segunda-feira, 13 de março de 2017

Metrô de Salvador recebe mais um trem e frota sobe para 35

       
O sistema de metrô de Salvador ganhou mais um trem. Com ele a frota sobe para 35 composições, restando apenas cinco para completar o número total de trens que vão atender a demanda das Linhas 1 e 2 e garantir que, quando o sistema chegar até Lauro de Freitas, o intervalo de partida nas estações seja de até três minutos. Segundo a CCR Metrô Bahia, responsável pela operação, o trem já foi organizado no pátio da empresa em Pirajá para iniciar as fases de testes.

Atualmente, 16 trens estão disponíveis para a operação por conta da demanda ainda ser considerada baixa em relação a capacidade do sistema. Segundo a CCR Metrô Bahia, atualmente 76 mil passageiros usam, em média, o metrô de Salvador por dia. Além dos 16 trens, que garantem um intervalo de partida de seis minutos nos horários de pico, outros dois ficam de reserva.

Modernos
Os trens têm diferentes tecnologias, sendo 29 deles mais modernos (série 2000): montados pela Hyundai Rotem, têm design arrojado, câmeras de vigilância, passagem livre entre carros (gangway), monitores do tipo LCD e sistema de vídeo para comunicação com o usuário, entre outras melhorias tecnológicas. Outros 6 trens, da série 1000, também da montadora coreana, já estavam em Salvador quando a CCR assumiu o projeto.


17/02/2017 – Correio da Bahia

quinta-feira, 9 de março de 2017

Trem São Paulo-Campinas só depende da União, afirma Alckmin


08/03/2017 - Estadão

A viabilidade da licitação do trem de passageiros de média velocidade para interligar Campinas e São Paulo depende da liberação, pelo governo federal, da “faixa de domínio” da ferrovia de carga que já liga as duas cidades.

Segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o projeto espera essa confirmação para que a oferta de Parceria Público Privada (PPP) do empreendimento seja apresentada. “É um projeto extremamente importante e sua viabilidade depende do terreno”, disse Alckmin.

“O estudo que nós fizemos mostra que cabe mais uma linha do trem de carga. Dá para dobrar a capacidade, além das duas linhas do trem de média velocidade, na mesma faixa de domínio”, comentou o governador, que confirmou ter entregado a proposta ao presidente Michel Temer no mês passado. “Só estamos aguardando o governo federal dar um ok”, disse o tucano.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Há 32 anos, era inaugurado o metrô gaúcho



Cerimônia de inauguração da Linha 1 da Trensurb aconteceu em 2 de março de 1985. Em 32 anos, empresa transportou 1,32 bilhão de passageiros, com tarifa social, utilizando energia limpa e renovável.

