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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018


Segundo o metrô, usuários que vêm das integrações não pagam Foto: Arthur Mota

Grande Recife entrará com ação para cobrar do sindicato das empresas de ônibus recursos que não foram pagos
Por: Luiz Filipe Freire em 16/01/18 às 06H00, atualizado em 15/01/18 às 22H16

O Grande Recife Consórcio de Transporte (GRCT) entrará na Justiça para exigir que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) regularize os repasses dos valores referentes à arrecadação do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM). Por conta das integrações entre os terminais e as estações, a bilhetagem eletrônica deveria ser objeto de uma partilha tarifária entre ônibus e metrô, mas, há quatro anos, o pagamento ao qual a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) tem direito vem sofrendo atrasos. A dívida já chega a R$ 64 milhões e faz falta ao orçamento de um sistema que, até bem pouco tempo, estava em risco de deixar de operar nos fins de semana por falta de verba.

Os repasses do VEM renderiam uma receita de R$ 1,8 milhão por mês para a CBTU, mas, desde 2014, a companhia não recebe o aporte com regularidade. Naquele ano, o valor acumulado foi de R$ 22.059.774,82, e em 2015, de R$ 22.667.512,24. Essa parte da dívida é reconhecida pelo GRCT, que há mais de um ano negocia como vai sanar o problema. Em 2016, quando o caso veio à tona, os dois órgãos entraram em acordo e apenas os repasses referentes àquele ano foram quitados. O cronograma seguiu até março de 2017, quando os atrasos recomeçaram. Chegaram a ser pagos R$ 6.319.562. Já as transferências que a Urbana-PE deveria ter feito entre abril e a segunda quinzena de novembro totalizam R$ 19.896.217,85, conforme o GRCT.

O órgão gestor afirma que sua assessoria jurídica está finalizando os trâmites internos para a judicialização, o que deve ocorrer até o fim deste mês. Não é a primeira vez que o caso vai parar na Justiça. Em 2014, as operadoras é que tomaram a medida quando o Estado tentava recuperar o gerenciamento das receitas do VEM, que, na época, chegavam a cerca de R$ 90 milhões por mês. O controle desses recursos está nas mãos da Urbana-PE desde 2008. Ao longo do ano passado, o GRCT afirmou, várias vezes, que o sindicato apresentaria cronogramas de pagamentos, mas os atrasos continuaram. A Urbana-PE foi procurada pela reportagem para explicar as razões do problema, mas informou que não comentaria o assunto por enquanto.

O superintendente regional da CBTU, Leonardo Villar Beltrão, explica que o atual modelo, apesar de permitir que o usuário vá de um ponto a outro da Região Metropolitana pagando apenas uma passagem, tem se mostrado danoso no que diz respeito à partilha tarifária. "Na média, a gente só recebe R$ 0,55 quando recebe nossa atual tarifa, de R$ 1,60. E, além disso, 57% dos usuários não pagam tarifa porque vêm das integrações. É um modelo que é muito bom para o usuário, mas que afeta a sustentação do sistema", argumenta o gestor.

No fim de semana, a Folha de Pernambuco mostrou que está nos planos da CBTU reajustar a tarifa no Recife após seis anos de congelamento. A companhia está fazendo estudos e, ainda neste mês, deve apresentar uma conclusão ao Ministério das Cidades, ao qual está vinculada. Atualmente, a tarifa de R$ 1,60 cobre menos de 25% dos custos do sistema. O restante é subsidiado pelo Governo Federal.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Metrô padece sem verba do VEM

Remando contra a crise, sistema vem adquirindo peças aos poucos para reequipar trens e reverter redução da frota Foto: Rafael Furtado
Recurso, que equivale a mais de 15% dos ganhos da CBTU, não tem sido repassado por empresas de ônibus e pelo Estado, que tem controle da bilhetagem
Por: Luiz Filipe Freire, da Folha de Pernambuco em 05/07/17 às 06H50, atualizado em 05/07/17 às 07H02
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Com operação reduzida em 30% devido à necessidade de reposição de peças, como a Folha de Pernambuco mostrou há duas semanas, o metrô do Recife tem uma demanda a mais para contornar: os atrasos nos repasses da verba da bilhetagem eletrônica. Trata-se de um recurso a que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) tem direito pelos usuários do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) que chegam às plataformas pelas integrações com ônibus. A transferência, intermediada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte (GRCT), está atrasada.

O acumulado já ultrapassa R$ 9 milhões. Pode parecer pouco, mas é um dinheiro que representa mais de 15% da receita do metrô e que faz falta num sistema que tem a tarifa congelada em R$ 1,60 há cinco anos e que é bancado quase que por completo por subsídios do Governo Federal.

A situação foi exposta num ofício que chegou ao conhecimento do Blog da Folha. No documento, a Coordenadoria Operacional de Arrecadação da CBTU diz que os valores deixaram de ser repassados à empresa a partir da segunda quinzena de fevereiro.

Também estão em aberto as parcelas de março, abril, maio e junho, uma média de R$ 2,3 milhões por mês. Além desse montante, outros R$ 52 milhões ainda não foram quitados. São referentes aos repasses do VEM dos anos de 2013, 2014 e 2015. Só os pagamentos de 2016 foram feitos de forma regular.

“Em maio do ano passado, quando assumimos, encontramos o metrô numa degradação muito grande. Temos feito uma recuperação e qualquer recurso que deixa de entrar gera um impacto negativo”, diz o superintendente regional da CBTU, Leonardo Villar Beltrão.

Ele explica que se o usuário entrar pela bilheteria do metrô, a CBTU fica com 100% da tarifa, mas se forem utilizados os validadores do VEM para fazer as integrações, a parte da verba que fica com o metrô depende do anel tarifário do ônibus.

No fim de 2015, a própria direção nacional da CBTU expôs a dívida do Estado com o sistema. Na época, disse que os atrasos, somados aos problemas financeiros da companhia, contribuíam para um cenário em que, num futuro próximo dali, não se poderia garantir o funcionamento dos trens em todos os dias da semana.

