segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Baixada: início de obra de VLT tem novo atraso

A Tarde - 08/10/2012
Bruno Ribeiro e Mônica Reolom | Agência Estado

Problemas burocráticos devem atrasar mais uma vez o começo das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT, uma espécie de metrô leve) que interligará as cidades da Baixada Santista. As obras deveriam ter começado em junho, mas agora estão prometidas só para janeiro.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), estatal responsável pelo projeto, diz, em nota, que o atraso é decorrente de "pedidos de esclarecimentos e recursos impetrados pelos licitantes durante o processo de pré-qualificação". Essa pré-qualificação deveria selecionar empresas aptas a executar as obras. Há sete consórcios pré-qualificados. A divulgação do consórcio vencedor e a assinatura do contrato estão previstos para novembro.

O projeto é discutido há quase uma década. O VLT deverá retirar 23% dos ônibus em circulação nas saturadas vias da ilha de Santos. Cada trem do VLT deve transportar 400 pessoas, com velocidade máxima de 80 km/h. O traçado tem extensão total de 24,8 quilômetros e haverá integração tarifária com a rede de ônibus intermunicipal - que hoje transporta os moradores de São Vicente, Praia Grande, Itanhaém e Mongaguá até o trabalho, em Santos.

A entrega de todos os trens deve ser concluída até abril de 2015 e a previsão de investimento é de R$ 284,3 milhões nos veículos. O total do projeto é estimado em R$ 670 milhões.

Complexidade
A execução da obra passa por um complicado processo de licitação. São três certames diferentes em andamento ao mesmo tempo: um para compra dos 22 trens, outro para a elaboração dos projetos executivos dos quatro trechos e o terceiro para a escolha das empresas que farão as obras civis.
Esse modelo de licitação foi adotado após o fracasso da proposta estadual de executar a obra por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). O processo foi lançado em fevereiro do ano passado e pretendia repassar à iniciativa privada a responsabilidade para execução das obras. O problema foi que o projeto não atraiu nenhum interessado.

Com o desinteresse, o Estado assumiu o projeto sozinho e passou a selecionar as empresas. As obras que devem começar em janeiro serão do chamado "trecho prioritário", entre o Terminal Barreiros, no leste da ilha, e o Terminal do Porto, no oeste. Os demais trechos não têm data prometida para início das obras.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Após 40 anos de abandono, País pode ganhar 21 linhas de trens de passageiro

De olho na melhoria da mobilidade, governos estaduais e federal estudam construir 3,3 mil km de trilhos em 14 Estados até 2020
13 de outubro de 2012 | 3h 02
BRUNO RIBEIRO, RODRIGO BURGARELLI - O Estado de S.Paulo

Depois de quatro décadas de abandono, os trens regionais voltaram à pauta dos governos estaduais e federal. Atualmente, está em estudo pelo poder público a construção de 21 ramais ferroviários para passageiros. Caso todos os projetos planejados no Brasil saiam do papel no prazo previsto, o País pode ganhar 3.334 km de trilhos para transporte em 14 Estados até 2020.
O número é mais que o dobro do que está em operação. Apenas duas linhas de passageiros funcionam hoje no País: uma liga Belo Horizonte (MG) a Vitória (ES) e outra, São Luís (MA) a Carajás (PA) - ambas são operadas pela Vale.
O atual cenário contrasta com o que era esse mercado há meio século: na década de 1960, cerca de 100 milhões de passageiros eram transportados em trens interurbanos anualmente. Hoje, esse número é de cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano.
Para Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), o ressurgimento de projetos de trilhos pelo País é reflexo do recente aumento da preocupação com a mobilidade. "O transporte ferroviário de passageiros é normalmente rápido, seguro, confortável e não poluente. Trens de velocidade média, entre 100 e 150 km/h, são uma alternativa para a mobilidade entre as cidades, que hoje está um desastre."
Entre os projetos mais avançados estão a ligação entre Brasília e Goiânia, passando por Anápolis (GO), e cerca de 500 km de trilhos em Minas Gerais que fariam a conexão entre Belo Horizonte e cidades como Sete Lagoas, Ouro Preto e Brumadinho. O primeiro, orçado em R$ 800 milhões, está prometido para 2017 e deve vencer todo o trajeto em cerca de uma hora. Já o segundo está divido em três trechos e deve ser feito por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) que já tem 18 interessados em preparar estudos de viabilidade. A expectativa é de que as obras comecem em 2014.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Metrô reformará 20 estações até a Copa de 2014

