quarta-feira, 18 de julho de 2018

Rio Largo: Prefeitura e CBTU assinam ordem de serviço para construção da nova estação da Utinga



25/06/2018 - Cada Minuto

O bairro Utinga, em Rio Largo, irá ganhar, nos próximos sete meses, uma nova estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A assinatura da ordem de serviço para o início imediato das obras aconteceu na manhã desta segunda-feira (25), em uma solenidade festiva na Utinga, próximo à atual estação, com a presença do prefeito Gilberto Gonçalves, do senador Benedito de Lira, do superintendente da CBTU em Alagoas, Marcelo Aguiar, da vice-prefeita Cristina Gonçalves, do vereador Jeferson do Controle, liderança do bairro, de secretários municipais e da população local, que foi prestigiar a iniciativa e agradecer os benefícios que a nova estação vai trazer para a localidade.

A nova estação, junto com ladeira da cachoeira, que também teve sua ordem de serviço assinada hoje, vai custar R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. Já o projeto da nova estação do VLT, no centro de Rio Largo, já está pronto e, em breve, será mais uma obra em curso. A licitação para o contrato da empresa deve sair até o mês de setembro, estando na dependência apenas de ajustes técnicos da CBTU.

“Esse é um momento muito importante em que toda população de Rio Largo está agradecida e fica feliz em receber esse empreendimento. Estamos trabalhando para trazer o desenvolvimento, com mais mobilidade urbana, emprego, infraestrutura de qualidade e cidadania. Quero agradecer ao senador Benedito de Lira pelo que ele tem feito pela nossa cidade e por Alagoas, um político que tem uma força de trabalho e uma grande preocupação com os menos favorecidos. O que seria de Rio Largo se não tivéssemos um senador nos defendendo em Brasília”, questionou o prefeito.

A construção da estação de Utinga é mais um passo para o desenvolvimento do município e, como reforçou o senador benedito de Lira, “É mais uma obra, mais um empreendimento para dar confortabilidade às pessoas que utilizam o VLT e a parceria da prefeitura é muito importante para que realmente as obras aconteçam. Estamos juntos para continuar trabalhando pelo benefício do povo de Rio Largo. Com a nova estação, a população da Utinga vai ter mais conforto para ter acesso ao VLT que hoje possibilita que apenas uma porta seja aberta para a entrada dos passageiros”. 

Já o superintendente da CBTU, Marcelo Aguiar, parabenizou o município pela conquista e falou da importância da nova estação para as famílias que utilizam o VLT diariamente. “Hoje, daremos início a construção dessa nova estação que não tem estrtutura necessária para o VLT, em se tratando de altura e tamanho da plataforma. Nossa expectativa é que essa obra traga mais conforto e qualidade de vida para a população durante o deslocamento.  A parceria da prefeitura tem sido fundamental para que essas intervenções aconteçam da forma como a população precisa, melhorando a qualidade de vida de todos”, finalizou.

Jackson Rosalvo é morador da Utinga há 20 anos e prestigiou a solenidade festiva. Na oportunidade, ele falou do atraso e da precariedade da atual estação. “Espero que essa nova estação traga os benefícios que precisamos. Há anos não temos obras aqui e só temos a agradecer a prefeitura e ao governo federal. Nós, da Utinga, estamos muito felizes com o trabalho da gestaõ do prefeito Gilberto Gonçalves”, agradeceu o morador.    

- Fonte: http://www.cadaminuto.com.br/noticia/322668/2018/06/25/rio-largo-prefeitura-e-cbtu-assinam-ordem-de-servico-para-construcao-da-nova-estacao-da-utinga#


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Inauguração Estação Mercado da CBTU Maceió



04/07/2018Notícias do Setor ANPTrilhos         
CBTU Maceió inaugura quinta-feira a nova estação do Mercado