Em junho de 2016, o Ministério das Cidades anunciou um reforço de R$ 33 milhões no orçamento e deu novo fôlego ao modal. Desde lá, o desafio tem sido o setor de manutenção. Dezenas de trens não têm mais condições de operar, o que levou à redução da frota e ao aumento dos intervalos entre as viagens. “Fizemos licitações e as peças estão chegando. Já recebemos 20 motores, rodas para trens, dormentes. Estamos fazendo nossa parte”, afirma Villar.

Em nota, o GRCT informou que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE) é o responsável pelo repasse tarifário dos valores do VEM para a CBTU e que a entidade se comprometeu a apresentar um cronograma de pagamento ainda nesta semana.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Diario urbano: sanção do Plano Municipal da Juventude do Recife traz um alívio


PESSOAS COM MOBILIDADE REDUZIDA PENAM EM OITO ESTAÇÕES DO METRÔ DO RECIFE

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/12/16/interna_vidaurbana,680332/diario-urbano-sancao-do-plano-municipal-da-juventude-do-recife-traz-u.shtml
Publicado em: 16/12/2016 07:35 Atualizado em:

Em um cenário de denúncias de retirada de direitos sociais de minorias e das camadas mais pobres, a sanção do Plano Municipal da Juventude do Recife traz um alívio. O plano tem o crivo do Executivo, é certo. Está lá a assinatura do prefeito. Mais impactante do que a formalidade da assinatura, contudo, foi a construção do documento e a definição de um norte para as ações daqui para frente. Uma política pública tem essa função: guiar governantes à resolução de problemas crônicos que se concentram, às vezes, em áreas pobres de uma cidade, mas com reflexo em áreas de poder econômico médio e alto. A ausência de projetos culturais e educacionais, apontada por especialistas como motivo da violência, fala por si. Daí a precisão do argumento de Sylvia Siqueira, presidente de uma das organizações sociais envolvidas na construção do plano, de que não caberá desculpas daqui para frente para falta de investimentos em ações para a juventude. E investimentos de maneira clara, ou seja pautados em critérios, o que, ao menos nos discursos do gestores municipais, ficou indicado que será respeitado. Assim seja!

Correndo perigo
Vida difícil a dos cadeirantes que circulam pelas calçadas da Avenida Rosa e Silva, nos bairros do Espinheiro e das Graças. Precisam se arriscar no asfalto, pois se deparam com ondulações, provocadas por raízes de árvores, e com disníveis do piso, consequência de buracos e de reparos malfeitos.

Ação na Justiça
Pessoas com mobilidade reduzida penam em oito das estações da Linha Centro do metrô: Coqueiral, Cavaleiro, Floriano, Engenho Vellho, Jaboatão, Alto do Céu, Curado e Rodoviária. Rampas estão entre os problemas. Por isso, o Ministério Público ajuizou ação civil pública para a CBTU concluir os projeto de acessibilidade.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TCE suspende licitação de VLT de Petrolina


AUTOR: RENATO LOBO // NOVEMBRO 30, 2016 
http://viatrolebus.com.br/2016/11/tce-suspende-licitacao-de-vlt-de-petrolina/
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, João Campos, determinou à prefeitura de Petrolina a suspensão da licitação de implantação de um projeto de Veículo Leve Sobre Trilhos.
Segundo a auditoria, supostas irregularidades poderiam “resultar em grave lesão ao erário, em face do grande impacto financeiro nas contas do município e na vida do cidadão, os quais se estenderiam por vários anos, bem como em riscos gerados pela ineficácia mediante o não atendimento ao interesse público”.
Segundo o órgão, a prefeitura não teria detalhamento o orçamento estimativo, “comprometendo a análise financeira da obra e dos serviços licitados”.
De acordo com o projeto, o VLT terá 4,8 Km e ligará o centro da cidade a partir da antiga estação ferroviária até a rotatória do bairro Pedra Linda, área oeste de Petrolina.


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Metrô do Recife receberá verba de R$ 61 milhões

31/10/2016 -
 http://www.transporteideias.com.br/2016/10/31/metro-do-recife-recebera-verba-de-r-61-milhoes/

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), anunciou, na última sexta-feira, um investimento de R$ 61 milhões para o metrô da capital pernambucana. Segundo o jornal “Diário de Pernambuco”, a maior parte do valor será gasta na aquisição de 1,3 mil novas câmeras de segurança e na criação de uma central de monitoramento. O restante do dinheiro irá para reparos no sistema de energia, nos equipamentos de manutenção, entre outras áreas. Atualmente, o metrô do Recife conta com 375 câmeras.

“Todos sabem que desde que assumimos o governo em 12 de maio, o metrô estava na eminência de parar o seu funcionamento. Conseguimos recompor o orçamento e garantir a liberação desses recursos, que significarão uma efetiva melhoria no sistema, especialmente na segurança, que é a questão mais importante a ser resolvida”, afirmou o ministro.

Já o superintendente da CTBU, Leonardo Villar, comentou a importância da verba “Com as novas câmeras poderemos ter uma cobertura completa no metrô. Vamos atuar de forma preventiva para garantir a segurança dos usuários. Esse investimento será importante porque é a primeira etapa para a recuperação do sistema de metrô do Recife. Quando assumimos ele [o sistema] estava próximo de parar por falta de recursos e degradação. Esse é o primeiro e mais importante passo para mudar as coisas”.

Do lado de fora da visita, um grupo de manifestantes protestava contra a demora na convocação dos cargos para um concurso público realizado pela CBTU em 2014. Segundo o grupo, são 500 aprovados (300 em cadastro de reserva) para cargos superiores e técnicos e só 50% deles foram chamados. E para os cargos primordiais, como segurança e manutenção, ninguém foi chamado e apenas alguns poucos conseguiram a convocação através da Justiça. Eles exigem a nomeação para as suas vagas.