Há 32 anos, no dia 2 de março de 1985, a Linha 1 da Trensurb era inaugurada em ato solene. Dois dias depois, o sistema metroviário abria definitivamente as suas portas à população com o início da operação comercial. Instituída por meio do Decreto Federal nº 84.640, de 17 de abril de 1980, a Trensurb já transportou 1,32 bilhão de passageiros nesses 32 anos de funcionamento do metrô, contribuindo no desafogamento do tráfego rodoviário, com consequente redução dos gastos de manutenção das vias públicas e do número de acidentes. E, ao utilizar energia limpa e renovável, a Trensurb promove ainda a redução da poluição ambiental.
Em 2016, a Trensurb transportou 56.161.503 usuários, o que equivale a uma média de 4.680.125 passageiros mensais. Em 2015, haviam sido transportados 57.554.522 passageiros. Durante o ano passado, a média de usuários transportados por dia útil foi de 186.343. No dia 7 de dezembro, o metrô gaúcho atingiu seu recorde de passageiros em 2016, com 214.550 embarques.
Por duas vezes no ano, a demanda mensal no metrô ultrapassou os cinco milhões de passageiros. Em março, foram 5.007.309 usuários transportados e, em agosto, foram 5.017.881. As estações que registraram, em 2016, o maior número de embarques no metrô foram Mercado (8.528.337), Canoas (5.404.407), Rodoviária (4.339.904) e Sapucaia (4.332.560). Em 2016, 1.037.066 passageiros utilizaram a linha metrô-aeroporto do aeromóvel, operada pela Trensurb. A média foi de 3.131 usuários por dia útil. No ano anterior, 1.140.802 passageiros haviam utilizado o modal.
32 anos de história
A Trensurb foi criada, em 1980, para implantar e operar uma linha de trens urbanos no eixo Norte da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) e atender, diretamente, as populações dos municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
Começou a ser idealizada a partir de 1976, através de estudos desenvolvidos pelo GEIPOT (Grupo Executivo de Integração da Políticas de Transportes da Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes ), que justificou o projeto pela redução do fluxo de veículos na BR-116, já saturada à época, e pela oferta à população dos municípios mencionados de uma alternativa de transporte com baixo custo e com maior rapidez, segurança e conforto.
Entre os anos de 1980 e 1985 foram realizadas as obras necessárias para a implementação da via, como colocação de trilhos, dormentes, rede elétrica aérea e demais obras necessárias à reorganização do tráfego de veículos. A primeira etapa implantada atingiu quatro dos seis municípios previstos pelo projeto original, de Porto Alegre a Sapucaia do Sul, totalizando 27 km de linha e contando com 15 estações.
Em 1997, a Trensurb chegou à cidade de São Leopoldo, com a inauguração da Estação Unisinos, e, em 2000, foi aberta a Estação São Leopoldo. Em julho de 2012, começaram a operar comercialmente mais duas estações: Rio dos Sinos, também em São Leopoldo, e Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Em maio de 2014, iniciou-se a operação comercial em outras três estações no município hamburguense: Industrial/Tintas Killing, Fenac e Novo Hamburgo. Assim, a linha alcançou uma extensão de 43,8 quilômetros.
Foto: Arquivo Trensurb
02/03/2017 – Trensurb


domingo, 5 de março de 2017

O transporte de passageiros flexível e os parâmetros da nova mobilidade


11/11/2016
http://www.transportesemrevista.com/Default.aspx?tabid=210&language=pt-PT&id=55128

O conceito de transporte público flexível (“TPF”) veio a ser objeto de definição legal no nosso ordenamento jurídico, aquando da entrada em vigor do Regime Jurídico do Serviço Público de Passageiros (“RJSPTP”), aprovado pela Lei n.º 52/2015, de 9 de junho. A alínea t) do artigo 3º do RJSPTP define o TPF como “o serviço público de transporte de passageiros explorado de forma adaptada às necessidades dos utilizadores, permitindo a flexibilidade de, pelo menos, uma das seguintes dimensões da prestação do serviço: itinerários, horários, paragens e tipologia de veículo”. O RJSPTP contém, nos seus artigos 34º a 36º, algumas regras que disciplinam o TPF, tendo tal regime sido complementado pelo Decreto-Lei n.º 60/2016, de 8 de setembro (“DL 60/2016”), o qual veio prever um conjunto de regras específicas a este respeito.

A primeira nota a destacar do regime jurídico aplicável ao TPF prende-se com o respetivo âmbito de aplicação do mesmo. Refere o n.º 1 do artigo 2º do DL 60/2016 que o TPF se aplica a situações em que exista uma baixa procura na utilização do transporte público regular ou quando o transporte público regular ou em táxi não dê uma resposta ajustada às necessidades dos cidadãos, designadamente em regiões de baixa densidade populacional, com incidência de casos de exclusão social por via económica, ou em períodos noturnos e aos fins-de-semana, prevendo o legislador, de forma expressa, no n.º 2 do mesmo artigo, que o TPF visa complementar e não substituir o transporte existente. Decorre desta primeira nota que a utilização do TPF implica necessariamente um estudo prévio que comprove a existência de algumas situações que cabem dentro do âmbito a que se aplica.

Como segunda nota destaca-se o facto de, conforme previsto no artigo 4º do DL 60/2016, caber às autoridades de transportes a implementação e a coordenação dos serviços de TPF, podendo este ser realizado por empresas licenciadas para a atividade de transporte rodoviário de passageiros, empresas licenciadas para o transporte em táxi ou ainda por instituições particulares de solidariedade social, estas últimas operando a título subsidiário e desde que a realização de serviços de transporte esteja previstas nos respetivos estatutos (como decorre do artigo 5º do mesmo diploma legal).

