quinta-feira, 18 de outubro de 2018

CPTM lança trem expresso para aeroporto; veja fotos




17/10/2018 - Revista Ferroviária

A CPTM iniciou, na última terça-feira, a operação do serviço Airport Express, com viagens diretas entre as estações da Luz e Aeroporto-Guarulhos, na Linha 13-Jade. As fotos divulgadas pela CPTM mostram o embarque dos passageiros na estação da Luz, em São Paulo, e o desembarque na estação Aeroporto-Guarulhos.

O bilhete do serviço Airport Express custa R$ 8 e pode ser adquirido nas duas estações. O embarque e desembarque são realizados em plataformas exclusivas para o serviço, que conta também com uma linha de bloqueios (catracas) própria.

Os trens que atendem a linha são da série 9000. O serviço terá trens próprios, do consórcio Temoinsa/Sifang, em 2019, segundo previsão divulgada pela companhia.

Horários Expresso Aeroporto:

Estação Aeroporto-Guarulhos, plataforma 2,: 9h, 11h, 13h, 15h e 21h

Estação da Luz, plataforma 5:  10h, 12h, 14h, 16h e 22h.

O Airport Express funciona de segunda a sexta-feira.

Já o serviço Connect, com viagens da Estação Brás até o Aeroporto-Guarulhos, iniciado no dia 3 de outubro, também dispensa a transferência entre trens na estação Engenheiro Goulart, mas realiza parada em todas as estações. A tarifa é a mesma do sistema metroferroviario, R$ 4.

Horários Serviço Connect:

 Sentido Brás: 6h20, 7h, 7h40, 18h, 18h40 e 19h20. E, aos sábados, 6h20, 7h e 7h40.

Sentido Aeroporto: 6h25, 7h05, 7h45, 18h05, 18h45 e 19h25. E, aos sábados, 6h25, 7h05 e 7h45. O Connect não funciona aos domingos.

Para chegar aos terminais, é necessário utilizar um serviço de transfer oferecido pela concessionária. São três linhas em circulação:

Estação CPTM -Terminal 1 - Estação CPTM

Estação CPTM - Terminal 2 - Terminal 3 - Estação CPTM

Terminal 1 - Terminal 2 - Terminal 3 - Terminal 1*

* Não tem parada na estação.


Veja também quais cidades brasileiras também oferecem o serviço de ligação com aeroportos:

Porto Alegre

Aeroporto Salgado Filho

Possui a estação Aeroporto com o mesmo valor da tarifa unitária, R$ 3,30.

Recife

Aeroporto dos Guararapes

Possui a estação Aeroporto com o mesmo valor da tarifa unitária, R$ 3. A ligação com o aeroporto é feita por meio de uma passarela de cerca de 500 metros de extensão.

Rio de Janeiro

Aeroporto Santos Dumont

Possui estação de VLT próxima ao aeroporto com o mesmo valor da tarifa unitária, R$ 3,80. É possível fazer integração com o sistema do metrô.

Salvador

Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães

Possui a estação Aeroporto com o valor de R$ 3,70. Para chegar aos terminais é necessário utilizar um ônibus fornecido pela concessionária.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Novo entrave atrasa plano de trem para ligar região de Campinas a São Paulo


07/10/2018 - Folha de SP

Cidade que integra a primeira fase do projeto de implantação do Trem Intercidades, orçado em R$ 5,4 bilhões, Americana, no interior de São Paulo, não comporta tráfego adicional de trens na linha ferroviária que corta o município.

A informação, que pode até significar um entrave no projeto, é da concessionária Rumo, que administra o trecho ferroviário no interior paulista.

O trem foi anunciado em fevereiro pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB) e foi encampado pelos principais candidatos ao Governo do Estado de São Paulo.

Americana fica na linha tronco da concessão, o chamado corredor de exportações, que sai de Rondonópolis (MT) e segue até Santos, passando por cidades paulistas como São José do Rio Preto, Araraquara, Rio Claro e Campinas.

“Mesmo que considerados todos os esforços contínuos que vêm sendo empreendidos e os investimentos que vêm sendo realizados, o tráfego adicional de trens na linha tronco se mostra incompatível com o transporte de passageiros. Atualmente, o trecho já apresenta saturação de capacidade”, diz a empresa.

