sexta-feira, 26 de maio de 2017

Metrô de Salvador começa a operar até Pituaçu


Estação de metrô de Pituaçu Foto: Carol Garcia/GOVBA


22/05/2017 - G1

O metrô de Salvador começa a operar até o bairro de Pituaçu a partir das 5h da terça-feira (23). Com isso, quatro novas estações da Linha 2, que corresponde ao trecho, entram em funcionamento: Pernambués, Imbuí, CAB e Pituaçu. A informação foi divulgada pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (22).

Com as novas estações, o trajeto entre o Acesso Norte e Pituaçu, que tem 8,3 quilômetros, será percorrido em cerca de 12 minutos. Até então, a Linha 2 seguia até a rodoviária da capital baiana. O trecho está em operação desde dezembro de 2016 e tem como ponto de partida a estação Acesso Norte 2, que funciona como integração com os ônibus e com a Linha 1, que liga a Estação Pirajá à Lapa.

Segundo a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), hoje cerca de 92 mil pessoas usam o metrô por dia. A expecativa é que, com as novas estações, esse número praticamente duplique e o transporte passe a receber 180 mil passageiros diariamente.

Com obra iniciada em novembro de 2015, a Estação Pituaçu do metrô, é a maior da Linha 2 na Avenida Paralela, com área total de 12.151 metros quadrados. A estação terá 14 bloqueios e outros dois exclusivos para pessoas com deficiência, quatro escadas rolantes e seis escadas fixas.

Através de nota, o Governo do Estado informou que ônibus gratuitos farão o transporte dos usuários do metrô ao CAB. O serviço estará disponível também a partire desta terça, das 6h às 19h30.

Passando pelas passarelas das estações Pituaçu e CAB (próximo ao Colégio Estadual Bolivar Santana), quatro ônibus seguirão o trajeto e vão circular por todas as avenidas do CAB, num intervalo de 15 minutos, chegando a 10 minutos nos horários de pico. Dois ônibus vão iniciar o trajeto no sentido Aeroporto e os outros dois iniciam no sentido Centro. Um letreiro eletrônico fará a identificação dos veículos destinados ao transporte complementar.

Além disso, a linha metropolitana de ônibus Portão/Terminal da França (via Rua Queira Deus), nº 86012, seguindo pela Avenida Jorge Amado, passa a fazer integração com o metrô na Estação Imbuí, com mudança no itinerário e retorno no viaduto do CAB. Para a integração com o metropolitano, o usuário deve utilizar Metropasse, SalvadorCard ou o cartão do metrô. Desta forma, ele não precisará pagar mais nada no metrô.

Horário de funcionamento

Todas as linhas do transporte funcionam das 5h à meia-noite, inclusive em feriados e nos finais de semana. O valor da tarifa do metrô é igual a do ônibus, R$ 3,60. No metrô, o usuário pode utilizar o cartão da CCR Metrô Bahia, o SalvadorCARD e o Metropasse.

Os passageiros terão acesso às estações Pernambués e Pituaçu por novas passarelas. No Imbuí e no CAB, os usuários vão seguir até as estações por passarelas que foram requalificadas.

Com o novo trecho, foram acrescentados novos trens à frota operacional. Agora são 16 no total, cada um com capacidade para até 1 mil passageiros. Nos horários de pico, as saídas ocorrem a cada 5 minutos na Linha 2, e no intervalo de 4 minutos e 40 segundos na Linha 1. Nos horários de menor movimento, os trens saem a cada 8 minutos nas duas linhas.


Estações do metrô na Paralela entram em operação nesta terça-feira

23/05/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         

O governador Rui Costa anunciou que as quatro novas estações da Linha 2 do metrô entram em operação comercial nesta terça-feira (23). A partir das 5h, estarão abertas à disposição da população as estações Pernambués, Imbuí, CAB e Pituaçu. “Estamos colocando em funcionamento mais um trecho do terceiro maior metrô do Brasil, que chegará a 42 quilômetros. Muito em breve, chegaremos até o Aeroporto”, afirmou o governador em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação (Secom).

A Linha 2 está em operação desde dezembro de 2016 entre Acesso Norte 2 e Rodoviária. Com as quatro novas estações, o trajeto entre Acesso Norte 2 e Pituaçu, com 8,3 quilômetros, pode ser percorrido em apenas 12 minutos, em um equipamento que oferece conforto, ar-condicionado e segurança ao usuário.