A nova e moderna estação do Mercado do Artesanato da CBTU será inaugurada na próxima quinta-feira, às 15 horas e contará com a presença de autoridades, convidados e da população em geral. De acordo com a programação feita pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU será disponibilizado para os convidados e a imprensa, um VLT que sairá da estação central às 14 horas e 30 minutos, fazendo assim a primeira operação da estação do Mercado de Artesanato. Após a inauguração os convidados retornarão de VLT para a Estação Central. A obra que custou 7 milhões de reais, contando com toda infraestrutura do entorno, como a substituição de trilhos, implantação de novos dormentes, construção do muro de proteção e interligação do sistema, é considerada como uma das mais modernas existentes em Alagoas. Ela é dotada de escada rolante, elevadores para pessoas com necessidades especiais, sinalização, banheiros e ampla acomodação para os passageiros. Segundo o superintendente da CBTU, Marcelo Aguiar, a nova estação do Mercado do Artesanato é considerada como Estação-Ilha, permitindo o cruzamento dos VLT´s e aumentando o fluxo de viagens com total segurança.

03/07/2018 – CBTU Maceió

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Ministério das Cidades cancela liberação de recursos para 55 projetos de mobilidades que foram selecionados para financiamentos de R$ 15 bilhões


10/07/2018 - Diário do Transporte

Ao menos 55 propostas de mobilidade urbana em todo o País não vão mais receber recursos do Governo Federal. Juntos, os projetos somam em torno de R$ 15 bilhões

As obras tinham sido selecionadas ainda no âmbito do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e receberiam as verbas por meio do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e OGU – Orçamento Geral da União, mas prefeituras e governos estaduais não cumpriram prazos ou os termos de compromisso não foram prorrogados pelo Ministério das Cidades. Alguns projetos, apesar de selecionados, foram modificados ou abandonados pelos gestores locais.

Na portaria, assinada pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, o Governo cita a crise econômica e a necessidade de realocação de recursos para tornar sem efeito a seleção das propostas.

CONSIDERANDO a crescente demanda da população brasileira pela implantação de infraestruturas de sistemas de mobilidade urbana, o atual cenário de recessão econômica, e a necessidade de aperfeiçoar a alocação de recursos visando garantir a execução de empreendimentos, resolve: Art. 1º Tornar insubsistente a seleção de propostas de empreendimentos de mobilidade urbana, inseridos no Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC), com recursos do Orçamento Geral da União (OGU) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), constantes no Anexo a esta Portaria com a respectiva motivação

Entre as obras que tiveram a seleção sem efeito estão corredores de ônibus em São Paulo, como o Guarapiranga / Guavirutuba e da Estrada do M Boi Mirim, a implantação de corredores de transporte público coletivo e de sistema tronco-alimentado, em Mauá, na Grande São Paulo, corredores de ônibus em Recife e Belém e sistemas de trilhos como a Expansão do Metrô – Asa Norte, em Brasília, o Metrô Linha 3 – São Gonçalo – Niterói, em São Gonçalo, a Rede de Metrô da RMBH, em Belo Horizonte e o Corredor VLT Aeroporto-Maceió.

- Fonte: https://diariodotransporte.com.br/2018/07/10/ministerio-das-cidades-cancela-liberacao-de-recursos-para-55-projetos-de-mobilidades-que-foram-selecionados-para-financiamentos-de-r-15-bilhoes/

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Prejuízo do Metrô com a Linha 4 pode ser de R$ 2,3 milhões por mês


Estação São Paulo-Morumbi, em construção, deve abrir no terceiro trimestre Foto: Werther Santana/Estadão

16/06/2018 - Estadão

SÃO PAULO - O atraso das obras de extensão da Linha 4-Amarela em São Paulo pode levar o governo paulista a pagar uma indenização de até R$ 70 milhões à concessionária ViaQuatro, responsável por operar o ramal que liga a região da Luz, no centro da capital, ao Butantã, na zona oeste.

Um acordo feito em 2014 definiu que a ampliação da Linha 4 até Vila Sônia, chamada fase 2, fosse concluída até março deste ano, sob pena de o Estado pagar uma compensação mensal de R$ 2,3 milhões à concessionária. O prazo não foi cumprido. A meta agora é terminar no fim de 2020.