A Rumo diz que, além dela, utilizam a ferrovia, por meio do direito de passagem, composições de outras concessionárias.

Se não for possível o compartilhamento da malha, o trecho entre Americana e Campinas poderá necessitar de desapropriações e estudos ambientais, segundo relatos de dirigentes de entidades do setor ferroviário. Esses avaliam ainda que, dependendo das exigências do projeto, poderá ser inviável levá-lo até Americana —​nesse caso, Campinas seria a ponta final do trecho.

Já o trecho entre Jundiaí e Campinas pode ter tráfego adicional, segundo a empresa, “desde que sejam devidamente conduzidos estudos específicos nesse sentido, visando entender e dimensionar as adequações necessárias”.

“Não se chegou ainda a detalhamento nenhum, as prefeituras estão fora da discussão. Como não está definido 100% onde vai ser a linha, não dá para falar nada, mas é um modal muito importante, que precisa ser feito”, disse o secretário do Planejamento de Americana, Claudio Amarante.

Em fevereiro, São Paulo contratou a Deutsche Bahn, junto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Mundial, para elaborar o plano de mobilidade para a implantação de um sistema de transportes para a macrometrópole paulista, com investimento de US$ 6 milhões no projeto (cerca de R$ 25 milhões, no câmbio atual).

A macrometrópole é uma área que engloba a região metropolitana da capital, Santos, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos e conexão com São Sebastião. Concentra 80% do PIB do estado e três quartos da população paulista.

A primeira fase contempla o trecho entre São Paulo e Americana, passando por Jundiaí e Campinas, com 135 km de trilhos e nove estações, segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

A estimativa é que o ramal transporte 68 mil passageiros por dia. O trem deve operar junto com a linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que já segue de São Paulo até Jundiaí.

Dos R$ 5,4 bilhões previstos para toda a obra, R$ 1,8 bilhão deve ser investido pelo estado, conforme a pasta.

TREM INTERCIDADES

De acordo com o governo, a primeira versão do estudo foi entregue em julho e está sendo refinada para ser apresentada pelo estado e nortear a publicação do edital. Depois, será apresentada à União para que sejam definidas as regras de compartilhamento de vias férreas.

A Folha solicitou acesso ao projeto e uma entrevista com técnicos, mas o pedido não foi atendido.

“Especificações mais detalhadas foram solicitadas em alguns estudos como investimento necessário, compartilhamento da malha existente e demanda de passageiros. A qualidade do projeto depende deste compartilhamento de informações e é determinante para a constituição de uma proposta realmente atraente para os investidores”, diz trecho de nota do governo.

O prazo para concluir os estudos de toda a macrometrópole é de 20 meses.

Questionada sobre autorização para uso da faixa de domínio da ferrovia, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou que a utilização “demanda um processo complexo, que exige a atuação de diversos órgãos”.

ELEIÇÕES

A implantação do projeto no trecho entre Jundiaí e Campinas está em discussão com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, segundo a concessionária Rumo. O governador Márcio França (PSB) visitou o trecho no mês passado.

Além dele, candidato à reeleição, concorrentes a ocupar a sua cadeira no Palácio dos Bandeirantes como João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) também defenderam a obra.

Doria disse em entrevista no interior que ela será feita com recursos privados, via PPP (parceria público-privada), por exemplo, posição defendida por Skaf, que chegou a andar nos trilhos em Campinas.

Via assessoria, a Prefeitura de Campinas, governada por Jonas Donizette, do mesmo partido do governador, informou que apoia a obra. “Essa é uma demanda antiga, não é um projeto novo e vem sofrendo adequações ao longo dos anos. O Trem Intercidades é uma solução mais do que necessária, que depende de viabilidade econômico-financeira.”

Amarante disse que há espaço físico para a implantação em Americana –os trilhos cortam a região central da cidade. “Não temos é questões operacionais, local em que seria o pátio de manobras, esses detalhes.”

DÚVIDA

Especialista em preservação ferroviária, Ralph Giesbrecht disse não crer que o projeto sairá do papel e que a viabilidade já foi demonstrada pela história das ferrovias no país –implantadas a partir de 1854.

“Gostaria muito que saísse, principalmente porque é um trem regular, não turístico.”

