terça-feira, 23 de outubro de 2012

Governo dá início ao projeto de trens de passageiros em Minas

Bruno Porto - Do Hoje em Dia
18/10/2012

A Secretaria de Gestão Metropolitana (Segem) do governo de Minas Gerais selecionou duas empresas para o desenvolvimento do plano básico de engenharia para dois trechos previstos na PPP das ferrovias.

O plano é de restauração da malha ferroviária da Região Metropolitana de Belo Horizonte e sua utilização para transporte de passageiros, em traçado que abrange, no total, 21 municípios, com extensão de cerca de 450 quilômetros.

Dados preliminares de um estudo encomendado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontou um potencial de demanda de 120 mil passageiros ao dia. Como comparação, o metrô de Belo Horizonte transporta uma média de 215 mil passageiros diariamente.
As empresas selecionadas deverão entregar os estudos até fevereiro de 2013 e, até meados do mesmo ano, deverá ser desenvolvido o edital de licitação para concessão dos trechos à iniciativa privada. O início da concessão está previsto para 2014.
Traçado


No primeiro lote, de Divinópolis a Sete Lagoas, dos 245,4 quilômetros de extensão, 110 deles são duplicados. Em cinco quilômetros, de General Carneiro a Sete Lagoas não haverá revitalização, mas a construção do trecho.

O projeto básico e a proposta de modelo de concessão ficará por conta da Brasell Gestão Empresarial, sediada em São Paulo.

O segundo lote, de Belo Horizonte a Brumadinho, com derivação até o Eldorado (Contagem) e outra para Águas Claras (Nova Lima) terá o projeto e a modelagem de concessão elaborada pela construtora mineira Aterpa M. Martins e a Vertran Gerenciamento e Controle de Tráfego.
Investimento

A Segem estima que essas empresas deverão desembolsar entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões nos levantamentos. “Haverá o ressarcimento a essas empresas somente no caso de seus projetos serem implementados”, afirmou o diretor de Planejamento Metropolitano, Articulação e Intersetorialidade da Segem, Adrián Machado Batista.

Em um terceiro trecho, que vai de Belo Horizonte a Ouro Preto, não houve interessados na iniciativa privada e o Estado vai confeccionar o projeto por conta própria. Já o lote que pretendia revitalizar ferrovias no Vale do Aço foi suspenso. Nenhuma empresa manifestou interesse e o Estado decidiu suspender o projeto

Obras do VLT de Fortaleza atingem 15%

16/10/2012 - Diário do Nordeste

O Ramal Parangaba-Mucuripe do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma das alternativas para o transporte na Copa de 2014, atingiu 15,44% de conclusão das obras, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do Ceará.

Com mais de uma frente de serviços, o principal avanço registrado no último mês, foi no bairro Parangaba. Lá começaram a ser construídas 52 vigas de 93 toneladas para os elevados por onde passarão os VLTs. Cada viga tem volume de 40,47 m³ e área de 235,31 m².

O maior entrave são trechos no projeto em que são necessárias desapropriações de moradores, o que já motivou até desacordo entre Prefeitura e Governo.  O equipamento fará a conexão ferroviária de 12,7 km entre a Estação Parangaba e o Porto do Mucuripe.

Desse total,  11,3 km serão em superfície e 1,4 km em elevado, passando por 22 bairros da Capital. A previsão é que a obra seja concluída até dezembro de  2013  e deve atender cerca de 100 mil passageiros por dia, quando estiver operando plenamente.

O VLT será movido a diesel e terá como principal item de conforto a climatização. Serão construídas dez estações, sendo que as da Parangaba e do Papicu possuem projeto diferenciado, uma vez que permitirão a integração com os terminais de ônibus.

As demais estações serão localizadas no Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate.

Vigas dos elevados começam a ser construídas
As obras do primeiro elevado ferroviário, de 900 metros de extensão, estão sendo executadas entre a rua Germano Frank e o terminal de ônibus da Parangaba.  No bairro de Fátima está sendo construído o segundo elevado sobre a av. Aguanambi, próximo ao Comando Geral da Polícia Militar.