Agora, a ViaQuatro e a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos negociam o pagamento da indenização, acertada em um dos aditivos do contrato da parceria público-privada (PPP) que concedeu a linha à empresa, controlada pelo Grupo CCR. Pelo acordo, assinado no governo Geraldo Alckmin (PSDB), a concessionária poderá requerer a compensação a partir de julho deste ano.

A indenização seria uma forma de ressarcir a ViaQuatro. O entendimento foi de que, com menos estações, a linha teria uma demanda de passageiros menor, e a concessionária, que recebe por passageiro transportado, faturaria menos.

Parte das paradas da fase 2 da Linha 4 já foi aberta: Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire (parcialmente) e Fradique Coutinho. Faltam ainda a São Paulo-Morumbi, prevista agora para o terceiro trimestre deste ano, e a Vila Sônia, programada para o quarto trimestre de 2020. Além disso, há obras complementares no pátio de manobras, na Vila Sônia, que só devem terminar no ano que vem.

O possível pagamento dessa indenização é tido como um risco fiscal ao Estado e foi detalhado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em discussão na Assembleia Legislativa.

A segunda fase das obras da Linha 4-Amarela foi licitada em 2011, quando as primeiras seis paradas do ramal, entre Butantã e Luz, já estavam em operação. A licitação havia sido vencida por um consórcio liderado pelas empreiteiras Isolux-Corsán-Corviam, da Espanha, mas em junho de 2015 o Estado rompeu os contratos, após atrasos nas obras, que chegaram a ser paralisadas. Esse é o principal motivo da demora na conclusão do ramal. Na época, o governo aplicou uma multa de R$ 23 milhões ao consórcio e acionou as empresas judicialmente.

Os trabalhos tiveram de ser licitados novamente, e contratos foram assinados em julho de 2016 com um consórcio formado pelas empresas Tiisa e Comsa. No fim, a segunda fase acabou tendo um orçamento de R$ 1,1 bilhão, ou 55% a mais do que o orçamento inicial, que era de pouco mais de R$ 500 milhões, em valores de 2011.

Atrasos

 Os atrasos na primeira fase da obra também resultaram em uma ação da ViaQuatro contra o governo. A empresa da CCR procurou a Justiça para cobrar uma dívida de R$ 428 milhões, também calculada com base em indenizações por não abrir as estações no prazo. Na PPP, o Estado ficou responsável pelas obras civis e desapropriações. À concessionária, coube comprar os trens e instalar todos os sistemas, incluindo o sistema de controle de trens sem maquinistas.

Negociações. A ViaQuatro informou, por nota, que, “alinhada ao seu compromisso com a prestação de um serviço de qualidade e excelência”, as “questões relacionadas a reequilíbrio econômico e compensação financeira do contrato de concessão da Linha 4-Amarela já estão sendo encaminhadas para solução junto ao poder concedente (o governo do Estado)”.

A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, confirma a negociação. Em nota, afirma que “está em tratativas com a concessionária ViaQuatro para avaliar os impactos das alterações de cronograma na fase 2 da construção da Linha 4-Amarela para posteriormente adotar as medidas necessárias a fim de resguardar os interesses tanto da empresa como do poder público”.

“Cabe ressaltar que todas as questões relativas aos contratos de concessão são submetidas a manifestações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Comissão de Acompanhamento dos Contratos de Parcerias Público-Privadas (CAC-PPP) e do Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas (CGPPP)”, informa em nota o governo. O Estado também frisou que tem “envidado todos os esforços para concluir as obras da fase 2 da Linha 4-Amarela no menor prazo possível”.

Para lembrar

Além das obras em execução na Linha 4-Amarela, o Metrô promete entregar oito estações ainda neste ano. Na Linha 5-Lilás, que faz a conexão com o extremo sul da cidade, devem ser abertas até o fim de 2018 as Estações AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz, Chácara Klabin e, por último, a Campo Belo.

