quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ajuda federal permitirá reajuste de trem, metrô e ônibus menor em SP

NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
O governo vai suspender a cobrança de dois impostos federais que incidem sobre as tarifas de transporte coletivo urbano em todo o país a partir do próximo mês.

Preocupado com o impacto do reajuste destes preços sobre a inflação, a equipe econômica resolveu zerar a alíquota de PIS e Cofins que é paga pelas empresas de ônibus, metrô e transporte de passageiros por barcos.

A medida, que entrará em vigor no dia 1º de junho, contribuiu para reduzir o reajuste no preço das tarifas de ônibus municipais, metrô e trens da CPTM, que a prefeitura de São Paulo e o governo do Estado farão a partir do dia 2.

A desoneração também terá impacto sobre os reajustes esperados nas passagens de transporte coletivo em outras cidades do país.
Como a Folha antecipou no início de março, a medida estava em gestação há meses e aguardava uma avaliação da área técnica da equipe econômica sobre qual o espaço que o governo teria para fazer a renúncia fiscal.

A concessão do benefício representa uma perda de receita estimada em R$ 1 bilhão por ano para os cofres do governo federal.

Além de gerar um efeito benéfico sobre a inflação, a desoneração focada nas passagens de transporte coletivo urbano tem impacto direto para a população de mais baixa renda.

Boa parte das desonerações feitas pelo governo desde o ano passado foram destinadas à indústria.

Diante do temor de que a inflação oficial (IPCA) abrisse o ano com uma variação de mais de 1% já no primeiro mês do ano, o governo procurou os prefeitos das duas maiores capitais do país (São Paulo e Rio) em janeiro para pedir o adiamento dos reajustes das tarifas de ônibus.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Começam as obras do trem de levitação magnética da Coppe


Dentro de um ano, os frequentadores da Cidade Universitária serão as primeiras pessoas na América Latina a viajar num trem que levita. Começou, em abril, a obra da estação de embarque do Maglev-Cobra, o trem de levitação magnética da Coppe/UFRJ que ligará inicialmente os dois centros de tecnologia da UFRJ: o CT1 e o CT2. A implantação do Maglev-Cobra é fruto de convênios firmados com o BNDES e com a Faperj, nos valores de R$ 5,8 milhões e R$ 4,7 milhões, respectivamente.

Desenvolvido no Laboratório de Aplicações de Supercondutores (da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan, o Maglev-Cobra terá capacidade para transportar até 30 passageiros em quatro módulos que estão sendo construídos na Cidade Universitária pela empresa Holos. O veículo, que dispensa rodas, não emite ruído e nem gases de efeito estufa, entrará em operação em 2014, antes da Copa do Mundo, percorrendo um trajeto de 200 metros.

A instalação da nova estação também contempla um projeto elaborado pelo Horto da Prefeitura Universitária, que inclui o replantio das árvores e um novo paisagismo nas proximidades da linha do veículo.

“O Maglev-Cobra coloca o Brasil em lugar de destaque no desenvolvimento de tecnologias de levitação”, afirma o professor Richard Stephan. Segundo ele, a China e a Alemanha estão criando, no momento, protótipos em laboratório com essa tecnologia, mas o Brasil já está construindo uma linha operacional.
Além de sustentável, o veículo também é econômico. Suas obras de infraestrutura chegam a ser 70% mais baratas do que as obras do metrô subterrâneo, com muito menos impacto na vida da cidade. A construção de um metrô no Rio de Janeiro tem o custo de R$ 100 milhões por quilômetro. Já o trem de levitação, calculam os pesquisadores, poderá ser implantado por cerca de R$ 33 milhões por quilômetro.

“Na área de transporte público, podemos dizer que o Maglev é um dos veículos mais limpos do mundo, em termos de emissões. Trata-se de uma solução para o transporte urbano, perfeitamente adaptável a qualquer tipo de topografia”, ressalta Stephan.

O pioneirismo do Maglev-Cobra está na utilização da técnica de levitação com emprego de supercondutores e imãs de terras raras. Os supercondutores são refrigerados com nitrogênio líquido a uma temperatura de -196ºC. Um protótipo funcional utilizado hoje no laboratório de testes desliza por um trilho de 12 metros, com 8 passageiros. Movido a energia elétrica, o Maglev possui baixo consumo de energia, cerca de 25 kJ/pkm (unidade que mede a quantidade de energia gasta para transportar cada passageiro por um quilômetro). Para se ter ideia da vantagem da tecnologia em termos de eficiência energética, o consumo de um ônibus comum é de 400 kJ/pkm e o de um avião é de 1.200 kJ/pkm.

