira. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) vai iniciar, em caráter experimental, a operar até este horário. A medida será feita até 30 de setembro. Atualmente, as composições rodam de 5h às 23h.

De acordo com a CBTU, os testes serão para avaliar se o serviço é viável. “Durante a fase de testes, a empresa vai realizar estudos experimentais que permitirão avaliar aspectos como: demanda, custos adicionais, intervalos entre viagens, segurança operacional, adequações necessárias nas rotinas de manutenção e operação, entre outras medidas”, disse a empresa.

O horário é uma demanda antiga dos vereadores da capital mineira, que alegam terem sido cobrado por usuários. O projeto de lei apresentado em 2014, que estabelece que o sistema metroviário da capital deve funcionar uma hora a mais que o habitual, foi aprovado em dezembro. Porém, um mês depois teve a primeira reviravolta.

Recém empossado, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) vetou o projeto alegando que o sistema metroviário faz a ligação de BH com outros municípios, tirando, assim, a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a situação. Outro argumento de Kalil foi em relação à CBTU. Segundo o administrador, a companhia também não teria autonomia para realizar a mudança no horário de funcionamento do metrô, devido à dependência de recursos federais para manter o funcionamento do sistema metroviário.

Em março, os vereadores derrubaram o veto. Eles alegaram, no plenário da Câmara que a ampliação do horário de funcionamento das atividades no metrô representaria melhorias nas condições no transporte público de BH, além de favorecer os usuários que precisam se deslocar pela cidade no período noturno.

Justiça

Diante da situação, a CBTU entrou na Justiça para barrar a lei 11.031/17, alegando, entre outros motivos, foi a usurpação de competência, por parte do município de Belo Horizonte, para legislar sobre assunto relativo a transporte intermunicipal. Em maio, o juiz Rinaldo Kennedy Silva, da 2ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Belo Horizonte, concedeu liminar à Companhia suspendendo o cumprimento da norma.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Metrô deve ganhar mais uma estação em Contagem, diz prefeito


28/08/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
O prefeito de Contagem, Alex de Freitas, afirmou nesta quinta-feira que a cidade está prestes a fechar acordo com o governo federal para viabilizar a ampliação do metrô na cidade. Segundo ele, o município se propôs a assumir o financiamento das obras e pretende anunciar nos próximos 45 ou 60 dias o projeto de uma nova estação, a Novo Eldorado.

A cidade busca, dentro do programa Avança Cidades – Mobilidade, do governo federal, um empréstimo de R$ 157 milhões, com quatro anos de carência e 20 anos para pagamento. “Contagem assumirá o financiamento para que conclua mais uma estação do metrô em Contagem e estamos abrindo outras frentes de financiamento para estudar o avanço até Bernardo Monteiro e Boa vista”, disse.

Alex de Freitas disse ter conseguido uma sinalização do presidente Michel Temer (PMDB) no fim do ano e que se encontrou pelo menos cinco vezes com o ministro das Cidades Bruno Araújo sobre a ampliação do metrô. Segundo Freitas, havia um projeto associado à Metrominas, sobre o qual foram feitas as tratativas com o governo federal.


24/08/2017 – Estado de Minas

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Articulação busca acelerar expansão do metrô em Contagem


13/04/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
As negociações para ampliação da linha do metrô em Contagem, com a possibilidade de construção de três novas estações, chegaram a Brasília. A última movimentação foi uma reunião entre o deputado estadual João Vítor Xavier (PSDB) e o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a partir de articulações do prefeito de Contagem, Alex de Freitas (PSDB).

De acordo com o deputado, o ministro ficou interessado na proposta e se prontificou a conhecer a cidade nos próximos meses e também detalhes do projeto.

Um diferencial seria a proposta do município de arcar com parte dos investimentos. A prefeitura se dispõe a custear um terço dos cerca de R$ 700 milhões necessários para a extensão da linha em sete quilômetros, com três novas estações entre o Eldorado e Bernardo Monteiro.

“Conversamos sobre a totalidade do projeto e não somente sobre a abertura de uma nova estação. É um projeto factível. Não é algo comum um prefeito se dispor a investir nesse tipo de iniciativa”, afirma.

Ainda de acordo com João Vítor, será preciso que a União autorize o investimento da prefeitura no projeto. “E claro, que o governo federal também se comprometa a aportar recursos”, completa.

Num primeiro momento, o município se propõe a construir pelo menos dois quilômetros de linha, ao custo de aproximadamente R$ 230 milhões, com a abertura de estação no Novo Eldorado.