Já o técnico em informática Cristiano Almeida, de Americana, afirmou esperar que ele seja implantado e facilite o seu deslocamento até a capital, feito duas vezes por semana. “Nós estamos tão perto de São Paulo mas, ao mesmo tempo, longe demais, já que o transporte atual torna tudo lento.”

Cada trem de carga equivale à saída das rodovias de cerca de 300 caminhões.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/10/novo-entrave-atrasa-plano-de-trem-para-ligar-regiao-de-campinas-a-sao-paulo.shtml

VLT começa a funcionar em Teresina e fará 10 viagens por dia entre Dirceu e Centro

Veículo tem capacidade para 600 passageiros e passagem custa R$ 0,80.
Por G1 PI

12/07/2018 09h32 


 VLT  começou a funcionar nesta quinta-feira (12). (Foto: Lorena Linhares/G1)

Começou a funcionar nesta quinta-feira (12) em Teresina o primeiro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Inicialmente, estarão disponíveis 10 viagens por dia e a capacidade é para até 600 passageiros por viagem. A passagem continua custando R$ 0,80, mesmo valor do trem atualmente.

A expectativa da maioria dos passageiros, como a da dona de casa Amparo Barros, era de que mudança diminuísse o tempo do percurso. Inicialmente, a previsão era de que reduzisse dos mais de 30 minutos atuais - entre a Zona Sudeste e o Centro da capital - para cerca de 26 minutos.

"Espero que melhore, porque o velho 'dava o prego', parava no meio do caminho. Estou torcendo muito mesmo, porque esse é mais confortavel e mas barato, espero que seja mais rápido", disse Amparo.



Velocidade do VLT de Teresina continuará reduzida até reforma da linha férrea. (Foto: Lorena Linhares/G1)

Contudo, segundo o secretário de transportes do estado, Guilhermano Pires, a velocidade do VLT continuará reduzida até que a linha férrea da capital seja reformada. O veículo tem potencial para atingir até 100 km/h e hoje circula a pouco mais de 40 km/h.

“Nesse primeiro momento a velocidade é controlada e reduzida porque precisa de investimentos na linha férrea, que serão feitos a partir do ano que vem com a chegada nos novos VLTs. Esperamos que em dois anos a linha senha revitalizada e as estações reformadas e aí ele vai poder atingir a velocidade que tem potencial para isso”, afirmou o secretário.



Estações de Teresina serão reformadas com chegada dos novos VLTs. (Foto: Lorena Linhares/G1)

O veículo é o primeiro de três que deverão estar nos trilhos até o mês de setembro, substituindo os trens que estão em operação atualmente. Segundo o secretário, a primeira etapa da obra de modernização, referente à compra dos três veículos, foi orçada em R$ 46 milhões. A obra completa de modernização do metrô de Teresina está prevista para custar cerca de R$ 450 milhões.

VLT começou a funcionar nesta quinta-feira (12). (Foto: Lucas Marreiros/ G1 PI)

 “A obra é muito maior. Será feita a reforma dos trilhos, estações, duplicação, 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Brasil tem 335 obras de mobilidade paradas, atrasadas ou que sequer foram iniciadas



18/09/2018 - G1

O Brasil tem 335 obras de mobilidade paradas, atrasadas ou que sequer foram iniciadas, segundo levantamento do Ministério das Cidades, obtidos com exclusividade pela GloboNews via Lei de Acesso à Informação. Todos os projetos foram custeados, pelo menos em parte, com dinheiro do governo federal. Segundo o Ministério das Cidades, já foram gastos pela pasta mais de R$ 7 bilhões em obras que ainda não foram concluídas e ainda faltam R$ 22 bilhões para finalizar todos esses investimentos. Os dados são referentes ao mês de agosto.

De acordo com o levantamento, são 173 obras atrasadas, 116 paradas e 46 que ainda não saíram do papel. A obra mais cara de todas é a do Monotrilho da Linha 17 Ouro, em São Paulo, que está atrasada. Foi prometida para antes da Copa do Mundo de 2014, mas até hoje não foi concluída. Ela ligaria o Aeroporto de Congonhas aos trens metropolitanos. Orçada inicialmente em R$ 1,39 bilhão, custa agora R$ 3,7 bilhões e a promessa é que seja entregue no final de 2019.

