sexta-feira, 21 de julho de 2017

Inovação a favor dos usuários


19/07/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
Metrô de Brasília (DF) terá a primeira estação totalmente sustentável da América Latina; 100% da energia utilizada será gerada pela luz do sol

Uma estação de metrô totalmente sustentável. Essa é a aposta do metrô de Brasília (DF). O projeto, em fase final de conclusão, está sendo implantado na estação Guariroba, em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, e consiste na geração de energia elétrica solar na própria estação. Além do Distrito Federal, pelo menos outras três cidades do mundo possuem estações sustentáveis: Milão (Itália), Nova York (Estados Unidos) e Nova Déli (Índia).

Estudos realizados apontam que a estação Guariroba terá capacidade média de geração de energia de 288.484,95 Kwh durante o primeiro ano de operação. Essa taxa é capaz de suprir 100% do consumo de energia da estação de passageiros e ainda produzirá um excedente equivalente ao consumo de outras duas estações com o mesmo porte.

A energia captada servirá para abastecer a plataforma, a bilheteria e todos os outros equipamentos que necessitam de energia elétrica. As placas fotovoltaicas, que convertem a luz solar em energia, serão instaladas no telhado e irão aproveitar a energia gerada pelo sol em complementação aos sistemas tradicionais de geração, reduzindo os custos a médio prazo.

O diretor-presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, ressalta que essa é a primeira etapa de um projeto maior. “Nosso objetivo é transformar a área do centro de operação do metrô em uma grande usina de geração de energia limpa. As próximas estações que ganharão o mesmo padrão de utilização de energia serão Samambaia Sul e Feira, no Guará”, afirma.

Coordenador do programa Metrô Sustentável do Metrô-DF, Kenzo Ferreira, destaca os ganhos para o sistema e para os usuários. “As pessoas que usam o sistema diariamente em Brasília e, de uma forma geral, toda a população do Distrito Federal, serão diretamente beneficiadas pelo projeto, pois passarão a contar com um transporte público sustentável que utiliza tecnologias e conceitos modernos em relação à sustentabilidade ambiental de sua matriz energética”.

Ele ainda salienta que o projeto é inovador não só para o metrô de Brasília, mas também para todo o sistema metroferroviário.

O projeto está em fase de ajuste final em relação à estrutura de sustentação que receberá as placas fotovoltaicas.

A previsão é que o sistema entre em operação em setembro deste ano. O Metrô-DF também iniciou os estudos de viabilidade para a construção de uma usina solar de médio a grande porte, na área do Complexo Administrativo e Operacional do sistema, em Águas Claras (DF).

Iniciativa premiada

Em abril, o projeto da estação Guariroba recebeu o prêmio Golden Chariot Internacional Transport Award, na categoria Companhia Nacional de Transporte do Ano. A homenagem foi entregue na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Genebra, na Suíça. É a segunda vez que uma empresa latino-americana recebe o prêmio, criado em 2005.

As atividades do Metrô-DF tiveram início em janeiro de 1992. Em dezembro de 1993, foi criada a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, que teve a incumbência de operar o novo transporte.

Atualmente, o sistema conta com 29 estações, das quais 24 estão em funcionamento. Os 32 trens em operação transportam, em média, 150 mil passageiros por dia nos 42,38km de extensão da linha.

Clique aqui e leia a reportagem em PDF


Junho/2017 – Revista CNT Transporte Atual

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Frio provoca rachadura em trilho da Trensurb em Canoas


19/07/2017 - G1

O frio desta terça-feira (18) fez com que um trilho do Trensurb trincasse entre as estações Fátima e Niterói, localizadas em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A capital gaúcha registrou 4°C na madrugada desta terça, conforme a estação meteorológica do Aeroporto Salgado Filho, que configura o dia mais frio do ano.

Por conta da situação, a velocidade é reduzida no trecho, no sentido Novo Hamburgo - Porto Alegre, mas sem mudança no tempo de viagem, conforme a Trensurb.


