sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

China inaugura maior linha de trem de alta velocidade do mundo

26 de Dezembro de 2012 04h22

A China inaugurou nesta quarta-feira a linha de trem de alta velocidade mais longa do mundo, a qual, com quase 2,3 mil km de extensão, liga Pequim à cidade de Cantão e consolida o país asiático como líder mundial neste tipo de rede ferroviária.

O primeiro trem bala partiu hoje às 9h locais de Pequim e, de acordo com a previsão divulgada pelas autoridades, chegará a Cantão - cidade situada no sul do país - oito horas depois, o que representa uma redução de 12 horas no tempo de viagem em comparação com os trens convencionais. 

Os trens de alta velocidade, que viajam em uma média de 300 km/h, possuem paradas estabelecidas nas principais cidades do interior da China (entre elas Shijiazhuang, Zhengzhou, Wuhan e Changsha) e passam por seis províncias chinesas, nas quais vivem quase a metade da população nacional (600 milhões de pessoas).

 Com a abertura desta linha, a China se mostra como o líder mundial em linhas ferroviárias de alta velocidade, com mais de 9,3 mil km de linha operando em todo o país.

Ligação mais ágil com o Entorno

Autor(es): ALMIRO MARCOS
Correio Braziliense - 26/12/2012

Edital de seleção da empresa que vai elaborar o estudo de viabilidade do projeto que prevê o transporte de passageiros por meio dos trilhos sai esta semana

Está marcada para amanhã a publicação, no Diário Oficial da União, do edital de contratação de uma empresa para fazer o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) de implantação da ligação ferroviária — por meio de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) — entre Brasília e Luziânia. O projeto está sob responsabilidade da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). A intenção é adaptar os trilhos já existentes, hoje utilizado apenas para cargas, ao transporte de passageiros, fazendo assim a ligação da Rodoferroviária ao centro da cidade do Entorno sul.

O lançamento da concorrência é o primeiro passo efetivo desde a assinatura de um acordo, em 15 de dezembro do ano passado, entre os ministério dos Transportes, da Integração Nacional, o Governo do Distrito Federal, o governo de Goiás, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Sudeco. À época, a expectativa era de que o EVTEA fosse contratado em poucos meses, mas o prazo acabou se estendendo mais do que o programado. "O certo é que estamos dando andamento ao projeto. Não voltaremos atrás", garante o diretor-superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado.

O estudo tem custo estimado entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, recursos da superintendência levantados a partir de emendas de parlamentares do DF no Congresso Nacional. É ele que vai apontar se a instalação do VLT é viável, além de determinar as adaptações necessárias e o modelo de exploração mais adequado. Entre as obras necessárias, estão a construção de estações e de cerca — sete quilômetros de trilhos — ligando a linha já existente ao centro de Luziânia.

Quanto à viabilidade, Marcelo Dourado diz não ter dúvidas. "Tenho dois estudos, um da ANTT e outro feito por um engenheiro particular, indicando que o projeto tem tudo para dar certo. Afinal, os trilhos já existem, estão em bom estado e só precisaremos fazer adaptações", diz. Hoje, a linha é explorada apenas para conduzir cargas pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), duas vezes ao dia. "O transporte de passageiros não vai inviabilizar o que já é feito atualmente", explica o superintendente.

Depois da publicação do edital, a previsão é que, de 30 a 40 dias, a empresa ganhadora seja conhecida. A elaboração do EVTEA deve ser concluída em seis ou oito meses. A expectativa é que entre setembro e outubro do próximo ano, ocorra o lançamento da concorrência relativa às obras. A previsão é que, ainda em 2013, o trabalho comece. O custo total está estimado em R$ 80 milhões. A obra poderá atender cerca de 600 mil pessoas, em especial moradores do Gama, de Santa Maria e de cidades goianas do Entorno sul (que inclui, além de Luziânia, Novo Gama, Cidade Ocidental e Valparaíso).

O interesse do GDF no projeto é evidente, já que, quando o trem estiver em funcionamento, muitos carros e ônibus deixarão de circular nas ruas da capital. Uma das vias que seriam beneficiadas é a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), principal eixo de Saída Sul. Projeções da ANTT indicam que o VLT pode retirar, por dia, cerca de 40 mil veículos do sistema viário. O próprio governador Agnelo Queiroz tem demonstrado interesse em investir em meios de transporte alternativos ao individual. Projetos locais têm incentivado corredores exclusivos de ônibus, ampliação do Metrô e criação de ciclovias.