13/04/2017 – Hoje em Dia

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

CBTU-BH investe em melhorias para garantir operação com trens acoplados


Está em fase de licitação a implantação de Circuito Fechado de Televisão (CFTV) que envia imagens da plataforma do metrô para monitores instalados nas cabines de condução dos trens. O objetivo do sistema é garantir maior segurança aos condutores no momento do fechamento das portas, em composições de até oito carros, viabilizando a operação com trens acoplados em Belo Horizonte.
“Ao aprimorar a segurança do metrô, elevamos a qualidade do serviço”, afirma o superintendente da CBTU Belo Horizonte, Miguel Marques. “O atual sistema de CFTV não cobre toda a extensão das plataformas, o que dificulta a utilização regular de trens acoplados, principalmente, nas estações em curva onde o condutor não tem a visão de toda a extensão do trem. Com a ajuda dessas novas tecnologias e câmeras, vamos aumentar a oferta de transporte, sobretudo nos horários de pico onde existe uma demanda reprimida, além de detectar e resolver incidentes de forma mais rápida e efetiva”. Ainda de acordo com o superintendente, os recursos para a implantação do novo sistema foram possíveis graças ao empenho junto à Administração Central da Companhia. “Mesmo com todas as dificuldades, em razão da crise, conseguimos a atenção do presidente da CBTU, José Marques, que nos garantiu o investimento”, concluiu.
Tecnologia de ponta: O investimento envolverá o aumento do número de câmeras nas plataformas, a instalação de conjuntos transmissores/receptores, de gravadores de vídeo nas estações e de monitores de vídeo nas cabines dos trens. A nova contratação contemplará os fornecimentos e os serviços de instalação. Ao todo, serão instalados cerca de 150 novas câmeras fixas, 120 transmissores / receptores de vídeo, 40 gravadores de vídeo e 60 monitores.
A operação com trens acoplados poderá ampliar em torno de 50% a capacidade de atendimento do sistema, elevando para cerca de 320 mil o número de lugares disponibilizados diariamente. As composições poderão ainda ser acopladas ou utilizadas, individualmente, de acordo com a necessidade da Companhia.
Todas as soluções técnicas já foram testadas e aprimoradas com base em um protótipo implantado na estação Calafate e no trem 01.

19/09/2016 – CBTU Belo Horizonte

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Apenas 27% da população de BH mora perto do metrô ou do Move

09/08/2016 08:00 - O Tempo - BH

Morar perto do metrô ou do BRT (sigla em inglês para “transporte rápido por ônibus”) significa economizar tempo e ganhar qualidade de vida. Mas apenas 27% da população de Belo Horizonte pode “se dar ao luxo” de caminhar no máximo 15 minutos até uma estação. A grande maioria (73%) está fadada aos congestionamentos, seja de carro (para quem tem um) ou nos ônibus convencionais sem pistas exclusivas. Na região metropolitana, essa dura realidade é enfrentada por 86% da população.

Os dados fazem parte do indicador de proximidade do transporte de média e alta capacidades, o PNT (do inglês “People Near Transit”), elaborado pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) – entidade sem fins lucrativos que promove o transporte sustentável e equitativo no mundo. O PNT estabelece como parâmetro de proximidade um raio de até 1 km das estações de BRT, metrô, trem e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em uma caminhada máxima de até 15 minutos.

Conforme o estudo, que ainda não foi concluído e analisou 30 cidades no país e no mundo, o transporte de massa em Belo Horizonte é menos acessível do que no Rio, onde 47% dos habitantes moram perto das estações, e está longe de atingir a marca de 100% de Paris, na França.

Houve, entretanto, um avanço no período pré e pós-Copa do Mundo de 2014. Na capital mineira, 16% da população morava a, no máximo, 1 km de distância do metrô em 2010. Com a construção do Move, o índice subiu para 27%. “Foi um aumento similar ao observado no Rio, de 36% para 47%, mas o Rio já tinha mais redes de transporte. De fato, os corredores de BH foram alocados em pontos onde a população precisava, mas é necessário expandir”, disse o coordenador de transporte público do ITDP, Gabriel Oliveira.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, o número de pessoas que têm acesso a pé ao metrô ou ao Move passou de 8% para 14% no mesmo período – abaixo da Grande São Paulo (19%) e da Grande Rio (28%). A metalúrgica Denise Braga Monteiro Mansur, 44, sabe o que significam esses dados. Moradora do bairro Novo Eldorado, em Contagem, ela precisa pegar um micro-ônibus até a estação de metrô Eldorado todos os dias. “A pé seria inviável, dá mais de 40 minutos de caminhada”.

Para chegar ao trabalho, ela desce na estação Carlos Prates e pega outro ônibus até o bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul da capital. Ao todo, ela gasta 1h15 para ir trabalhar e 1h30 para voltar. “O metrô é cheio, mas é um percurso pequeno. Já o ônibus, além de cheio, enfrenta trânsito. Canso mais no percurso que trabalhando”, disse.

