sábado, 18 de agosto de 2018

Passeios com trens turísticos no Sul atraem mais de 50 mil pessoas


17/08/2018 - Revista Ferroviária

Os passeios de turismo ferroviário em cidades do Sul do país atraíram mais de 50 mil pessoas desde que foram lançados, no final do ano passado, até o momento, segundo o coordenador do Centro de Memória Ferroviária da Lapa Márcio Assad. O “trem natalino” e os passeios realizados nos municípios Lapa (PR), Ponta Grossa (PR), Lages (SC) e Vacaria (RS) vem sendo organizados de maneira esporádica e têm atraído um público apaixonado por ferrovia. A estrela desses passeios é a locomotiva a vapor 204 (articulada), fabricada pela Baldwin Locomotive Works, na década de 1950. Assad conta que esse modelo é o único em funcionamento na América do Sul.

O projeto é uma parceria com a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) - regionais Paraná e Santa Catarina - e a Rumo. A ABPF fornece as composições enquanto a Rumo cede a malha para estas linhas turísticas e fornece apoio logístico como, por exemplo, a integração com o seu centro de controle operacional. Os trens fazem passeios de curta distância, com custo médio de R$ 50, recheados de atrações culturais que buscam proporcionar uma experiência completa para a família.

A intenção de Assad é profissionalizar a operação, para que ela seja rentável e envolva a comunidade. Além disso, o objetivo é que o trem, alvo da curiosidade dos turistas, vire também um meio de transporte e um polo cultural. “Nossa intenção é contextualizar o trem historicamente, em uma ação econômica que transcenda o trem, envolva as associações comerciais e movimente divisas. (...) Nós queremos que o turismo seja familiar. Que o avô vire o protagonista para contar ao neto a experiência que ele teve na ferrovia”.

O impulso para o início destes passeios foi o trem natalino, que operou no fim do ano passado. A locomotiva 204, especialmente decorada, partiu de Curitiba e fez um passeio circular, percorrendo cidades como Pinhais, Piraquara, Araucária, Lapa (região Metropolitana) e o litoral do estado (região de Morretes e do porto de Paranaguá).

Os passeios de Maria Fumaça já não ocorriam há 20 anos na região. “Foi um sucesso tremendo, emblemático”. Para este ano a ideia é ter três passeios deste tipo, dois deles circulando na região de Curitiba e outro entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Assad disse que está sendo verificada a viabilidade técnica, econômica e financeira de realizar passeios regulares de trem turístico, em especial nas cidades de Lapa, que é uma cidade histórica com tradição turística, e em Ponta Grossa, onde os passeios atraíram milhares. Hoje, os eventos acontecem apenas em datas especiais.

Existem mais projetos de trens turísticos em andamento. A expectativa é que comece em novembro o roteiro do trem natalino que irá percorrer cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Começando por Lages, o roteiro prevê percorrer Vacaria, Guaporé e Santa Maria em outro passeio circular. “Essas são as cidades confirmadas. Outros municípios deverão ser incorporados ao roteiro”, diz Assad.

Na região de Sorocaba (SP) os municípios de Sorocaba, Laranjal Paulista, Jumirim, Votorantim, Iperó, Conchas e Pereiras, organizados por meio de um consórcio e com a coordenação do Centro de Memória da Lapa, pretendem fazer roteiros de turismo férreo. Também há negociações menos avançadas envolvendo as cidades de São Roque, Alumínio, Mairinque, Boituva e Cerquilho. “Estamos sendo muito procurados por prefeitos que desejam trens turísticos, mas não embarcaremos em aventuras”, falou o coordenador.

Assad revelou ainda que está vindo em novembro de Rio Negrinho (SC) para Curitiba (PR) a Maria Fumaça 11, de 1883, a primeira que rodou no estado. A 11 é uma locomotiva tipo Baldwin, fabricada nos Estados Unidos, e que faz parte do patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal. Ela está sendo recuperada pela ABPF na sua oficina e, assim que estiver disponível, fará o trem natalino e depois os passeios como o trem da Lapa.