Já na Linha 15-Prata, o monotrilho da zona leste, a promessa é concluir a linha até o terminal de ônibus de São Mateus, concluindo as paradas Sapopemba, Fazenda da Juta e a própria São Mateus. O Metrô também tem obras da Linha 17-Ouro, o monotrilho da zona sul, que estavam previstas para o ano que vem. Anteontem, entretanto, uma decisão da Justiça suspendeu os trabalhos, por causa de uma disputa entre a empresa e as empreiteiras da obra.


- Fonte: https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,prejuizo-do-metro-com-a-linha-4-pode-ser-de-r-2-3-mimes,70002352290


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Portas nas plataformas começam a ser instaladas em linhas mais antigas do Metrô de SP



12/06/2018 - Metro Jornal

Realidade em apenas algumas das novas estações, as portas nas plataformas, que impedem o acesso dos passageiros aos trilhos e abrem só no espaço destinado para embarque e desembarque, vão se espalhar pelas linhas mais antigas do Metrô.

O projeto da companhia prevê a instalação de 88 fachadas em 36 das estações mais movimentadas das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Os pontos de parada com apenas uma plataforma (esquerda e direita), caso da Conceição, terão dois conjuntos, um de cada lado. As estações com integração, como Paraí- so e República, terão quatro. A Sé ganhará 8 fachadas. Na quarta passada, o Metrô detalhou o projeto em audiência pública.

A expectativa é de que a licitação avance pelo segundo semestre e o contrato seja assinado no começo do ano que vem. O vencedor terá 56 meses – quatro anos e meio – para instalar as portas e implantar simulador de testes e centro de monitoramento. O valor do investimento não foi informado pelo Metrô. No início do ano, o governo do estado publicou projeto de lei em que pede autorização da Assembleia Legislativa para usar US$ 111 milhões (R$ 408 milhões na cotação de segunda-feira) que sobraram de um financiamento da linha 5-Lilás para usar na colocação das portas nas plataformas – que teria gasto total de R$ 454,8 milhões, ainda de acordo com o texto.

Ganho de eficiência

 “A porta de plataforma aumenta a eficiência do Metrô, pois torna quase impossível que o passageiro provoque qualquer interferência nos trilhos”. Por interferência, Machado cita desde um lixo jogado até um acidente com vítimas que caem, são empurradas ou tentam o suicídio. “Qualquer incidente assim pode provocar um efeito cascata e atrasar todas as viagens e levar ao caos. Quando se reduz a chance de incidentes, as viagens ocorrem dentro do planejado e o sistema funciona melhor.” Como os pontos de parada mais antigos não foram desde o início projetados para terem as portas nas plataformas, Machado acredita que as obras podem demandar mais ajustes. “Além disso, como as estações estão em funcionamento, o horário de trabalho ficará restrito à madrugada.”

- Fonte: https://www.metrojornal.com.br/foco/2018/06/12/portas-nas-plataformas-comecam-ser-instaladas-em-linhas-mais-antigas-metro-de-sp.html

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Área comercial de Metrô paulista tem m² mais caro que em shopping center


18/06/2018 - DCI

Atingindo R$ 910 mensais em algumas linhas, o custo do metro quadrado (m²) de áreas comerciais dentro do Metrô São Paulo supera o preço praticado pelos shopping centers. Segundo especialistas, contudo, nem todos os negócios dão certo nas estações.

Segundo informações repassadas pela empresa ao DCI, o preço para aluguel do m² nas linhas Verde, Vermelha e Azul atingiu, em abril, R$ 910, R$ 870 e R$ 800, respectivamente. “Os preços de aluguel em estações são em média 50% maiores que aqueles de um shopping center”, afirmou o sócio-diretor da consultoria especializada na expansão de redes de varejo GS&BGH, Marcos Hirai.