Postado por Estadao.com.br em 1 outubro, as 0:05 Em Brasil/Mundo

Quase um terço das estações da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) deve ganhar um banho de loja. O motivo? A Copa do Mundo de 2014. Para o evento esportivo, a empresa quer deixar mais apresentáveis 20 das suas 64 paradas, algumas inauguradas 38 anos atrás.

Entre as que passarão pelo “embelezamento” estão Sé, Santa Cruz, Paraíso, Palmeiras-Barra Funda, Marechal Deodoro, Artur Alvim e Corinthians-Itaquera (as duas próximas do Itaquerão, palco da abertura do Mundial de futebol).

O concreto aparente que predomina na Linha 1-Azul – a mais antiga – ganhará tratamento especial, por exemplo. Já o tradicional piso preto de borracha cheio de círculos dará lugar a um material mais nobre, o granito, que atualmente decora plataformas como as da Consolação, na Linha 2-Verde.

Ao todo, 62 mil m² de chão devem receber o novo revestimento. Além da estética, a vantagem dessa troca é que ela poderá trazer ganhos com a iluminação, pois o índice de reflexão de luz do granito é maior que o da plurigoma (nome técnico dado ao revestimento negro).

Segundo uma apresentação feita no mês passado pelo arquiteto do Metrô Edgard Georges El Khouri, essa intervenção, aliada ao uso de “novos e mais econômicos elementos de iluminação”, reduzirá o consumo de energia elétrica.

O piso de pedra também é mais resistente. “O plurigoma, em áreas com muita gente, como acontece no metrô, é ineficiente, porque é preciso trocá-lo toda hora. E o granito é o melhor piso que existe, com maior rigidez e longevidade”, explica Nestor Tupinambá, um dos representantes do Metrô no Sindicato dos Engenheiros.

Calçadas. As calçadas no entorno de parte das estações também serão reformadas, ganhando blocos intertravados. Nesse caso, a estimativa é de que 19 mil m² de calçamentos sejam trocados, incluindo os feitos de mosaico português.

Dentro das paradas, os forros serão substituídos por novas estruturas, similares às que já existem nas estações da Linha 2-Verde sob a Avenida Paulista, como a Trianon-Masp. Trata-se da colocação de tábuas na posição vertical, deixando o teto vazado. O raciocínio dos técnicos do Metrô é que esse material permite “fácil limpeza”, com a redução do uso de produtos químicos e um menor tempo para a manutenção de equipamentos de serviço instalados acima. Cerca de 22 mil m2 de forros serão reformados.

As estações devem ter nova demão de tinta em 360 mil metros quadrados de estruturas de concreto. Por último, também serão trocadas as laterais das coberturas de metal das estações em superfície da Linha 3-Vermelha, como Corinthians-Itaquera.

O Metrô não informou quanto vai gastar nessas obras nem quando elas serão iniciadas. Mas a reportagem apurou que os trabalhos devem começar entre o fim deste ano e os primeiros meses de 2013. Mas os trabalhos serão entregues até a Copa, que começa em junho de 2014? O engenheiro José Geraldo Baião, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Aeamesp), acredita que sim. “São serviços contratados de empresas terceirizadas, com cronogramas de obras”, diz.

Divergências. Passageiros diários do Metrô divergem sobre as reformas. A universitária Raquel Bressan, de 21 anos, diz ser contra. “Deveriam se preocupar mais em melhorar a qualidade do transporte. Quase sempre tem alguma pane.” O atendente Ivan Márcio Correia, de 44, concorda que as prioridades deveriam ser outras. “Que tal pegar o dinheiro que vão gastar com isso e contratar mais funcionários para auxiliarem idosos e cegos nos horários de pico?” Mas o engenheiro Sergio Woisky, de 55, prevê que as obras serão benéficas. “No caso do piso, colocarão um que desgasta bem menos.”