Memória Ferroviária

A Biblioteca Pública do Paraná promove, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e o Centro de Memória da Lapa, a segunda semana paranaense da memória ferroviária. O evento acontece entre os dias 10 e 13 de setembro na Biblioteca e no Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, com entrada gratuita. Neste ano a semana tem como tema o cinquentenário da ferrovia Tronco Principal Sul.

Criado no evento do ano passado o prêmio “Tirefond de Ouro” é um reconhecimento para aqueles que efetivamente contribuíram de forma decisiva para a preservação da memória ferroviária. “A comissão organizadora foi unânime na decisão em conferir esta honraria para a empresa de logística RUMO, concessionária da ferrovia, pela promoção do “Trem natalino” e pelo incentivo à volta dos passeios de turismo férreo nos três estados do Sul”, segundo Assad.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

VLT do Subúrbio: consórcio vence licitação e obras começam até novembro


01/08/2018Notícias do Setor ANPTrilhos         
O Consórcio Skyrail Bahia, composto pelas empresas Build Your Dreams – BYD Brasil e Metrogreen, foi anunciado nesta terça-feira (31) como vencedor da licitação de construção e operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio de Salvador. As obras devem começar em novembro deste ano.

A Comissão de Licitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) da Bahia, concluiu a análise de qualificação e aprovou os documentos do consórcio vencedor do leilão, que ocorreu no dia 24 de maio.

A aprovação da proposta econômica foi realizada no modelo de Parceria Público Privada (PPP), com desconto de 0,01% na contraprestação anual, que será de R$152.977.352,12. O investimento total previsto para implantação do VLT é de R$ 1.5 bilhão.

O próximo passo, após a homologação da licitação, é a assinatura do contrato da PPP, no prazo de 30 dias. “Após a assinatura, seguimos com o cronograma dos trabalhos preliminares, com a apresentação do projeto, incluindo as interferências na poligonal onde será implantado o VLT, com instalação do canteiro de obras e outros procedimentos.

As obras serão iniciadas cerca de 90 dias após a assinatura do contrato”, afirmou Bruno Dauster, secretário da Casa Civil do Estado.

Do tipo monotrilho elevado, o modal metropolitano, que ligará a região do Comércio de Salvador até a Ilha de São João, no município de Simões Filho, será movido à propulsão elétrica, sem emissão de agentes poluentes que prejudicam o meio ambiente. O VLT será equipado com ar condicionado e Wi-Fi.

O VLT terá cerca de 20 km de extensão, com 22 estações, e substituirá o atual Trem do Subúrbio. As 10 estações do Trem serão desativadas e reaproveitadas para prestação de serviços à comunidade, como postos da Polícia Militar e centros de atendimento ao cidadão. A capacidade diária do modal será de transportar cerca de 200 mil usuários.

O VLT, segundo o projeto, será integrado ao sistema de metrô e de ônibus. Com investimento adicional para integração física com o metrô, o consórcio vencedor irá implantar trecho de ligação até o Retiro, partindo da Estação de Santa Luzia, passando pela região da Av. San Martim.

31/07/2018 – Correio 24 Horas

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Estado do RJ quer investir R$ 200 milhões para reativar trens turísticos no interior


Viaduto em Miguel Pereira

01/08/2018 - O Globo

RIO — O governo do estado tem um projeto para colocar os turistas que visitam o Rio nos trilhos. A ideia é reativar corredores ferroviários, uma malha de 70 quilômetros, nas cidades de Miguel Pereira, Petrópolis, Valença (Conservatória), Paraíba do Sul e Magé, que seriam mais uma atração no interior. Os recursos viriam de uma multa aplicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) à Ferrovia Centro-Atlântica S.A (FCA).

Desde 2014, o governador Luiz Fernando Pezão vem discutindo a liberação da verba com o Ministério de Transportes, Portos e Aviação Civil. Segundo o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Goulart de Oliveira Vieira, a ideia é que o Rio fique com R$ 200 milhões — 20% do total da multa.