Perto da Estação Fátima foi colocada uma tala, e o conserto definitivo deve ser realizado durante a noite.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Linha 6 do Metrô: Governo de SP dá mais prazo para Consórcio obter financiamento para retomada das obras


03/07/2017 - Diário do Transporte

As obras da linha 6-Laranja do Metrô estão paradas desde setembro de 2016. Também chamada de Linha das Universidades, a Linha 6-laranja deve ligar a Vila Brasilândia, na região noroeste de São Paulo, ao centro da capital paulista. Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM.

O Consórcio Move SP, responsável pelas intervenções e vencedor da licitação ocorrida em 2013, desde setembro vem postergando prazos para resolver o problema de dinheiro, motivo principal que paralisou a obra.

Conforme noticiou o Diário do Transporte, em primeira mão, no dia 08 de março de 2017, o prazo final dado pelo Governo do Estado foi 15 de junho, podendo assim, haver nova licitação. O Move São Paulo solicitou empréstimo de R$ 5,5 bilhões. Por causa da paralisação das obras, o Governo do Estado de São Paulo pediu anuência da Assembleia Legislativa e levará a solicitação ao BNDES de remanejamento de R$ 200 milhões, que estavam previstos para linha 6-Laranja, para linha 5- Lilás, prevista para se prolongar até a Chácara Klabin. A linha 5 já opera entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

Em 15 de junho deste ano, por exemplo, expirou o prazo dado pelo governo estadual para o Consórcio encontrar uma solução para conseguir financiamento do BNDES. O consórcio é formado pela Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia, toda citadas na Operação Lava Jato.

Na data o governo do Estado publicou uma nota, ampliando o prazo para as empreiteiras se regularizarem junto ao BNDES até o dia 30 de junho, sexta-feira passada. E na mesma nota fez uma ameaça ao Consórcio: “Caso o atual concessionário não consiga obter financiamento junto ao BNDES, o Governo do Estado poderá ser impelido a iniciar o processo de decretação da caducidade do contrato e iniciar um novo processo licitatório respeitando os devidos prazos legais”.

Hoje (dia 3) a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo do Estado de SP anunciou que está analisando informações fornecidas pelo consórcio Move SP para a retomada das obras da linha 6-laranja. Ou seja, um novo prazo foi concedido ao Consórcio, que informou ao governo que está buscando financiamento de longo prazo para retomar e finalizar a obra paralisada desde setembro de 2016.

A linha 6-laranja é uma dentre as seis obras de expansão do Metrô, sendo que todas estão atrasadas.

HISTÓRICO:

A ligação entre a região de Brasilândia, na zona noroeste, e a estação São Joaquim, na região central de São Paulo, deve atender a mais de 630 mil pessoas por dia. Quando assinado em dezembro de 2013, a linha 6-Laranja foi comemorada por ser a primeira PPP – Parceria Público Privada plena do país. O consórcio Move faria a obra e seria também o responsável pela operação da linha por 25 anos. O custo total do empreendimento era de R$ 9,6 bilhões, sendo que deste valor R$ 8,9 bilhões seriam divididos entre governo e consórcio.

A previsão inicial para inauguração da linha 6 era 2020. A data agora é uma incerteza.

Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM.

Até o momento, foram gastos R$ 1,7 bilhão no empreendimento.

OBRAS PROMETIDAS E ATRASADAS:

Linha 2 (Extensão até a Rodovia Dutra) – prometida para 2020, está sem prazo de conclusão

Linha 4 (Trecho até Vila Sônia) – prometida para 2014, com prazo de conclusão previsto para o  2º semestre de 2019

Linha 5 (Extensão até Chácara Klabin + 11 estações) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2018

Linha 6 (Brasilândia a São Joaquim) – prometida para 2020; obra paralisada, sem previsão de conclusão

Linha 15 (Trecho até São Mateus) – prometida para 2016, com prazo de conclusão para o 1º semestre de 2018

Linha 17 (Congonhas ao Morumbi) – prometida para 2014, com prazo de conclusão para o 2º semestre de 2019

Linha 18 (Tamanduateí ao ABC) – prometida para 2018, sem prazo


segunda-feira, 17 de julho de 2017

CBTU deve iniciar viagens de trem e VLT em Jaraguá, Maceió, até setembro


13/07/2017 - G1

As obras de construção da expansão da Estação Ferroviária Central até o bairro de Jaraguá continuam atrasadas, desta vez devido às fortes chuvas que caíram no estado, mas agora em fase final. A previsão é de que as viagens até lá comecem a acontecer em setembro, segundo informou nesta quinta-feira (13) o superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Marcelo Aguiar.