A execução da via de carga, numa extensão de 500 metros, está sendo feita no limite da lateral direita da faixa de domínio (sentido Parangaba-Mucuripe), entre a rua Luciano Magalhães e o início do residencial Maravilha. As duas frentes estão na fase de construção das estacas, blocos e recebimento das vigas.
Já na Via Expressa, os trabalhos se voltam para a construção dos viadutos sobre a av. Dom Luís, por onde trafegará  as linhas do VLT e de carga. Outro trecho em obras é a construção do muro de arrimo entre a avenida Santos Dumont e a Av. Dom Luís.

A quarta frente de trabalho está situada na confluência das avenidas Virgílio Távora  e Pontes Vieira onde será construído um viaduto para o VLT , relocado o viaduto atual da linha de carga. Os demais trechos somente serão iniciados quando definida a realocação das famílias atingidas.

Rio vai construir o maior túnel em área urbana do Brasil

Passagem alterará o cenário da área portuária e ligará a região do cais à Igreja da Candelária; obra terá início amanhã

19 de outubro de 2012 | 8h 38
HELOISA ARUTH STURM / RIO - O Estado de S.Paulo
A prefeitura do Rio vai construir na cidade o maior túnel em área urbana do País. A obra será realizada na zona portuária, uma das regiões que mais se modificarão até a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Inicialmente projetado para ter uma extensão de 2.010 metros, ligando a área próxima aos armazéns do cais do porto e à Igreja da Candelária, o novo traçado terá 3.450 metros de comprimento - quase o dobro do tamanho do Túnel Ayrton Senna, na zona sul de São Paulo - e vai se estender até o Aeroporto Santos Dumont e o Aterro do Flamengo.
Parte do traçado será executada em substituição ao elevado da Perimetral (uma espécie de Minhocão carioca), que será demolido para dar lugar às obras de revitalização da zona portuária, com recursos da Concessionária Porto Novo, responsável pelas obras do projeto Porto Maravilha.
A prefeitura ainda abrirá uma licitação para construção dos outros 1.440 metros que compõem a expansão do projeto original do túnel. A expectativa é de que as obras de remoção do elevado comecem no próximo ano e terminem em 2015.
Valores.
Os investimentos para construção do traçado original estão incluídos no pacote de R$ 4,1 bilhão do consórcio destinado somente à execução de obras de infraestrutura e melhorias no sistema viário da região - como o aumento do número de faixas de rolamento, a demolição do elevado da Perimetral, a construção de outros dois túneis e a implementação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Projeta-se que tais mudanças viárias permitirão elevar a capacidade de tráfego em 38%, passando dos atuais 7,6 mil veículos por hora para 10,5 mil nos horários de pico.
A ligação subterrânea permitirá que todo o espaço entre o Armazém 6 e a Praça Mauá, próxima da Igreja da Candelária, seja transformado em um boulevard. Esse passeio público arborizado, além de valorizar a passagem de pedestres e ressaltar a paisagem local, também vai abrigar a passagem do VLT em alguns trechos.
Apesar de o Rio de Janeiro contar com muitas áreas aterradas, a escavação do túnel será feita em maciços rochosos, a uma profundidade de 40 metros. As obras terão início amanhã, quando começarão as escavações para construção de um poço de serviço que dará acesso a operários e máquinas, servindo de local de entrada e saída de material. A previsão é de que o túnel esteja pronto em 2015.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

SuperVia renova malha ferroviária

Rio -  A SuperVia anunciou que um lote de 1.850 toneladas de novos trilhos que serão substituídos chegará dos Estados Unidos. O valor do investimento em renovação de trilhos em 2012 é de R$ 10 milhões.

Segundo a concessionária, até o final do ano, terão sido adquiridos um total de três mil toneladas de novos trilhos, que serão transformados em 53,5 km de via férrea. O cronograma de reforma da malha ferroviária do Rio prevê, para os próximos três anos, a substituição de outros 200 km de trilhos e também a troca de 100 mil dormentes.