— Já foram feitas inúmeras reuniões técnicas para discutir a questão. Queremos, com a reativação desses trechos, um resgate histórico de um estado pioneiro em ferrovias no país. É um projeto de extrema necessidade. Não só pela recuperação patrimonial, mas pela história dessas linhas. Queremos uma alternativa negociada com o governo federal. Não imaginamos outros passos — afirmou o secretário de Transportes.

Em 2013, a FCA foi multada por devolver ao governo federal cerca de 752 quilômetros de linhas férreas que administrava, alegando que esses trechos eram deficitários. A empresa assumiu, em 1996, a concessão para controlar 7.220 quilômetros da Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA), espalhados por 316 municípios em sete estados brasileiros, incluindo o Rio.

PONTE METÁLICA DE 1987

Em Miguel Pereira, cidade no Centro-Sul Fluminense com cerca de 30 mil habitantes, o estado quer recuperar 29,4 quilômetros da antiga linha auxiliar da Estrada de Ferro Leopoldina. O projeto inclui a reativação do trecho sobre o viaduto Paulo de Frontin, construção inaugurada em março de 1897 e até hoje a única no mundo em curva. A estrutura metálica treliçada, de arquitetura belga, tem 82 metros de comprimento e está em boas condições. Mas boa parte dos trilhos foi furtada após a paralisação do circuito turístico em meados dos anos 1990. Nos últimos anos, a prefeitura da cidade conseguiu recuperar cerca de 4,5 quilômetros da linha.

Com os recursos da multa, o governo ainda pretende tirar do papel velhos sonhos, como a reforma da Estação Barão de Mauá, na Leopoldina, no Centro do Rio, que está abandonada. Para Delmo Manoel Pinho, subsecretário de Transportes, aplicar parte dos recursos da multa no estado é mais que justo:

— Com a reativação dessas linhas, teríamos um grande fomento do turismo nessas cidades.

O CHARME DE ANTIGAS LINHAS PODE SER RESGATADO:

Petrópolis:

Recuperação a linha entre os distritos de Nogueira e Itaipava. O projeto prevê a implantação da linha férrea embutida (tipo trilhos de bonde ou VLT) em um trecho de cerca de cinco quilômetros.

Paraíba do Sul:

A reativação do trem da Estrada Real no município de Paraíba do Sul. São 14,3 quilômetros entre o centro da cidade e distrito de Cavaru, que integra a linha auxiliar da Leopoldina.

Valença:

O trem turístico de Conservatória, no distrito de Valença, cruzaria três quilômetros da antiga linha Ferrovia Oeste de Minas. A prefeitura quer que o circuito seja percorrido por uma maria-fumaça.

Magé:

A ideia é retomar a linha do Expresso Imperial, trecho de sete quilômetros entre a localidade de Vila Inhomirim, em Magé, e o alto da Serra de Petrópolis. O trecho foi inaugurado em 1883 e desativado em 1964. A distância era vencida por locomotivas a vapor de tração a cremalheira (tipo de trilho dentado).

Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/estado-quer-investir-200-milhoes-para-reativar-trens-turisticos-no-interior-22938314

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Fabricante de trens novos não entregou 44% dos itens ligados ao desempenho dos veículos, diz relatório da Trensurb



24/07/2018 - Zero Hora

A Trensurb pagou R$ 244 milhões por trens que foram entregues sem quase a metade das especificações técnicas que dizem respeito ao desempenho dos veículos exigidas pela empresa. Um grupo de trabalho formado por 12 técnicos da Trensurb analisou 82 itens – selecionados com base em um critério de gravidade – previstos no edital da licitação e constatou que 44% deles não foram atendidos pelo Consórcio FrotaPoa, que reúne as empresas Alstom (francesa) e CAF (espanhola).

No relatório, os técnicos também apontam que a Trensurb abriu mão, a pedido do consórcio, de realizar ensaios dinâmicos que poderiam antecipar as falhas em série que, hoje, deixam fora de operação nove dos 15 trens da série 200, adquiridos em 2012 — a informação foi publicada ontem pelo Grupo de Investigações da RBS (GDI).