O Metrô paulista tem atualmente 4.700 m² em áreas comerciais ocupadas, sendo a Linha Vermelha (que conecta as zonas leste e oeste, passando pelo centro da capital) a que concentra maior número de negócios. No ano passado, a vertical gerou R$ 40 milhões em receitas para a companhia. De janeiro a abril deste ano, quase metade deste valor (ou R$ 18 milhões) já foi atingido.

De acordo com Hirai, há potencial para mais. “[Receita de] R$ 40 milhões anuais é menor que o faturamento de um shopping. Há potencial para quadruplicar essa quantia”. Diretora de microfranquias e novos formatos da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Adriana Auriemo tem pensamento semelhante. “De maneira geral, terminais de transporte representam apenas 1% do mercado de franquias. Creio que ainda há muito potencial para ser explorado”, sinalizou.

De acordo com os dois especialistas, a expansão em metrôs conta com algumas vantagens; a principal delas é o alto fluxo. No Metrô São Paulo, a média diária de passageiros por dia útil atingiu 3,7 milhões de pessoas no ano passado.

“O público é certo, com previsibilidade dos horários de picos”, afirma Marcos Hirai, que, no entanto, faz algumas ressalvas. “Não são todos os negócios que dão certo lá.”

“Funciona melhor o tipo de produto que pode ser vendido rapidamente, por impulso”, afirmou Adriana Auriemo. Segundo Hirai, lojas de alimentação rápida e de conveniência estariam nesta categoria.

Já “aquilo que depende de um pouco mais de tempo e paciência não é recomendado”, de acordo com o consultor. Nesta categoria entrariam lojas de vestuário, calçados, agências de viagens e restaurantes.

Um outro entrave seria a burocracia – que acaba contribuindo para que a opção fique fora dos planos de expansão de grandes redes.

Tal cenário abriria espaço para players alternativos, de acordo com Hirai. “Há empresas especializadas em abrir lojas, muitas vezes sem marcas, nas estações. Muitas delas trabalham com comida ‘como commodity’ e se especializaram no segmento, abrindo cinco ou dez lojas”, afirma.

A opção também é vista como oportunidade para empresas de pequeno porte. “Muitas microempresas conseguem [sucesso] caso operem com custos operacionais mais baixos. Ainda assim, algumas vezes a lucratividade não compensa por conta do alto aluguel”, afirma.Adriana, por sua vez, observa que os custos de uma loja no Metrô podem ser bem palatáveis, dependendo do tamanho do espaço. “Geralmente as operações são pequenas, com 4 m² ou 6 m²”.

Sócia-diretora da Nutty Bavarian, a dirigente cita a própria rede como exemplo. “Nossos quiosques têm 2 m²”. Em São Paulo, a marca especializada em castanhas está presente em três estações da Via Quatro (de administração privada), além de outras três na capital fluminense. Conforme Adriana, há expectativa da abertura de mais quatro nas duas cidades.

“Está abrindo um espaço muito grande para franquias e coisas mais profissionais”, observou ela, não sem lembrar que o cotidiano da operação em estações não é tão simples. “No shopping você tem doca para abastecimento, energia constante e segurança, enquanto em estações você está um pouco mais vulnerável”. Adriana também cita problemas com conectividade à internet em certos locais como possível aborrecimento.

Em andamento

No Metrô paulista, a busca por parceiros que aluguem áreas comerciais é “contínua”, conforme informações enviadas ao DCI. “Entre o final de 2016 até abril de 2017 fizemos, por exemplo, licitação para 106 pontos comerciais. Depois disso, lançamos projetos sazonais (de curta duração), feiras (também de curta duração) e ações promocionais”.

No caso das licitações, a exploração ocorre através de contratos de 1 a 5 anos de duração; mais curtas, as autorizações para uso valeriam em períodos de 30 dias a um ano.

“Visando resultados ainda em 2018, iremos licitar 19 pontos nos próximos três meses”, prosseguiu a nota. Cerca de 400 m² serão disponibilizados.

“E já temos previstas outras iniciativas, como uma ação específica para estações com pouca tradição comercial, com mais 17 espaços”, concluiu a empresa, que ainda citou “casos de encerramento de contrato com nova oferta pública ao mercado.”