Demorado

Estudo.Segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, do mês passado, o trabalhador de BH e de municípios do entorno gasta, todos os dias, 125 minutos no trajeto casa/trabalho/casa. São 11 minutos a mais do que a média nacional.

Saiba mais

Parceria. A BHTrans informou que é parceira do ITDP e que estuda a possibilidade de incluir o PNT como um indicador permanente para promover uma descentralização sustentável do sistema.

Expansão. A BHTrans informou que não tem dinheiro para expandir o Move. Sobre o metrô, o governo do Estado declarou que fez proposta à União para assumir a gestão, no lugar da CBTU, e que os projetos básicos para modernização e expansão da linha 1 (trecho em operação) e implantação das linhas 2 (Barreiro/Hospitais) e 3 (Lagoinha/Savassi) estão concluídos. Há projetos funcionais e básicos da linha 4 em estudos (Novo Eldorado/Betim), com previsão de 20,5 km de extensão de metrô e VLT.

EXTENSÃO

Só 1% das vias tem prioridade no transporte coletivo

Quem depende de ônibus para se deslocar em Belo Horizonte esbarra ainda em outro indicador nada favorável: pouco mais de 1% das vias públicas têm faixas exclusivas para o transporte coletivo – são 54,6 km contra um total de 4.600 km de ruas e avenidas.

“O índice evidencia a margem que existe para trazer maior prioridade para o transporte público e garantir uma conexão mais atrativa e rápida entre pessoas e oportunidades. O transporte coletivo sem pista exclusiva não é vantajoso”, avaliou o coordenador de transporte público do ITDP, Gabriel Oliveira. Não à toa, o número de veículos registrados na capital chega a 1,7 milhão.

A BHTrans informou que a ampliação das faixas exclusivas “será natural, assim que a capital conseguir recursos para realizar as obras necessárias”. A autarquia declarou ainda que pretende implantar uma rede estruturante do transporte coletivo, com sistemas de média e alta capacidades ao longo dos principais corredores. Porém, não há prazo nem recursos para isso. Nem a capital, nem a região metropolitana têm VLT e/ou trem.

Gabriel Oliveira explicou que utiliza os modais de média e alta capacidades porque eles têm o perfil de organizar a cidade e atrair uma rede de serviços a seu redor. “São estruturas que vão estar ali por anos, que trazem segurança de investimentos, priorizam o pedestre e o ciclista, aumentam a quantidade de 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Lentidão dos ônibus em BH desestimula troca do transporte individual pelo público

Pesquisa do Observatório de Mobilidade divulgado pela BHTrans mostra que, em horário de pico, os coletivos ficam mais lentos que as carroças
postado em 23/09/2015 06:00  Mateus Parreiras

Comuns em BH, os engarrafamentos não deram refresco no Dia Internacional sem Carros, um sinal do desinteresse em deixar o veículo na garagem (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Formas alternativas de deslocamento ao transporte individual para reduzir impactos ao meio ambiente e ao trânsito intenso de BH foram incentivadas, nessa terça-feira, no Dia Internacional sem Carro, sendo que a BHTrans até instalou uma varanda urbana (parklet) numa vaga da Avenida Afonso Pena para  fomentar essa mudança. Contudo, as condições atuais do transporte público ainda não são atrativas o suficiente para que donos de automóveis deixem seus veículos nas garagens e tomem ônibus ou metrô na capital mineira.

O desempenho dos ônibus deixa a desejar em vários quesitos (veja tabela). A velocidade de deslocamento dos passageiros no horário de pico da tarde, por exemplo, não passa de 15,9 km/h, inferior à carreira de um porco, que chega a atingir 17 km/h, ou a aceleração de uma carroça, de 28 km/h. Mesmo quem quer caminhar encontra obstáculos, como a baixa proporção de semáforos com tempo para travessia de pedestres, que só existe em 13,6% dos equipamentos, restando a quem está a pé esperar por uma folga no tráfego para cruzar as vias.  O sistema de metrô, com apenas uma linha, também limita consideravelmente essa modalidade de transporte como opção.

Os dados, referentes ao ano passado, constam do Observatório de Mobilidade divulgado pela BHTrans. No que diz respeito à velocidade dos ônibus e das linhas do Move implantadas até 2014, o desempenho melhorou um pouco se comparado a 2013, quando os veículos de transporte público marcavam 15,2 km/h, mas ainda se encontra em patamar inferior aos 16,5 km/h registrados em 2008. E não é apenas o tempo de deslocamento que incomoda os passageiros. Os índices usados para avaliar o desempenho dos ônibus e que têm nota 100 como máxima, também são ruins e têm registrado piora. No caso do cumprimento do quadro de horários, a nota de 2014 foi 63,2, uma queda de 25,3% em relação aos 84,6 pontos de 2012. O desempenho dos veículos pela cidade em suas manobras e funcionamento das estruturas do serviço caíram 14,8%, no mesmo período, de 76,8 pontos em 2012 para 65,5 no ano passado. Mesmo com a implantação de ônibus maiores, plataformas de embarque em nível e ar-condicionado nos veículos, o quesito conforto não passou de 59,9 pontos em 2014, melhora de apenas 2,3% frente o resultado de dois anos antes, de 58,5,  apesar de um investimento da ordem de R$ 1 bilhão no sistema.