Memória

Ideia antiga
A ideia de estabelecer uma ligação ferroviária para passageiros entre Brasília e Luziânia, por meio de trilhos já usados no transporte de carga, já é discutida há bastante tempo. Mas foi somente no primeiro governo Lula, em 2003, que o debate ganhou contornos de projeto. Em maio daquele ano, o governo federal anunciou que seriam feitos estudos de viabilidade no trecho e em várias outras regiões do país, como parte do Programa de Resgate do Transporte Ferroviário de Passageiros, ação do Plano Nacional de Revitalização de Ferrovias. Apesar de muita badalação em torno da notícia, a proposta não avançou por aqui e acabou engavetada. O assunto só foi retomado no ano passado, quando, em meados de dezembro, a Sudeco e os governos de Goiás e do DF assinaram um acordo.

Custo-benefício
Os veículos leves sobre trilhos (VLT) são muito populares na Europa para o transporte de passageiros em áreas urbanas. Eles têm a seu favor pontos como trânsito mais rápido — por circularem em trilhos específicos e sem concorrência com o transporte viário —, poluição mínima e capacidade maior de transporte de passageiros do que o sistema rodoviário. Em contrapartida, o custo de instalação é mais alto do que o tradicional. Os defensores dos VLTs garantem que, a médio e longo prazos, o custo-benefício é bem maior do que o investimento em ônibus.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Governo deve prorrogar mais uma vez o IPI reduzido para veículos

Governo deve prorrogar mais uma vez o IPI reduzido para veículos
19/12/2012 – http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1203506-governo-deve-prorrogar-mais-uma-vez-o-ipi-reduzido-para-veiculos.shtml
VALDO CRUZ
SHEILA D'AMORIM
DE BRASÍLIA

O governo deve prorrogar mais uma vez a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) cobrado na venda de veículos, que vence no final deste ano.
A proposta da equipe econômica, encaminhada à presidente Dilma Rousseff, prevê uma diminuição gradual do benefício, para que ele seja eliminado até o final do primeiro semestre de 2013.

O Ministério da Fazenda avalia que, neste momento, ainda é importante manter o estímulo fiscal para o setor a fim de garantir a retomada do crescimento da economia no início do próximo ano.

A palavra final será da presidente Dilma Rousseff, que está preocupada com o ritmo lento da economia em 2012, quando o país deve crescer apenas 1%.

A eliminação gradual do incentivo já foi discutida com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que concorda com a proposta batizada de "escadinha".

Esta é a terceira prorrogação do benefício tributário desde seu anúncio, em 21 de maio. A primeira foi em agosto, a segunda em outubro e o prazo final seria dezembro.
As vendas de veículos cresceram nos meses em que a medida deveria terminar (agosto e outubro) e caíram nos meses seguintes (setembro e novembro).

O benefício varia de acordo com a potência do motor e se o automóvel é nacional ou importando.

Os carros com potência de mil cilindradas produzidos no país, por exemplo, tiveram sua alíquota de IPI reduzida de 7% para 0. Até 2.000 cilindradas, o IPI caiu de 11% para 5,5% nos modelos a álcool e flex. No modelo a gasolina, de 13% para 6,5%.

O governo também avalia a prorrogação do benefício para a linha branca, que reduziu a cobrança de IPI de produtos como máquinas de lavar, fogão e geladeira.

As medidas poderiam ser discutidas ontem à noite durante reunião do ministro Guido Mantega (Fazenda) com a presidente Dilma no Palácio da Alvorada.

Comentário do TransUrbPass: O governo se diz preocupado com o problema da mobilidade nos centros urbanos brasileiros, mas fica implementando medidas totalmente opostas ao incentivar a compra e, assim, o uso e automóveis. 

Governo abre consulta pública para construção de novas linhas do metrô de BH

Cristiane Silva
Publicação: 12/12/2012 10:40 Atualização: 12/12/2012 10:44


O governo de Minas abriu nesta quarta-feira a consulta pública para as empresas interessadas na parceria público-privada para a construção das novas linhas do metrô de Belo Horizonte. O anúncio foi publicado no Minas Gerais, diário oficial do estado, na terça-feira. Após o processo, será feita a licitação onde o governo vai decidir qual dos interessados será responsável pelos trabalhos e pela manutenção.

As obras previstas, segundo o edital, são a expansão da Linha 1, no trecho entre as estações Eldorado e Novo Eldorado, bem como a operação e manutenção do trecho entre as estações Vilarinho e Novo Eldorado; a implantação, operação e manutenção da Linha 2, entre as estações Barreiro e Nova Suíssa; e também a operação e manutenção da Linha 3, entre a Savassi e a Lagoinha. O valor estimado pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) é de mais de R$ 15 bilhões de reais.