Governo altera prazos para apresentação de propostas ao PAC da Mobilidade das Médias Cidades

Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil Brasília - O Ministério das Cidades alterou a partir de hoje (12) o calendário destinado à apresentação de propostas referentes ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades. Segundo o governo, os projetos referem-se às ações que visam à melhoria e ao aperfeiçoamento do sistema de transporte coletivo urbano dos municípios com população de 250 mil a 700 mil habitantes, segundo dados de 2010.

A Portaria 462, que fixa os novos prazos, está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, Seção 1, página 37. O texto completo pode ser obtido na página da imprensa nacional http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=37&data=12/09/2012

Pelo texto, o cadastramento de cartas-consulta por meio de formulário eletrônico vai até sexta-feira (14). O período para o enquadramento e a hierarquização de propostas vai da próxima segunda-feira (17) a 15 de outubro.

Segundo a portaria, as reuniões presenciais para entrevistas e análises de propostas serão realizadas de 22 de outubro a 10 de dezembro. A divulgação da seleção será feita pelo Ministério das Cidades no dia 14 de dezembro. Já a divulgação das regras do processo de seleção foi mantida até o dia 20 de julho.

 Em julho deste ano, o governo federal lançou o PAC 2 Mobilidade Médias Cidades. De acordo com as autoridades, o objetivo é melhorar o trânsito nas cidades até 700 mil habitantes. A previsão é liberar R$ 7 bilhões por meio de financiamento para 75 médias cidades - selecionadas - ou para os governos estaduais. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as 75 cidades têm destaque na economia nacional e estão distribuídas em 18 estados. Entre elas estão Uberlândia e Uberaba, em Minas Gerais, Ribeirão Preto e Limeira, em São Paulo, e Cuiabá e Várzea Grande, em Mato Grosso. Além disso, 51% estão localizadas em regiões metropolitanas.

Agência Brasil

Sobre a “cidade” e “sustentabilidade”

Valeska Peres Pinto | Coordenadora Técnica da ANTP
A Rio+20, Conferencia da ONU realizada em junho deste ano no Rio de Janeiro, colocou de vez a expressão “sustentabilidade” no vocabulário das instituições, empresas e midia. Com a expressão vieram os fundamentos que fazem referência a três pilares – econômico, social e ambiental. Se faltar um deles, a “sustentabilidade” fica comprometida.

Durante a Rio+20, Governos, Empresas e Sociedade Civil debateram, cada um a seu modo, a extensa pauta da “sustentabilidade”. Os primeiros, representado na Conferencia Oficial dos Chefes de Estado, revelaram nos seus discursos as dificuldades de se combinar as expectativas nacionais com a construção de políticas globais, o que ficou consagrado na Declaração final, que reafirmou compromissos anteriores e propôs algumas medidas, ainda tímidas, de fortalecimento do PNUMA – Programa das Nações Unidas de Meio Ambiente.

As Empresas e Associações vinculadas à iniciativa privada, distribuídas em centenas de eventos na cidade aproveitaram para promover suas ações sustentáveis. À economia verde se somou a economia azul, embora na maior parte dos casos as atividades ainda prosperem na economia marrom. Finalmente, as entidades da sociedade civil, reunidas na Cúpula dos Povos, reiteraram seus compromissos de luta por Justiça Social e Ambiental, denunciando as soluções apresentadas pelos governos e empresas que, segundo elas desconhecem os direitos essenciais de mulheres, indígenas, negros, juventudes, trabalhadores e comunidades tradicionais.

Passados alguns meses do evento, restam as avaliações quanto às lacunas e aos legados deixados pelo evento. Na lista das primeiras, destaca-se a pouca importância acordada as cidades. O espaço urbano ainda não é entendido como produto do trabalho humano, que extrapola a mera soma de casas, ruas, redes de água, comércios. Na falta de uma visão da cidade como organismo e meio ambiente próprio, fica difícil falar em “desenvolvimento sustentável” ou “cidade sustentavel”. Para cada ator presente a sustentabilidade começa e termina nas fronteiras de suas atividades e interesses.