Em nota, o Metrô de São Paulo disse que a retirada da Linha 17-Ouro da Matriz de Responsabilidade da Copa do Mundo de Futebol de 2014, em função da escolha do estádio de Itaquera como sede do evento, alterou o cronograma do empreendimento.

“As obras do trecho prioritário começaram no segundo semestre de 2011 e sofreram atrasos na liberação de terrenos e na obtenção das licenças ambientais. O consórcio contratado para a construção de três estações e pátio de trens abandonou as obras em 2016. Um novo consórcio foi contratado e as obras retomadas no final do mesmo ano. Parte dos serviços também foi afetado pela paralisação feita pelo Consórcio Monotrilho Integração–CMI, responsável pela via e sistemas do monotrilho. Porém, no dia 14 de agosto, a Justiça determinou a retomada das obras por este consórcio”, diz um trecho da nota.

No Rio de Janeiro, o BRT Transbrasil deveria estar 100% pronto para a Olimpíada do Rio em 2016, mas ainda faltam concluir 40%. A obra parou por duas vezes e foi retomada no fim de julho deste ano. Foi orçada em R$ 1,4 bilhão, dos quais R$ 1,3 bilhão são recursos do Ministério das Cidades, a cargo da Caixa Econômica Federal, e o restante será bancado pela prefeitura. Mais de R$ 800 milhões já foram pagos pelo ministério. Se já estivesse pronta, essa obra poderia beneficiar cerca de 900 mil passageiros todos os dias, segundo estimativas da prefeitura.

A secretaria municipal de Infraestrutura e Habitação disse, em nota, que as obras pararam em agosto de 2016 e só foram retomadas em abril de 2017 após o pagamento de um reajuste no contrato com o consórcio construtor. Neste ano, voltaram a ficar paradas porque a prefeitura solicitou mudanças no traçado. A solicitação foi analisada pela Caixa Econômica Federal e pelo Ministério das Cidades, que só retomou os repasses após a aprovação da nova proposta concluída no final de julho.

Já o VLT de Cuiabá, no Mato Grosso, custou R$ 1 bilhão. Trilhos foram construídos, 42 vagões foram comprados e uma estação foi erguida, mas a população nunca foi atendida por esse meio de transporte. A promessa era de que o VLT começaria a circular na Copa do Mundo de 2014, mas desde aquele ano a obra está parada. No lugar do VLT, a prefeitura resolveu investir num projeto paisagístico para colocar plantas ornamentais sobre os trilhos por onde passariam as composições.

Em nota, a Casa Civil do Governo do estado de Mato Grosso informou: "O governo do estado construiu um novo Edital do Veículo Leve Sobre Trilhos entre Cuiabá e Várzea Grande no intuito de garantir a conclusão da obra. E havia a previsão de lançá-lo no último mês de agosto, após o julgamento pelo Tribunal de Justiça da rescisão do contrato suspenso em dezembro do ano passado. O julgamento que deveria ocorrer no dia 2 de agosto foi adiado para o próximo dia 4 de outubro, o que acarretou na reavaliação da data de lançamento do certame. A Casa Civil reitera que trabalha para que o novo edital seja lançado nos próximos dias."

Em nota, a Casa Civil do Governo do estado de Mato Grosso informou: "O governo do estado construiu um novo Edital do Veículo Leve Sobre Trilhos entre Cuiabá e Várzea Grande no intuito de garantir a conclusão da obra. E havia a previsão de lançá-lo no último mês de agosto, após o julgamento pelo Tribunal de Justiça da rescisão do contrato suspenso em dezembro do ano passado. O julgamento que deveria ocorrer no dia 2 de agosto foi adiado para o próximo dia 4 de outubro, o que acarretou na reavaliação da data de lançamento do certame. A Casa Civil reitera que trabalha para que o novo edital seja lançado nos próximos dias."