A consulta à minuta do edital e aos respectivos anexos referentes ao processo de licitação já está disponível no site da Metrominas. Os interessados podem enviar sugestões e comentários para o e-mail metrormbh@transportes.mg.gov.br.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Coordenador do MDT critica persistência do choque entre política em favor dos automóveis e a Lei de Mobilidade Urbana

http://portal1.antp.net/site/brsl/Lists/Prdcs/noticiamdt.aspx?AspXPage=g%5F1E16728ADA8E45BDAE90DD2E9B8A1F84:%2540codigo%3Dimdt12117701

“Enquanto há uma política de estado que busca universalizar a propriedade e também o uso do automóvel como modo principal de deslocamento urbano, a Lei de Mobilidade Urbana coloca como prioridade o transporte não motorizado, o transporte público e somente em último lugar o transporte feito por automóvel”, disse o coordenador do MDT, Nazareno Affonso, durante a realização em São Paulo da edição regional Sudeste do Seminário Nacional de Mobilidade Urbana. Ele enfatizou que, a partir de agora, os governantes precisam implementar políticas públicas coerentes com a nova legislação referente à mobilidade nas cidades.

Ao participar no dia 29 de novembro de 2012, em São Paulo, da edição regional Sudeste do Seminário Nacional de Mobilidade Urbana – um dos cinco seminários definidos pelo Conselho Nacional das Cidades para divulgar a Lei de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/12) –, o coordenador nacional do MDT, Nazareno Affonso, apontou e criticou o choque que se estabelece entre uma política de estado em favor dos automóveis e a Lei de Mobilidade Urbana.

“Enquanto há uma política de estado que busca universalizar a propriedade e também o uso do automóvel como modo principal de deslocamento urbano, a Lei de Mobilidade Urbana coloca como prioridade o transporte não motorizado, o transporte público e somente em último lugar o transporte feito por automóvel”, disse, mostrando que, a partir de agora, os governantes precisam implementar políticas públicas coerentes com a nova legislação referente à mobilidade nas cidades.

Nazareno assinalou que a Lei de Mobilidade Urbana permite que se recupere um patrimônio público “que foi usurpado”, com a apropriação “absolutamente antidemocrática das vias” pelos automóveis. 

O grande número de automóveis em grandes e médias cidades brasileiras acaba fazendo com que os ônibus tenham que enfrentar congestionamentos que ampliam o tempo de viagem e aumentam o custo do transporte, o que se reflete no valor da tarifa. “A Lei de Mobilidade Urbana está dizendo que essa situação mudou, e que, a partir de agora, será preciso haver democracia na utilização da via, com melhores calçadas, espaço para circulação de bicicletas e garantia de fluidez ao transporte público no trânsito. Tudo isso está em nas  mãos do Poder Público e da sociedade civil, com a nova lei”.

Especificamente sobre a fluidez do transporte público, ele chamou a atenção para experiência recente do Rio de Janeiro com o Bus Rapid Service (Serviço Rápido de Transporte), que reserva duas faixas das vias, monitoradas eletronicamente, para que os ônibus transitem com rapidez.  “Temos também que adotar em nossas cidades políticas de estacionamento muito claras, que impeçam os automóveis particulares de obstruir a vias. Uma política assim deve desestimular, via custo, o uso corriqueiro do automóvel para os grandes deslocamentos, e, ao mesmo tempo, favorecer a utilização desses veículos particulares como alimentadores dos sistemas troncais de transporte urbano, com locais seguros para estacionar junto às estações dos corredores de ônibus e sistemas de trens urbanos e de metrôs. Uma política de estacionamento será o primeiro pedágio urbano de fato em nossas cidades”.

"Contagiar a sociedade". Nazareno Affonso parabenizou o esforço das entidades de São Paulo pelo êxito na organização do encontro na mobilização de representantes de diferentes segmentos da sociedade para participarem do evento. Ele ressaltou a importância da série de seminários sobre a Lei de Mobilidade Urbana: “Queremos contagiar a sociedade brasileira com o tema da mobilidade sustentável”, disse, sublinhando a longa trajetória até que a lei entrou em vigor em abril de 2012: “Essa lei tem dentro dela a luta que fizemos no movimento popular por muitos anos. Ela compreende uma série de pontos que faziam parte da articulação nacional das lutas de transporte, nos idos de 1987 88 e abrange aspectos que temos defendido dentro do setor”.