Sobre o assunto, o ministro diz que a decisão é de responsabilidade da CBTU. “Tenho certeza de que eles serão chamados no momento em que a empresa julgar oportuno”, declarou. Já o superintendente da CBTU, Leonardo Villar, argumenta que a empresa tem um prazo até 2018 para chamar os aprovados. “É natural, por causa da crise, essa pressão dos aprovados no concurso. À medida que conseguirmos disponibilidade financeira, iremos convocando o pessoal”, prometeu.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Primeiro ônibus movido a gás do Brasil circula no Recife

Nove veículos vão entrar em fase de testes na manhã desta quarta-feira (19)
LeiaJa por Eduarda Esteves ter, 18/10/2016 - 14:16

Começa a circular no Recife, nesta quarta-feira (19), o primeiro ônibus nacional movido a Gás Natural Veicular (GNV). O veículo vai entrar em fase de testes com passageiros nas principais ruas do centro da capital pernambucana, na linha 117 - Circular (Prefeitura/Cabugá) e segue até o dia 10 de novembro. De acordo com o secretário das Cidades, Francisco Papaléo, o novo modelo de ônibus emite 70% menos gases poluentes do que os coletivos tradicionais à diesel e reduz os custos operacionais por quilômetro rodado.
Empresa responsável por desenvolver o veículo, a Scania, informou que o modelo tem autonomia para rodar 450 quilômetros em média sem a necessidade de abastecimento. Com  15 metros de comprimento e ar-condicionado, o modal tem cacacidade de transportar até 130 passageiros. O valor da passagem paga pelo usuário será de R$ 2,80 (valor do Anel A). 
Embora veículos com essa tecnologia a GNV já rodem na Europa há dez anos e também estejam em desenvolvimento em outras cidades da América Latina, este é o primeiro registro no Brasil. Para Eduardo Monteiro, chefe de vendas de chassis urbanos da Scania do Brasil, a expectativa é que após a fase de testes e demonstrações no Recife, os veículos possam ser adquiridos por empresas de transporte público. "A partir de fevereiro de 2017, a gente acredita que os ônibus já estejam disponíveis para a compra", afirmou o gestor.
O valor do ônibus movido a Gás Natural Veicular (GNV) custa em torno de 30% a mais do que um tradicional à diesel. Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, o valor é de R$ 650 mil. Para Décio Padilha, presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), apesar do alto valor inicial na compra do ônibus, a economia pode ser percebida a curto prazo. "Além dos benefícios a população por causa da questão ambiental e de conforto, os empresários ganham em termos de durabilidade do veículo", afirmou Padilha.

O veículo passou primeiramente por Sorocaba (SP), depois por Londrina (PR), Florianópolis (SC), São José dos Campos (SP) e pela capital paulista. Em São Paulo, a demonstração foi durante os meses de junho a agosto de 2015. Lá, o veículo a gás foi colocado para acompanhar um ônibus similar a diesel num total de 12 semanas por duas linhas do Sistema SPTrans. O custo por km do GNV foi 28% inferior ao do diesel.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Ministro autoriza estudo para ampliar metrô até o Porto de Suape


Titular de Cidades, Bruno Araújo não deu prazo para conclusão do projeto.
Ideia é que VLT que liga Cajueiro Seco ao Cabo vá até Ipojuca.
Do G1 PE

Técnicos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa responsável pela administração do Metrô do Recife, foram autorizados a iniciar os estudos para realizar um projeto de ampliação da malha viária da capital pernambucana, nesta segunda-feira (15). A ideia é que a linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que hoje liga a estação Cajueiro Seco, em Jaboatão, ao Cabo de Santo Agostinho, siga até o Porto de Suape, em Ipojuca.

Os estudos de viabilidade foram autorizados pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo, que veio ao Recife para avaliar a proposta. Segundo o gestor, a obra deve custar entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões. "Vamos encontrar um modelo que permita o andamento desse projeto e aponte um orçamento preciso para que a gente possa analisar, num segundo momento, a viabilidade, tempo e cronograma", afirmou.

O ministro apontou ainda que não foi dado nenhum prazo para a finalização do projeto. De acordo com a CBTU, se as obras forem viabilizadas, o Metrô do Recife vai ganhar 11 quilômetros de trilhos. Hoje são 39,5 quilômetros. O superintendente da companhia no Recife, Leonardo Villar, ressaltou que o projeto vai beneficiar os 18 mil operários que trabalham em Suape.

"Houve uma diminuição [no número de trabalhadores] por causa da crise econômica, mas lá está contido o nosso principal polo de desenvolvimento e onde devem ser gerados novos empregos. Então, esse ramal é muito importante porque democratiza o acesso a essas vagas de trabalho. E isso são só os empregos diretos. Com os indiretos, esse número sobe para 20, 25 mil", informou.
Além dos 11 quilômetros que devem ser construídos, o projeto prevê também a duplicação da atual linha de VLT que vai do Cajueiro Seco ao Cabo, cuja extensão é de 18 quilômetros. "Ele toma a partir de Cidade Garapu e segue no leito que já existe, passa na PE-28, onde nós teremos uma estação, e adentra até Massangana", explicou o superintendente.


A CBTU anunciou também o investimento de R$ 62 milhões em melhorias para a Linha Centro do metrô. Os recursos foram obtidos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, segundo a empresa, já estão sendo aplicados.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ambulantes protestam contra proibição de venda de produtos no metrô do Recife

Atividade é proibida por leis estadual e federal

Publicado em 12/07/2016, às 10h50
Jornal do Comercio de Pernambuco
    


Segundo os ambulantes, os policiais ferroviários federal voltaram a apreender as mercadorias / Foto: Roberta Soares/JC Online

Um grupo de ambulantes faz protesto em frente à Estação Central do metrô do Recife contra a proibição de venda de produtos dentro dos vagões e estações. Com cartazes e apitos, vendedores reivindicam a autorização para trabalhar nas dependências do metrô. Segundo os ambulantes, os policiais ferroviários federal voltaram a apreender as mercadorias.

CBTU detalha planos da campanha de limpeza nas estações de metrô do Recife
O trabalho de ambulante é proibido no metrô, por leis estadual e federal. Vários usuários do metrô apoiam a atividade, por questão social, ainda mais em tempos de crise. Outros reclamam da desordem. No ato, os manifestantes bloquearam a Rua Floriano Peixoto, no bairro de São José.