Como terceiro ponto, cabe frisar que o legislador admite várias modalidades possíveis de TPF, as quais, como assinala o artigo 34º do RJSPTP compreendem, entre outras (i) a flexibilidade, total ou parcial, na determinação das paragens, dos itinerários, das frequências e dos horários dos serviços; (ii) a flexibilidade na capacidade e características dos veículos a afetar a cada serviço; (iii) a existência de sistemas de solicitação ou reserva de serviço pelo passageiro; (iv) o regime tarifário especial e (v) a exploração do serviço através da utilização de meios e recursos afetos ao transporte escolar.

Em quarto lugar cabe destacar que a atribuição do TPF segue as mesmas formas de contratação do serviço público de transportes admitidas pela Lei 52/2015 em articulação com o Código dos Contratos Públicos, ou seja, a atribuição faz-se, via de regra, por concurso público, podendo haver, nos casos legalmente admitidos, atribuição por ajuste direto, como sucede no caso de contratação a operadores internos ou em caso de emergência ou rutura ou risco de rutura de serviços.

Um último ponto para dar nota que os títulos de transporte e tarifas dos serviços de TPF, em veículos ligeiros ou pesados, são fixados de acordo com a regulamentação especial relativa a regras gerais tarifárias ou nos termos do contrato celebrado com a autoridade de transportes competente.

O TPF, dada a sua natureza complementar face ao transporte regular, é uma evidência das novas formas de garantia da mobilidade, permitindo, nos casos específicos a que se dirige, uma capilaridade necessária para assegurar a extensão do serviço público de transporte a passageiros que, por razões geográficas, de procura o de densidade populacional não têm condições de acesso iguais aos restantes passageiros servidos pelo transporte regular.

por José Luis Esquível


sexta-feira, 3 de março de 2017

Um aeromóvel para a Região Metropolitana?


14/02/2017Notícias do Setor ANTRilhos          
Governo federal conversa com empresa chinesa interessada em construir um aeromóvel que interligaria cinco cidades

Com o sepultamento da segunda linha do metrô em Porto Alegre, uma nova alternativa para a mobilidade na Região Metropolitana está no horizonte do governo federal. Interessado em investimentos no Brasil, um grupo de chineses procurou o Palácio do Planalto para apresentar a ideia de um aeromóvel interligando a Capital, Alvorada, Viamão, Gravataí e Cachoeirinha.

As conversas entre executivos da China Railway Engineering Group e o governo são preliminares e iniciaram-se sob o comando do ministro Eliseu Padilha. Para seguir adiante, depende ainda de articulação com o Ministério das Cidades. Já se sabe que os chineses têm um ativo bilionário à disposição para investimentos no Brasil. O interesse comum é pelo “meio de transporte por via elevada de propulsão pneumática”.

Para viabilizar o aeromóvel sem aporte público, o governo teria de conceder, por cerca de 30 anos, a Trensurb. Como contrapartida, a empresa se comprometeria em construir a estrutura nessas cinco cidades. O ponto de partida seria na zona norte de Porto Alegre, próximo à Fiergs, onde seria também o fim da linha. A operação do sistema estaria nas mãos da chinesa.

Ainda não há um contrato com a União, mas outra exigência seria a ampliação do trensurb, que hoje vai até Novo Hamburgo. Estaria no acordo a construção de estações em Campo Bom, Parobé e Taquara, onde seria, então, o fim da linha.

O grupo chinês é o mesmo responsável pela estrutura do meio de transporte contratado pelo ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge. No município, a negociação foi possível graças a um financiamento.

De acordo com Eliseu Padilha, a concessão seria a melhor forma de retomar o investimento em mobilidade no Rio Grande do Sul. Aponta que o negócio é a solução que o governo pode oferecer:

— É infinitamente mais barato do que construir rodovias.

O ministro descartou qualquer possibilidade de reaver a verba perdida para a construção da segunda linha do metrô em Porto Alegre, reservada ainda no governo de Dilma Rousseff. Foi por falta de dinheiro no Estado e na Capital que o projeto não deslanchou.


10/02/2017 – Zero Hora

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Projeto do VLT em Salvador é apresentado para empresários


08/02/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         

Representantes de empresas, bancos, construtoras, consultorias, concessionárias e fornecedores de equipamentos participaram, nesta sexta-feira (27), da Sessão Pública de apresentação do projeto do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, na Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa.

