sexta-feira, 3 de março de 2017

Um aeromóvel para a Região Metropolitana?


14/02/2017Notícias do Setor ANTRilhos          
Governo federal conversa com empresa chinesa interessada em construir um aeromóvel que interligaria cinco cidades

Com o sepultamento da segunda linha do metrô em Porto Alegre, uma nova alternativa para a mobilidade na Região Metropolitana está no horizonte do governo federal. Interessado em investimentos no Brasil, um grupo de chineses procurou o Palácio do Planalto para apresentar a ideia de um aeromóvel interligando a Capital, Alvorada, Viamão, Gravataí e Cachoeirinha.

As conversas entre executivos da China Railway Engineering Group e o governo são preliminares e iniciaram-se sob o comando do ministro Eliseu Padilha. Para seguir adiante, depende ainda de articulação com o Ministério das Cidades. Já se sabe que os chineses têm um ativo bilionário à disposição para investimentos no Brasil. O interesse comum é pelo “meio de transporte por via elevada de propulsão pneumática”.

Para viabilizar o aeromóvel sem aporte público, o governo teria de conceder, por cerca de 30 anos, a Trensurb. Como contrapartida, a empresa se comprometeria em construir a estrutura nessas cinco cidades. O ponto de partida seria na zona norte de Porto Alegre, próximo à Fiergs, onde seria também o fim da linha. A operação do sistema estaria nas mãos da chinesa.

Ainda não há um contrato com a União, mas outra exigência seria a ampliação do trensurb, que hoje vai até Novo Hamburgo. Estaria no acordo a construção de estações em Campo Bom, Parobé e Taquara, onde seria, então, o fim da linha.

O grupo chinês é o mesmo responsável pela estrutura do meio de transporte contratado pelo ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge. No município, a negociação foi possível graças a um financiamento.

De acordo com Eliseu Padilha, a concessão seria a melhor forma de retomar o investimento em mobilidade no Rio Grande do Sul. Aponta que o negócio é a solução que o governo pode oferecer:

— É infinitamente mais barato do que construir rodovias.

O ministro descartou qualquer possibilidade de reaver a verba perdida para a construção da segunda linha do metrô em Porto Alegre, reservada ainda no governo de Dilma Rousseff. Foi por falta de dinheiro no Estado e na Capital que o projeto não deslanchou.


10/02/2017 – Zero Hora

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Projeto do VLT em Salvador é apresentado para empresários


08/02/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         

Representantes de empresas, bancos, construtoras, consultorias, concessionárias e fornecedores de equipamentos participaram, nesta sexta-feira (27), da Sessão Pública de apresentação do projeto do Veículo Leve sobre Trilhos – VLT, na Bolsa de Valores de São Paulo – Bovespa.

O evento reuniu em torno de 45 participantes interessados no projeto, cuja perspectiva é de beneficiar diretamente mais de 600 mil moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador. A previsão é de início das obras em até 90 dias após a assinatura do contrato da PPP. O prazo para conclusão é de 24 meses.

“Conseguimos explanar os detalhes sobre o modal e tirar todas as dúvidas técnicas, além de ratificar a viabilidade do sistema”, garantiu o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster. “A sessão de hoje atendeu as expectativas e foi muito importante para esclarecimentos aos interessados e o andamento do processo”, endossou o presidente da Companhia de Transportes da Bahia – CTB, Eduardo Copello.

Também foi apresentada a modelagem econômico-financeira do projeto, cujo orçamento gira em torno de R$ 1,5 bilhão, bem como o sistema de garantia financeira, respaldado pelo modelo de Parceria Público Privada – PPP. “A PPP tem se mostrado uma alternativa para grandes projetos de infraestrutura com destaque, especialmente, para o metrô de Salvador, que se tornou referência em mobilidade urbana no Brasil. Então, o Estado está aprimorando ainda mais esse modelo para o VLT do Subúrbio”, pontuou Eduardo Copello.

