quinta-feira, 8 de junho de 2017

Incompleto após um ano, VLT do Rio vira transporte do horário do almoço


07/06/2017 - Folha de São Paulo

Todos os dias, por volta de 13h, o gerente comercial Renato Nazareno, 50, faz a mesma viagem. Sai do escritório onde trabalha, perto da praça Mauá, no centro do Rio, e embarca no VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) no sentido Cinelândia. Desce na estação Sete de Setembro e se encontra com a filha, Renata, que estuda ali perto. Almoçam juntos e, depois, ele pega o bonde elétrico de volta para o trabalho.

Inaugurado há um ano e com apenas uma linha funcionando plenamente, o VLT "pegou" como transporte de hora de almoço. Enquanto metrô, trem e ônibus ficam lotados na hora do rush –entre as 6h e as 9h e de 17h às 20h– o VLT fica cheio, mesmo, no início da tarde.

O número de pessoas que usam o transporte entre 11h e 15h representa quase 45% da média diária, diz o consórcio que gere o VLT. "O pico do pico é entre 13h e 15h", diz Paulo Ferreira, gerente de operações.

Como circula na parte comercial e empresarial do centro, também virou meio de locomoção para resolver assuntos de trabalho. "Tenho muitas reuniões pelo centro, então pego VLT para chegar nelas. Antes, pegava táxi ou ia a pé, no calor", diz Nazareno.

Na mesma plataforma, Caroline Miller, 22, tinha na mão um documento que precisava entregar em uma reunião a algumas quadras dali. Para economizar tempo, foi de VLT.

Já as colegas Danielle Souza, 26, Vitória Vidal, 22, e Nathalia Maio, 27, aproveitavam o intervalo de almoço para pegar o bonde elétrico e conhecer o Museu do Amanhã.

Uma pesquisa encomendada pelo consórcio ao Ibope mostra que a maioria dos usuários é de classe B (com renda de R$ 4.427 a R$ 8.696), funcionário de empresa privada, com nível superior. No total, 70% usa, o transporte para trabalho, e 38% para lazer.

O VLT foi idealizado na gestão do prefeito Eduardo Paes (PMDB) para contribuir para a revitalização do centro da cidade, especialmente da região portuária, e reduzir o espaço para carros.

Se a proposta era de um transporte de massa, e não só turístico ou de uso esporádico, é cedo para dizer se o VLT vingou. Com a rede incompleta, o número de usuários está longe da média prevista pela prefeitura –12% dela. A linha 1 leva 30 mil pessoas por dia útil. A previsão de demanda média é de 250 mil com todo o sistema em operação -três linhas, no total.

Ferreira acha que o perfil de uso pode mudar no segundo semestre, quando a linha 2, que começou a operar comercialmente no dia 24, chegar à Central do Brasil, estação de trens metropolitanos com ligação com o metrô. Ainda em obras, hoje ela vai do terminal das barcas que ligam o Rio a Niterói à Saara -o equivalente à paulistana rua 25 de Março no Rio.

"Quando chegar à Central, é possível que a gente veja o horário de uso mudar para a hora do rush", diz.

Um obstáculo é o bilhete, que custa R$ 3,80 e não tem integração tarifária com outros modais, só com ônibus municipais. Quem pegar metrô e VLT todos os dias para ir e voltar do trabalho gastará R$ 15,80 por dia em transporte. No fim do mês, a conta chegará a ao menos R$ 316, 34% de um salário mínimo.

Outro problema que usuários do VLT enfrentam está ligado à violência –o VLT passa em frente à favela da Providência, que tem sido cenário de confrontos frequentes entre criminosos e policiais.

Desde que começou a funcionar, há um ano, o serviço já foi interrompido 12 vezes devido a tiroteios no entorno. Foi o que aconteceu na última segunda (5), no primeiro dia de funcionamento de duas estações, as da Praça da Harmonia e Providência.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Linha 1-Azul do Metrô registra 40 falhas em 2017 e é campeã de problemas

Em todo o Metrô, foram 101 falhas. Segunda linha com mais problemas é a 2-Vermelha.