- Fonte: https://www.dci.com.br/comercio/area-comercial-de-metro-paulista-tem-m-mais-caro-que-em-shopping-center-1.716085


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Governo divulga consórcio que vai implantar VLT do Subúrbio de Salvador


Estação Calçada do Trem de Subúrbio de Salvador

23/05/2018 - Correio 24 Horas

O Consórcio Skyrail Bahia, composto pelas empresas Build Your Dreams (BYD Brasil) e Metrogreen, foi o vencedor da licitação para implantar e operar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Subúrbio Ferroviário de Salvador. O modal metropolitano ligará a região do Comércio de Salvador até a Ilha de São João, no município de Simões Filho. O investimento total previsto é de R$ 1,5 bilhão.

A aprovação da proposta econômica foi realizada no modelo de Parceria Público Privada (PPP), com desconto de 0,01% na contraprestação anual, que será de R$ 152.977.352,12. O projeto vencedor foi analisado e aprovado pela Comissão de Licitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), referente às Condições de Participação, Garantia da Proposta e Qualificação Técnica Operacional.

Com isso, o consórcio liderado pela BYD Brasil, organização global especializada em energia limpa e atuante em 250 países, foi declarado totalmente apto para a concessão do modal, que será do tipo monotrilho, movido à propulsão elétrica, sem emissão de agentes poluentes que prejudicam o meio ambiente.

O edital garante a integração física do VLT com o sistema de metrô. Nesse sentido, o consórcio vencedor pretende, com investimento adicional, implantar trecho de ligação até o Retiro, ao mesmo tempo que o trecho Ilha de São João/Comércio estará em construção, passando pela Estação da Calçada. Dessa forma, será viável o funcionamento dos modais em um sistema de rede, através de serviços complementares.

O leilão, realizado nesta quarta-feira (23), na sede da Brasil Bolsa Balcão - B3 (fusão da BM&BOVESPA e Cetip), em São Paulo, teve a participação dos secretários estaduais da Casa Civil, Bruno Dauster, e de Desenvolvimento Urbano, Demir Barbosa. O procurador-geral do Estado, Paulo Moreno, e o presidente da Companhia de Transporte da Bahia, Eduardo Copello, também estiveram presentes.

“Salvador, uma das maiores cidades do país, precisa de um transporte público adequado para sua população. Avançamos muito com o metrô e com as novas vias estruturantes. Agora, vamos poder oferecer um transporte público de qualidade, seguro e confortável para quem mora, trabalha ou estuda em toda região do Subúrbio”, afirmou Dauster.

Já o secretário de Desenvolvimento Urbano destacou os próximos passos a partir da decisão desta quarta-feira (23). “Agora, seguiremos os trâmites legais para homologação da concorrência e assinatura do contrato da PPP, o que já deve ocorrer em julho”, disse Demir.

Em seguida, o cronograma dos trabalhos preliminares será iniciado, incluindo as interferências na poligonal onde será implantado o VLT, com instalação do canteiro de obras e outros procedimentos. Assim, as obras devem ser iniciadas em outubro, cerca de 90 dias após a assinatura do contrato.

Veículo Leve sobre Trilhos

O VLT, que irá substituir o atual Trem do Subúrbio, terá 19,9 quilômetros de extensão, com 22 estações. Estão previstas intervenções por trechos: o primeiro, entre o Comércio e a estação da calçada, com 3,5 quilômetros; o segundo, entre Calçada e Baixa do Fiscal, com 1,1 quilômetro; e o terceiro, entre a Baixa do Fiscal e Ilha de São João, no município de Simões Filho, com 15,3 quilômetros.

As atuais 10 estações dos trens do Subúrbio serão desativadas e reaproveitadas para prestação de outros serviços à comunidade, como postos da Polícia Militar e centros de atendimento. O modal terá capacidade de transportar cerca de 200 mil usuários por dia.


- Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/governo-divulga-consorcio-que-vai-implantar-vlt-do-suburbio/