Subúrbio nos trilhos

O VLT, que vai substituir os trens do Subúrbio, terá 18,5 quilômetros de extensão e 21 estações. Estão previstas intervenções em duas fases: a primeira, entre o Comércio e Plataforma, tem 9,4 quilômetros; e a segunda, entre Plataforma e São Luiz, com 9 quilômetros.

Atualmente, a malha ferroviária que liga Paripe à Calçada é de 13,6 quilômetros. É importante ressaltar que o sistema de trens do subúrbio data da década de 70, portanto, com equipamentos antigos e que, eventualmente apresentam problemas técnicos. A manutenção e conservação da via permanente, da estação e toda infraestrutura e serviços (como a lavagem dos trens) é realizada diariamente.


31/01/2017 – Tribuna da Bahia

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Fabricante de bondes do VLT carioca suspende contrato com concessionária

24/02/2017 - O Globo

Às vésperas do carnaval, um sinal amarelo acendeu para o VLT, o bonde que corta o centro da cidade. A multinacional francesa Alstom, responsável pela fabricação e assistência técnica das 20 composições em operação, decidiu, nesta quinta-feira, suspender por tempo indeterminado seu contrato com a concessionária VLT Carioca. A empresa alega que há oito meses a concessionária não paga pelos serviços contratados. Segundo a Alstom, a dívida chega a cerca de R$ 100 milhões.

Além de fornecer os trens, a Alstom é responsável pelos serviços de manutenção e pela eletrificação dos trilhos, e também cuida dos sistemas de sinalização e telecomunicações. Questionado pelo GLOBO se a decisão da fornecedora poderia levar a uma eventual interrupção na operação do VLT, a concessionária não deu uma resposta. Em nota, o VLT Carioca informou apenas que “para garantir a qualidade e eficiência da operação, poderá buscar outros fornecedores no mercado”. No mesmo comunicado, a concessionária afirma que renegocia pagamentos de dívidas, mas não divulgou valores.

Notificação entregue

A Alstom destacou que já notificou o VLT Carioca sobre sua decisão. A concessionária, no entanto, não confirmou essa informação. O VLT Carioca respondeu que a Alstom não poderia tomar a iniciativa de romper o contrato com negociações para reescalonar as dívidas ainda em andamento.

Com a suspensão do contrato, a Alston também decidiu interromper a fabricação, em Taubaté (SP), das 12 últimas composições que ainda não foram entregues ao VLT Carioca. Esse último lote de veículos é essencial para o início da operação com cobrança de passagens na Linha 2, que vai da Rodoviária à Praça Quinze. Desde o início do mês, a Linha 2 opera em esquema de testes, sem cobrança, e apenas entre a Praça da República e a Praça Quinze. A cobrança pelas viagens estava prevista para começar no último dia 13.


Também procurada para comentar o assunto, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) informou que a prefeitura monitora a operação do VLT Carioca. A Cdurp disse ainda que exige o cumprimento de todas as regras de concessão estabelecidas em contrato.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Dois monotrilhos da capital deverão ser concedidos à iniciativa privada


22/02/2017 - Isto é

Os dois monotrilhos em construção na capital serão concedidos à iniciativa privada até junho, segundo a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos. O governo deve lançar já no mês que vem o edital para a concessão da Linha 17-Ouro, o monotrilho da zona sul, em conjunto com a Linha 5-Lilás, do metrô convencional, e ainda no primeiro semestre o edital para a Linha 15-Prata, na zona leste, que já tem um trecho em operação.

As linhas, com obras atrasadas há pelo menos três anos, serão concedidas em um modelo que prevê uma outorga – um pagamento em dinheiro do agente privado interessado. Em troca, a empresa vencedora terá direito a um valor em dinheiro por passageiro transportado. O projeto da Linha 17 já havia sido anunciado pelo governo. Na Linha 15, o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, por meio da Lei de Acesso à Informação, aos estudos técnicos que darão base à mudança.

No estudo, a proposta de concessão é justificada como um mecanismo “para o enfrentamento do cenário de operação deficitária da malha metroferroviária do Estado, de forma que a delegação da operação e da manutenção da Linha 15 contribuirá não só para a redução desse déficit, mas também para a geração de receitas para o Estado”.

Modelo. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) estima valores de outorga que chegam a até R$ 313 milhões para o parceiro privado operar a Linha 15 e uma remuneração de R$ 1,50 por passageiro transportado. A licitação deverá ser vencida por quem aumentar o valor dessa outorga. O vencedor terá de se responsabilizar pela operação das estações e pela manutenção dos trens do monotrilho, fabricados pela canadense Bombardier.

Quando a Linha 15 estiver pronta, os estudos apontam demanda de 303 mil passageiros por dia. A concessão deve ser por 30 anos. Considerando a possibilidade de o parceiro ter receitas acessórias (como aluguel de espaços nas estações e venda de espaços publicitários), os técnicos estimam taxa de retorno – a remuneração que o parceiro pode ter – em até 10% do valor investido pela empresa.

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirma que os valores por passageiros no estudo tiveram de ser pensados levando em consideração o fato de que a rede manterá, mesmo com as concessões, a gratuidade entre as integrações. “O passageiro que entrar na Linha 15 circulará por toda a rede. Com esse valor, o parceiro recebe apenas por seu trecho.” Ele ressalta, entretanto, que o valor definitivo será determinado após a audiência pública para a concessão da linha, que será no próximo mês de abril.

Pelissioni afirma que o Estado decidiu acelerar as concessões porque as obras voltaram a caminhar em um ritmo a contento. “Já temos os pilares construídos e vamos entregar as estações até março do ano que vem. Estamos contratando o paisagismo na parte de baixo das estações”, afirma. A ideia é que ambas as linhas – além da extensão da Linha 5 – já sejam operadas por parceiros privados assim que inaugurarem.

Administração. Com mais essas concessões, o secretário prepara um modelo de operação em que o Metrô estatal será responsável apenas por parte da malha, as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. A Linha 4-Amarela já é operada por uma empresa privada, a ViaQuatro, escolhida por meio de uma parceria público-privada em que teve de comprar trens.

As Linhas 5-Lilás e 17-Ouro serão operados por uma terceira empresa. Outro grupo ficará com a Linha 15. E há ainda o consórcio Move SP, encarregado da Linha 6-Laranja, para a zona norte. As obras desse ramal, porém, estão paradas há quase seis meses por falta de financiamento.

Para Bruno Pereira, coordenador da organização PPP Brasil, o plano para a Linha 15 é “um modelo clássico de arranjo contratual de longo prazo” empregado no País, amplamente usado na concessão de rodovias e aeroportos. O mercado, de acordo com Pereira, “aguarda com bastante ânimo para obter mais informações sobre o projeto”.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Projeto do Trem Pé-Vermelho está mantido

26/01/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         

A decisão do Ministério das Cidades de retirar os projetos dos perímetros urbanos de Maringá e Londrina do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não coloca em risco o futuro do Trem Pé-Vermelho. É o que garante o governo do Estado. Coordenadora de uma frente de trabalho para viabilizar a ferrovia, a vice-governadora Cida Borghetti (PP) explica que o projeto do trem de passageiros prosseguirá com os estudos técnicos que serão apresentados por três consórcios de empresas nacionais e internacionais.