Esta lacuna afeta diretamente a discussão da mobilidade urbana. Transporte público, trânsito urbano, acessibilidade, circulação de pedestre, circulação de mercadorias - são tratados como fenômenos separados, desintegrados, autônomos. Daí ser difícil uma ação combinada que possibilite um ganho excedente da combinação de todos os esforços setoriais e individuais. O tratamento ainda marginal dado as cidades pode ser uma consequência do fato da urbanização ser um fenômeno ainda recente no mundo. Somente agora a maioria da população do planeta vive em cidades. Porém, para a América Latina, que já ostenta 75% da sua população nesta condição, os desafios da urbanização são presentes.

Explicações à parte, cumpre destacar alguns legados do evento, entre eles as expectativas geradas no encontro do C40 – Grupo de Grandes Cidades Lideres para o Clima, constituído pelos prefeitos das 40 maiores cidades do mundo. No encontro os prefeitos se comprometeram com a meta de redução pela metade da emissão de carbono até 2030, quando as previsões apontam para que o Brasil terá mais de 90% da sua população vivendo em cidades. Para atingir esta meta o C40 aponta como prioridade o investimento na melhoria das redes de transporte público – trens, metrôs, ônibus e outras alternativas de transporte coletivo - e na melhoria dos combustíveis, com a utilização da eletricidade, biodiesel e etanol.

Outro legado importante é o reconhecimento por uma parcela significativa de participantes, de que o sucesso das políticas e programas globais depende muito dos resultados das iniciativas locais. Neste sentido é importante reconhecer que são muitas as ações em curso no país, que revelam compromissos crescentes dos atores envolvidos na mobilidade urbana com a pauta da sustentabilidade. Um exemplo disto é a realização do 2º Seminário de Tecnologia Sustentável, que a FETRANSPOR esta promovendo no dia 4 de outubro, na cidade do Rio de Janeiro.

O Seminário reedita o encontro realizado há dois anos envolvendo centenas de profissionais do setor de transporte público e de meio ambiente, para discutir temas ligado à matriz energética e tecnologia do transporte público por ônibus no Brasil. Naquela ocasião foram apresentadas diversas opções tecnológicas existentes no mercado nacional, em termos de motores e veículos e de combustíveis alternativos. Após aquela primeira discussão a FETRANSPOR e a COPPE/UFRJ iniciaram estudos aprofundados para análise técnica comparativa entre todas as opções levantadas, em termos de emissões, custos operacionais e viabilidade econômico-financeira. O estudo concluído em agosto deste ano será apresentado e debatido neste 2º Seminário, que pretende avançar na formulação de políticas nacionais e locais que dêem suporte a aplicação de tecnologias mais sustentáveis no transporte público no Brasil.

Estas e outras iniciativas terão sempre o apoio da ANTP, pois estamos convencidos de que a parcela decisiva do jogo da sustentabilidade ocorrerá nas cidades.

Extensão de linha do Metrô SP terá custo de R$ 7,7 bilhões

15/10/2012 - Valor Econômico

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta segunda-feira o prolongamento da Linha 2 – Verde do Metrô de São Paulo, entre a Vila Prudente e a rodovia Presidente Dutra. O trecho terá 13,5 quilômetros de extensão, 12 estações e deverá ampliar o volume de passageiros transportados na linha dos atuais 600 mil para 1,1 milhão de pessoas por dia.

As obras, segundo o governador, começarão no segundo semestre de 2013, e deverão ser concluídas em 2018. A construção do prolongamento terá custo de cerca de R$ 4 bilhões. O investimento total, incluindo trens, sistema elétrico e obras, chega a R$ 7,7 bilhões. Os recursos serão totalmente aplicados pelo governo do Estado, de acordo com informações da Companhia do Metropolitano de São Paulo.