Técnicos da Trensurb compararam as especificações do edital de licitação com o produto efetivamente entregue. A vistoria foi concluída em 10 de abril passado e apresentada ao Conselho de Administração da Trensurb. O GDI teve acesso ao resultado da análise que escancara o prejuízo de uma compra milionária que não se reverteu em melhorias de serviço e mais conforto aos 180 mil usuários diários da linha de trem.

Os itens não atendidos vão desde certificados que atestem a qualidade das rodas e eixos de trem até peças de reposição a menos — sem que a Trensurb tivesse desconto no valor pago. Em cada um dos tópicos analisados, foi avaliado se houve vantagem financeira do consórcio, prejuízo técnico ou financeiro para Trensurb e se o item tinha ligação com problemas já constatados. Além de 44% dos itens examinados não terem sido atendidos, em 48% dos casos analisados houve prejuízo técnico ou financeiro para a Trensurb. Segundo o grupo de trabalho, só é possível garantir que 10% dos itens foram rigorosamente atendidos pelo consórcio.

Além da redução da qualidade e conforto dos serviços, os problemas dificultam a manutenção. Nem os manuais dos trens foram entregues conforme o especificado: têm desenhos e traduções erradas, além de recomendações de procedimentos de manutenção falhos, genéricos e sem aprofundamento técnico adequado.

Vaivém de queixas entre Trensurb e consórcio

Todos os itens não atendidos são objeto de demoradas negociações entre a estatal e as indústrias fornecedoras dos trens. Um vaivém de queixas que já resultou num inquérito civil público aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) para tentar impulsionar o funcionamento dos 15 trens que nunca operaram como deveriam. No relatório, os técnicos da Trensurb sugerem a contratação de um serviço para avaliar o impacto financeiro dos problemas e a devolução dos trens para resolvê-los.

No estudo, é apontada uma série de prejuízos na operação dos trens. Houve aumento de 30% no consumo energético em relação à previsão orçamentária da Trensurb – estimado em

R$ 10 milhões ao ano. Também há custos extras com manutenção dos trens antigos, da série 100, sobrecarregados porque só seis dos novos funcionam. Além disso, aumentou o gasto com horas extras dos empregados e a realocação de pessoas para acompanhamento e fiscalização dos retrabalhos.

Segundo a Trensurb, o relatório foi entregue ao Ministério Público Federal, que acompanha todo o processo que envolve o recall dos trens série 200.


Itens não atendidos segundo relatório x consequências

Não foram fornecidos os certificados de comprovação do atendimento às normas de fornecimento das rodas e eixos de trem Consequência: há dúvida sobre o desempenho das rodas. Certificados são necessários para um diagnóstico mais preciso

Não há filtro de ar nos motores de tração Consequência: o interior dos motores está contaminado com água e sujeira

Manuais incompletos, documentação técnica desatualizada, não fornecimento de softwares e códigos-fonte Consequência: a falta de manuais adequados prejudica a manutenção dos trens

Menos peças de reposição entregues Consequência: prejudica a manutenção dos trens e prejuízo financeiro à Trensurb — o consórcio reduziu a entrega, mas não o valor cobrado

Projeto de construção do motor de tração de difícil montagem e desmontagem Consequência: troca dos rolamentos, na manutenção, fica mais cara e complexa

Durante a instalação de peças na fábrica ocorreram falhas no processo de montagem que danificaram o isolamento de cabos Consequência: ocorrência de curto circuito entre os cabos.

Contraponto

O Consórcio FrotaPoa esclarece que a fabricação e entrega dos trens seguiram rigorosamente todas as normas vigentes e especificações técnicas solicitadas pela Trensurb. O Consórcio reafirma que está engajado em realizar todas as ações necessárias para recolocar os trens em operação no menor prazo possível.