O Dia – 17/10/2012

Rio monta canteiros para as obras da Linha 4 do metrô

20/10/2012 - O Dia

Começa segunda-feira a ocupação gradativa do Jardim de Alah e da Praça Antero de Quental, no Leblon, para a instalação de canteiros da nova etapa das obras da Linha 4 do metrô, que vai ligar a Estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca.

A praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, também terá um trecho fechado ainda este mês, mas o dia não foi definido. As intervenções no trânsito, com os desvios, começam mês que vem. A Av. Ataulfo de Paiva, no Leblon, terá 500 metros bloqueados ao trânsito.

A previsão é que a Linha 4 comece a funcionar em 2016. Serão 16 km de extensão e seis estações: Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico.

Conclusão no final de 2015

Na Praça Antero de Quental, a instalação do canteiro levará uma semana para ser concluída e 62% da praça ficarão livres até 6 de novembro.

Depois, só 26 % do espaço serão da população. Daqui a um ano e meio, a área será devolvida aos poucos para o lazer. A obra deve ser concluída em dezembro de 2015. Durante a construção, a área de lazer ficará junto à Rua General San Martin.

O Jardim de Alah será quase todo tomado por máquinas e operários e servirá como estoque de pré-moldados. Pequeno espaço será preservado para recreação entre a praia e a Lagoa. A Praça N. S. da Paz, em Ipanema, terá 40% de sua área isolados por tapumes este mês.

Conforme a obra avançar, restarão só 8% do espaço para lazer. Só após um ano e meio, a população terá metade da praça de volta. O parque infantil e a academia de idosos serão mantidos junto à R. Maria Quitéria.

A coordenadora do Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, ficou surpresa ao saber das mudanças a partir de segunda-feira:

“Não avisaram os moradores, não discutiram nada com a gente. Entramos na Justiça contra a obra, porque defendemos que ela seja toda subterrânea.”

Avenida Ataulfo de Paiva será interditada em dois trechos

Apesar de as intervenções no trânsito, como desvios, iniciarem apenas em novembro, já está decidido que será fechado o tráfego de veículos nos dois trechos da Av. Ataulfo de Paiva.

A interdição abrangerá o equivalente a 500 metros de pista, entre as avenidas Borges de Medeiros e Afrânio de Melo Franco, onde vai ficar a Estação Jardim de Alah, e entre a Rua General Urquiza e a Av. Bartolomeu Mitre, onde ficará a Estação Antero de Quental.

Nestes trechos, haverá quatro canteiros de obras, que vão ocupar uma parte da calçada e uma faixa da pista.
Na segunda fase, o tráfego de veículos será todo interditado, por 18 meses, em dois trechos da Ataulfo de Paiva, entre a Av. Bartolomeu Mitre e a Rua General Urquiza e entre as avenidas Afrânio de Melo Franco e Borges de Medeiros.

Maior alojamento será no Centro

A obra da Linha 4 terá três canteiros de apoio, para reduzir o tempo de deslocamento dos operários e diminuir a circulação de caminhões no Leblon e Ipanema.

O maior deles ficará na Leopoldina, no Centro, onde será instalada a fábrica de pré-moldados, responsável pela produção dos anéis de concreto que formarão o túnel subterrâneo. O local terá três alojamentos para 300 operários.

No Jardim de Alah, ficará o canteiro principal da obra. E outro será no 23º BPM (Leblon). As praças Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental terão 100% de suas áreas verdes restabelecidas.

A promessa é que quase a totalidade das árvores será preservada e haverá replantio com mudas daquelas que forem removidas. Além disso, serão plantadas outras 400 espécies.

Linha 5-lilás do metrô chegará à Vila Mariana

07/10/2012 - 06h30
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A linha 5-lilás do metrô chegará ao distrito da Vila Mariana. Atualmente, duas linhas passam pelo distrito, que fica na zona sul da capital: a linha 1-azul e a 2-verde.

O prolongamento da linha está em obras desde 2009 e deve ficar pronto em 2015, segundo informações da assessoria de imprensa no Metrô de São Paulo. Após a conclusão, a Vila Mariana não ganhará novas estações, mas seus moradores terão acesso rápido à zona sul da cidade.