"Tivemos uma quadra chuvosa bem rigorosa e que afetou muito todo a cidade. Isso também atrasou as obras [da estação] de Jaraguá, que já era para estar em funcionamento. Mas já entramos em contato com a construtora responsável pela obra que nos garantiu que em setembro estará tudo pronto para operarmos", afirma Aguiar.

Atualmente, 12 mil pessoas por dia são beneficiadas com o Veículo Leve sob Trilhos (VLT), com a ampliação da estação, a expectativa é atender a um maior número de pessoas.

Segundo o superintendente, as obras foram iniciadas em setembro do ano passado, orçada em R$ 3,4 milhões. Meses antes, uma reportagem do G1 já denunciava o atraso no início destas obras, que naquela época eram orçadas em R$ 1,4 milhão.

Lixo no meio do trilho

Também nesta manhã a CBTU começou a implantação de lixeiras no percurso do trilho dos trens. Marcelo Aguiar conta que todos os dias a empresa precisa fazer trabalho de retirada de lixo da via férrea para que os trens possam trafegar.

"É um absurdo a quantidade de lixo que retiramos. Isso danifica os trilhos, contamina as pedras. Além de dificultar a passagem do trem. Quando o volume de lixo é muito grande, o trem precisa interromper a viagem e retornar para estação. Isso compromete toda a nossa viagem", afirma o superintendente.

Para impedir que a população jogue o lixo na via, a CBTU instalou nove lixeiras da Estação de Bebedouro até a comunidade Flexal. "Vamos fazer um trabalho educação com as crianças e a comunidade, para explicar os riscos do descarte irregular de lixo e dos problemas que eles causam aqui na linha férrea. Vamos distribuir panfletos e cartilhas", afirma Aguiar.

Depredação

Além do lixo que diariamente é jogado na linha férrea, o superintendente da CBTU explicou ainda que quatro vidros são quebrados por dia, gerando prejuízo financeiro para a empresa.

"Os trens quando estão em movimento são alvo de vândalos. Hoje fizemos uma licitação para fazer troca de vidros que quebram dessa forma. E só de vidro foi R$ 600 mil. Um valor muito alto, visto que a passagem é de apenas R$ 0,50", destaca o superintendente.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Metrô padece sem verba do VEM

Remando contra a crise, sistema vem adquirindo peças aos poucos para reequipar trens e reverter redução da frota Foto: Rafael Furtado
Recurso, que equivale a mais de 15% dos ganhos da CBTU, não tem sido repassado por empresas de ônibus e pelo Estado, que tem controle da bilhetagem
Por: Luiz Filipe Freire, da Folha de Pernambuco em 05/07/17 às 06H50, atualizado em 05/07/17 às 07H02
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Com operação reduzida em 30% devido à necessidade de reposição de peças, como a Folha de Pernambuco mostrou há duas semanas, o metrô do Recife tem uma demanda a mais para contornar: os atrasos nos repasses da verba da bilhetagem eletrônica. Trata-se de um recurso a que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) tem direito pelos usuários do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) que chegam às plataformas pelas integrações com ônibus. A transferência, intermediada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte (GRCT), está atrasada.

O acumulado já ultrapassa R$ 9 milhões. Pode parecer pouco, mas é um dinheiro que representa mais de 15% da receita do metrô e que faz falta num sistema que tem a tarifa congelada em R$ 1,60 há cinco anos e que é bancado quase que por completo por subsídios do Governo Federal.

A situação foi exposta num ofício que chegou ao conhecimento do Blog da Folha. No documento, a Coordenadoria Operacional de Arrecadação da CBTU diz que os valores deixaram de ser repassados à empresa a partir da segunda quinzena de fevereiro.

Também estão em aberto as parcelas de março, abril, maio e junho, uma média de R$ 2,3 milhões por mês. Além desse montante, outros R$ 52 milhões ainda não foram quitados. São referentes aos repasses do VEM dos anos de 2013, 2014 e 2015. Só os pagamentos de 2016 foram feitos de forma regular.