Em maio do ano passado, a CBTU firmou parceria com a Prefeitura do Recife, Polícia Militar e Grande Recife Consórcio de Transportes para intensificar a fiscalização, com seus seguranças, e coibir o comércio informal nas composições.

Em nota, a CBTU informou que o comércio ilegal gera insatisfação dos passageiros do sistema e acúmulo de lixo. Confira a íntegra da nota:


Nos últimos anos, o número de ambulantes e ocorrências relacionadas aos mesmos vem aumentando de forma exponencial, somada a crescente insatisfação dos passageiros que utilizam o sistema. Além de assaltos e depredações aos trens, o comércio ilegal gera uma grande quantidade de lixo. Desde o lançamento da campanha “Metrô sem lixo: Abrace essa ideia!”, a CBTU vem intensificando as ações contra ambulantes no sistema metroviário. A proibição de comércio ambulante no sistema de trens da CBTU Recife é regulamentada pelo Decreto Lei do Governo Federal nº 1832/96 de 4 de março de 1996 Cap. III – Art. 40; e pelo Regulamento do Sistema de Transporte Público de Passageiros através do Decreto nº 14.846 de 28 de fevereiro de 1991. A intenção da Superintendência da Companhia é devolver a tranquilidade e segurança aos passageiros que utilizam o metrô diariamente.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Estação Joana Bezerra tem arrecadação ampliada após inauguração do Terminal Integrado

No último domingo (05/06), ocorreu a inauguração do novo Terminal de Integração entre o sistema do Metrô e as linhas de ônibus da cidade. Com isso, a companhia passou a ter um maior controle no fluxo de pessoas e a arrecadação foi ampliada. As bilheterias do Metrô, que arrecadavam em média R$ 680 por dia, tiveram, na segunda-feira, receita total de R$ 5,2 mil. O acréscimo gira em torno de 670%.
A tarifa, de R$ 1,60, é a mais barata do Brasil. O preço baixo explica a diferença na arrecadação. Os usuários que entravam gratuitamente pelo portão que dava acesso aos passageiros dos ônibus, agora compram o bilhete mais barato do Metrô. Lembramos que 60% dos usuários da CBTU Recife são provenientes das integrações com ônibus e o restante entra no sistema pagando passagem para a companhia.

09/06/2016 – CBTU

terça-feira, 31 de maio de 2016

Novo superintendente da CBTU Recife


O engenheiro Leonardo Villar Beltrão é funcionário da CBTU há mais de 30 anos
Por indicação do Ministro das Cidades, Bruno Araújo, a CBTU Recife tem novo Superintendente interino. Leonardo Villar Beltrão, engenheiro mecânico, formado pela Universidade Federal da Paraíba, é funcionário de carreira da CBTU Recife desde 1983. O engenheiro já ocupou o cargo de Gerente regional de Manutenção e Gerente regional de Obras na empresa.

25/05/2016 – CBTU

NOTA do TRANSURBPASS: Depois de uma série de nomeações meramente políticas de pessoas alheias ao setor, finalmente toma posse um profissional da casa competente e respeitado; 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

No Recife, obras do VLT na Zona Norte começam no 2º semestre de 2014

Corredor será instalado na Avenida Norte e terá 13,4 quilômetros.
PCR detalhou nesta quinta investimentos anunciados pela presidente Dilma.
Do G1 PE

A Prefeitura do Recife detalhou, nesta quinta-feira (19), como será a aplicação dos investimentos de R$ 2,9 bilhões em mobilidade urbana anunciados pela presidente Dilma Rousseff durante visita ao Complexo Portuário de Suape, no Litoral Sul do estado, na última terça (17). A linha de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Avenida Norte, um dos projetos mais esperados para desafogar o trânsito na região, vai contar com 13,4 quilômetros e as obras devem ser iniciadas no segundo semestre de 2014, com previsão de 24 a 30 meses de duração.
O trecho Norte do VLT vai contar com 17 estações, do Terminal Integrado da Macaxeira até o TI Joana Bezerra, atendendo a uma demanda estimada em 128 mil passageiros por dia. “Esse é um projeto que atende uma área de alta densidade demográfica, que gera uma demanda muito forte para o sistema coletivo de transporte”, explicou o secretário de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, Antônio Alexandre.
A licitação para a implantação do VLT deve sair em março do próximo ano e vai incluir tanto o projeto executivo, quanto a obra. “Com isso, nós ganhamos tempos ao incluir os dois, se não, seria uma licitação para o projeto, outra para a obra”, pontou o secretário de Infraestrutura e Serviço Urbano, Nilton Mota.

O corredor do VLT vai seguir pelo canteiro central da Avenida Norte, muito semelhante às pistas exclusivas de ônibus. Ele vai passar pela Avenida Cais do Apolo, Ponte Giratória, Avenida Sul até chegar ao TI Joana Bezerra. “Vão ser necessárias algumas desapropriações, mas tudo isso faz parte do estudo”, adiantou Alexandre. O projeto prevê, ainda, entre outros pontos, drenagem da via, embutimento de fios, uma ciclovia e obras nas calçadas.

A Avenida Domingos Ferreira, na Zona Sul da capital, também deve receber uma linha de VLT. Serão investidos R$ 31,7 milhões em estudos técnicos e de viabilidade econômica para a implantação do projeto na via e em outra área central do Recife. “Os corredores de ônibus já entram antecipando como prioridade de transporte coletivo na Avenida Domingos Ferreira para que, concluindo o estudo do VLT, ele entra e substitui”, detalhou a presidente da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), Taciana Ferreira.

Ônibus e barcos
Os cinco corredores exclusivos de ônibus, outro investimento anunciado pela presidente Dilma Rousseff, vão custar R$ 98,3 milhões e serão semelhantes à linha azul recém-implantada no Recife. Os projetos preveem 5,5 quilômetros de pista exclusiva na Avenida Abdias de Carvalho, sete quilômetros na Avenida Beberibe, 2,6 quilômetros na Avenida Recife, oito quilômetros na Avenida Abdias de Carvalho, onde já começou a troca de placas de concreto, e 11,3 quilômetros na Avenidas Domingos Ferreira.