O evento reuniu em torno de 45 participantes interessados no projeto, cuja perspectiva é de beneficiar diretamente mais de 600 mil moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador. A previsão é de início das obras em até 90 dias após a assinatura do contrato da PPP. O prazo para conclusão é de 24 meses.

“Conseguimos explanar os detalhes sobre o modal e tirar todas as dúvidas técnicas, além de ratificar a viabilidade do sistema”, garantiu o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster. “A sessão de hoje atendeu as expectativas e foi muito importante para esclarecimentos aos interessados e o andamento do processo”, endossou o presidente da Companhia de Transportes da Bahia – CTB, Eduardo Copello.

Também foi apresentada a modelagem econômico-financeira do projeto, cujo orçamento gira em torno de R$ 1,5 bilhão, bem como o sistema de garantia financeira, respaldado pelo modelo de Parceria Público Privada – PPP. “A PPP tem se mostrado uma alternativa para grandes projetos de infraestrutura com destaque, especialmente, para o metrô de Salvador, que se tornou referência em mobilidade urbana no Brasil. Então, o Estado está aprimorando ainda mais esse modelo para o VLT do Subúrbio”, pontuou Eduardo Copello.

Subúrbio nos trilhos

O VLT, que vai substituir os trens do Subúrbio, terá 18,5 quilômetros de extensão e 21 estações. Estão previstas intervenções em duas fases: a primeira, entre o Comércio e Plataforma, tem 9,4 quilômetros; e a segunda, entre Plataforma e São Luiz, com 9 quilômetros.

Atualmente, a malha ferroviária que liga Paripe à Calçada é de 13,6 quilômetros. É importante ressaltar que o sistema de trens do subúrbio data da década de 70, portanto, com equipamentos antigos e que, eventualmente apresentam problemas técnicos. A manutenção e conservação da via permanente, da estação e toda infraestrutura e serviços (como a lavagem dos trens) é realizada diariamente.


31/01/2017 – Tribuna da Bahia

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Fabricante de bondes do VLT carioca suspende contrato com concessionária

24/02/2017 - O Globo

Às vésperas do carnaval, um sinal amarelo acendeu para o VLT, o bonde que corta o centro da cidade. A multinacional francesa Alstom, responsável pela fabricação e assistência técnica das 20 composições em operação, decidiu, nesta quinta-feira, suspender por tempo indeterminado seu contrato com a concessionária VLT Carioca. A empresa alega que há oito meses a concessionária não paga pelos serviços contratados. Segundo a Alstom, a dívida chega a cerca de R$ 100 milhões.

Além de fornecer os trens, a Alstom é responsável pelos serviços de manutenção e pela eletrificação dos trilhos, e também cuida dos sistemas de sinalização e telecomunicações. Questionado pelo GLOBO se a decisão da fornecedora poderia levar a uma eventual interrupção na operação do VLT, a concessionária não deu uma resposta. Em nota, o VLT Carioca informou apenas que “para garantir a qualidade e eficiência da operação, poderá buscar outros fornecedores no mercado”. No mesmo comunicado, a concessionária afirma que renegocia pagamentos de dívidas, mas não divulgou valores.

Notificação entregue

A Alstom destacou que já notificou o VLT Carioca sobre sua decisão. A concessionária, no entanto, não confirmou essa informação. O VLT Carioca respondeu que a Alstom não poderia tomar a iniciativa de romper o contrato com negociações para reescalonar as dívidas ainda em andamento.

Com a suspensão do contrato, a Alston também decidiu interromper a fabricação, em Taubaté (SP), das 12 últimas composições que ainda não foram entregues ao VLT Carioca. Esse último lote de veículos é essencial para o início da operação com cobrança de passagens na Linha 2, que vai da Rodoviária à Praça Quinze. Desde o início do mês, a Linha 2 opera em esquema de testes, sem cobrança, e apenas entre a Praça da República e a Praça Quinze. A cobrança pelas viagens estava prevista para começar no último dia 13.


Também procurada para comentar o assunto, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) informou que a prefeitura monitora a operação do VLT Carioca. A Cdurp disse ainda que exige o cumprimento de todas as regras de concessão estabelecidas em contrato.