CPTM cancela Expresso Guarulhos

10/05/2013 - G1
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) extinguiu na quinta-feira (09/05) o projeto Expresso Aeroporto, que interligaria o Aeroporto Internacional de Guarulhos ao Centro de São Paulo.  A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai esticar por mais três quilômetros a futura Linha 13 - Jade para atender passageiros do terminal. 

O Expresso Guarulhos, serviço voltado principalmente aos passageiros das companhias aéreas, seria uma concessão pública administrada pela iniciativa privada, que ganharia cerca de R$ 30 por passageiro transportado. 

De acordo com o governo paulista, os investidores perderam o interesse no negócio diante do projeto do governo federal de implementar o Trem de Alta Velocidade (TAV), que prevê conexão com os aeroportos de Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e no Campo de Marte, na Zona Norte da capital.

A assessoria da CPTM afirma que diante do desinteresse pelo expresso Aeroporto, decidiu estender por mais três quilômetros a futura linha 13- Jade, que também ligará São Paulo a Guarulhos. Desta forma, conseguirá atender também aos passageiros do Aeroporto de Guarulhos.  Na futura Linha 13, a tarifa será igual à da CPTM, atualmente de R$ 3.

A futura linha 13 sairá da atual estação Engenheiro Goulart, da Linha 12- Safira (Brás-Calmon Viana) da CPTM em direção a Guarulhos. Terá 11 quilômetros de extensão e terminará no Aeroporto Internacional de Guarulhos.  Os investimentos são de R$ 1,2 bilhão, incluindo toda infraestrutura de operação e trens.

Em dezembro, a CPTM lançou o edital de pré-qualificação dos consórcios interessados na execução das obras civis da Linha 13. A CPTM está na fase final de análise dos recursos administrativos apresentados para dar prosseguimento ao processo licitatório.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Trem regional terá passagens a R$ 18 entre São José e SP

O governo do Estado pretende lançar em novembro o edital da licitação para construir o Trem Intercidades, também chamado de Trem Regional, projeto de uma malha ferroviária de 431 quilômetros que vai unir regiões metropolitanas à capital.

Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, o trem terá estações em São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Pindamonhangaba.
A previsão do governo é de que o valor da tarifa da viagem entre São José e São Paulo seja em torno de R$ 18, mais barata do que o preço cobrado pelas empresas de ônibus que atuam na região, entre R$ 21 e R$ 23.

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), disse, por meio de nota, que a ideia do trem é estimular o transporte de passageiros sobre trilhos e criar uma alternativa para concorrer com os automóveis, que lotam as estradas.

Segundo a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional, a premissa para o desenvolvimento dos estudos é que a tarifa dos serviços seja "competitiva com os outros modos, para ser atrativa em demanda de passageiros".

A pasta também não descartou viagens entre as cidades da RMVale.
"O estudo funcional em desenvolvimento deverá determinar as melhores alternativas de paradas para captação de demanda e manutenção de tempo de viagem atrativa".

Rota/ Inicialmente, o Trem Intercidades interligará dois dos principais eixos do Estado. O primeiro entre capital e Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, São Bernardo, São Caetano e Santos. O segundo ligará São Paulo a Sorocaba, São Roque, São José, Taubaté e Pinda, passando por Jacareí.

O projeto será feito por meio de PPP (Parceria Público-Privada) entre o governo estadual e a iniciativa privada, com custo estimado em R$ 18,5 bilhões. A duração do contrato será de 30 anos.

Em nota, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional informou que a parceria será na modalidade de concessão patrocinada, com um gasto público de 30% da obra, o que dá R% 5,5 bilhões. Os recursos públicos já estão previstos no orçamento.

Obras/ Serão licitadas a construção da infraestrutura, implantação de equipamentos e sistemas e compra de material para a operação. As obras devem começar no final de 2014.

O primeiro trecho que deve ficar pronto é o da capital até Jundiaí, em 2015. Depois, virão o de Sorocaba e o de Santos. O do Vale do Paraíba ainda não tem data definida para ser iniciado.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o projeto vai aproveitar a faixa de domínio da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que não tem linhas na RMVale, o que deve atrasar a construção do trem na região.

Trem Intercidades

Trem que interligará regiões metropolitanas à capital em uma rede de 431 quilômetros

Licitação
O edital de licitação para o projeto do Trem Intercidades será lançado em novembro

Obra
Orçada em R$ 18,5 bilhões, a obra deve começar em 2014 e será feita por meio de uma PPP (Parceria Público Privada), com o governo estadual gastando R$ 5,5 bilhões

Vereadores aprovam transferência da CTS para Estado

13/05/2013
A Câmara municipal de Salvador acaba de aprovar por unanimidade o projeto de lei em que a prefeitura transfere para o governo estadual a Companhia de Transporte de Salvador (CTS). Para viabilizar a votação, a articulação do prefeito ACM Neto (DEM) uniu-se aos articuladores do governo Jaques Wagner (PT). A aprovação da matéria foi acompanhada de perto pelos servidores da CTS, que estão em greve exatamente por não saber quem responde pela companhia.