“Em maio do ano passado, quando assumimos, encontramos o metrô numa degradação muito grande. Temos feito uma recuperação e qualquer recurso que deixa de entrar gera um impacto negativo”, diz o superintendente regional da CBTU, Leonardo Villar Beltrão.

Ele explica que se o usuário entrar pela bilheteria do metrô, a CBTU fica com 100% da tarifa, mas se forem utilizados os validadores do VEM para fazer as integrações, a parte da verba que fica com o metrô depende do anel tarifário do ônibus.

No fim de 2015, a própria direção nacional da CBTU expôs a dívida do Estado com o sistema. Na época, disse que os atrasos, somados aos problemas financeiros da companhia, contribuíam para um cenário em que, num futuro próximo dali, não se poderia garantir o funcionamento dos trens em todos os dias da semana.

Em junho de 2016, o Ministério das Cidades anunciou um reforço de R$ 33 milhões no orçamento e deu novo fôlego ao modal. Desde lá, o desafio tem sido o setor de manutenção. Dezenas de trens não têm mais condições de operar, o que levou à redução da frota e ao aumento dos intervalos entre as viagens. “Fizemos licitações e as peças estão chegando. Já recebemos 20 motores, rodas para trens, dormentes. Estamos fazendo nossa parte”, afirma Villar.

Em nota, o GRCT informou que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE) é o responsável pelo repasse tarifário dos valores do VEM para a CBTU e que a entidade se comprometeu a apresentar um cronograma de pagamento ainda nesta semana.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Hyundai negocia novo prazo para atender CPTM


27/06/2017Notícias do SetorANPTrilhos          
A fabricante de trens Hyundai-Rotem está pleiteando uma extensão no prazo de entrega de 30 unidades de oito carros para a malha da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em contrato de R$ 800 milhões. O projeto está atrasado e, segundo a companhia, somente em junho de 2018 será possível finalizar a encomenda. As multas somam R$ 7,9 milhões – valor ainda não pago.

A licitação de compra dos trens está no centro de uma investigação do Ministério Público. O prazo original do contrato era julho de 2016, mas só cinco trens foram entregues até agora, segundo o grupo, e outros oito já estão prontos na fábrica do interior paulista. A empresa alega que as dificuldades não foram causadas por ela.

O fornecimento dos trens para a CPTM foi assinado em 2013. Na época, a Hyundai-Rotem era integrante de um consórcio liderado pela Iesa. Segundo o diretor comercial da companhia, Andre Han, a fabricante sul-coreana foi convidada pela brasileira a integrar o consórcio e o contrato com a sócia local previa que a Iesa assumiria as custas tributárias do projeto e o risco cambial (o contrato de sociedade era em dólar enquanto o compromisso de fornecimento foi acertado em reais).

No ano seguinte, começaram os problemas. A Iesa entrou em recuperação judicial e em agosto teria se afastado do projeto. A Hyundai-Rotem tentou então negociar com o governo de São Paulo a saída da sócia do consórcio. Para isso, antecipou a construção da fábrica, que exigiu investimentos da ordem de R$ 100 milhões.

A Hyundai-Rotem já sabia que seria um contrato deficitário, conta Han, mas decidiu continuar o projeto até como um cartão de visitas no mercado brasileiro. Ainda assim, tenta conseguir se livrar ao menos de parte das multas, que podem chegar a responder por 10% do valor total do contrato.

Ao solicitar o aumento de prazo para a Secretaria de Transportes Metropolitanos, a Hyundai-Rotem alega que o atraso se deveu à demora do contratante em autorizar a saída da Iesa do consórcio. Isso aconteceu só em 2015, mais de um ano depois de a companhia ter entrado em recuperação judicial e saído das atividades da encomenda.

Outro “prejuízo” da sul-coreana no projeto diz respeito ao adiantamento. O consórcio, quando ainda liderado pela Iesa, recebeu R$ 110 milhões. Cerca de R$ 55 milhões teriam ficado pendentes de repasse para a Hyundai-Rotem, que agora está na fila dos credores da recuperação judicial da Iesa.

Segundo a CPTM, há um pedido de extensão de prazo em análise, mas ainda aguardando documentação da Hyundai- Rotem. Em paralelo, a fabricante estuda entrar na Justiça para solicitar reparação da Iesa no momento oportuno.