O funcionamento das novas estações ocorre menos de dois anos após o governador Rui Costa assinar a ordem de serviço que autorizou o início das obras da Linha 2. Junto com a Linha 1, o metrô – maior obra de mobilidade urbana em execução no Brasil – já transportou mais de 32 milhões de pessoas desde 2014. Atualmente, a média é de 92 mil usuários por dia. A expectativa é passar a receber 180 mil usuários por dia, com a entrada do trecho até Pituaçu.

Estações mais modernas

Os usuários terão acesso às estações Pernambués e Pituaçu por novas passarelas de acesso. Já Imbuí e CAB têm as passarelas existentes requalificadas. Todas possuem piso tátil e câmeras de monitoramento. O projeto arquitetônico das novas foi premiado, em 2016, em evento bianual da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA).

A Estação Pituaçu do metrô, com obra iniciada em novembro de 2015, é a maior da Linha 2 na Avenida Paralela, com área total de 12.151 metros quadrados. A estação terá 14 bloqueios e mais dois exclusivos para pessoas com deficiência, quatro escadas rolantes e seis escadas fixas.

Integrado à Estação Pituaçu, está sendo construído o Terminal de Integração Pituaçu, com capacidade para receber 140 ônibus por hora. Atualmente, está com 80% da estrutura metálica concluída e em execução das lajes de concreto e pilares do viaduto de acesso ao estacionamento, com previsão de conclusão em setembro.

Outros terminais de ônibus integrados à Linha 2 são: Rodoviária Norte, que está em reforma, na fase de substituição da cobertura, e Mussurunga, também passando por requalificação, em fase de execução da cobertura.

Novos trens

Com o novo trecho, foram acrescentados novos trens à frota operacional. Agora são 16 no total, cada um com capacidade para até 1 mil passageiros, com intervalos de 5 minutos na Linha 2 e 4 minutos e 40 segundos na Linha 1, nos horários de pico. Assim, o usuário tem menos tempo de espera nas plataformas e maior conforto nas viagens.

Ambas as linhas funcionam das 5h à meia-noite, inclusive em feriados e nos finais de semana, com cobrança de tarifa – R$ 3,60. No metrô, o usuário pode utilizar o cartão da CCR Metrô Bahia, o SalvadorCARD e o Metropasse. O usuário que embarcar nas estações Lapa ou Pirajá com destino à Estação Pituaçu fará o trajeto em cerca de 20 minutos.

Cerca de 5,3 mil colaboradores diretos, indiretos e terceiros trabalham nas obras e na operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

Paisagismo renovado

Com as obras complementares da implantação do metrô, a Avenida Paralela terá conceito de via expressa, com eliminação de semáforos, três novos viadutos de retornos e vias marginais para facilitar o acesso dos veículos e garantir maior segurança aos motoristas. Contando com os retornos elevados já existentes na Avenida Paralela, os motoristas terão um total de 14 pontos para retorno, otimizando o tráfego na via.

Ao longo da Linha 2, no canteiro central e no entorno da Avenida Paralela, cerca de 6 mil árvores serão plantadas – volume três vezes maior do que havia antes das obras. As lagoas artificiais de Imbuí e Flamboyant serão totalmente recuperadas. Serão construídos 12 quilômetros de ciclovia e pista de caminhada, que estão em fase final de execução até a região da Estação Pituaçu e em fase de terraplanagem de Pituaçu até Mussurunga.

Atualmente, 98% do projeto paisagístico entre a passarela do Hospital Sarah Kubitschek e a Estação CAB já foi implantado; entre a Estação CAB e a Estação Pituaçu o percentual de implantação já ultrapassa 50%. São 41 trabalhadores diretos cuidando do paisagismo nesse trecho inicial. Entre a passarela do Hospital Sarah Kubitschek e a Estação CAB a implantação do paisagismo está concluída com 824 árvores e mais de 59 mil arbustos, principalmente espécies da Mata Atlântica, como as palmeiras Pescoço Marrom, Imperial, Licuricoba e Washingtonia, além de Aroeira Salsa, Pau-Ferro e outras.

Foto: Carol Garcia/GOVBA

22/05/2017 – Secretaria de Desenvolvimento do Estado da Bahia


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Duas novas estações do VLT serão inauguradas no dia 4 de junho


23/05/2017 - O Globo

Duas novas estações do Veículo Leve sobre Trilhos serão inauguradas no dia 4 de junho. A data para a abertura das paradas Providência e Harmonia foi divulgada nesta terça-feira. Elas ainda fazem parte do trecho da Linha 1, em operação desde junho do ano passado. As obras e testes nesse trecho, no entanto, não ficaram prontos a tempo dos Jogos Olímpicos. De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), as novas estações já começarão a ser operadas de forma comercial, com cobrança de passagem.

Com essa ampliação da rede, o sistema deixará de ser operado em pare e siga, reduzindo os intervalos entre os trens, uma vez que deixará de haver compartilhamento de trilhos em dois sentidos. Subsecretário de Projetos Estratégicos da Prefeitura, Luciano Cordeiro estima uma redução média de 15% dos intervalos entre os trens.

— Não vai mudar nada no tempo de viagem, o que vai mudar é o tempo de espera dos trens. O trecho que tem mais movimento hoje, entre o Aeroporto Santos Dummont e a Parada dos Navios, deve passar de 7,5 para 6,5 minutos de intervalos. Já o trecho entre a Parada dos Navios e a rodoviária passará de 15 para 13 minutos — afirmou.

LINHA 2 COMEÇA A COBRAR TARIFAS

A cobrança da viagem da Linha 2 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entrará em vigor nesta quarta-feira (24). O valor da viagem será de R$ 3,80, assim como a Linha 1, e a única forma de validação é o Bilhete Único, no interior do trem. O trecho novo, atualmente em fase de testes, vai da Praça Quinze à Praça da República, na região da Saara.

Os usuários terão uma hora para fazer transferências entre as duas linhas do serviço sem pagar uma nova passagem. O único ponto de conexão fica entre as estações Colombo (Linha 2, na Rua Sete de Setembro) e Sete de Setembro (Linha 1, na Avenida Rio Branco). De acordo com a operadora, haverá outras interseções até o fim do ano, quando as composições chegarão até a Rodoviária Novo Rio, da mesma forma que a Linha 1.

O horário de funcionamento, que hoje vai de 6h às 14h, será estendido: agora os bondes circularão entre 6h e meia-noite. Com a mudança, as duas linhas do serviço terão expediente igual. A partir de quarta, também começa a cobrança de multas aos passageiros que burlarem o pagamento da tarifa. Quem for flagrado violando o serviço vai ter que desembolsar R$ 170.


Atualmente com cerca de 2 quilômetros de extensão, o novo trecho terá 6,7 quilômetros ao fim das intervenções. Com obras iniciadas em julho de 2015, a Linha 2 do VLT entrou em período de testes em agosto de 2016, ainda sem usuários. A operação com passageiros começou em 6 de fevereiro.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Obra de expansão da Linha 9 da CPTM atrasa e custará mais que o dobro do previsto


09/05/2017 - G1

Prometidas para o primeiro semestre de 2015, as estações Mendes e Varginha, da Linha 9-Esmeralda, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), estão longe de ficarem prontas. Antes da obra começar, o governo estadual estimava que elas custariam em torno de 350 milhões de reais. Agora, a previsão é de que a expansão não saia por menos de R$ 790 milhões.

A Linha 9-Esmeralda liga a cidade de Osasco, na Grande São Paulo, ao Grajaú, no extremo Sul da capital paulista, e atende cerca de 600 mil passageiros diariamente. Em 2013, a CPTM começou a construção de mais duas estações, o que estenderia o percurso dos trens em mais 4,5 km, mas não há nem previsão para a ampliação do trajeto.

É no fim da linha, na Estação Grajaú, onde começa a obra inacabada da CPTM. Inacabada, mas muitos diriam que nunca começada. O terreno vazio foi tomado pelo mato e a única pista de que ali já houve um canteiro de obras são os trilhos amontoados. O trajeto para as futuras estações ainda é um corredor vazio e as passagens subterrâneas, que chegaram a ser construídas, estão fechadas.

A Estação Mendes, na região da Vila Natal, até teve a estrutura de parte do prédio montada, mas os avanços pararam por aí. Sobrou apenas o material usado na construção, abandonado no térreo. Os operários sumiram em dezembro do ano passado, quando o governo estadual parou oficialmente a obra de expansão.

Já na Estação Varginha, que seria a última da Linha 9-Esmeralda, a situação é ainda pior. Apenas dois esqueletos de concreto foram erguidos e, como o local fica aberto, sem portão nem segurança, virou ponto de descarte de entulho e de desova de carro. A reportagem do SPTV encontrou a carcaça de um veículo que parece ter sido incendiada ali mesmo.

A CPTM calculou inicialmente que o novo trecho da linha ficaria pronto em 18 meses. As obras, no entanto, duraram 39 meses e nem chegaram perto do fim. Quando forem retomadas, devem levar outros 18 meses para serem concluídas.

A companhia também estimava que tudo custaria R$ 350 milhões, mas agora o valor mais que dobrou e a obra deve custar R$ 790 milhões – destes, R$ 500 milhões pagos pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), do governo federal.

A CPTM afirma que a obra está atrasada porque o dinheiro do PAC não foi disponibilizado. Já o Ministério das Cidades diz que o governo estadual não cumpriu as regras exigidas para receber a verba, tanto é que, para retomar a obra, terá de fazer uma nova licitação.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cinco dos 15 novos trens da Trensurb seguem sem data definida para voltar a operar


17/05/2017 - G1

A nova frota que deveria dar mais conforto aos usuários da Trensurb desde 2014 ainda é uma promessa. Dos 15 trens adquiridos por R$ 242 milhões há três anos, apenas 10 voltaram a funcionar após os problemas de descarrilamento e infiltrações em rolamentos logo no início das operações. Os outros cinco seguem parados.

O Ministério Público Federal (MPF) multou o fornecedor, o consórcio Alston, em R$ 4 milhões e determinou que a frota deveria entrar em funcionamento até o dia 20 de maio. De acordo com a Trensurb, porém, não será possível cumprir o prazo porque os cinco vagões novos continuam em manutenção.

A companhia também deve cobrar do consórcio responsável pela construção dos trens o valor gasto a mais com a permanência dos vagões velhos em operação. Segundo a Trensurb, além do prejuízo aos passageiros, os trens antigos exigem mais manutenção e consomem mais energia.

O procurador do MPF Celso Antônio Três diz que vai se reunir nesta semana com dirigentes da Trensurb e deve definir uma nova sanção contra o consórcio da Alston caso um novo prazo não seja cumprido.

A RBS TV entrou em contato com a Alstom, mas a empresa não respondeu aos questionamentos da reportagem.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Nova licitação das barcas do RJ terá linhas para Caxias e São Gonçalo

Ainda assim, nova concessionária fará estudos técnicos para ver viabilidade econômica e técnica dos trajetos. Edital deve ficar pronto em agosto.

Por Gabriel Barreira, G1 Rio
17/05/2017 12h33  Atualizado há 5 horas


Passageiros à espera de embarcar na Praça XV, que terá novas linhas licitadas. Ainda assim, não é certo que elas saíam do papel. (Foto: Mateus Almeida/EGO)

Um velho sonho dos moradores da Baixada e da Região Metropolitana pode se concretizar na próxima concessão das barcas, após a deteminação judicial que previu o afastamento da CCR Barcas. Pelo menos no que depender da promessa da Secretaria Estadual de Transportes do Rio (Setrans), o Governo vai licitar as linhas Praça XV-Caxias, Praça XV-São Gonçalo e Praça XV-Santos Dumont.

De acordo com a Setrans, todos estes trajetos estão "incluídos no novo processo licitatório". Ainda assim, não é certo que os novos trajetos saíam do papel. No primeiro ano de operação das antigas linhas (como Paquetá e Charitas), a concessionária vai fazer estudos técnicos e econômicos para saber se as outras três são viáveis.
As sugestões foram recebidas em audiências públicas com deputados. Nos próximos três meses — ou seja, até meados de agosto — o edital deve ser publicado.

Concessão para CCR Barcas é anulada
Na semana passada, a Justiça determinou que uma nova licitação para concessão das barcas fosse feita em até 2 anos. Na decisão, os magistrados anularam a licitação realizada em fevereiro de 1998, que resultou no contrato de concessão de serviços entre o estado e a Barcas S.A (atualmente CCR Barcas). A concessionária pode recorrer.

A licitação vencida em há 19 anos dava o direito para a CCR Barcas operar o transporte aquaviário do Rio até 2013. Em 2015, a concessionária informou ao Governo do Estado do Rio que não tinha mais interesse em continuar operando o transporte das barcas e pediu para sair. Segundo a concessionária, nos três anos anteriores ela obteve prejuízos com o transporte. O pedido não foi atendido pelo governo.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Trens novos comprados por Alckmin têm atraso na entrega e reprovação em testes


05/05/2017 - G1

O governo de São Paulo acertou a compra, em 2013, de 65 trens para reforçar o atendimento nas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Eles deveriam ter sido entregues no meio do ano passado, mas, até agora, apenas 11 entraram em operação. As novas composições ainda apresentaram mais de 200 falhas em um período de seis meses.

A aquisição dos trens foi selada em uma licitação de quase R$ 2 bilhões, vencida por duas empresas estrangeiras: a espanhola CAF e a sul-coreana Hyundai/Rotem. A CAF ficou encarregada de entregar 35 composições e, a Hyundai/Rotem, as outras 30, ambas em 2016. As duas companhias são investigadas por formação de cartel em contratos firmados durante a gestão PSDB em São Paulo.

O prazo oficial passou e nenhuma das fabricantes cumpriu com o compromisso. Juntas, elas entregaram até o momento apenas 20 trens. Destes, quatro da CAF e outros quatro da Hyundai/Rotem sequer foram aprovados nos testes de segurança e estão parados.

Uma composição da Hyundai/Rotem passou nos testes, mas ainda não está circulando por questões burocráticas. Os onze trens da leva que já estão em operação são da CAF, mas, apesar de estarem na ativa, têm apresentado constantes problemas. Foram 227 só em um semestre, conforme levantamento do Ministério Público (MP).

Falhas e reprovações

O Bom Dia Brasil teve acesso com exclusividade ao relatório feito por engenheiros do MP que avaliou os trens que estão em circulação mas apresentando problemas e aqueles que não passaram nem pela fase de testes. O parecer foi dado após vistoria em linhas e no pátio onde parte deles está estacionado, em Osasco, na Grande São Paulo.

Os engenheiros apontam no documento que quatro dos cinco trens entregues até aqui pela Hyundai possuem uma série de problemas e, por isto, são reprovados nos testes dinâmicos, que avaliam o equipamento em movimento. Já no caso da CAF, dois dos quatro trens parados estão há um tempo considerável tentando superar a fase de testes. Um deles aguarda liberação desde junho de 2015.

Tribunal de Contas de SP apura falhas na compra de trens da linha 11 da CPTM

Auditoria quer saber motivo de contrato ter sido prorrogado 5 vezes desde 2012; companhia diz que trens foram entregues e irá explicar dúvidas ao Tribunal.

Por Tahiane Stochero, G1 São Paulo
17/05/2017 14h22  Atualizado há 2 horas

Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paul (TCE-SP) identificou uma série de falhas, que estão sendo investigadas, no contrato, na execução e na construção de 9 trens comprados pela Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) da empresa Alstom, referente ao projeto de modernização da linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

O Ministério Público já possui uma investigação que apura irregularidades nesta compra destes trens e de outros, comprados pelo governo da CAF. Reportagem especial do G1 apontou que a linha 11-Coral, para a qual os trens deveriam ter sido entregues, como a líder em problemas que paralisam a via e também a que mais gera reclamações de usuários.

Em despacho publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (17), relator do processo no TCE que avalia a compra, Antonio Roque Citadini, faz uma série de questionamentos à secretaria e à CPTM para entender, dentre outras coisas, os motivos que levaram o contrato de 2010, e previsto para terminar em 2012, a ser prorrogado cinco vezes. O último aditamento ocorreu em 17 abril de 2017, por mais 18 meses, alterando ainda o endereço do fornecedor.

O cronograma detalhado do contrato previa a entrega dos trens até 15 de junho de 2013 e o valor unitário de cada trem era de R$ 33,6 milhões na época. O valor total do contrato da compra dos trens ficou em R$ 338,85 milhões, mas o governo não previu, no contrato inicial, o valor do treinamento, apesar desta parte estar elencada dentre as provisões de pagamento.

Em todas as prorrogações, não há definição de quando as prorrogações começam e terminam. “É estranha a contagem do prazo feita pela Secretaria/CPTM. Ocontrato é de compra, com toda programação estabelecida no projeto básico. Por que tanta prorrogação?”, afirma o relatório de questionamentos do tribunal.

O conselheiro Citadini designou uma fiscalização para verificar a execução do contrato, verificando o motivo do prazo para entrega dos trens ter se prolongado tanto. A aquisição dos trens foi justificada na época alegando que, com as novas composições, o intervalo entre os trens na linha diminuiria de 7 para 5 minutos”.