Com tantos problemas, a adesão das pessoas ao transporte público só poderia mesmo cair. E é o que tem ocorrido, de acordo com os dados do observatório. De cada 100 habitantes da capital, 60,1% usavam transporte público em 2014, sendo que o dado mais antigo do estudo, de 1996, mostra uma utilização dessa forma de deslocamento por 74%. “A gente, que precisa usar os ônibus porque não tem outra opção, sofre demais no horário de pico. Chega a irritar o tempo que leva para rodar um quarteirão. Não dá nem para nos distrair usando celular quando estamos sentados, porque dá medo de alguém pular a janela e roubar”, reclama o funcionário público Dirceu Augusto Santos, de 53 anos, que leva em média 50 minutos para sair do Centro para sua casa, no Bairro Carlos Prates. A estratégia tem sido tentar evitar o horário de pico, o que nem sempre é possível. “Quando dá para ir embora antes das 17h é um alívio. Do contrário, o mais frequente é resolver alguns outros problemas e só pegar o ônibus das 19h em diante”, afirma.


Expectativa da BHTrans
Na avaliação do diretor de Planejamento da BHTrans, Celio Freitas, o aumento da velocidade foi realmente “discreto”, mas o período avaliado ainda não tinha o sistema Move totalmente implantado. “No ano passado, o Move teve uma implantação parcial. Com mais linhas e corredores exclusivos, a tendência é de mais rapidez. A velocidade ideal numa cidade grande é a que se desenvolve nesses corredores, que chega à média de 30 km/h no horário de pico”, disse. Com isso, o diretor espera que a média de 2015, a ser apresentada em 2016, seja superior à de 2014. “Temos outros planos de investimentos, que dependem de acordo com o Ministério das Cidades para liberação de projetos para mais 100 quilômetros de corredores exclusivos para o transporte público. Uma das áreas pretendidas é a Avenida Portugal, que apresentaria uma melhora na circulação dos ônibus da Estação Pampulha”, afirma Freitas.


No caso do Metrô de BH, ainda não há data para a realização dos projetos de ampliação da Linha 1 (Eldorado/Vilarinho) e de implantação de outros três ramais que abrangeriam mais áreas da cidade. De acordo com a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), “os projetos de ampliação da Linha 1 e construções das Linhas 2 (Barreiro/Nova Suíça) e Linha 3 (Lagoinha/Savassi) já foram concluídos e compatibilizados com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O projeto da Linha 4 (Novo Eldorado/Betim) está em execução”. A Setop não informou qual a expectativa de início das obras.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Governo federal fará repasses de recursos para metrô de BH a conta-gotas