Leia mais: Metrô realoca frota G para a Linha 1-Azul

- Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/grupo-de-investigacao/noticia/2018/07/fabricante-de-trens-novos-nao-entregou-44-dos-itens-ligados-ao-desempenho-dos-veiculos-diz-relatorio-da-trensurb-cjjyxe3rn00sb01qch3y4eixa.html

terça-feira, 24 de julho de 2018

Obra de expansão do bonde de Santa Teresa será retomada pelo estado



05/07/2018 - O Globo

RIO — As obras de expansão do bondinho de Santa Teresa, paradas há pelo menos dois anos, por causa da crise financeira do estado, finalmente devem sair do papel. O governo anunciou que retomará a ampliação do sistema até o fim do mês. O novo trajeto de 3 km, entre a Praça Odylo Costa Neto, no Largo dos Guimarães, e o Largo do França, deverá ficar pronto em 120 dias. A informação foi divulgada na última quarta-feira (4), no blog do colunista Ancelmo Gois.

Os reparos num dos símbolos do bairro começaram em 2013, dois anos após o acidente que deixou seis pessoas mortas. O trecho percorrido atualmente pelo bonde é de apenas 4 km — entre o Largo da Carioca, no Centro, e a Praça Odylo Costa Neto, no Largo dos Guimarães — e deixa muitos moradores desamparados:

— Desde o acidente, o Largo das Neves está abandonado, porque era o bondinho que levava os turistas até lá. Havia muitas atrações culturais. Hoje, ainda existe um evento ou outro, mas o largo não enche mais como antes — lamentou Eduardo Anunciação, que mora há 32 anos em Santa Teresa. — Pena que essa fase de ampliação não contempla todo o bairro, mas já ficamos animados em saber que o bondinho está voltando, mesmo que lentamente.

PROBLEMAS MARCAM A VOLTA DO TRANSPORTE

O Consórcio Elmo/Azvi continuará responsável pela execução da obra de ampliação, que já apresentou diversos problemas desde que foi iniciada. Em depoimento, em maio, aos membros da CPI da Alerj que investiga irregularidades no setor de transportes, o presidente da Companhia Estadual de Engenharia, Transportes e Logística do Rio (Central), Rogério Azambuja, afirmou que, dos dez quilômetros de trilhos que deveriam ter sido construídos em Santa Teresa, somente quatro haviam sido finalizados.

Azambuja também contou que, das 14 composições previstas para o sistema, apenas cinco foram adquiridas. Destas, só três eram usadas à época pelo público, já que dois bondinhos ficavam, segundo Azambuja, de reserva.

A CADA DIA, 74 VIAGENS

O presidente da Central afirmou ainda durante a CPI que seriam necessários R$ 100 milhões para que fossem comprados novos bondinhos e os trilhos chegassem até o Silvestre. Quando começou, a obra foi orçada em R$ 58,6 milhões.

Ontem, a Secretaria de Estado de Transportes informou que, atualmente, há cinco bondes em funcionamento, quantidade que, segundo o órgão, é suficiente para atender à demanda. São oferecidas, segundo o governo, cerca de 74 viagens por dia. A média de ocupação dos 2.368 lugares é de 44%. A pasta acredita que os números são positivos e “demonstram a aprovação do serviço pela população”.

Moradores de Santa Teresa cadastrados têm direito a viagens gratuitas, assim como estudantes da rede pública uniformizados e pessoas acima de 65 anos. As despesas com funcionários e manutenção do sistema são pagas com a venda de passagens para turistas, que custam R$ 20 (ida e volta).

- Fonte: https://oglobo.globo.com/rio/obra-de-expansao-do-bonde-de-santa-teresa-sera-retomada-pelo-estado-22853134


quarta-feira, 18 de julho de 2018

Rio Largo: Prefeitura e CBTU assinam ordem de serviço para construção da nova estação da Utinga



25/06/2018 - Cada Minuto

O bairro Utinga, em Rio Largo, irá ganhar, nos próximos sete meses, uma nova estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A assinatura da ordem de serviço para o início imediato das obras aconteceu na manhã desta segunda-feira (25), em uma solenidade festiva na Utinga, próximo à atual estação, com a presença do prefeito Gilberto Gonçalves, do senador Benedito de Lira, do superintendente da CBTU em Alagoas, Marcelo Aguiar, da vice-prefeita Cristina Gonçalves, do vereador Jeferson do Controle, liderança do bairro, de secretários municipais e da população local, que foi prestigiar a iniciativa e agradecer os benefícios que a nova estação vai trazer para a localidade.