Fonte: https://g1.globo.com/globonews/noticia/2018/09/18/brasil-tem-335-obras-de-mobilidade-paradas-atrasadas-ou-nao-iniciadas.ghtml


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Linha 5-Lilás ganha 4 estações na sexta e público vai triplicar



Futuras inaugurações permitirão conexão com a Linha 1-Azul, por meio da Estação Santa Cruz (acima), e com a Linha 2-Verde, na Chácara Klabin Foto: Nilton Fukuda/Estadão

29/08/2018 - Estadão

SÃO PAULO - Depois de nove anos de obras e a um custo de R$ 10 bilhões, a Linha 5-Lilás do Metrô deverá ser oficialmente interligada, nesta sexta-feira, as Estações Santa Cruz, da Linha 1-Azul, e Chácara Klabin, da Linha 2-Verde, ligando o ramal, que vem do Capão Redondo, no extremo sul da capital, à região central de São Paulo. As primeiras promessas eram de conclusão do projeto em 2014.

A expectativa dos técnicos é trazer uma série de mudanças significativas nas dinâmicas do transporte público da cidade. Cerca de meio milhão de pessoas devem passar a usar a linha diariamente com as novas conexões. No mês passado, ela transportou uma média diária de 278 mil pessoas e, até dezembro, deve passar para uma média diária de 781,3 mil pessoas. A linha, que opera hoje com 36 trens, deverá receber mais 26 composições para atender à demanda.

“Deve haver alguma diminuição da lotação da linha (9-Esmeralda) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na Marginal do Pinheiros”, afirma o chefe do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da Universidade de Transportes (Poli/USP) Claudio Barbieri da Cunha, considerando ainda interferência nas Linha 4-Amarela, inaugurada, em 2011.

“Parte das pessoas que vêm da zona sul pela Linha 5 deve continuar na Linha 5, enquanto só quem está na Linha 9 deve continuar na Linha 9. O que vai definir isso é quanto tempo a pessoa vai gastar na baldeação (a troca de trens)”, afirma o professor, que destaca ainda expectativa de redução da lotação no túnel que liga as Estações Paulista (da Linha 4) e Consolação (da Linha 2). “Essa estação estava subdimensionada. Ela foi planejada para ser inaugurada depois das conexões da Linha 5”, completa.

Para se ter uma ideia do potencial de atração da linha, o total de passageiros que usam, ainda em horário de testes, as últimas estações entregues desta linha, Moema e Eucaliptos, ainda em “operação assistida”, funcionando das 9 às 16 horas, aumentou 31% entre abril e julho, de 61 mil viagens diárias para 80 mil, segundo o Metrô.

Inaugurações

São quatro estações que serão abertas para testes: AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin, que vão funcionar em operação assistida. O Metrô, entretanto, estima que elas devem ficar nesse horário especial por duas semanas – as estações anteriores desse ramal estão no esquema há três meses.

As obra da linha, entretanto, não estão encerradas. Pelo meio do caminho ficou a Estação Campo Belo, que continua em construção, e deverá ficar para dezembro, segundo os cronogramas mais recentes da Companhia do Metropolitano. Essa linha restante será interligada com o monotrilho da Linha 17-Ouro, também em obras.

Parte dos problemas da Linha 5-Lilás decorre de atrasos na execução dos projetos de engenharia. Mas parte resulta de uma paralisação de cinco meses, ocorrida entre 2010 e 2011, por causa das suspeitas de ação de cartel nas obras civis da linha. O Metrô tomou por base em um relatório feito pela Corregedoria-Geral da Administração, que dizia não haver provas da participação de agentes públicos no esquema, para retomar a obra. Entretanto, em fevereiro deste ano, o então presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, foi condenado por improbidade administrativa por ter mantido os contratos – Avelleda, hoje chefe de gabinete do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), sempre sustentou que não havia assinado os contratos e disse que paralisar as obras traria prejuízos à cidade.

Nove elevadores ampliam a acessibilidade na AACD-Servidor

Diante da expectativa de uma participação maior no total de usuários que têm mobilidade reduzida, por causa da proximidade com a Associação de Assistência à Criança Deficiente, que batiza a Estação AACD-Servidor, uma das paradas a serem inauguradas na sexta-feira na Linha 5-Lilás do Metrô teve um desenho especial para melhorar a acessibilidade. Ela terá nove elevadores e 20 escadas rolantes, além de acessos em dois níveis na Rua Pedro de Toledo, em Moema, na zona sul de São Paulo.

A parada também facilitará o acesso aos Hospitais Edmundo Vasconcelos e do Servidor Público Estadual, além de ser uma opção a menos de 1,5 quilômetro do Parque do Ibirapuera. Será a estação mais perto do principal parque paulistano.