Estado de Minas / G1| Estado de Minas / G1

A tão esperada obra de ampliação do metrô de Belo Horizonte dependerá de uma reviravolta no cenário econômico para sair do papel e, mesmo com um ambiente favorável, pode ficar para 2020. Conforme antecipou o Estado de Minas na edição de nessa terça-feira, este ano haverá pouco avanço e o novo prazo estimado para a entrega da obra é de cinco a oito anos. Em visita à capital mineira nessa terça-feira, onde se reuniu com o governador Fernando Pimentel (PT) e com o prefeito Marcio Lacerda (PSB), o ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), citou o cenário de ajuste econômico para justificar os poucos repasses para 2015 e não falou em prazos para o início da obra. Segundo Kassab, o ministério avalia um repasse de R$ 150 milhões até dezembro, que poderão ser usados para revisar projetos e iniciar as melhorias na linha 1 (Vilarinho/Eldorado).
 "Não podemos adiantar o cronograma, porque dependerá de licitações e liberações de verbas. Vamos trabalhar para que o prazo final de entrega seja garantido. Mas é preciso lembrar que existe um cenário de ajustes”, afirmou o ministro. O prazo inicial de entrega previsto quando a obra foi anunciada em 2011, entre 2017 e 2018, já não é mais levado em conta pelas equipes técnicas que coordenam o projeto. "É uma intervenção de grande porte, que tem um prazo entre cinco e oito anos. Se tivermos um volume de repasses pequeno no primeiro ano, podemos compensar no ano seguinte”, explicou Kassab.
Para a área de habitação, o ministro anunciou que a presidente Dilma Rousseff (PT) deverá lançar a terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida em agosto, com previsão de 300 mil unidades para Minas Gerais. Kassab garantiu ainda que o governo federal tem acompanhado com atenção as obras para garantir o abastecimento de água na capital mineira.
Após o encontro, Marcio Lacerda lamentou os adiamentos na expansão do metrô e afirmou que a prefeitura depende dos repasses federais para que a obra avance. O prefeito apontou também a determinação do governo de Minas em revisar os projetos elaborados entre 2013 e 2014 como um dos pontos que comprometeram o andamento do cronograma inicial. Ele lembrou que, em 2011, a presidente Dilma esteve em BH para anunciar a liberação de recursos, sendo que o primeiro repasse foi feito no final de 2012. "A tendência é não serem assinados novos contratos este ano. Talvez a partir do ano que vem”.
Em visita a Belo Horizonte nesta terça-feira (2), o ministro das Cidades Gilberto Kassab (PSD) garantiu que os recursos federais destinados à expansão da Linha 1 (Eldorado/Vilarinho) e à construção da Linha 2 (Barreiro/Nova Suíça) do metrô de capital mineira estão assegurados, mas não informou quando as obras vão começar.
"É público que, no presente ano, nós teremos uma redução de investimentos também no campo da mobilidade. Mas será construído um cronograma que nos permite afirmar que existe, inclusive, uma chance bastante grande que não seja alterado o prazo de entrega da obra", disse. Há dois anos, a previsão era que as obras do metrô estariam concluídas em 2017.
Por causa do ajuste fiscal feito pelo governo federal, a pasta do Ministério das Cidades perdeu R$ 17,2 bilhões no orçamento deste ano. Segundo Kassab, cerca de R$ 150 milhões serão liberados este ano para o metrô de Belo Horizonte. A obra completa está orçada em R$ 5 bilhões.
Já o prefeito Márcio Lacerda (PSB) está pessimista quanto ao avanço do metrô. "O governo federal, em 2015, não tem recursos, principalmente recursos do tesouro pra repassar novos contratos de financiamento e de repasse. A tendência é não serem assinados esse ano ou, se forem assinados um pouco mais adiante, para recursos começarem a entrar no próximo ano", disse.
Em fevereiro, o prefeito foi a Brasília se reunir com o ministro, afirmando que os projetos da primeira fase das obras já estavam concluídos. Eles aguardam apenas avaliação da Caixa Econômica Federal. Na época, o município também informou que as licitações para o início das obras dependiam da transferência da direção do sistema de metrô, hoje operado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), para a empresa estadual Metrominas.
Porém, o governo estadual decidiu rever os projetos das linhas 1 e 2. Não há prazo para que esta avaliação seja concluída. Já a linha 3 (Lagoinha/Savassi) não está sendo analisada porque a prioridade, segundo o Ministério das Cidades, é a primeira fase da ampliação.

"Neste momento, eu diria que a previsão não é otimista em relação a Linha 3 porque o governo federal assumiu compromissos de investimento em mobilidade de R$ 50 bilhões pelo país a fora e não vai conseguir cumprir conosco em curto prazo todos os compromissos que assumiu antes desta crise econômica", disse Lacerda. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Maioria das novas composições do metrô de BH já deveria estar nos trilhos

Gabriela Sales - Hoje em Dia
Lucas Prates/Hoje em Dia

Composições têm sido testadas durante a madrugada Lucas Prates/Hoje em Dia

O metrô de Belo Horizonte deveria operar, no mês que vem, com uma capacidade ampliada de 50% no volume de passageiros, ou seja, dos 220 mil ao dia para 340 mil. Pelo cronograma de aquisição de dez novos trens, anunciado pelo governo federal em novembro passado, todos estariam nos trilhos em agosto. Até agora, porém, não transportaram ninguém.

Um investimento de R$ 171,9 milhões destinado a desafogar o sistema, mas que ainda não resultou em benefícios. Os veículos, adquiridos de uma empresa espanhola e montados em São Paulo, estão estacionados nos pátios de manutenção das estações São Gabriel e Eldorado. 

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) argumenta que as composições estão em teste e insiste em dizer que o processo segue dentro do programado. No entanto, quando a suplementação da frota foi anunciada, a promessa era colocar as composições em operação da seguinte forma: uma em janeiro, uma em março, uma em abril, duas em maio, duas em junho, duas em julho e a última em agosto.

Enquanto isso, passageiros se espremem nos vagões de composições antigas, com mais de 30 anos de uso, principalmente nos horários de pico. Fora o desconforto: quanto mais cheio, mais quente. Os trens não têm ar-condicionado. 