A nova linha, que sairá da estação Adolfo Pinheiro e chegará a estação Chácara Klabin, na Vila Mariana, também fará integração com as linhas 1-azul e 2-Verde.

As novas estações serão: Adolfo Pinheiro, Alto da Boa Vista, Borba Gato, Brooklin, Campo Belo, Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin.
De acordo com o Metrô, as obras têm um custo estimado de R$ 6,9 bilhões.

Cumbica: trem ficará longe de terminais

19/10/2012 - Jornal da Tarde

Esperado há anos por passageiros e funcionários do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o trem que servirá o local não atenderá os principais pontos de embarque aéreo. A estação final da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) será construída na frente do chamado Terminal 4 do aeroporto (o 'puxadão'), que responde por apenas 1,3% do movimento de viajantes e está a cerca de dois quilômetros dos terminais mais antigos e movimentados, o 1 e o 2.

Não há integração física entre eles: hoje, os deslocamentos são feitos com ônibus gratuitos. Apesar disso, o governo do Estado colocou a obra em sua lista de prioridades para a Copa de 2014, cuja abertura ocorrerá em São Paulo. Também não está definido, conforme informou a CPTM, como será a ligação entre a estação de trem e o Terminal 4 do aeroporto. Eles deverão ficar a cerca de 300 metros de distância um do outro, com uma estrada de duas pistas no meio.

As informações foram passadas pelo diretor de Planejamento e Projeto da CPTM, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro. "Vamos ficar perto do que chamam de Terminal 4. O deslocamento a partir dali vai ser (responsabilidade) da própria concessionária aeroportuária." A construção desse ramal, que sairá da Estação Engenheiro Goulart, já existente na Linha 12-Safira, na capital, está prevista para começar no primeiro semestre de 2013, faltando quase um ano para o mundial de futebol.

Procurada pela reportagem, a Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. divulgou que ainda não definiu como pretende fazer o transporte dos passageiros entre os terminais, uma vez que depende da conclusão do projeto da CPTM, prevista para ser entregue em dezembro. Em grandes aeroportos do mundo, como o Heathrow, em Londres, existem sistemas metroviários subterrâneos ligando cada terminal. No Fiumicino, que atende Roma, a conexão é feita por um monotrilho.

O engenheiro aeronáutico Jorge Leal Medeiros, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), diz que "é ruim" a solução de levar a Linha 13 só até o Terminal 4. "É preciso fazer a integração com os terminais maiores, senão haverá incômodo para os passageiros, que precisarão de três modais: metrô, trem e ônibus. É um desconforto a mais."

Os oito trens para compor a frota desse ramal ainda não foram comprados. Mas, caso a linha fique pronta antes da chegada deles, composições de outras linhas poderão ser deslocadas. Rocha Ribeiro diz que ainda está avaliando a possibilidade de incluir bagageiros nesses trens, para facilitar o deslocamento das pessoas com malas, a exemplo do que ocorre na Europa.

Plataforma elevada. A Linha 13-Jade, que deve transportar 120 mil passageiros nos dias úteis, custará R$ 1,2 bilhão. A estação que atenderá Cumbica terá plataforma central elevada e será erguida em uma faixa de grama entre o Rio Baquirivu-Guaçu e a Rodovia Hélio Smidt. A parada deverá receber cerca de 20 mil passageiros por dia, conforme aponta uma projeção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Esse é o número médio de usuários que embarcam mensalmente no Terminal 4, que hoje oferece voos somente da Webjet.

A Linha 13-Jade, em sua extensão entre a Estação Engenheiro Goulart e o Aeroporto de Cumbica, será construída em via elevada na maior parte do traçado. O bairro residencial Cecap, em Guarulhos, que fica no meio do caminho, também ganhará uma estação. Mas ela deverá ser concluída só depois que o ramal for entregue, uma vez que não é vista como prioridade para a Copa pelo governo do Estado. Embora seja a segunda maior cidade paulista, Guarulhos não tem nenhuma ligação ferroviária.