A concorrência internacional que a Alstom se saiu vencedora era para a compra de nove trens, cada um de 8 carros cada, do tipo Gangway, que seriam para a linha 11- que liga Luz a Guaianazes e cujo projeto de sinalização e remodelação foi parcialmente financiado pelo Banco Mundial (Bird).

Ao G1, a CPTM informou que os nove trens foram entregues e estão em operação na linha 11-Coral e que tanto a companhia quanto a Secretaria de Transportes Metropolitanos irão responder aos questionamentos do TCE no prazo previsto, que é de 30 dias.

Diferenças em valores e na fabricação das composições

Entre os questionamentos do TCE estão saber se o financiamento de R$ 4,306 bilhões que o Bird repassou ao governo do estado de 2010 a 2012 incluem as reformas dos trens e das estações de Metrô e CPTM e se o mesmo convênio foi prorrogado desde então e se há prestações de contas da aplicação destes recursos.

Outra coisa que os técnicos do Tribunal de Contas não entenderam foi por que o governo de São Paulo enviou ao Banco Mundial no dia 30 de dezembro de 2012 os documentos para o pedido do empréstimo, sendo que no mesmo dia foi assinado o contrato entre a CPTM e a Alstom. Segundo o documento do TCE, “a Secretaria e a Companhia precisam explicar melhor essa coincidência, pois indica falta de reserva de recurso para a contratação”.

O TCE também não sabe se há planilhas detalhadas com os valores de preços e quantidades necessárias nos projetos básicos dos trens e como a Alstom, que é fabricante de material rodante, ganhou a licitação sem comprovar, no projeto, a fabricação e entrega dos equipamentos de ar-condicionado e nem de frenagem do trem, sem informar como estes elementos seriam fornecidos.

O Tribunal lembra que a Alstom já havia fornecido trens ao governo de São Paulo em um contrato de 2015, mas que, na época, a empresa estava associada a outras duas corporações – Bombardier e CAF – que eram fabricantes de trens e possuíam notável conhecimento na tecnologia e que a Alstom só começou a fabricar trens em 2007 no Brasil. Um aditamento de 2005 para aumentar o número de trens neste contrato foi julgado irregular pelo TCE, e as empresas foram multadas na época.


Os técnicos também não entendem qual foi a proposta técnica apresentada para o sistema de frenagem por atrito dos trens comprados e que o sistema Equipamento de Sinalização e Controle a Bordo – sistema CBTC (Communication Based Train Control) – não faz parte do contrato da compra dos trens. Um sistema para instalação foi comprado de outro consórcio em 2014 (quatro anos após a celebração do contrato para a compra dos trens)

terça-feira, 16 de maio de 2017

Nova estação do Metrô de Fortaleza começa a funcionar na segunda, no Bairro Parangaba


12/05/2017 - G1

A 19ª estação da Linha Sul do Metrô de Fortaleza vai ser aberta ao público na próxima segunda-feira (15). A estação Juscelino Kubitschek fica na Avenida João Pessoa, no encontro com rua Alagoas, em frente ao antigo Bar do Avião. Serão beneficiados diretamente os bairros vizinhos, como Demócrito Rocha, Itaóca, Montese e Parangaba.

A estação é uma unidade elevada entre as estações Couto Fernandes e Parangaba. Terá andar térreo, mezanino e plataformas elevadas. No térreo, estão localizados o hall de bilheteria e as catracas eletrônicas. O mezanino abriga as salas técnicas e operacionais da unidade. Nas plataformas elevadas os usuários poderão embarcar para as demais estações da Linha Sul. A unidade tem uma área total de 3.200,56 metros quadrados.

Partindo da nova estação JK, o percurso de metrô terá duração de aproximadamente 26 minutos até a estação Carlito Benevides (Pacatuba), 22 minutos até a estação Maracanaú (no centro do município) e nove minutos até a estação José de Alencar, no centro de Fortaleza.

Equipada com sistemas de telecomunicações e de bilhetagem eletrônica presentes nas demais unidades, incluindo 20 câmeras de monitoramento, central de acompanhamento das imagens, equipamentos para avisos sonoros, itens de rádio digital para uso dos profissionais da unidade, além instalações de fibra ótica para transmissão de dados em qualidade digital.