“A sensação é que estamos em um forno. Não tem passagem de ar, e o aperto é grande”, diz a auxiliar administrativa Patrícia Mourão, de 26 anos.

De acordo com a assessoria de imprensa da CBTU, que não disponibilizou nenhum técnico para explicar a demora na instalação dos novos vagões, as composições passam por testes de comissionamento, obrigatórios antes da entrada em operação. 

Segurança

Nos testes, são verificados sistemas de freios, conjuntos pneumáticos, portas, iluminação, performance, informações ao passageiros, dentre outras especificações técnicas. Agora, em uma nova estimativa, a CBTU pretende colocar as composições em atividade “no segundo semestre deste ano, de forma gradativa”, mas não especifica datas.

Para o Sindicato dos Metroviários (Sindimetro), a demora é resultado de falha no cronograma. “Os testes são imprescindíveis para que o novo dispositivo comece a operar. Isso requer tempo para que os ajustes necessários sejam feitos de forma a garantir a segurança de usuários e funcionários”, explica o vice-presidente Romeu José Machado Neto. 

Além de mais modernas, as novas composições têm ar-condicionado e vagões integrados. Painéis eletrônicos informam aos passageiros o nome da estação que se aproxima.

Os veículos têm, ainda, tecnologias sustentáveis, como iluminação por LED, mais econômica e durável que a convencional. 


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Audiência pública discute se monotrilho volta a funcionar em MG

19/11/2014 - G1 Sul de Minas
A partir das 18h30 desta quarta-feira (19), a situação do monotrilho em Poços de Caldas (MG) será discutida em uma audiência pública na Câmara Municipal da cidade.  Concebido para ser uma atração turística na década de 1980, o meio de transporte funcionou entre os anos de 2001 e 2003, mas foi marcado por uma pane elétrica durante a viagem de inauguração. Na ocasião, dezenas de pessoas precisaram ser retiradas pelo Corpo de Bombeiros. Após a queda de duas pilastras, o monotrilho parou de vez e há mais de 10 anos está inoperante.

A audiência foi pedida pelo Ministério Público e será presidida pelo promotor Emmanuel Levenhagen, que busca subsídios para um acordo entre a Prefeitura Municipal e a concessionária do transporte. O debate será uma oportunidade para que a prefeitura, a empresa concessionária, os moradores, o Ministério Público e os especialistas das áreas de planejamento urbano possam discutir e explorar as questões que envolvem a obra, que deveria servir como meio de transporte para a população.  Caso funcionasse, o monotrilho ligaria o Terminal de Linhas Urbanas, no centro da cidade, à rodoviária do município, em um trajeto de oito quilômetros.

De acordo com o promotor Emmanuel Levenhagen, a audiência foi baseada em um inquérito civil, que avaliou que o monotrilho está em situação de abandono e que o serviço público está inoperante. “A discussão é para tentarmos um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a concessionária e a prefeitura, já que existem algumas divergências. Será uma ocasião para ouvirmos especialistas e a população e legitimar a discussão e democratizar o debate. A partir daí, vamos adequar o TAC e determinar um prazo para que ele seja assinado”, disse.

Ainda de acordo com o promotor, o objetivo principal do TAC é manter o monotrilho em funcionamento. A última opção, segundo o Ministério Público, seria a demolição de toda a estrutura. Estima-se que a demolição de toda essa estrutura poderia custar algo em torno de R$ 10 milhões. O acordo prevê também a recomposição do talude às margens do rio ao longo da Avenida João Pinheiro e o prazo estipulado para isso deve ficar entre três e seis meses.

Problema antigo
Aprovada em 1981, a construção do monotrilho previa 30 quilômetros, mas apenas 8 foram entregues em 2000. Entre 2001 e 2003, o meio de transporte – e também atração turística – funcionou poucas vezes e foi marcado por uma pane técnica durante a viagem de inauguração. Na ocasião, dezenas de pessoas precisaram ser retiradas pelo Corpo de Bombeiros. Após a queda de duas pilastras, o monotrilho parou de vez e há mais de 10 anos está inoperante.
Um impasse entre a construtora e a prefeitura impede que a edificação volte a funcionar. A concessionária culpa a administração pública pela queda dos pilares de sustentação e pede que seja feita uma análise da estrutura que ainda existe.

Em 2012, a prefeitura compôs uma comissão de engenheiros para elaborar um parecer técnico sobre as condições estruturais do monotrilho. Depois das análises, a comissão salientou a necessidade de contratação de uma empresa especializada para avaliar a estabilidade, segurança e integridade da edificação, alegando que toda estrutura está há muitos anos sujeita ao desgaste natural e sem manutenção adequada.