Já o projeto do corredor fluvial sul, que irá transportar passageiros em barcos pelo Rio Capibaribe, conta com 9,5 quilômetros, saindo da Agência Central dos Correios, na Avenida Guararapes, passando pelo bairro da Imbiribeira até chegar ao ponto final na Bacia do Pina, na altura da Rua Antônio Falcão. O projeto, realizado através de uma parceria do governo federal com o estado, está orçado em R$ 172 milhões.

Recife recebe 50,6 km de faixa azul e requalificação do VLT

Publicado em 26/11/2014 às 9:01 por Júlio Cirne em Notícias

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), se reuniu com o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, na manhã dessa terça-feira (25)  em Brasília. Durante o encontro foi garantido o repasse de R$ 122 milhões para investimentos em mobilidade na capital pernambucana.
Do total dos repasses, R$ 98,3 milhões serão destinados à implementação de cinco corredores do sistema Bus Rapid Service (BRS), conhecidos como “faixa azul”, enquanto que R$ 24 milhões serão destinados à elaboração de obras nas linhas Centro e Sul do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
A implementação dos corredores do BRS deve contemplar 23 bairros da cidade, com um extensão de 400 km nas avenidas Abdias de Carvalho, Beberibe, Recife, Mascarenhas de Moraes/Av Sul e o binário da Domingos Ferreira/Herculano Bandeira com a Conselheiro Aguiar/Antônio de Gois.
Os corredores recebem ainda iluminação, monitoramento por câmeras, reformas de calçadas e pavimentação, instalação de painéis de mensagens variáveis, além de detectores de fluxo veicular e substituição de abrigos.
O prefeito considera que a implantação do BRS resultará na diminuição do tempo das viagens e na consequente melhoria na qualidade de vida do recifense: “Com esses corredores, mais de 400 mil recifenses serão beneficiados por 50 km de calçadas requalificadas e viagens mais rápida e confortáveis de ônibus”.
No encontro, o prefeito esteve acompanhado do secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos do Recife, Victor Vieira, do chefe do Gabinete de Projetos Especiais, João Guilherme Ferraz, e da presidente do Instituto Pelópidas Silveira, Evelyne Labanca.
O prefeito ainda tratou das cartas-consultas que solicitam estudos de viabilidade econômica e técnica e elaboração de projetos de engenharia nos dois trechos das linha Centro e Sul do VLT do Recife. O trecho da linha Centro compreende a ilha de Joana Bezerra. Já o da linha Sul compreende o trecho que segue pela Av Domingos Ferreira.

As obras devem começar quatro meses depois da assinatura do contrato de repasses de recursos. A obra deve ser licitada e o repasse será realizado através de financiamento pelo governo federal.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ministro das Cidades discute andamento de obras do PAC em Recife

Mobilidade urbana

Capital pernambucana contará com recursos federais para a construção de corredores de ônibus e implantação da Via Mangue
por Portal Brasil publicado: 25/11/2014 17h30 última modificação: 25/11/2014 17h30
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Na manhã desta terça-feira (25), o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, se reuniu com representantes da prefeitura de Recife para debater o andamento de obras de mobilidade urbana prevista pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O município possui a obra de implantação de corredores de ônibus selecionada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Grandes Cidades e a obra da Via Mangue selecionada no PAC Copa.

No Pacto da Mobilidade Urbana, a prefeitura terá recursos para a implantação de diversos corredores BRS nas Avenidas Abdias de Carvalho, Beberibe, Recife, Domingos Ferreira e Mascarenhas de Moraes, além de recursos para elaboração de projetos e Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) para implantação de VLT na Avenida Norte.

O Pacto foi lançado pelo Governo Federal para atender as demandas do setor registradas durante as manifestações populares em 2013.

O prefeito pretende entregar até a próxima sexta-feira (28), à Caixa Econômica Federal, a documentação técnica com a definição do acesso à Via Mangue, que ocorrerá com construção da Alça da Ponte do Encanta Moça.  Segundo Geraldo Melo, essa solução viabilizará a implantação de corredores BRS em vias paralelas, atendendo a mais de 200 mil passageiros por dia.

A obra dos corredores BRS selecionadas pelo Pacto da Mobilidade terá seu processo de contratação iniciado após a publicação da portaria de seleção, prevista para as próximas semanas. Nas obras do Corredor Fluvial (Oeste e Norte), de responsabilidade do governo do estado de Pernambuco, caberá à prefeitura remover 1.242 famílias que moram em palafitas para três conjuntos habitacionais em fase de conclusão.

Sem a remoção não será possível fazer a dragagem sem colocar em risco a estrutura das palafitas. De acordo com o prefeito,  a previsão é regularizar o pagamento às construtoras e retomar a obra dos residenciais em janeiro. 

A alteração da proposta do VLT da Avenida Norte, obra importante para a população de Recife, será discutida em nova reunião com a presença de representantes do governo de Pernambuco. A proposta sofreu alterações após aprovação pelo Governo Federal, mas já estão concluídos o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) e o projeto básico.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