Por G1 SP, São Paulo
07/06/2017 06h47  Atualizado há 29 minutos
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/linha-1-azul-do-metro-registra-40-falhas-em-2017-e-e-campea-de-problemas.ghtml

A Linha 1-Azul do Metrô, em São Paulo, é a campeã de falhas em 2017, com 40 problemas registrados até esta quarta-feira (7). Em todo o Metrô, foram 101 falhas – onze a mais do que na CPTM, segundo levantamento do Bom Dia São Paulo.

Das 101 falhas registradas em todas as linhas de Metrô, a maioria aconteceu nos horários de pico da manhã e da tarde. O maior número de problemas aconteceu entre 7h e 7h59, com 14 problemas.



Com 11 falhas a mais que na CPTM, Metrô registra 101 problemas em 2017 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Madrugada, até 6h: 11 falhas
Pico da manhã, das 6h às 10h: 30 falhas
Entrepico, das 10h às 16h: 25 falhas
Pico da tarde, das 16h às 20h: 30 falhas
Noite, após 20h: 4 falhas
Uma falha foi registrada em horário indefinido

A segunda linha com mais registros de falhas é a Linha 3-Vermelha, com 24 problemas.

Ranking de problemas por linhas:
40 falhas - Linha 1-Azul
24 falhas - Linha 3-Vermelha
20 falhas - Linha 2-Verde
12 falhas - Linha 5-Lilás
3 falhas - Linha 15-Prata (monotrilho)
2 falhas - Linha 4-Amarela





terça-feira, 6 de junho de 2017

Secovi oferece à prefeitura projeto de linha circular de bonde para o centro de São Paulo


03/06/2017 - Diário do Transporte

O Secovi-SP – sindicato das empresas do mercado imobiliário e condomínios no Estado de São Paulo, encomendou e pagou ao escritório do incensado arquiteto Jaime Lerner um projeto de construção de uma linha circular por transporte público que interliga os principais pontos do centro da capital.

O plano foi oferecido à Prefeitura de São Paulo, que vai avaliar a possibilidade de construção do novo modal. Uma das tecnologias em análise seria o VLP (Veículo Leve sobre Pneus), conhecido como “bonde moderno”.

Segundo o portal UOL, o projeto foi tratado em reunião realizada no gabinete do prefeito João Doria no dia 6 de abril último. Além de Doria, estavam os arquitetos Jaime Lerner e Paulo Kawahara, e os secretários municipais Heloísa Proença (Urbanismo e Licenciamento) e Sérgio Avelleda (Transportes).

Ainda segundo o UOL, o projeto está nas mãos da secretária de Urbanismo e Licenciamento, Heloísa Proença, que teria assumido a pasta com o apoio de entidades do setor imobiliário, como o Secovi.

Pela proposta, a linha circular teria 12,8 km de extensão, em dois sentidos, horário e anti-horário. No sentido horário o trajeto seria de 5,8 km, com18 paradas programas. No sentido inverso, teria 7 km, com 20 paradas.

OBJETIVOS DO PROJETO:

Eduardo Della Manna, coordenador executivo de legislação urbana do Secovi-SP, disse ao UOL que “a implantação de um modal como esse no centro, com os outros modais de transporte já existentes, como o trem e o metrô, contribui para o reflorescimento da região”.

A linha proposta pelo plano de Lerner guarda semelhanças com a linha do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) Carioca, que interliga áreas da região central do Rio. O transporte ligaria as principais localidades e equipamentos culturais do centro, como a praça da República, os largos do Arouche e do Paissandu, a Estação Pinacoteca, a Sala São Paulo e o Theatro Municipal.

O “bonde moderno” seria, na visão do Secovi-SP, mais um indutor de desenvolvimento de áreas degradadas e abandonadas, onde ele inclui a região da Luz, conhecida pela cracolândia, local que desafia há tempos a prefeitura e o governo estadual.

O tipo de modal ainda é dúvida. Além do VLP – Veículo Leve sobre Pneus cogita-se ainda a opção do VLT e até mesmo uma linha exclusiva de ônibus.

No caso do VLP, sua circulação seria feita por ruas e avenidas já existentes, compartilhando o espaço com outros veículos. Isso significaria a desnecessidade de desapropriações de imóveis e interferências na paisagem. Trafegando por uma vala central, seria movido por energia elétrica, como no caso dos trólebus e antigos bondes paulistanos.

Pelo cálculo inicial do Secovi-SP cada km de VLP construído custaria cerca de R$ 80 milhões. Para uma linha com 12,8 km de extensão, custo total atingiria R$ 1,024 bilhão.

PROJETO É PRIORIDADE PARA SÃO PAULO?

Ouvido pelo portal UOL, o arquiteto e urbanista Moreno Zaidan, bacharel e mestre pela FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) fez alguns questionamentos sobre o projeto: “com que propósito a linha vai funcionar, que tipo de viagem vai atender, como isso estará articulado na rede geral de transportes e para qual faixa de velocidade? ”

“Só depois dessas questões resolvidas”, afirmou, “é que se vai ver a questão do desenho urbano desse equipamento na superfície de uma área, como a do centro, que tem alta circulação de pedestres, veículos, comércio. Como serão as estações? ”.

Por fim, o especialista ressaltou que é necessário discutir antes a real necessidade de um projeto assim para a capital.

“Ele é de fato uma prioridade? Não seria mais importante investir esse dinheiro em outros corredores de transporte? Isso precisa ser discutido. ”

MAIS DO MESMO?

O curioso é que Jaime Lerner já fez proposta semelhante à Prefeitura de Curitiba em 2013. O projeto idealizado pelo ex-prefeito curitibano previa a ligação entre o bairro Cachoeira e o Centro de Curitiba com uso de veículo elétrico (VLP), com estimativa de transportar até 260 mil pessoas por dia útil.

O prefeito Gustavo Fruet optou pela idéia de Lerner em substituição ao metrô para a cidade de Curitiba. Jaime Lerner é conhecido como um dos mais ferrenhos críticos do metrô como solução de mobilidade para a cidade. A idéia era que o novo projeto do VLP ficasse com parte dos recursos da União que seriam destinados ao projeto do metrô local.

O projeto foi apresentado em julho de 2013 pela prefeitura de Curitiba ao Ministério do Planejamento, ainda sem contar com a elaboração de um projeto executivo.  Orçado em R$ 950 milhões, o projeto previa a implantação do Veículo Leve sobre Pneus (VLP), que permitia ainda uma extensão de mais de 30 quilômetros sobre o traçado ferroviário já disponível na capital paranaense. O restante das intervenções pleiteadas à época pela prefeitura, já possuíam projeto básico, que, somados ao VLP, atingiam a cifra de R$ 5,3 bilhões.

Em 2016 a prefeitura de Curitiba estudava propostas para a implantação do VLP na cidade. A companhia francesa NTL, de Estrasburgo, na França, chegou a apresentar o sistema à administração da cidade, segundo uma PPI – Procedimento de Manifestação de Interesse PMI lançado pela administração da capital paranaense.

Logo após sua posse, em janeiro de 2017, o novo prefeito de Curitiba, Rafael Grecca, anunciou como uma de suas prioridades para a área de transportes concluir a Linha Verde e adotar o VLP na cidade.

No mês seguinte, o assunto continuava em discussão. Sergio Vidoto, da M4 Consultoria, e então coordenador do projeto de implantação do VLP para Curitiba, respondia a uma série de questionamentos feitos pela Urbs. A empresa ligada à prefeitura apontara uma série de custos que não haviam sido levados em conta no projeto original, como detalhes sobre infraestrutura elétrica, necessários para abastecer as centenárias e veículos.

Mais: a Urbs questionou que o projeto fora calculado com base no total de passageiros transportados, e não nos chamados passageiros pagantes equivalentes, utilizados hoje no cálculo do município.


Pelo visto, por melhores que sejam as ideias, elas demandam muito tempo não apenas para discussão de sua viabilidade, como para sua implantação definitiva.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Teleférico do Alemão está prestes a voltar

Governo anuncia que serviço será oferecido no segundo semestre. Na Providência, licitação prevista
28/05/2017 10:12:28
GUSTAVO RIBEIRO
Rio - Vinte mil pessoas são prejudicadas diariamente pela interrupção dos teleféricos do Complexo do Alemão e do Morro da Providência, parados há oito e cinco meses, respectivamente. Mas o sacrifício dos moradores no sobe e desce a pé pode estar perto do fim. O governo estadual pretende retomar o funcionamento no Alemão no segundo semestre. Já a prefeitura promete divulgar em breve a data da licitação que escolherá nova empresa para operar o transporte na Providência.

Inaugurado em 2011, o teleférico do Alemão custou R$ 253 milhões, com recursos do PAC. O serviço, administrado pelo consórcio Rio Teleféricos, foi interrompido em setembro devido ao desgaste de um dos cabos de tração. A Secretaria Estadual de Transportes afirma que o equipamento, importado, já foi adquirido. A troca ficará a cargo do operador e do fabricante, sem custo para o governo.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Sem investimentos, Linha 10-Turquesa perde passageiros


15/05/2017 - Metrô CPTM

Em conjunto com a Linha 7-Rubi, a Linha 10-Turquesa surgiu a partir da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, construída no século 19. Mas os dois ramais da CPTM não compartilham apenas isso: ambos estão entre os que menos recebem investimentos do governo. E um sinal evidente da falta de interesse pela linha que corta o ABC Paulista e termina na estação Brás é o fato de 7,9 milhões de passageiros terem deixado de utilizá-la nos últimos cinco anos.

O dado foi obtido pelo jornal Diário do Grande ABC que apontou uma queda de 7% na quantidade de passageiros entre 2011 e 2016. Parte desse êxodo tem a ver com a crise econômica, no entanto, esse fenômeno não atingiu no mesmo grau as demais linhas da CPTM – no geral houve crescimento de 17%.

A média de passageiros transportados é de 365 mil pessoas por dia, só superior a Linha 12-Safira (256 mil). É praticamente metade do que transporta a Linha 11-Coral, a mais movimentada da CPTM. São 38 km de trilhos e 13 estações, mas que permanecem ultrapassadas e muitas vezes inacessíveis em dias de chuva por conta do alagamento das vias.

A promessa de reforma de suas estações ficou pelo caminho com a falta de recursos alegada pelo governo. Da mesma forma, a frota de trens é formada principalmente pela Série 2100, antigos trens espanhóis de transporte regional, ou seja, lentos e mais propícios a viagens de longa duração. Além da idade avançada (foram construídos em 1974), essas composições sofrem com problemas de manutenção e seguidos incêndios.

Sem trens novos

Com um intervalo alto que torna a viagem mais demorada do que deveria, a CPTM decidiu implantar uma média paliativa ao colocar um trem da Série 3000 entre Santo André e Tamanduateí com parada apenas em São Caetano do Sul, o Expresso Linha 10, mas nem isso parece ter ajudado a melhorar o conforto e a previsibilidade da linha.