A empresa J. F. Ferreira Ltda tem a concessão do monotrilho até 2041. Após este prazo – que é de 50 anos a partir da data que entrou em vigor – um novo acordo deverá ser feito com a prefeitura.

Volta do monotrilho divive opiniões
A possível volta do monotrilho divide opiniões entre os moradores de Poços de Caldas. O artista plástico Marcelo Abuchalla levantou, em 2012, durante um curso de gestão cultural, uma proposta de transformar as estações abandonadas - que atualmente servem como abrigo para moradores de rua e andarilhos - em setores de cultura e os trilhos em um boulevar aéreo. O próprio artista já fez, em diferentes momentos, oficinas e intervenções na estrutura do monotrilho.

"Cada setor de cultura ocuparia uma estação, garantindo que o local abandonado tivesse vida", disse.

Quem teve a chance de 'viajar' no monotrilho durante o curto período em que ele funcionou guarda lembranças saudosas do período e torce pela reativação, como é o caso do aposentado João Luis Marques Lima. "Eu espero que haja um acordo mesmo e que volte a funcionar em breve. É muito bacana que a cidade tenha um atrativo como esse e também que seja um meio de transporte, não é?", comentou.

Já o jornalista Alex Silva, que viajou apenas uma vez no monotrilho, durante a tradicional Festa Uai, em Poços de Caldas, e percorreu do Terminal de Linhas Urbanas até a rodoviária, torce para que o transporte volte. "Se ele for reformado e tiver uma estrutura boa, eu acho que será muito positivo para a cidade, afinal é um meio de transporte muito importante. Foi uma experiência interessante ter viajado nele. Aliás, espero sim que decidam por voltar, afinal, se eu quiser fazer isso de novo, atualmente tenho que ir a São Paulo (SP) ou até a Disney", brincou.

VLT em Uberlândia poderá custar mais de R$ 1 bilhão

28/11/2014 - G1 Triângulo Mineiro
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) concluiu os estudos finais sobre a viabilidade de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade. O estudo econômico realizado pela UFU estimou que o montante necessário para a implantação do VLT, tendo por base projetos similares em construção no país e a cotação junto a fornecedores, seria de mais de R$ 1 bilhão.
O projeto será apresentado em uma audiência pública que acontecerá na próxima semana.

A proposta de percurso do VLT já havia sido apresentada pela UFU em agosto deste ano, indicando duas linhas a serem implantadas. A Linha Lilás conectará o Centro da cidade ao Bairro Alto Umuarama. Já a Linha Verde partiria do Aeroporto percorrendo as avenidas Anselmo Alves dos Santos e Rondon Pacheco, chegando até a avenida Getúlio Vargas ou até a Ponte do Val.

Segundo a professora do Instituto de Geografia da UFU e coordenadora do estudo do VLT, Marlene Colesanti, as opções de percursos também serão tema de discussão e avaliação pelos participantes da audiência pública.

No projeto da UFU, a Linha Lilás exigiria o investimento de R$ 619 milhões e a Linha Verde R$ 421 milhões nos cenários de menor custo, considerando a opção de trajeto na Linha Lilás o de ida e volta na avenida Afonso Pena e na Linha Verde chegando somente até a avenida Getúlio Vargas. Se as duas linhas forem implantadas exigirá o investimento de R$ 1.041.638.000.

No cenário mais elevado, considerando o trajeto na Linha Lilás indo pela avenida Afonso Pena e voltando pela Floriano Peixoto, o estudo apontou custo estimado em R$ 692 milhões, 12% maior que no cenário anterior, e na Linha Verde com parada final da Ponte do Val a estimativa tem o valor de R$ 495 milhões. Neste cenário o investimento seria 14% maior, alcançando a cifra de R$1.188.149.000.

Segundo o doutorando em Geografia e um dos técnicos do estudo Edson Pistori, o VLT exige um investimento inicial elevado, mas a longo prazo é vantajoso, pois a depreciação dos trens é quase três vezes menor que a dos ônibus.

Ele acrescentou que o VLT tem uma capacidade de atração de usuários muitas vezes maior que os ônibus. “Em razão do seu conforto e velocidade operacional, o VLT se torna mais eficiente enquanto alternativa de transporte coletivo de massas, afirmou.

Implantação x Custo Operacional
As linhas sugeridas têm extensões diferentes. A Lilás tem sete quilômetros e a Verde, 18. Apesar de menor, o custo da Lilás é maior em razão de dois aspectos. Nos custos da Linha Lilás estão inclusas as despesas com a construção da garagem, pátio de manutenção e centro de comando do VLT. Essa infraestrutura será comum às duas linhas, por isso, segundo o estudo, ele é rebatido do custo de implantação da Linha Verde.