As estações da Linha 5-Lilás ainda tiveram um desenho arquitetônico planejado para reduzir o consumo de energia, um dos maiores custos operacionais da rede. As grandes claraboias de vidro são “marcas” das novas paradas, que têm em seu nível do asfalto novas praças abertas à população. No caso da AACD Servidor, há ainda dois pisos de estacionamento entre o nível da rua e as plataformas.

Há expectativa se as inaugurações terão algum reflexo ou caráter político. Executadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB), candidato que deixou o cargo para concorrer à Presidência, as obras serão abertas ao público pelo atual governador Márcio França (PSB), ex-vice do tucano – e candidato à reeleição.

Como as inaugurações de obras são vedadas pela legislação eleitoral, França deverá fazer uma “visita técnica” às estações – informação não confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes até esta terça-feira, 28, à noite. Trata-se de instrumento comum entre candidatos que estão disputando reeleição.

A operação do novo ramal, entretanto, já não é de responsabilidade do governo do Estado desde junho, quando a empresa ViaMobilidade, do Grupo CCR e da RuasInvest, venceu a licitação para concessão do ramal. A concessionária ficou encarregada da operação e da manutenção do trecho por 20 anos.

Fonte: https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,linha-5-lilas-ganha-4-estacoes-na-sexta-e-publico-vai-triplicar,70002477730


sábado, 18 de agosto de 2018

Passeios com trens turísticos no Sul atraem mais de 50 mil pessoas


17/08/2018 - Revista Ferroviária

Os passeios de turismo ferroviário em cidades do Sul do país atraíram mais de 50 mil pessoas desde que foram lançados, no final do ano passado, até o momento, segundo o coordenador do Centro de Memória Ferroviária da Lapa Márcio Assad. O “trem natalino” e os passeios realizados nos municípios Lapa (PR), Ponta Grossa (PR), Lages (SC) e Vacaria (RS) vem sendo organizados de maneira esporádica e têm atraído um público apaixonado por ferrovia. A estrela desses passeios é a locomotiva a vapor 204 (articulada), fabricada pela Baldwin Locomotive Works, na década de 1950. Assad conta que esse modelo é o único em funcionamento na América do Sul.

O projeto é uma parceria com a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) - regionais Paraná e Santa Catarina - e a Rumo. A ABPF fornece as composições enquanto a Rumo cede a malha para estas linhas turísticas e fornece apoio logístico como, por exemplo, a integração com o seu centro de controle operacional. Os trens fazem passeios de curta distância, com custo médio de R$ 50, recheados de atrações culturais que buscam proporcionar uma experiência completa para a família.

A intenção de Assad é profissionalizar a operação, para que ela seja rentável e envolva a comunidade. Além disso, o objetivo é que o trem, alvo da curiosidade dos turistas, vire também um meio de transporte e um polo cultural. “Nossa intenção é contextualizar o trem historicamente, em uma ação econômica que transcenda o trem, envolva as associações comerciais e movimente divisas. (...) Nós queremos que o turismo seja familiar. Que o avô vire o protagonista para contar ao neto a experiência que ele teve na ferrovia”.

O impulso para o início destes passeios foi o trem natalino, que operou no fim do ano passado. A locomotiva 204, especialmente decorada, partiu de Curitiba e fez um passeio circular, percorrendo cidades como Pinhais, Piraquara, Araucária, Lapa (região Metropolitana) e o litoral do estado (região de Morretes e do porto de Paranaguá).

Os passeios de Maria Fumaça já não ocorriam há 20 anos na região. “Foi um sucesso tremendo, emblemático”. Para este ano a ideia é ter três passeios deste tipo, dois deles circulando na região de Curitiba e outro entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Assad disse que está sendo verificada a viabilidade técnica, econômica e financeira de realizar passeios regulares de trem turístico, em especial nas cidades de Lapa, que é uma cidade histórica com tradição turística, e em Ponta Grossa, onde os passeios atraíram milhares. Hoje, os eventos acontecem apenas em datas especiais.

Existem mais projetos de trens turísticos em andamento. A expectativa é que comece em novembro o roteiro do trem natalino que irá percorrer cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Começando por Lages, o roteiro prevê percorrer Vacaria, Guaporé e Santa Maria em outro passeio circular. “Essas são as cidades confirmadas. Outros municípios deverão ser incorporados ao roteiro”, diz Assad.