Essas dificuldades acontecem em um momento em que o mercado brasileiro teve a demanda reduzida, tornando mais complicada a composição de uma carteira de pedidos rentável. Além do fornecimento de trens à CPTM, o único contrato ativo da Hyundai-Rotem no país é com a CCR, que tem como escopo material rodante para o Metrô Bahia e já está na reta final.

Ainda assim, a coreana aposta no potencial do mercado brasileiro. “Acreditamos que o Brasil possui uma economia extremamente forte, e que o mercado brasileiro, já em 2017, começa a mostrar sua capacidade de recuperação”, afirmou o presidente do grupo no Brasil, Sungha Jun. O executivo cita como exemplos os leilões de aeroportos e rodovias e as licitações em andamento para a concessão da Linha 5 e 17 do Metrô de São Paulo.

Enquanto a retomada não se traduz em contratos, a Hyundai-Rotem tenta “criar oportunidades” apostando em serviços de manutenção. Além disso, uma estratégia adotada pela empresa é de usar a fábrica em Araraquara para atender a demanda de América Latina, dentro do Mercosul.


27/06/2017 – Valor Econômico

terça-feira, 11 de julho de 2017

Novas estações de Metrô dão ‘cara nova’ para Linha 5-Lilás


 Estadão Conteúdo
06.07.17 - 08h29
Com entrega prometida para o mês que vem, o Metrô se prepara para abrir mais três estações ao público e emplacar uma nova “cara” para a Linha 5-Lilás, que opera na zona sul e, até o fim do ano, deverá chegar ao centro. As Estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin estão com as obras civis praticamente concluídas e passam, agora, pela instalação de sistemas elétricos. A reportagem visitou as três paradas, que apresentam características verdes e sociais.

A nova face já surge com as cúpulas de vidro nas entradas principais das estações. Chamadas de “bolhas” pelos funcionários, fazem parte da proposta de aproveitar ao máximo a luz natural, economizando eletricidade.

Essa mesma diretriz permitirá ainda que, além das três estações, a zona sul da capital ganhe novas praças – os locais construídos para abrigar as claraboias que levarão a luz até a plataforma e ficarão abertos ao público. “As plataformas ficam mais ou menos a 30 metros de profundidade”, explica o engenheiro da Linha 5 Michel Mastaler. “Abaixo delas, há porões por onde toda a rede de cabos vai passar”, afirma.

Quem usar as estações notará ainda duas diferenças na comparação com as estações mais recentes. A primeira é a falta das portas de plataforma, tidas como uma opção de maior segurança. “Estão contratadas com o sistema CBTC (o controle computadorizado dos trens) e deverão estar instaladas até a entrega do novo trecho”, informa o Metrô. Também não haverá as catracas que têm portas de acesso automáticas, instaladas nas Linhas 2-Verde e 4-Amarela. Para o Metrô, controles de acesso antigos, com roletas, “apresentam melhores resultados operacionais”. Por dia, 54,2 mil pessoas deverão usar as três estações.

Até o fim do ano, quando o restante da Linha 5 for entregue, pelas três paradas circularão 60,2 mil pessoas. Ao todo, a Linha 5 custará R$ 9 bilhões.

As novas praças ainda têm recuos para o embarque e desembarque de carros, o que é defendido pelo professor do Departamento de Transportes da Universidade de São Paulo (USP) Claudio da Cunha Barbieri, que destaca a influência da era dos transportes por aplicativo. “Uma grande parcela usa transporte individual para a primeira ou última milha da viagem.”

Espera

Moradores da região de Santo Amaro aguardam a abertura com expectativa. “Essa obra já demorou demais. Os tapumes estão aqui há anos (a obra começou em 2011). Vou muito ao médico no Ibirapuera. Acho que, quando abrir, vou de metrô em vez de ir de táxi”,diz a aposentada Lourdes Manzanares, de 62 anos, vizinha da futura Estação Brooklin.

A Linha 5 tinha entrega prometida inicialmente para 2015. Alvo de ações criminais nos Ministérios Públicos Estadual e Federal, por causa da ação de cartéis nas licitações, os serviços chegaram a ser paralisados por um mês em 2011. O MPE viu sobrepreço de R$ 320 milhões.