O outro aspecto que torna mais cara a implantação da Linha Lilás é o custo de indenizações ao comércio para ressarcir as perdas decorrentes da interrupção das vias durante as obras do VLT. Para a Linha Lilás essa despesa pode alcançar até R$ 106 milhões devido à intensidade das atividades econômicas no Centro da cidade. Na Linha Verde, as indenizações seriam de R$ 10 milhões. 

Em relação ao custo operacional, o estudo apontou que a Linha Lilás teria um custo mensal de R$ 20 milhões com rateio por pessoa (passageiro) de R$ 1,94 e a Linha Verde teria um custo mensal estimado em 29 milhões com rateio per capita de R$ 3,11.

Além do custo de investimento, o estudo econômico do VLT avaliou as possíveis receitas que poderiam ser auferidas pelo empreendimento, considerando o valor das passagens, maior arrecadação de IPTU devido à valorização dos imóveis, além da renda com publicidade nos trens. A receita anual estimada para o VLT é de R$ 100 milhões.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Contagem também embarca no BRT

Terceiro maior de Minas, com 643 mil habitantes, município da Região Metropolitana de BH aposta no modelo do Move para tentar dar mais qualidade aos ônibus e tirar carros das ruas

No embalo do Move - o transporte rápido por ônibus de Belo Horizonte -, Contagem, na região metropolitana, também aposta no BRT para tentar reduzir o crescente fluxo de veículos e resgatar a qualidade do sistema. Como parte de um audacioso plano de Mobilidade Urbana com quatro grandes obras viárias - entre elas, uma trincheira em um dos pontos de maior gargalo no tráfego -, o terceiro maior município de Minas (643.476 habitantes, segundo o IBGE) espera aumentar a capacidade do serviço, trazendo mais conforto, redução do tempo de viagem e incentivando motoristas a deixar seus carros na garagem. O projeto repete a fórmula de pagamento antecipado da tarifa em estações e uso de monitores digitais que informam a previsão de chegada de cada coletivo.

Está prevista a construção de três corredores exclusivos (Norte/Sul, Leste/Oeste e Ressaca), com 42,1 quilômetros de extensão, tendo como principais eixos as avenidas João César de Oliveira e David Sarnoff, na Sede/Eldorado e Cidade Industrial; e Via Expressa, dos bairros Água Branca ao Petrolândia (veja arte). Quatro terminais farão a integração do sistema, distribuindo os ônibus entre linhas troncais, interbairros, circulares e alimentadoras. Ao longo do trajeto, três estações de embarque e desembarque nos moldes das estações de transferência do BRT de BH - porém com maior capacidade - farão integração exclusiva com as linhas do Move metropolitano. A meta, afirma o presidente da Transcon (Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Contagem), Agostinho da Silveira, é dar agilidade ao tráfego. "O novo modelo de transporte vai desafogar em 50% o trânsito em toda a cidade", promete. 

O Estado de Minas teve acesso ao projeto - denominado Contagem Integrada e orçado em R$ 220 milhões. Parte do programa PAC Mobilidade e aprovado pelo Ministério das Cidades, ele depende agora do andamento das obras que abrirão passagem ao BRT em um futuro próximo. Duas das quatro intervenções necessárias - a nova trincheira no entroncamento das avenidas Babita Camargos e General David Sarnoff, na Cidade Industrial, e o viaduto do Bairro Petrolândia, que servirá de acesso ao Terminal Petrolândia - estão em processo de licitação e terão as empresas vencedoras anunciadas até a primeira quinzena de janeiro. As obras devem começar na sequência. As outras duas intervenções necessárias (ambas viadutos, sobre as avenidas das Américas e Teleférico), têm licitação prevista para até junho de 2015.

Dois conjuntos de novas linhas do BRT, de acordo com a Transcon, estão em fase de estudo: um ligando a Sede à Cidade Industrial, por meio da Avenida General David Sarnoff e Avenida João César de Oliveira, e outro ligando o Ressaca, via Avenida Teleférico, ao Jardim Laguna. Soma-se ao projeto a integração das novas estações, adequação dos corredores - com recapeamento e nova sinalização - e novos pontos de ônibus. 

PROJETOS EXECUTIVOS Porém, até que o transporte rápido por ônibus de Contagem saia do papel, o município ainda precisa concluir os projetos executivos que detalham, dentro das exigências técnicas e legais, cada obra a ser executada. Os tipos de ônibus a serem usados também não foram definidos e ainda não há estimativa de redução do tempo médio de viagem na cidade, que conta hoje com 50 linhas de transporte coletivo, 46 delas integradas ao metrô. 

Sem informar prazos, a prefeitura argumenta que a execução está dentro do cronograma previamente autorizado pelo governo federal. "Aguardamos a conclusão dos projetos para definir um prazo para o término das obras e efetivação do BRT na cidade", informa o município.