Na região de Sorocaba (SP) os municípios de Sorocaba, Laranjal Paulista, Jumirim, Votorantim, Iperó, Conchas e Pereiras, organizados por meio de um consórcio e com a coordenação do Centro de Memória da Lapa, pretendem fazer roteiros de turismo férreo. Também há negociações menos avançadas envolvendo as cidades de São Roque, Alumínio, Mairinque, Boituva e Cerquilho. “Estamos sendo muito procurados por prefeitos que desejam trens turísticos, mas não embarcaremos em aventuras”, falou o coordenador.

Assad revelou ainda que está vindo em novembro de Rio Negrinho (SC) para Curitiba (PR) a Maria Fumaça 11, de 1883, a primeira que rodou no estado. A 11 é uma locomotiva tipo Baldwin, fabricada nos Estados Unidos, e que faz parte do patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal. Ela está sendo recuperada pela ABPF na sua oficina e, assim que estiver disponível, fará o trem natalino e depois os passeios como o trem da Lapa.

Memória Ferroviária

A Biblioteca Pública do Paraná promove, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e o Centro de Memória da Lapa, a segunda semana paranaense da memória ferroviária. O evento acontece entre os dias 10 e 13 de setembro na Biblioteca e no Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, com entrada gratuita. Neste ano a semana tem como tema o cinquentenário da ferrovia Tronco Principal Sul.

Criado no evento do ano passado o prêmio “Tirefond de Ouro” é um reconhecimento para aqueles que efetivamente contribuíram de forma decisiva para a preservação da memória ferroviária. “A comissão organizadora foi unânime na decisão em conferir esta honraria para a empresa de logística RUMO, concessionária da ferrovia, pela promoção do “Trem natalino” e pelo incentivo à volta dos passeios de turismo férreo nos três estados do Sul”, segundo Assad.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

VLT do Subúrbio: consórcio vence licitação e obras começam até novembro


01/08/2018Notícias do Setor ANPTrilhos         
O Consórcio Skyrail Bahia, composto pelas empresas Build Your Dreams – BYD Brasil e Metrogreen, foi anunciado nesta terça-feira (31) como vencedor da licitação de construção e operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio de Salvador. As obras devem começar em novembro deste ano.

A Comissão de Licitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) da Bahia, concluiu a análise de qualificação e aprovou os documentos do consórcio vencedor do leilão, que ocorreu no dia 24 de maio.

A aprovação da proposta econômica foi realizada no modelo de Parceria Público Privada (PPP), com desconto de 0,01% na contraprestação anual, que será de R$152.977.352,12. O investimento total previsto para implantação do VLT é de R$ 1.5 bilhão.

O próximo passo, após a homologação da licitação, é a assinatura do contrato da PPP, no prazo de 30 dias. “Após a assinatura, seguimos com o cronograma dos trabalhos preliminares, com a apresentação do projeto, incluindo as interferências na poligonal onde será implantado o VLT, com instalação do canteiro de obras e outros procedimentos.

As obras serão iniciadas cerca de 90 dias após a assinatura do contrato”, afirmou Bruno Dauster, secretário da Casa Civil do Estado.

Do tipo monotrilho elevado, o modal metropolitano, que ligará a região do Comércio de Salvador até a Ilha de São João, no município de Simões Filho, será movido à propulsão elétrica, sem emissão de agentes poluentes que prejudicam o meio ambiente. O VLT será equipado com ar condicionado e Wi-Fi.

O VLT terá cerca de 20 km de extensão, com 22 estações, e substituirá o atual Trem do Subúrbio. As 10 estações do Trem serão desativadas e reaproveitadas para prestação de serviços à comunidade, como postos da Polícia Militar e centros de atendimento ao cidadão. A capacidade diária do modal será de transportar cerca de 200 mil usuários.

O VLT, segundo o projeto, será integrado ao sistema de metrô e de ônibus. Com investimento adicional para integração física com o metrô, o consórcio vencedor irá implantar trecho de ligação até o Retiro, partindo da Estação de Santa Luzia, passando pela região da Av. San Martim.

31/07/2018 – Correio 24 Horas