O modelo escolhido foi o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), autorizado pelo governador Beto Richa (PSDB) em 2016. O PMI é um instrumento que permite à iniciativa privada a elaboração de estudos técnicos para projetos de parcerias público-privadas (PPPs). Segundo Cida, os consórcios estão revendo e atualizando o Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (Evtea) da ferrovia elaborado, em 2012, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Após a atualização dos estudos iniciais, o governo do Paraná vai buscar a consolidação do projeto por meio de recursos do tesouro, federais, internacionais ou PPPs”, explicou Cida, em nota. Para o prefeito Ulisses Maia (PDT) esse impasse quanto à retirada dos projetos do PAC não tem impacto sobre as obras do Terminal Intermodal de Maringá. Segundo ele, o trem de passageiros não faz parte da primeira etapa do terminal.

“O trem não é uma prioridade. Temos antes de melhorar nosso transporte coletivo e fazer obras como os corredores de ônibus”, disse Ulisses. Considerado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) como um dos projetos de ferrovias para trens de passageiros de maior viabilidade econômica entre 14 trechos estudados no País, o trem Pé-Vermelho passará por 13 cidades no trecho de 150 quilômetros de trilhos entre Paiçandu e Ibiporã – cidades das regiões metropolitanas de Maringá e Londrina.




24/01/2017 – O Diário

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

União cancela repasse de verba para obra de metrô em Porto Alegre


20/02/2017Notícias do Setor  ANPTrilhos   
O governo federal cancelou os repasses de recursos para a construção do metrô em Porto Alegre. O valor total era de R$ 3,5 bilhões, mas metade da verba já havia sido cortada em dezembro. Nesta quinta-feira (9) o Ministério das Cidades confirmou que a outra parte não vai ser repassada, como mostra o RBS Notícias (veja vídeo acima).

O projeto previa uma linha de cerca de 10 quilômetros de extensão entre o Centro Histórico e a Zona Norte de Porto Alegre. Em 2013, a então presidente Dilma Rousseff havia garantido o dinheiro para a obra.

Além de Porto Alegre, o Ministério das Cidades suspendeu os recursos para diversos projetos de mobilidade no país porque, segundo o órgão, estados e municípios não teriam cumprido os requisitos necessários. O prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Junior, ressaltou nesta quinta que a nova linha de metrô não está nos planos do atual governo e que não há dinheiro para investir no projeto.

Outros cinco projetos de mobilidade na Região Metropolitana de Porto Alegre e em Santa Maria, na Região Central do estado, também perderam os recursos federais.


14/02/2017 – G1

Sem recursos para construir o metrô de Porto Alegre, especialistas apontam alternativas

A confirmação de que o governo federal não vai mais repassar recursos para a construção de uma linha de metrô em Porto Alegre coloca uma questão: sem o transporte subterrâneo, qual seria a alternativa para melhorar o trânsito na Zona Norte?
Em 2013, o traçado da obra já havia sido reduzido em 30% para se adequar o orçamento previsto — iria do Centro ao Terminal Triângulo, totalizando 10,3 quilômetros, e não mais os 14,8 quilômetros originais até Fiergs.
Professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luiz Afonso Senna afirma que, ao longo dos anos em que se discutiu a construção do metrô, deixou-se de fazer investimentos de menor custo que poderiam gerar resultados positivos no trânsito. O docente cita como alternativas ao metrô a construção de corredores de ônibus, aperfeiçoamento dos já existentes e implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT).
— E não adianta construir 10 quilômetros de metrô. As cidades que têm metrô possuem 500 quilômetros. São Paulo, que é uma cidade com uma rede muito modesta, tem 100 quilômetros de metrô. Dez quilômetros para uma cidade que movimenta só no setor de transporte público quase 2 milhões de passageiros por dia não é nada, porque só vai interligar um pedacinho da cidade. Isso não significa que não seja bom ter metrô. Mas, aos custos reais para ser construído, é algo irrealista — avalia Senna.
Apesar de os BRTs serem constantemente elogiados por especialistas em transporte, em Porto Alegre, onde foram pensados para a Copa de 2014, não significaram uma grande transformação. A pavimentação de corredores foi refeita, utilizando concreto; porém, outros elementos que caracterizam a modalidade não chegaram a ser implantados: embarque rápido, veículos maiores, bilhetagem eletrônica e informatização de horários. Ou seja, não resultou em mais agilidade.
— O que vamos fazer com a Assis Brasil? É uma boa pergunta. Vamos colocar um BRT lá? Ok, mas não sabemos isso. Aquilo estava em stand by esperando o metrô — afirma o doutor em Transportes João Fortini Albano, também professor da UFRGS.
O especialista sustenta que o que o ônibus mais próximo do metrô é o BRT:
— Transporte de massa que existe por aí é trem metropolitano, que nós já temos no eixo da BR-116; metrô, que é enterrado; e ônibus. E o ônibus mais identificado com transporte de massa é o BRT, que trafega em corredores exclusivos e com veículos de 140, 170 passageiros. (O BRT) tem trajeto livre, se desloca com menor tempo, atrai bastante usuários. Não dá tanta vazão quanto o metrô, mas é um transporte de massa.
09/02/2017 – Zero Hora

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Trensurb tem nove dos 15 novos trens fora de operação há 10 meses


13/02/2017 - G1

Nove das 15 novas composições do Trensurb estão parados há 10 meses devido a problemas mecânicos, como mostra reportagem do RBS Notícias (veja no vídeo). Além de ter de usar os vagões antigos, sem ar-condicionado, os passageiros relatam episódios de violência devido à ausência de câmeras de monitoramento, ao contrário dos veículos novos. Cerca de 200 mil pessoas usam o serviço diariamente.

As novas composições, que têm câmeras e ar-condicionado, começaram entrar em operação em 2014. No entanto, no dia 7 de abril de 2015, um dos novos vagões descarrilou e bateu em uma plataforma, deixando uma multidão de passageiros sem poder voltar para casa.

Cerca de um ano depois, uma infiltração no sistema de rolamentos foi percebida durante uma manutenção preventiva. A Trensurb decidiu tirar de circulação as 15 composições, deixando apenas os vagões antigos em funcionamento.

Segundo a Trensurb, os trens estão parados para fazer uma adequação técnica no rolamento de cada composição. Durante uma investigação técnica, foi constatado que os rolamentos permitiam a entrada de umidade. O reparo foi realizado em seis dos 15 trens. A empresa que gere o modal emprestou as oficinas para a fabricante fazer a troca.

O Ministério Público Federal (MPF) diz ter multado os fornecedores em R$ 4 milhões, e fechado um acordo com a empresa que gere o modal, para que toda a frota adquirida por R$ 243 milhões entre em circulação até o dia 20 de maio.

"Se não houver esse cumprimento, cabe uma ação do Ministério Público até para cobrar alguma indenização para os usuários por esse prejuízo que eles estão tendo", diz o procurador do MPF Celso Três.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também abriu uma investigação sobre um suposto cartel – a combinação de preços entre as empresas concorrentes – na compra dos trens. Enquanto isso, os passageiros que usam os trens da frota antiga contam que, devido à ausência de câmeras de monitoramento, viraram alvo de bandidos.

"Tem arrastão às vezes no trem e eles não fazem nada. Os caras vão nos trens que não têm câmeras, fazem arrastão e levam celulares", conta o pintor Antony Camargo.

A auxiliar de cozinha Rosane da Rosa relatou um caso semelhante. "Entraram dentro do trem e fizeram arrastão", conta, descrevendo a ação de um dos bandidos: "Foi tirando bolsa e celular das pessoas, e depois saiu no meio do pessoal. A polícia não fez nada."

A Trensurb informou que tem câmeras em todas as estações e mantém seguranças fixos nas mais movimentadas. "Trabalhamos com a Polícia Civil, fornecendo imagens para o inquérito policial", acrescenta o chefe de operações da empresa, Juliano Boeck.

A reportagem procurou a Alston, fornecedora dos trens, mas a multinacional não se manifestou sobre o caso até a publicação da reportagem pela RBS TV.