Segundo o dirigente do MDT, para que a lei caminhasse, houve um esforço de todas as entidades que integram o Comitê de Mobilidade e Transporte, do Conselho Nacional das Cidades. “A elaboração da primeira minuta aconteceu dentro do governo. Esse texto foi posteriormente encaminhado para a Câmara Federal. Nessa Casa, nos deparamos com uma imensa dificuldade para fazer com que essa matéria entrasse entrar na pauta e pudesse começar a tramitar normalmente”.

Nazareno destacou que foi preciso vencer também a resistência de um setor específico no interior do governo: “Com o projeto inserido na pauta, tivemos um adversário permanente: o Ministério da Fazenda, o mesmo que garante subsídios a compra dos automóveis através de renuncias fiscais, comprometendo o orçamento dos municípios. Durante todo o processo de tramitação do projeto lei esse ministério foi um insistente adversário”, disse, prosseguindo: “Para que se possa ter uma ideia do grau de dificuldade que enfrentamos, basta ver que estávamos na última Comissão no Senado, com tudo acertado do ponto de vista político e de entendimento quanto à importância da futura lei, incluindo o posicionamento favorável do relator, quando o Ministério da Fazenda emitiu um relatório de 30 páginas, buscando alterar mais de dez artigos. Se uma modificação com essas proporções acontecesse, necessariamente, o texto deveria regressar à Câmara Federal. Na prática, voltaríamos à estaca zero. Teríamos que reiniciar todo um longo processo de negociação política e o atraso seria imenso”.

Para evitar que as mudanças sugeridas pelo Ministério da Fazenda pudessem ser acatadas, foi necessário empreender nova mobilização: “Tivemos que mobilizar a sociedade civil, a Frente Nacional de Prefeitos, todas as entidades do setor, para que o texto não fosse desfigurado – ou mutilado, termo que usamos na ocasião. No final das contas, conseguimos aprovar a lei que se opõe a um tipo de política que vem vigorando há muitos anos no Brasil e que ainda favorece francamente os veículos individuais”.

Segundo Nazareno, pode-se afirmar que o Ministério da Fazenda é o motor de todas as facilidades – incluindo investimentos e desonerações – que ajudam a atulhar as cidades com um número crescente de automóveis. “Logicamente, o Ministério da Fazenda age consoante uma lógica de política econômica, mas sem levar em consideração as consequências humanas e as externalidades negativas em nossas cidades: sobretudo, congestionamentos, redução da velocidade comercial do transporte público, poluição e ocorrências de trânsito com milhares de mortos e feridos”.

No final de seu pronunciamento, o coordenador nacional do MDTvoltou a realçar a importância da mobilização social para que a Lei de Mobilidade Urbana se efetive: “Está na mão da sociedade fazer vingar essa lei. Eu fico muito feliz quando eu vejo essa plateia e essa disposição de luta, e nós vamos ter que contar muito com a sociedade civil, com os setores organizados. No Fórum Nacional da Reforma Urbana trabalhamos muito, junto com outros setores, pela aprovação da Lei de Mobilidade Urbana, uma lei feita por toda sociedade brasileira e que precisa ser colocada em prática”.

ANTT publica edital do TAV

14/12/2012
Foi publicado na tarde desta quinta-feira (13/12) o edital para a concessão da exploração do serviço público de transporte ferroviário de passageiros do Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP). O edital está disponível no site da ANTT. 

Ao contrário do que era previsto anteriormente, o edital agora informa que o operador do TAV não será mais “exclusivamente responsável” por bancar investimentos necessários e que ultrapassem o valor inicialmente previsto. O novo edital prevê que se o custo do TAV for superior ao calculado no projeto, haverá aplicação de dinheiro público no projeto, mas na mesma proporção da participação acionária do governo, que será de 10%.
Entre as alterações está a redução, de dez para cinco anos, do tempo de experiência exigido para que um operador possa participar do leilão. O prazo sem acidentes fatais envolvendo a tecnologia também foi reduzido de dez para cinco anos.

Para vencer o leilão da EF-222, a concessionária deverá apresentar a melhor oferta, assim considerada a proposta que oferecer a maior relação entre o valor de outorga e o valor estimado de construção de elementos de parte da infraestrutura. As propostas e demais documentos necessários à participação no leilão serão recebidos no dia 13 de agosto de 2013 e o leilão será realizado dia 19 de setembro, na Bovespa, em São Paulo.

O edital e seus anexos estão disponíveis no link
http://www.antt.gov.br/index.php/content/view/11659/Edital.html