VLT da Avenida Norte ainda sem data para iniciar as obras no Recife

Ainda não será dessa vez que a Avenida Norte vai ter o seu cenário modificado. As obras para implantação do projeto do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), previsto para o segundo semestre de 2014, não têm mais prazo para começar. Mas ainda há uma expectativa da Prefeitura do Recife de que os recursos na ordem de R$ 1,6 bilhão sejam liberados antes do fim do atual exercício. Essa não é a primeira vez que a mais importante via de ligação da Zona Norte com a área central do Recife tem projetos cancelados, modificados ou inconclusos.
Em 2008, o projeto de “requalificação” da Avenida Norte consumiu R$ 6 milhões e atendeu um trecho de apenas 1,4 quilômetros dos 8,6 km de toda a via. Passados seis anos, a reforma não parece ter surtido os efeitos prometidos. As calçadas, mesmo tendo sido refeitas, em geral, são ocupadas de forma irregular. A ciclovia também cede espaço para estacionamentos. Num espaço ainda sem lei, pedestres e ciclistas não se entendem quanto às áreas destinadas a cada um. As intervenções foram feitas entre a Ponte do Limoeiro e o viaduto que corta a Agamenon Magalhães. Os 7,2 km restantes não receberam nenhum outro tipo de intervenção.
Em 2011, um outro projeto renovou as expectativas para melhoria do tráfego na via. O governo do estado apresentou o projeto para instalação de um corredor de transporte nos moldes do BRT. Mas, ele acabou ficando de fora dos projetos aprovados no Pac Copa e Pac Mobilidade. Em 2013, a Prefeitura do Recife apresentou a proposta de um VLT como novo modal de transporte de massa para a Avenida Norte. “É um novo conceito de uso para a via que tem a proposta não apenas de um modal de transporte, mas de integração com o espaço urbano”, ressaltou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Recife, Antônio Alexandre.
O projeto tem proposta para três ramais: Norte, Sul e área central. A primeira aposta é o do ramal Norte, que compreende 17 estações entre o Terminal Integrado da Macaxeira até o TI Joana Bezerra, totalizando 13,5 km. A expectativa de demanda é de 210 mil passageiros por dia. O corredor do VLT vai seguir pelo canteiro central da Av. Norte passando pela Av. Cais do Apolo, Ponte Giratória, Av. Sul e TI Joana Bezerra. O projeto prevê ainda drenagem, embutimento dos fios, ciclovia e melhoria das calçadas.
Via sofrerá alterações
Assim como as avenidas Conde da Boa e Caxangá estão sofrendo modificações em projetos já implementados em razão das obras do corredor Leste/Oeste, o mesmo ocorrerá com a Avenida Norte. A mudança de modal para a via proposta pela Prefeitura do Recife muda o conceito de uso. De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Recife, Antônio Alexandre, o trecho de 1,4 km que foi requalificado em 2008 vai sofrer alteração com o desenho do novo modal. “É uma nova configuração, mas há como aproveitar alguns espaços onde a calha da via foi alargada para a implantação das baias, que podem ter novo uso, seja para calçadão ou espaços de convivência”, apontou o secretário.
O novo projeto que ainda depende de estudos para elaboração do projeto executivo também deve tirar definitivamente o gelo baiano da área central da via e também do canteiro em forma de muro construído no trecho de 1,4km. “Vamos trabalhar uma solução mais adequada para facilitar a travessia do pedestre que hoje usa o gelo baiano como espaço de proteção nas travessias”, explicou Antônio Alexandre. Ainda segundo o secretário, o novo desenho não irá exigir a mesma quantidade de desapropriação do projeto anterior que abria espaço com as baias para as paradas de ônibus.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Investimento de R$ 117 milhões é destinado para VLT em Petrolina, PE

G1 - Rio de Janeiro/RJ - HOME - 30/09/2014 - 06:13:00
Autor não divulgado.

A previsão para a implantação do Sistema Integrado de Transportes (VLT) em Petrolina, no Sertão pernambucano, é que seja no primeiro semestre de 2015. Segundo a prefeitura do município, dois contratos foram assinados pelo ministro das cidades, Gilberto Occhi, destinando cerca de R$ 117 milhões para a obra que promete melhorar a mobilidade urbana na cidade.

Estão pactuados R$ 83 milhões para o VLT e R$ 29 milhões na pavimentação e qualificação de vias urbanas. De acordo com o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão de Petrolina, Geraldo Junior, o tempo necessário para implantação do sistema é de dois anos.

Ainda segundo o secretário, para a celeridade da obra será usado o modelo de contração de Regime Diferenciado de Contratação (RBC). “Esse é um tipo de contratação que encurta tempo e diminui a burocracia. O Governo Federal tem usado este método como aconteceu na Copa do Mundo. Esperamos que as obras sejam iniciadas no primeiro semestre de 2015 e que tenha obra do VLT e também de pavimentação”, explica Geraldo.

De acordo com o projeto inicial, cada um dos quatro vagões têm capacidade para 380 pessoas e um trajeto de 4,8 quilômetros. Serão cinco estações e dois terminais centrais, sendo divididos em Estação Central, Rodoviária, Sementeira, Ceape, Parque de Integração, Vila Verde e Pedra Linda.

O sistema terá uma estação padrão que permitirá o fácil embarque do usuário, com portas automáticas e bilheteria. Para facilitar a circulação urbana estão previstos ainda cinco cruzamentos de nível, automatizados e operados por sinais luminosos e cancelas.

Com a implantação do VLT devem ser realizadas obras de pavimentação de corredores de transportes, proporcionando construção de terminais, construção da central operacional e um sincronismo de todo sistema de transportes da cidade.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Especialistas vêm melhorias e desvantagens no sistema BRT em Recife



ANTP Cliping 12/05/2014
A cada dia, com a continuidade das obras nas estações e terminais, a expectativa só aumenta. A implantação do sistema BRT segue em fase de testes e continua a incerteza sobre a funcionalidade do novo modelo do transporte público na Região Metropolitana do Recife. Para especialistas da área de mobilidade, o serviço tende realmente a melhorar consideravelmente, porém há ressalvas.
Coordenador regional da Associação Nacional de Transportes Públicos, o engenheiro César Cavalcanti acredita que as mudanças provenientes com o BRT são muito importantes e têm tudo para melhorar a mobilidade. Sobre o Corredor Leste-Oeste e o novo formato de trânsito na Avenida Caxangá, Cavalcanti só questiona o tamanho das estações.
"Não tive acesso a todos os detalhes do projeto, mas só me pergunto sobre a dimensão das estações, em relação ao carregamento adequado de passageiros. Se funcionar, será um salto gigantesco de qualidade no transporte. Basta comparar as novas paradas, que dão de dez a zero com as paradas anteriores”, disse o especialista. Cavalcanti lembra a importância na divulgação do serviço para que a população tome conhecimento sobre as alterações. "A diferença na sistemática será enorme e é fundamental a divulgação, um processo educativo para conscientizar a população”.
Na concepção do especialista em mobilidade e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Maurício Pina, o BRT com certeza será benéfico à Avenida Caxangá, mas há algumas restrições. "Deveria ter uma segunda faixa exclusiva do BRT para permitir a ultrapassagem. O objetivo é transporte rápido por ônibus; se há um ônibus parado na estação ou quebrado, causa transtorno pela espera. Se não for possível na Caxangá, que haja uma faixa mista para o ônibus novo poder fazer a ultrapassagem”, apontou Pina.
A Avenida Caxangá atualmente tem três faixas: a da esquerda ficará exclusiva para o BRT, a do meio para veículos particulares e a da direita para os ônibus "atuais” que permanecerão em tráfego até a implantação total do novo sistema (previsto para setembro de 2014). Em determinados pontos, haverá faixas mistas nas quais todos os veículos transitaram juntos. Segundo o especialista, é uma situação transitória e não tem como ser diferente.
Experiência de outras cidades – Rio de Janeiro, Belo Horizonte e a pioneira Curitiba são algumas das cidades brasileiras que aderiram ao tipo de transporte BRT. De acordo com a engenheira de transporte Eva Vider, professora da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o modelo BRT é uma opção válida para qualquer cidade, desde que a capacidade seja compatível com a demanda do corredor.
"Avaliamos que o BRT funciona quando a demanda é de oito a 20 mil usuários por hora. Acima disso, as opções devem ser metrôs e trens urbanos. Em Curitiba, alguns corredores já estão saturados e há planos para transformarem em metrô. Alguns corredores do Rio, como a Transbrasil, não tem mais capacidade. Por isso a importância do planejamento”, observou Eva Vider.
A professora compartilha da opinião de que a informação ao usuário deve ser intensificada.  "A população precisa se acostumar com a novidade, haver muita sinalização, distribuir panfletos. Não temos ainda uma educação de trânsito ideal, então precisamos de informação até para proteção dos próprios pedestres e motoristas”.
Usuários dizem não ter informação – No Recife, a população ainda se sente desprovida de informações necessárias sobre o BRT. De todas as pessoas entrevistadas pela equipe do LeiaJá, nenhuma soube afirmar como funcionarão as novas estações. "Eu não sei de nada. Pelo que eu estou vendo, quando esse ônibus novo chegar de Camaragibe até aqui, na metade da Avenida Caxangá, já vai estar completamente lotado”, comentou o estudante Marcos Lima.
Descrente, o aposentado Jairo Barbosa não sabe como vai funcionar o projeto e não acredita que o novo sistema irá melhorar. "É tudo política”, se limitou a criticar. Para a técnica de enfermagem Rosemeri Santos, os ônibus e as novas estações estão muito bonitos, mas é preciso informar melhorar à população. "Só sinto falta de um trabalho de educação, sobre a segurança por exemplo. Se não houver segurança, as paradas vão ficar destruídas durante jogos e no Carnaval”.
Nas paradas da Praça do Derby, importante ponto de ligação do BRT, a falta de conhecimento também é generalizada entre os passageiros. "Posso nem comentar, porque não sei nem como vai funcionar. Confesso que não sei quais serão as mudanças”, disse a auxiliar administrativa Lucélia Bezerra. O motorista de caminhão Antônio Anísio sugere ações para conscientizar o público. "Antes de inaugurar, deveriam colocar instrutores em cada parada, para explicar como será. Até agora, nenhuma informação”.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Obras do VLT de Recife começam no 2º semestre de 2014

19/12/2013 - G1 PE
A Prefeitura do Recife detalhou, nesta quinta-feira (19), como será a aplicação dos investimentos de R$ 2,9 bilhões em mobilidade urbana anunciados pela presidente Dilma Rousseff durante visita ao Complexo Portuário de Suape, no Litoral Sul do estado, na última terça (17). A linha de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Avenida Norte, um dos projetos mais esperados para desafogar o trânsito na região, vai contar com 13,4 quilômetros e as obras devem ser iniciadas no segundo semestre de 2014, com previsão de 24 a 30 meses de duração.

O trecho Norte do VLT vai contar com 17 estações, do Terminal Integrado da Macaxeira até o TI Joana Bezerra, atendendo a uma demanda estimada em 128 mil passageiros por dia. “Esse é um projeto que atende uma área de alta densidade demográfica, que gera uma demanda muito forte para o sistema coletivo de transporte”, explicou o secretário de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, Antônio Alexandre.

A licitação para a implantação do VLT deve sair em março do próximo ano e vai incluir tanto o projeto executivo, quanto a obra. “Com isso, nós ganhamos tempos ao incluir os dois, se não, seria uma licitação para o projeto, outra para a obra”, pontou o secretário de Infraestrutura e Serviço Urbano, Nilton Mota.

O corredor do VLT vai seguir pelo canteiro central da Avenida Norte, muito semelhante às pistas exclusivas de ônibus. Ele vai passar pela Avenida Cais do Apolo, Ponte Giratória, Avenida Sul até chegar ao TI Joana Bezerra. “Vão ser necessárias algumas desapropriações, mas tudo isso faz parte do estudo”, adiantou Alexandre. O projeto prevê, ainda, entre outros pontos, drenagem da via, embutimento de fios, uma ciclovia e obras nas calçadas.

A Avenida Domingos Ferreira, na Zona Sul da capital, também deve receber uma linha de VLT. Serão investidos R$ 31,7 milhões em estudos técnicos e de viabilidade econômica para a implantação do projeto na via e em outra área central do Recife. “Os corredores de ônibus já entram antecipando como prioridade de transporte coletivo na Avenida Domingos Ferreira para que, concluindo o estudo do VLT, ele entra e substitui”, detalhou a presidente da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), Taciana Ferreira.
Ônibus e barcos

Os cinco corredores exclusivos de ônibus, outro investimento anunciado pela presidente Dilma Rousseff, vão custar R$ 98,3 milhões e serão semelhantes à linha azul recém-implantada no Recife. Os projetos preveem 5,5 quilômetros de pista exclusiva na Avenida Abdias de Carvalho, sete quilômetros na Avenida Beberibe, 2,6 quilômetros na Avenida Recife, oito quilômetros na Avenida Abdias de Carvalho, onde já começou a troca de placas de concreto, e 11,3 quilômetros na Avenidas Domingos Ferreira.