No mesmo local, há o corredor de ônibus intermunicipal que liga a zona sul à Diadema, no ABC. “Venho até aqui (na Avenida Roque Petroni Júnior) e tomo outro ônibus para ir até o Brooklin. Para mim, vai ajudar”, contou a recepcionista Clarice Araújo, de 23 anos, moradora de Americanópolis.

Das estações restantes, Ibirapuera, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin têm entrega prometida até o fim deste ano. A Estação Campo Belo, que um dia terá conexão com o monotrilho da Linha 17-Ouro, será inaugurada no ano que vem.

Distribuição

Para o Metrô, uma das consequências da conclusão da Linha 5 é o alívio de outros pontos da rede, especialmente o saturado corredor que liga as Linhas 4-Amarela e 2-Verde nas Estações Paulista e Consolação. Com as novas opções de conexão, “o fluxo concentrado de usuários na Estação Paulista da Linha 4 será dividido com a nova opção de transferência na Estação Chácara Klabin”, afirma o diretor de Engenharia e Construções, Sérgio Amalfi Meca.

O professor Cunha Barbieri, por outro lado, afirma que esse movimento ainda dependerá dos “testes práticos” dos passageiros. “É preciso avaliar o tempo de viagem, a lotação e o quanto o transporte é confiável”, disse, lembrando que a Linha 9-Esmeralda da CPTM, usada na viagem atual e com menos estações no trajeto, é conhecida por paralisações e lotação, além de ser mais lenta.


Novas estações da Linha 5-Lilás devem ser abertas incompletas

11/07/2017 - Metrô CPTM

Quem vê as obras de duas das três estações da Linha 5-Lilás prometidas pelo governador Geraldo Alckmin para agosto dificilmente acredita que elas estarão prontas a tempo de serem inauguradas. Faltando pouco mais de 50 dias para que a promessa vire realidade, as estações Alto da Boa Vista e Borba Gato ainda têm muito trabalho pela frente.

O blog percorreu o trecho de cerca de 3 km neste domingo (10) e viu alguns trabalhadores nos canteiros, uma prova que a obra está em ritmo frenético, porém, ainda longe de parecerem próximas de serem finalizadas.

A sensação de que elas serão entregues às pressas é reforçada por uma informação não oficial de que as PSDs, portas de plataforma que são item extra de segurança nas novas estações do Metrô, não serão instaladas a tempo. Prova disso é que as plataformas de Alto da Boa Vista e Borba Gato receberam o piso até a extremidade, ou seja, sem deixar um trecho de cerca de 40 cm para que sejam montadas as estruturas das PSDs.

Segundo relato de um funcionário da obra que repercutiu em redes sociais, as portas não estão prontas e ainda a caminho, vindas da Europa. Na estação Brooklin, a mais adiantada da obra, os operários finalizam a instalação de luminárias na praça do térreo além de outros detalhes menores, mas nem sinal das PSDs. Nesse caso, o “degrau” na plataforma foi mantido o que exige que ao menos as estruturas sejam montadas.

Acabamento simplório

Parte do lote 2 da expansão da Linha 5, as estações Alto da Boa Vista e Borba Gato foram iniciadas na mesma época de Brooklin e chegaram a estar mais adiantadas que ela. Mas atrasos e o encarecimento da obra, que chegou ao limite de aditivos, obrigaram o Metrô a relicitar a parte final do projeto. O consórcio Galvão-Serveng, que havia começado o trecho, deu lugar ao Contracta-Telar que assumiu a obra no ano passado.

A troca de bastão atrasou ainda mais os trabalhos que deveriam ter sido concluídos em junho. Um dos sintomas do aumento de custo e do atraso é o acabamento dos prédios técnicos, edificações que ficam na superfície. Ao contrário de Brooklin, com vidros fumês, e AACD-Servidor, com placas de alumínio, as duas estações receberam apenas pintura e serão finalizadas com brises metálicos na região das janelas.

Apesar disso, a esperada inauguração das três estações deve seguir o de praxe na estratégia do Metrô: elas funcionarão em horário restrito e com intervalos bem elevados, apenas para avaliar os diversos sistemas e sua infraestrutura até que haja condições de ampliar o serviço.