Com parte importante do seu trajeto passando por regiões industrializadas e bem adensadas, a Linha 10 poderia ter um serviço digno do Metrô, mas parece que ela não é prioridade para a CPTM, que diz investir, mas que até agora não revelou se parte da encomenda de 65 novos trens irá para o ABC para aposentar os velhos trens espanhóis. Até mesmo a Linha 7, que concentrava a maior parte dos trens antigos e sem ar-condicionado, passou a receber vários trens dessa encomenda. Enquanto isso, os trens da Série 8500 e 9500 só passam pelo ABC em testes – embora existam rumores que estes últimos poderão ser usados na linha no futuro.


Não é difícil entender porque a população pode ter deixado a Linha 10 de lado por ora. Isso, somado ao impasse na construção da Linha 18 do Metrô, tem transformado o ABC numa região de mobilidade deficiente, cujos moradores levam horas para chegar à capital em alguns dias. Não deveria ser assim.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Estado prevê gastar R$ 38 milhões para manter funcionamento do VLT de Cuiabá

estado de 

10/05/2017 - FolhaMax

Após assegurar seu retorno para a Secretaria de Estado de Cidades, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), tem como principal missão destravar as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Hoje, na sessão matutina da Assembleia Legislativa os deputados autorizaram a licença de Wilson Santos do parlamento estadual para retornar ao comando da Secretaria de Cidades.

Embora tenha recebido investimentos de R$ 1 bilhão, a obra está parada há dois anos e a nova promessa é que seja retomada em julho. Wilson Santos afirma que o governo já tem R$ 193,4 milhões para começar as obras do VLT nos próximos meses.

A expectativa é que a partir de julho seja retomada a obra no trecho do Aeroporto Marechal Rondon Rondon em Várzea Grande até o bairro Porto em Cuiabá. O projeto do governo do Estado é concluir esse trecho até 31 de março de 2018 e chegar até o CPA no final do próximo ano.

Há ainda o planejamento de firmar uma Parceria Pública Privada (PPP) na qual uma empresa privada assumiria a responsabilidade pela operação do modal de transporte. “Nós só vamos operar o VLT na fase de testes, a chamada marcha branca, na qual teremos nossos técnicos contratados para operar provisoriamente. Mas a partir do momento que inaugurar o VLT, o Estado não tem interesse algum de ser responsável pela operação”, explica.

Questionado a respeito da cobrança da tarifa, Wilson Santos revela que está sendo avaliada a possibilidade de que uma tarifa única do transporte coletivo seja adotada para facilitar a vida dos usuários. “Uma das alternativas para baratear é o subsídio. O Estado vai por R$ 38 milhões ao ano, valor calculado de março de 2016, para subsidiar a tarifa do VLT”, disse Wilson.

O governo do Estado ainda mantém diálogo com o governo federal para contrair novos empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) garantindo assim dinheiro suficiente para garantir a conclusão das obras do VLT sem transtornos. Das obras da Copa que a Secretaria de Cidades planeja concluir ainda na gestão do governador Pedro Taques (PSDB) estão a duplicação da Avenida Arquimedes Pereira Lima, a continuação da Avenida Parque Barbado, a retomada do Centro Oficial de Treinamento (COT) do Pari - Várzea Grande e do COT da UFMT.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Metrô de Salvador começa a operar até Pituaçu


Estação de metrô de Pituaçu Foto: Carol Garcia/GOVBA


22/05/2017 - G1

O metrô de Salvador começa a operar até o bairro de Pituaçu a partir das 5h da terça-feira (23). Com isso, quatro novas estações da Linha 2, que corresponde ao trecho, entram em funcionamento: Pernambués, Imbuí, CAB e Pituaçu. A informação foi divulgada pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (22).

Com as novas estações, o trajeto entre o Acesso Norte e Pituaçu, que tem 8,3 quilômetros, será percorrido em cerca de 12 minutos. Até então, a Linha 2 seguia até a rodoviária da capital baiana. O trecho está em operação desde dezembro de 2016 e tem como ponto de partida a estação Acesso Norte 2, que funciona como integração com os ônibus e com a Linha 1, que liga a Estação Pirajá à Lapa.

Segundo a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), hoje cerca de 92 mil pessoas usam o metrô por dia. A expecativa é que, com as novas estações, esse número praticamente duplique e o transporte passe a receber 180 mil passageiros diariamente.

Com obra iniciada em novembro de 2015, a Estação Pituaçu do metrô, é a maior da Linha 2 na Avenida Paralela, com área total de 12.151 metros quadrados. A estação terá 14 bloqueios e outros dois exclusivos para pessoas com deficiência, quatro escadas rolantes e seis escadas fixas.

Através de nota, o Governo do Estado informou que ônibus gratuitos farão o transporte dos usuários do metrô ao CAB. O serviço estará disponível também a partire desta terça, das 6h às 19h30.

Passando pelas passarelas das estações Pituaçu e CAB (próximo ao Colégio Estadual Bolivar Santana), quatro ônibus seguirão o trajeto e vão circular por todas as avenidas do CAB, num intervalo de 15 minutos, chegando a 10 minutos nos horários de pico. Dois ônibus vão iniciar o trajeto no sentido Aeroporto e os outros dois iniciam no sentido Centro. Um letreiro eletrônico fará a identificação dos veículos destinados ao transporte complementar.

Além disso, a linha metropolitana de ônibus Portão/Terminal da França (via Rua Queira Deus), nº 86012, seguindo pela Avenida Jorge Amado, passa a fazer integração com o metrô na Estação Imbuí, com mudança no itinerário e retorno no viaduto do CAB. Para a integração com o metropolitano, o usuário deve utilizar Metropasse, SalvadorCard ou o cartão do metrô. Desta forma, ele não precisará pagar mais nada no metrô.

Horário de funcionamento

Todas as linhas do transporte funcionam das 5h à meia-noite, inclusive em feriados e nos finais de semana. O valor da tarifa do metrô é igual a do ônibus, R$ 3,60. No metrô, o usuário pode utilizar o cartão da CCR Metrô Bahia, o SalvadorCARD e o Metropasse.

Os passageiros terão acesso às estações Pernambués e Pituaçu por novas passarelas. No Imbuí e no CAB, os usuários vão seguir até as estações por passarelas que foram requalificadas.

Com o novo trecho, foram acrescentados novos trens à frota operacional. Agora são 16 no total, cada um com capacidade para até 1 mil passageiros. Nos horários de pico, as saídas ocorrem a cada 5 minutos na Linha 2, e no intervalo de 4 minutos e 40 segundos na Linha 1. Nos horários de menor movimento, os trens saem a cada 8 minutos nas duas linhas.


Estações do metrô na Paralela entram em operação nesta terça-feira

23/05/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         

O governador Rui Costa anunciou que as quatro novas estações da Linha 2 do metrô entram em operação comercial nesta terça-feira (23). A partir das 5h, estarão abertas à disposição da população as estações Pernambués, Imbuí, CAB e Pituaçu. “Estamos colocando em funcionamento mais um trecho do terceiro maior metrô do Brasil, que chegará a 42 quilômetros. Muito em breve, chegaremos até o Aeroporto”, afirmou o governador em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação (Secom).

A Linha 2 está em operação desde dezembro de 2016 entre Acesso Norte 2 e Rodoviária. Com as quatro novas estações, o trajeto entre Acesso Norte 2 e Pituaçu, com 8,3 quilômetros, pode ser percorrido em apenas 12 minutos, em um equipamento que oferece conforto, ar-condicionado e segurança ao usuário.

O funcionamento das novas estações ocorre menos de dois anos após o governador Rui Costa assinar a ordem de serviço que autorizou o início das obras da Linha 2. Junto com a Linha 1, o metrô – maior obra de mobilidade urbana em execução no Brasil – já transportou mais de 32 milhões de pessoas desde 2014. Atualmente, a média é de 92 mil usuários por dia. A expectativa é passar a receber 180 mil usuários por dia, com a entrada do trecho até Pituaçu.