Já o projeto do corredor fluvial sul, que irá transportar passageiros em barcos pelo Rio Capibaribe, conta com 9,5 quilômetros, saindo da Agência Central dos Correios, na Avenida Guararapes, passando pelo bairro da Imbiribeira até chegar ao ponto final na Bacia do Pina, na altura da Rua Antônio Falcão. O projeto, realizado através de uma parceria do governo federal com o estado, está orçado em R$ 172 milhões.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Engenheiro aponta falhas na estação de metrô da Arena Pernambuco

'[Estação] não foi feita pensando num evento desses', diz Fernando Jordão.

CBTU alega que terminal foi planejado para atender a 3 mil passageiros/dia.


A Estação Cosme e Damião do metrô do Recife, situada no bairro da Várzea, Zona Oeste da capital, usada pelos torcedores com destino à Arena Pernambuco, foi alvo de críticas do engenheiro e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Fernando Jordão. Convidado pelo G1, o especialista visitou o espaço, que já havia recebido reclamações por parte da torcida que passou pelo local para assistir ao primeiro jogo da Copa das Confederações no estádio, em São Lourenço da Mata, Grande Recife. "Eu não fui [à partida do último domingo] porque estava prevendo a confusão que seria", comentou o engenheiro. Jordão apontou falhas e disse que são necessários ajustes para a estação receber os passageiros com conforto.

Escada estreita para entrar e sair da plataforma do metrô - sendo a única opção de escoamento do fluxo de passageiros, e elevador pequeno foram os principais pontos criticados pelos torcedores, que se espremeram no local, principalmente na volta para casa após a partida entre Espanha e Uruguai. Para justificar a superlotação no espaço, o governo estadual disse que houve falta de sincronia entre as viagens de trens e dos ônibus circulares que faziam a ligação ao estádio.

Durante a visita, o engenheiro ficou impressionado com a dimensão da Cosme e Damião, que segundo ele não condiz com o público esperado para as copas das Confederações e do Mundo, em 2014. "A estação com certeza não foi feita esperando um evento desse", afirmou Jordão. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a construção da estação foi planejada ainda antes de o Brasil ser confirmado como sede do Mundial, para atender a 3.000 passageiros ao dia, demanda estimada para dias normais.

A plataforma da estação tem 100 metros de comprimento por 3,5 de largura, tamanho padrão adotado em outras estações do Grande Recife. O problema, segundo o professor da UFPE, é que entrada e saída da plataforma tem uma única passagem, com cerca de 4 metros de largura, que fica ainda mais estreita por conta da escada, com cerca de 2,5 metros de largura. “Esse erro é gritante mesmo, não favorece o escoamento da quantidade de passageiros em dias de jogos, e acabou criando esse gargalo. A saída não está compatível com a dimensão da demanda, porque afunila mesmo", disse o especialista que integra o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE).

Em cálculos rápidos, o engenheiro estimou que a capacidade de um trem é de 1.200 passageiros. Se o intervalo entre as viagens na estação é de seis minutos, são dez trens por hora, resultando em 12.000 pessoas. Para encher ou esvaziar o estádio no último domingo, onde havia quase 42 mil pessoas, seriam necessárias cerca de quatro horas, com intervalos de seis minutos entre os trens. No entanto, de acordo com o Metrô do Recife (Metrorec), o intervalo foi reduzido para três minutos ao final da partida. “É uma demanda alta e concentrada para qualquer metrô, até para aqueles com tecnologia mais moderna, como o de Londres ou de Tóquio", explicou o professor da UFPE.

Para melhorar a mobilidade na estação, Jordão disse que uma das opções seria construir uma rampa, em vez da escada estreita, além de aumentar a quantidade e tamanho dos elevadores – atualmente, só existe um, onde cabe apenas um cadeirante. Para ele, o espaço da estação poderia ser mais “generoso”, embora também seja preciso observar a frequência de saída dos ônibus que levam e trazem os torcedores da Arena, o que contribui para formar aglomerações.

Adequação

Procurada pela reportagem, a assessoria do Metrorec informou que o projeto da Cosme e Damião está em constante mudança para adaptar-se ao fato de ser a parada mais próxima da Arena Pernambuco. Desde o projeto inicial, foram incluídas a instalação de um elevador e a cobertura da estação.

A CBTU/Metrorec acrescentou ainda que a Cosme e Damião receberá, provisoriamente, uma rampa para facilitar a saída dos torcedores que irão acompanhar os últimos dois jogos da Copa das Confederações na Arena Pernambuco, nesta quarta (19) e no domingo (26).

Também devem ser colocadas duas escadas rolantes nos próximos meses de julho e setembro. Por lei, depois que uma empresa é contratada para começar um projeto, só é possível realizar mudanças que representem impacto de 25% no valor do contrato inicial da obra.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Metrô do Recife tem problemas e dificulta acesso à Arena da Copa

Em 12 estações, não há elevadores. Em 13, inexistem escadas rolantes. Além disso, ventiladores não funcionam, faltam banheiros e sobram goteiras .

O turista que, daqui a um mês e meio, desembarcar no Recife para acompanhar a Copa das Confederações e depender do Sistema Estrutural Integrado (SEI) precisará de coração forte antes mesmo de a bola rolar. O caminho para a Arena Pernambuco é tortuoso. O Jornal do Commercio cumpriu o percurso de metrô na última semana, desembarcou em seis estações da Linha Sul e nos 14 terminais da Linha Centro, avaliou seus entornos e encontrou duas realidades distintas. Modernas, as estações da Linha Sul atendem aos critérios de acessibilidade .

Na Linha Centro, no entanto, a infraestrutura ignora as necessidades de idosos, gestantes e deficientes físicos. Em 12 estações da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), não há elevadores. Em 13, inexistem escadas rolantes. Ventiladores sem funcionar, goteiras, ausência de banheiros e trens velhos jogam contra os passageiros. Os Terminais Integrados (TIs), mesmo recém-inaugurados, também apresentam deficiências.