No lançamento do edital da obra, na estação Corinthians-Itaquera, Alckmin também inaugurou a integração entre a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô nas estações Tatuapé e Itaquera, na zona leste da capital. As duas estações possuem acesso ao trem, mas a integração é tarifada. Agora haverá acesso gratuito para passageiros, mas apenas de segunda a sexta-feira, das 11h às 15h, e a partir das 21h. No sábado, a partir das 15h, e durante todo o dia aos domingos e feriados.

“Essa limitação de horário ocorre porque essas linhas são superlotadas, mas queremos incentivar o uso fora do horário de pico e beneficiar passageiros que usam tanto o expresso leste, da CPTM, quanto o Metrô, possibilitando a integração gratuita”, afirmou o governador.

Para a auxiliar de serviços gerais Denilsa Fernandes da Silva, que passava pela estação Corinthians-Itaquera durante o evento, a integração deveria ser ampliada para mais estações. Ela mora em Ferraz de Vasconcelos, no extremo leste da cidade, e utiliza o expresso leste da CPTM para ir até o Brás, na região central. “Precisamos voltar até o Brás para conseguir pegar o metrô. E isso leva cerca de 40 minutos”, reclamou.

Trens modernizados

Durante o evento ainda foram entregues quatro trens modernizados do Metrô. São composições antigas, que já estavam em circulação, e que ganharam ar condicionado, câmeras de vigilância, novo sistema audiovisual e comunicação por mensagem sonora eletrônica. Devem ser entregues mais 98 trens entre novos e modernizados até 2015.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, garantiu que pelo menos 20 estações do Metrô receberão “banho de loja” para a Copa do Mundo de 2014. “As estações Corinthians-Itaquera e Artur Alvim ganharão comunicação trilíngue (português, espanhol e inglês). As outras estações onde haverá intervenção ganharão comunicação visual e melhor acessibilidade”. Ele não soube estimar quanto vão custar essas intervenções, mas disse que elas começarão em 2013 e devem terminar antes da Copa.

Tarifa diferenciada

O Metrô começou a cobrar nesta segunda-feira a tarifa diferenciada de R$ 2,50 para usuários da Linha 5-Lilás e para os passageiros da Linha 17 da CPTM que usarem o transporte das 9 às 10h. Além disso, esses usuários poderão fazer integração com ônibus no Largo 13, em Santo Amaro, gratuitamente.

CBTU abre licitações para compra de 20 VLTs e 10 TUEs

10 outubro de 2012 às 3:50 pm

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) publicou na terça-feira (09/10) o aviso de duas licitações para a compra de 20 Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e de 10 Trens Unidades Elétricos (TUEs) para as cidades de João Pessoa, Natal e Belo Horizonte.

A primeira licitação é para a aquisição de 20 VLTs, sendo 12 destinados à Superintendência de Trens Urbanos de Natal (CBTU Natal) e oito à Superintendência de Trens Urbanos de João Pessoa (CBTU João Pessoa). Os VLTs são compostos por três carros cada, movidos a tração diesel-hidráulica ou diesel-elétrica, em bitola métrica.

A segunda licitação será para a aquisição de dez TUEs, com quatro carros, em bitola larga e corrente de 3.000 VCC, para a Superintendência de Trens Urbanos de Belo Horizonte (CBTU Belo Horizonte).

A verba para a compra desses veículos faz parte do programa de compras governamentais do “PAC Equipamentos”, lançado pelo governo federal para estimular a economia.

A licitação é do tipo menor preço e será aplicada a margem de preferência para a aquisição de produtos nacionais. Será permitido que empresas estrangeiras participem da licitação, contanto que tenham representação própria no Brasil. Também será permitido o agrupamento em consórcio de no máximo duas empresas.

As propostas deverão ser recebidas e abertas no dia (31/10), na Gerência Geral de Licitações da CBTU, na Praça Procópio Ferreira, no Centro, do Rio de Janeiro.

O edital está disposição dos interessados, gratuitamente, no site www.cbtu.gov.br/licitações/avisos/editais. Para mais informações os telefones da CBTU são (21) 3733-3185/86. As dúvidas também podem ser esclarecidas pelo e-mail: fsilva@cbtu.gov.br.

Fonte: Revista Ferroviária