Estações mais modernas

Os usuários terão acesso às estações Pernambués e Pituaçu por novas passarelas de acesso. Já Imbuí e CAB têm as passarelas existentes requalificadas. Todas possuem piso tátil e câmeras de monitoramento. O projeto arquitetônico das novas foi premiado, em 2016, em evento bianual da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA).

A Estação Pituaçu do metrô, com obra iniciada em novembro de 2015, é a maior da Linha 2 na Avenida Paralela, com área total de 12.151 metros quadrados. A estação terá 14 bloqueios e mais dois exclusivos para pessoas com deficiência, quatro escadas rolantes e seis escadas fixas.

Integrado à Estação Pituaçu, está sendo construído o Terminal de Integração Pituaçu, com capacidade para receber 140 ônibus por hora. Atualmente, está com 80% da estrutura metálica concluída e em execução das lajes de concreto e pilares do viaduto de acesso ao estacionamento, com previsão de conclusão em setembro.

Outros terminais de ônibus integrados à Linha 2 são: Rodoviária Norte, que está em reforma, na fase de substituição da cobertura, e Mussurunga, também passando por requalificação, em fase de execução da cobertura.

Novos trens

Com o novo trecho, foram acrescentados novos trens à frota operacional. Agora são 16 no total, cada um com capacidade para até 1 mil passageiros, com intervalos de 5 minutos na Linha 2 e 4 minutos e 40 segundos na Linha 1, nos horários de pico. Assim, o usuário tem menos tempo de espera nas plataformas e maior conforto nas viagens.

Ambas as linhas funcionam das 5h à meia-noite, inclusive em feriados e nos finais de semana, com cobrança de tarifa – R$ 3,60. No metrô, o usuário pode utilizar o cartão da CCR Metrô Bahia, o SalvadorCARD e o Metropasse. O usuário que embarcar nas estações Lapa ou Pirajá com destino à Estação Pituaçu fará o trajeto em cerca de 20 minutos.

Cerca de 5,3 mil colaboradores diretos, indiretos e terceiros trabalham nas obras e na operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

Paisagismo renovado

Com as obras complementares da implantação do metrô, a Avenida Paralela terá conceito de via expressa, com eliminação de semáforos, três novos viadutos de retornos e vias marginais para facilitar o acesso dos veículos e garantir maior segurança aos motoristas. Contando com os retornos elevados já existentes na Avenida Paralela, os motoristas terão um total de 14 pontos para retorno, otimizando o tráfego na via.

Ao longo da Linha 2, no canteiro central e no entorno da Avenida Paralela, cerca de 6 mil árvores serão plantadas – volume três vezes maior do que havia antes das obras. As lagoas artificiais de Imbuí e Flamboyant serão totalmente recuperadas. Serão construídos 12 quilômetros de ciclovia e pista de caminhada, que estão em fase final de execução até a região da Estação Pituaçu e em fase de terraplanagem de Pituaçu até Mussurunga.

Atualmente, 98% do projeto paisagístico entre a passarela do Hospital Sarah Kubitschek e a Estação CAB já foi implantado; entre a Estação CAB e a Estação Pituaçu o percentual de implantação já ultrapassa 50%. São 41 trabalhadores diretos cuidando do paisagismo nesse trecho inicial. Entre a passarela do Hospital Sarah Kubitschek e a Estação CAB a implantação do paisagismo está concluída com 824 árvores e mais de 59 mil arbustos, principalmente espécies da Mata Atlântica, como as palmeiras Pescoço Marrom, Imperial, Licuricoba e Washingtonia, além de Aroeira Salsa, Pau-Ferro e outras.

Foto: Carol Garcia/GOVBA

22/05/2017 – Secretaria de Desenvolvimento do Estado da Bahia