A nova estação, junto com ladeira da cachoeira, que também teve sua ordem de serviço assinada hoje, vai custar R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. Já o projeto da nova estação do VLT, no centro de Rio Largo, já está pronto e, em breve, será mais uma obra em curso. A licitação para o contrato da empresa deve sair até o mês de setembro, estando na dependência apenas de ajustes técnicos da CBTU.

“Esse é um momento muito importante em que toda população de Rio Largo está agradecida e fica feliz em receber esse empreendimento. Estamos trabalhando para trazer o desenvolvimento, com mais mobilidade urbana, emprego, infraestrutura de qualidade e cidadania. Quero agradecer ao senador Benedito de Lira pelo que ele tem feito pela nossa cidade e por Alagoas, um político que tem uma força de trabalho e uma grande preocupação com os menos favorecidos. O que seria de Rio Largo se não tivéssemos um senador nos defendendo em Brasília”, questionou o prefeito.

A construção da estação de Utinga é mais um passo para o desenvolvimento do município e, como reforçou o senador benedito de Lira, “É mais uma obra, mais um empreendimento para dar confortabilidade às pessoas que utilizam o VLT e a parceria da prefeitura é muito importante para que realmente as obras aconteçam. Estamos juntos para continuar trabalhando pelo benefício do povo de Rio Largo. Com a nova estação, a população da Utinga vai ter mais conforto para ter acesso ao VLT que hoje possibilita que apenas uma porta seja aberta para a entrada dos passageiros”. 

Já o superintendente da CBTU, Marcelo Aguiar, parabenizou o município pela conquista e falou da importância da nova estação para as famílias que utilizam o VLT diariamente. “Hoje, daremos início a construção dessa nova estação que não tem estrtutura necessária para o VLT, em se tratando de altura e tamanho da plataforma. Nossa expectativa é que essa obra traga mais conforto e qualidade de vida para a população durante o deslocamento.  A parceria da prefeitura tem sido fundamental para que essas intervenções aconteçam da forma como a população precisa, melhorando a qualidade de vida de todos”, finalizou.

Jackson Rosalvo é morador da Utinga há 20 anos e prestigiou a solenidade festiva. Na oportunidade, ele falou do atraso e da precariedade da atual estação. “Espero que essa nova estação traga os benefícios que precisamos. Há anos não temos obras aqui e só temos a agradecer a prefeitura e ao governo federal. Nós, da Utinga, estamos muito felizes com o trabalho da gestaõ do prefeito Gilberto Gonçalves”, agradeceu o morador.    

- Fonte: http://www.cadaminuto.com.br/noticia/322668/2018/06/25/rio-largo-prefeitura-e-cbtu-assinam-ordem-de-servico-para-construcao-da-nova-estacao-da-utinga#


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Inauguração Estação Mercado da CBTU Maceió



04/07/2018Notícias do Setor ANPTrilhos         
CBTU Maceió inaugura quinta-feira a nova estação do Mercado

A nova e moderna estação do Mercado do Artesanato da CBTU será inaugurada na próxima quinta-feira, às 15 horas e contará com a presença de autoridades, convidados e da população em geral. De acordo com a programação feita pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU será disponibilizado para os convidados e a imprensa, um VLT que sairá da estação central às 14 horas e 30 minutos, fazendo assim a primeira operação da estação do Mercado de Artesanato. Após a inauguração os convidados retornarão de VLT para a Estação Central. A obra que custou 7 milhões de reais, contando com toda infraestrutura do entorno, como a substituição de trilhos, implantação de novos dormentes, construção do muro de proteção e interligação do sistema, é considerada como uma das mais modernas existentes em Alagoas. Ela é dotada de escada rolante, elevadores para pessoas com necessidades especiais, sinalização, banheiros e ampla acomodação para os passageiros. Segundo o superintendente da CBTU, Marcelo Aguiar, a nova estação do Mercado do Artesanato é considerada como Estação-Ilha, permitindo o cruzamento dos VLT´s e aumentando o fluxo de viagens com total segurança.

03/07/2018 – CBTU Maceió