Observação: a CTS é a empresa responsável pelo metrô de Salvador, Trem de Subúrbio e sistema ônibus.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Carros do VLT Cuiabá devem começar a chegar em maio

17/04/2013 - G1 MT
Os primeiros vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modal de transporte em via de ser instalado entre Cuiabá e Várzea Grande, devem chegar a Mato Grosso a partir do mês de maio. Atualmente em fabricação na Espanha, os vagões devem ser remetidos ao Brasil de navio e têm prazo de 90 dias para chegar.

A informação é da Secretaria Extraordinária da Copa de 2014 (Secopa), que convocou a imprensa nesta quarta-feira (17) para apresentar o primeiro parecer a respeito do que observou, com sua equipe técnica, nas linhas de produção espanholas. Outros componentes do sistema estão sendo produzidos em países como Alemanha, Polônia e Canadá.

Ao todo, a fabricante CAF está produzindo 40 veículos, cada um composto por sete módulos. Em cada módulo, podem se acomodar cerca de 400 passageiros. Em diversas cidades da Espanha, a CAF está produzido os truques, as caixas (cabines) e o acabamento dos veículos. Enquanto isso, a empresa Hispacold, em Sevilha, produz o sistema de refrigeração de ar.

Conforme apontou o representante local da CAF, Jesús Escudero, o contrato firmado com o governo do estado para a fabricação do VLT de Cuiabá e Várzea Grande é a maior responsabilidade já assumida pela empresa, que geralmente recebe “encomendas” com prazos mais amplos. “A CAF está fazendo um esforço fora do normal”, resumiu o espanhol.

 De acordo com o engenheiro civil Felipe Nascimento Fernandes, que visitou as linhas de montagem na Espanha em nome da Secopa, por enquanto o andamento dos trabalhos está de acordo com as exigências da secretaria para com os fabricantes.

Ele chegou a acompanhar testes de operação dos veículos e solicitou alterações no sistema de refrigeração de ar. Isso porque os testes estavam sendo feitos com aparelhos voltados para um calor não tão intenso quanto o que se vive na capital mato-grossense.

 A requisição forçou os fabricantes a projetarem o mais potente sistema de ar-condicionado já produzido por eles, segundo o engenheiro, que presenciou simulações de falhas de compressores em ambientes climatizados em até 48 graus Celsius.

Segundo o titular da Secopa, Maurício Guimarães, dentro dos próximos 60 dias a pasta se pronunciará a respeito do modelo de operação, tarifas e concessão da exploração do VLT em seus 22,6 quilômetros e 33 estações previstas entre Cuiabá e Várzea

BH implanta BRT inspirado no modelo curitibano

Capital mineira está em fase de finalização das obras do seu BRT, que ligará Venda Nova, Pampulha, Região Norte, Leste, Centro e Centro-Sul

Como toda capital, Belo Horizonte também compartilha de um dos principais problemas do país: a falta de mobilidade urbana. A cidade sofre com engarrafamentos quilométricos, um sistema de transporte já saturado e ineficaz e superlotação do metrô e ônibus.

Em estudos recentes, a prefeitura de Belo Horizonte buscou avaliar qual o melhor sistema de transporte para a capital mineira. Foram levados em consideração vários modos de transportes, entre eles: a ampliação do metrô; implantação de um BRT na já existente Bus Way das Avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado; o trólebus; e mesmo o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foi cogitado.

A solução a que os técnicos chegaram como a melhor para o transporte público da capital mineira foi encontrada a partir do modelo da cidade de Curitiba. Com pouco mais de 1,7 milhão de habitantes, a capital do Paraná destaca-se por seu transporte público, considerado dos melhores da América Latina e que inspirou o TransMilênio de Bogotá.

Escolhido o sistema de BRT de Curitiba, a capital mineira já está em fase de finalização das obras do seu BRT, que vai ligar Venda Nova, Pampulha, Região Norte, Leste, Centro e Centro-Sul da cidade. O sistema transportará mais de 1 milhão de pessoas por dia e a expectativa é que desafogue o Metrô e os ônibus convencionais.

Vale lembrar que a primeira opção da capital para o investimento em transportes era o metrô, mas como se avaliou que a obra duraria muitos anos para ser finalizada, a prefeitura decidiu optar pelo BRT. Além de mais rápido, o sistema utilizou as já prontas Bus Way das Avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado.