terça-feira, 9 de julho de 2019

Concessionária do VLT pede à Justiça rescisão de contrato com a prefeitura


  
05/07/2019
person O Globo
A empresa VLT Carioca pediu à Justiça nesta quinta-feira rescisão do contrato de concessão do bondinho firmado com a prefeitura . A informação foi divulgada pela concessionária por volta de 12h30.
De acordo com a companhia, o motivo do pedido é uma dívida da prefeitura com a empresa de mais de R$ 150 milhões. O valor é referente ao investimento da empresa na implantação das linhas e não tem relação com o número de passageiros transportados. Atualmente, o VLT transporta mais de 80 mil passageiros por dia nas duas linhas que estão em operação.
A companhia diz que tentou por diversas vezes negociar com a prefeitura a dívida em questão. Segundo a empresa, o débito impediu o início das operações da Linha 3 do VLT, que está pronta e ligará a Central do Brasil ao aeroporto Santos Dumont. No fim de junho, o município afirmou que estava revendo o contrato de concessão .
"A concessionária lamenta que um investimento deste porte realizado na mobilidade urbana da cidade, vital para o desenvolvimento da região portuária e que conecta todos os modais da região central de forma sustentável, não seja valorizado", afirma a nota encaminhada à imprensa.
Em nota, a prefeitura do Rio informou que ainda não foi notificada.

Impasse entre prefeitura e consórcio impede circulação de VLT em trecho pronto há seis meses



 26/06/2019
person O Globo
Os bancos ocupados por funcionários da lojas vizinhas, descansando do almoço, e os letreiros eletrônicos acesos confudem os incautos que circulam pelas estações da Linha 3 do VLT , que passa pela Avenida Marechal Floriano . Desavisados como a fotógrafa Ozemira Macedo, de 56, perdem tempo esperando pelo bondinho que não passará por ali. Pronto desde dezembro, o trecho ainda não tem previsão para entrar em operação. O consórcio alega um pendência financeira com a prefeitura, que já ultrapassa os R$ 140 milhões. Já o município diz que está revendo o contrato de concessão. A pista livre acaba sendo utilizada pelos ciclistas que não precisam disputar espaço com os carros.
- É uma falta de respeito com a população - se queixou a mulher que depois das compras esperava pegar o VLT para economizar a caminhada até a Central do Brasil, de onde seguiria para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde mora.
O novo trecho ligará a Central do Brasil ao Aeroporto Santos Dumont, pela Avenida Marechal Floriano, num total de dez paradas. Destas, três estações são novas. As sete restantes já em atividade serão compartilhadas com as linhas 1 e 2. O percurso total de quatro quilômetros será feito, de uma ponta a outra, em até 18 minutos.
A estimativa do consórcio VLT Carioca é que quando a Linha 3 estiver em funcionamento aumente de 80 mil para 150 mil o total de pessoas transportadas diariamente pelo sistema, que já conta com as linhas 1 e 2. A primeira faz ligação da Rodoviária Novo Rio com o Aeroporto Santos Dumont e a segunda, do Saara à Praça XV. A previsão era que a Linha 3 entrasse em operação em janeiro logo após o fim dos testes dos bondinhos modernos. Mas isso não aconteceu.
Em janeiro, o prefeito Marcelo Crivella se reuniu com representantes do consórcio para resolver o impasse relativo a uma dívida, que não estaria sendo paga desde maio de 2018. Na ocasião, o prefeito infomou que as duas partes tinham chegado a um acordo e sua expectativa era de que o trecho começasse a operar até os primeiros dias de fevereiro. Em maio, o consórcio anunciou que, sem chegar a um acordo, tinha negociado com seus fornecedores e solicitou autorização do município para colocar o trecho em funcionamento, mas não obteve retorno.
"Desde o início do ano, o VLT busca negociar com a prefeitura pendências financeiras que impediam a circulação por conta de impasses com fornecedores. Sem chegar a um acordo, o VLT negociou com seus fornecedores e solicitou autorização para operar o trecho em 9 de maio, sem obter retorno. Dessa forma, passageiros e comerciantes que poderiam se beneficiar da linha em operação seguem desatendidos", informou o consórcio por meio de nota. "Em paralelo, o VLT já se colocou à disposição para revisar a demanda contratual. A concessionária, inclusive, já oficializou essa proposta em carta, sem retorno da prefeitura.", diz ainda o texto.
A prefeitura argumenta que a estimativa era de que o modal transportasse 260 mil passageiros/dia, mas está transportando apenas 80 mil usuários. Assim, a diferença dos 180 mil passageiros/dia precisa ser coberta pelo município, representando "um rombo diário aos cofres públicos de R$ 540 mil, quase R$ 195 milhões por ano." Diante disso, segundo a prefeitura, o contrato de concessão está sendo revisto.
Enquanto o impasse não é resolvido, os lojistas que viram a clientela rarear com a retirada dos ônibus na via para as obras, que duraram um ano, esperam que a ciculação do bondinho moderno traga de volta esse público. Essa é a expectativa de Vicente Pereira Moura, de 57 anos, gerente de um restauranta a quilo da Marechal Floriano. Ele disse que perdeu 30% da a clientela, mas ainda não conseguiu recuperá-la.
- As obras terminaram, mas ainda não deu para sentir a diferença. Para isso é preciso que as pessoas voltem a frequentar a rua. A gente contava com o VLT para isso, mas como ele ainda não está circulando fica difícil - reclamou.
Já Hélvio Ribeiro Costa, de 27 anos, vendedor de uma loja de louças disse que o movimento do estabelecimento melhorou com o fim das obras em dezembro, mas ainda não voltou ao que era antes.
- Para isso é preciso que o VLT passe a circular por aqui - acredita.
Trabalhadores da região que se beneficiariam do serviço também reclamam da demora. O servidor público, Renato Ferreira Costa, de 39, diz que vai ao aeroporto com frequência e que o VLT seria bastante útil.
-É um desperdício de dinheiro público. Não dá para entender por que ainda não está circulando.
Segundo o consórcio VLT Carioca, o custo da Linha 3 está inserido no total do projeto, de R$ 1,157 bilhão, já que há trechos compartilhados.
Veja o que disse o Consórcio VLT Carioca:
"O VLT Carioca informa que a linha 3 está pronta para operar desde dezembro de 2018. O novo trecho ligará a Central do Brasil ao Santos Dumont, em 10 paradas, sendo três delas novas. O custo da linha está inserido no total do projeto, de R$ 1,157 bi, já que há trechos compartilhados.
Hoje, as linhas 1 e 2 transportam cerca de 80 mil pessoas por dia. Com a entrada da linha 3 em circulação e a reorganização de linhas de ônibus no Centro, estima-se que o sistema possa chegar a 150 mil passageiros transportados.
Desde o início do ano, o VLT busca negociar com a prefeitura pendências financeiras que impediam a circulação por conta de impasses com fornecedores. Sem chegar a um acordo, o VLT negociou com seus fornecedores e solicitou autorização para operar o trecho em 9 de maio, sem obter retorno. Dessa forma, passageiros e comerciantes que poderiam se beneficiar da linha em operação seguem desatendidos.
Em paralelo, o VLT já se colocou à disposição para revisar a demanda contratual. A concessionária, inclusive, já oficializou essa proposta em carta, sem retorno da prefeitura.
Para o VLT, o importante hoje é que a prefeitura busque o acerto da dívida relacionada ao investimento feito pela concessionária para a implantação, que não tem relação com o número de passageiros transportados. Os acionistas investiram para construir o sistema, o que é retornado ao longo do contrato como uma espécie de financiamento a longo prazo. Com o pagamento interrompido desde maio de 2018, mesmo com recursos previstos em orçamento da prefeitura, essa dívida hoje ultrapassa os R$ 140 milhões.
O VLT Carioca reforça que, mesmo com essas dificuldades, mantém a prestação de um serviço de qualidade aos usuários, sem reduzir as operações, o que tem sido possível apenas com aportes extras realizados pelos acionistas."
O que disse a prefeitura:
"Diante de problemas encontrados no contrato de concessão do VLT, assinado pela gestão anterior, a Prefeitura do Rio decidiu rever os termos dessa Parceria Público-Privada (PPP) e o processo está em andamento. A estimativa era de que o modal transportasse cerca de 260 mil passageiros/dia, mas essa média está em 80 mil passageiros/dia. Pelo atual contrato, cabe ao município pagar a diferença de 180 mil passageiros/dia, o que representa um rombo diário aos cofres públicos de R$ 540 mil, quase R$ 195 milhões por ano."


Monotrilho acumula trapalhadas e vira herança maldita para Doria


  
08/07/2019
person Folha de São Paulo
Atrasada e com modelo inédito bancado por gestões tucanas, a linha 15-prata do metrô acumula problemas que vão de batida de trens a desabamento de um muro.
O primeiro trecho da linha foi aberto em 2014, mas até o fim do ano passado o monotrilho ainda estava oficialmente em fase de testes. As trapalhadas, que começaram ainda antes da inauguração, vêm se intensificando nos últimos meses e se tornando uma herança maldita deixada por Geraldo Alckmin (PSDB) para o governador João Doria (PSDB).
Para especialistas, a situação é reflexo da adoção de monotrilho em proporção não testado no mundo, no qual o metrô paulistano terá de aprender por meio dos próprios erros.
O monotrilho -espécie de trem com rodas, sobre um estrutura elevada -foi apresentado como uma solução rápida e barata para ligar a Vila Prudente à Cidade Tiradentes, mas virou uma obra demorada e cara.
A promessa do monotrilho vem de 2009, ainda com o então governador José Serra (PSDB). Parte das estações tiveram problemas na fase de obras e foram inauguradas às pressas pelo ex-governador Alckmin, antes das eleições onde concorreria à Presidência.
Na última semana, o muro de uma das últimas estações entregues, a Camilo Haddad, na região do Parque São Lucas (zona leste de SP), desabou sobre a escada que dá acesso à plataforma.
"Fizeram isso aí de qualquer jeito, sem viga, sem nada, apenas areia", disse o vigia José Benedito dos Santos, 63, morador da casa ao lado do muro que desabou, que ficou cheia de rachaduras. "Poderia ter matado alguém. As pessoas costumam ficar sentadas nessa escadaria."
O incidente foi o quarto relevante neste ano relacionado à linha. Os problemas começaram em janeiro, quando um equipamento chamado terceiro trilho, que fornece energia aos trens, se soltou e ficou pendurado a 15 metros do solo. A circulação foi interrompida.
Um dia depois, um incidente ainda mais grave: dois trens bateram. Como os vagões estavam vazios, ninguém se feriu.
Em maio, houve o caso de um pneu e uma composição do monotrilho que se deslocou da viga de rolamento durante uma manobra.
De acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação pelo jornal Agora, do grupo Folha, no primeiro bimestre do ano a 15-prata era linha com mais falhas notáveis, com 38% do total da rede.
Passageiros que chegam ao monotrilho vindos da linha 2-Verde relatam queda no padrão. Saem de um trem lotado, porém veloz, e entram numa composição trepidante e demorada.
O porteiro Ricardo Francisco da Silva, 38, afirma que os trens passaram a ter maior tempo de intervalo após os incidentes deste ano. "É muito lerdo. De noite, depois das 22h, às vezes esperamos bem mais de dez minutos por um trem", diz ele.
Em 2018, o intervalo médio entre trens nos dias úteis foi de quatro minutos nos horários de pico e de seis nos demais. Na linha 3-Vermelha, por exemplo, a média é de cerca de dois minutos em ambos os períodos.
Silva relata ainda que mais de uma vez foi surpreendido com a interrupção da linha para testes. "Nesses dias, colocam o Paese [ônibus que faz o mesmo trajeto] e eu chego atrasado na certa."
A fase de testes do monotrilho oficialmente acabou, mas o metrô ainda trata a linha com cuidado. Apesar de o sistema funcionar sem maquinistas, em geral um funcionário permanece no primeiro vagão, a postos para algum imprevisto.
"A linha 15 é uma experiência, inaugurada sem que todos equipamentos estivessem testados", afirma o coordenador geral do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo. "O sistema de sinalização, por exemplo, que levou aquele choque entre trens, ainda está em implantação".
Atualmente, apenas seis estações estão em funcionamento, entre Vila Prudente e Vila União. A gestão Doria, que retomou obras paradas em 2018, promete mais quatro estações para este ano e uma última, Jardim Colonial, para 2021.
O custo do trecho -de 15,3 km e 11 estações -é de R$ 5,2 bilhões.
Em 2013, o governo estadual prometeu gastar R$ 5,4 bilhões (R$ 7,4 em valores atualizados) para fazer os 26,6 km da linha, até Cidade Tiradentes. O prazo previsto no edital para a entrega de toda a linha venceu há quatro anos.
"É uma operação muito ambiciosa fazer um monotrilho trabalhar igual uma linha de metrô. Não temos precedentes no mundo", afirma o consultor Marcus Quintella, coordenador da FGV Transportes, que desenvolveu um estudo sobre monotrilhos. "Em nenhum lugar monotrilho tem um intervalo de 90 segundos, 180 segundos, querem aqui."
O consultor cita que o maior monotrilho do mundo, em Tóquio, transporta 180 mil pessoas por dia. A demanda prevista para o monotrilho até o Jardim Colonial é de 405 mil.
Quintella afirma que, devido uma série de limitações, mais das metade dos monotrilhos do mundo foi desativada. Entre os motivos apontados está o fato de o meio de transporte, que não é de alta capacidade, acabar tento um custo muito alto e exigir subsídios governamentais. 
"É um modo que hoje se mantém em cidades da Ásia muito mais como ligações para aeroportos, parques de diversões, ligações industriais, do que propriamente para transporte de massa", diz.
A gestão João Doria dá sinais de que riscou dos planos o modelo monotrilho. O governador anunciou que desistiu do projeto de construir um monotrilho até a região do ABC, que será substituído por um BRT sistema de transporte com ônibus rápidos).
O secretário de Transportes, Alexandre Baldy, usou as obras paradas de outro monotrilho, o da linha 17-ouro, como contraexemplo do que gostaria que acontecesse em São Paulo. Prometida para a Copa do Mundo de 2014, a linha é um dos maiores fracassos da gestão Alckmin.
OUTRO LADO
O Metrô afirma que o monotrilho da linha 15-prata é um "meio de transporte seguro, moderno, tecnológico e pioneiro em São Paulo".
"O projeto conta com todos os certificados de segurança exigidos pela legislação vigente no Brasil e internacionalmente", afirma a nota.
De acordo com a empresa, a recente queda de um muro divisório não estrutural "não toca, de forma alguma, a segurança da Linha 15".
Relatório interno do Metrô constatou falha humana no caso da batida entre trens, em janeiro. O documento afirma que uma ação de funcionário tornou invisível uma das composições ao sistema, causando a batida.
Já os metroviários afirmam que o monotrilho não tem um segundo sistema que conseguiria captar essa falha e corrigir o problema.
Sobre o aumento de falhas, o Metrô afirmou anteriormente que "era esperado e se deveu à implantação de quatro novas estações na linha 15-prata e a implementação desta em período integral". ​
CRONOLOGIA DE FALHAS
28 de junho - Um muro que divide a estação Camilo Haddad, do monotrilho, de casas vizinhas, desabou em área de pedestres.
16 de maio - Pneu de uma composição do monotrilho se deslocou da viga de rolamento durante uma manobra.
29 de janeiro - Dois trens se chocaram na estação Jardim Planalto.
28 de janeiro - Um equipamento se soltou, ficou pendurado a 15 metros de altura do solo e interrompeu a circulação de trens entre as estações São Lucas e Vila União.
2018 - Empresa contratada para fazer o acabamento e a instalação hidráulica de quatro estações abandonou obras e trabalhos ficam paralisados.
2015 - Governo decide congelar plano para a construção do monotrilho até a Cidade Tiradentes. Com isso, seis estações previstas inicialmente não tem mais previsão de entrega 
2014 - Uma falha no projeto do monotrilho causou paralisação da obra, uma vez que engenheiros "descobriram" galerias de águas de um córrego embaixo da av. Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello. Isso obrigou o governo a fazer um novo projeto e mudar o córrego de lugar.

Trem de passageiros entre Santos e São Paulo faz segunda viagem de teste


  27/06/2019
person G1

Mais um teste da linha férrea entre a capital paulista e Santos, no litoral de São Paulo, foi realizado nesta quarta-feira (26). A composição com dois vagões de passageiros partiu de Riacho Grande, fez paradas em Taboão da Serra e Paranapiacaba e encerrou o trajeto no bairro Saboó, em Santos.
De acordo com o deputado estadual Professor Kenny (Progressistas), a expectativa é ter um trem turístico operando já na próxima temporada. Ele destaca que as composições de passageiros ainda devem depender da interligação com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), cuja nova fase contemplará uma estação no Valongo.
A viagem na composição da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), operada pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo), durou duas horas. O objetivo é que seja criada uma linha do Expresso Turístico até Santos. Atualmente, há as linhas Luz-Jundiaí, Luz-Mogi das Cruzes e Luz-Paranapiacaba da CPTM.
Primeiro testeNa última semana, foi realizada a primeira viagem de teste. O trem saiu da estação da Luz, no Centro de São Paulo, e desceu a serra em direção ao Terminal de Passageiros de Navio de Cruzeiros de Santos. De acordo com o deputado, a estimativa é que o percurso entre a Estação da Luz e Santos, sem as paradas, dure aproximadamente 1h30.
Ainda segundo o deputado estadual, outras estações estão sendo estudadas para serem colocadas no trajeto. O preço sugerido também está sendo estudado. A previsão é que a passagem varie entre R$ 15 e R$ 20.
Proposta antiga
Em 2017, o secretário de Turismo de Santos, Rafael Leal, apresentou a proposta de reativação da linha turística ao secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. De acordo com a pasta, são feitas gestões junto à Secretaria de Estado dos Transportes há mais de dez anos.


sexta-feira, 28 de junho de 2019

Publicada resolução favorável às concessões da Trensurb e da CBTU


·         24/06/2019
·         Notícias do Setor ANPTrilhos



O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República publicou, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24), a resolução em que opina favoravelmente à concessão da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e da Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre) à iniciativa privada. Agora, a medida deverá ser submetida à deliberação do presidente Jair Bolsonaro.
A resolução estima que o edital para licitação da Trensurb será publicado no 1º semestre de 2021, com leilão no 2º semestre do mesmo ano; para o da CBTU, a estimativa é de publicação do edital no 2º semestre de 2021, com leilão em 2022.
O Conselho argumenta, na resolução, que é necessário “ampliar as oportunidades de investimento e emprego no país e estimular o desenvolvimento econômico nacional, em especial por meio de ações centradas na ampliação e na melhoria da infraestrutura”. Além disso, aponta a necessidade de melhorar os serviços prestados pelas empresas.
As duas estatais fizeram parte dos 59 projetos qualificados pelo Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), na primeira reunião realizada sob a gestão de Bolsonaro, para integrarem o programa.

domingo, 16 de junho de 2019

O Trem da Vale está de volta a Mariana


  14/06/2019
person Portal da Cidade



Depois de 3 meses parado para manutenção, o Trem da Vale voltará a realizar o seu trajeto entre as duas cidades históricas de Minas Gerais em novos horários, com saídas marcadas para às 9h e 14h de Ouro Preto, e 11h30 e 16h30 de Mariana.
De acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Efraim Rocha, a alteração dos horários será um ganho para Mariana. "É uma satisfação para nós o regresso do Trem, uma grande atração turística de nossa cidade. Ficamos felizes também em saber que agora os turistas ficarão mais tempo em Mariana, antes de regressarem para Ouro Preto. Isso movimenta mais a nossa cidade e aquece a economia", destacou.
Para marcar seu retorno, durante os meses de Junho e Julho haverá uma tarifa promocional para marianenses e ouro-pretanos. A tarifa será de R$35, ida e volta, em alta temporada; e R$29, ida e volta, em baixa temporada. Crianças de colo até 5 anos não pagam. Crianças de 6 a 16 anos, idosos a partir de 60 anos, e estudantes (mediante apresentação de RG e carteira de estudante dentro do prazo de validade) pagam meia-entrada. Acesse Trem da Vale para conferir todos os detalhes.


quarta-feira, 29 de maio de 2019

Aeroporto de Guarulhos terá trem entre terminais de passageiros e linha da CPTM


  29/05/2019
person Estadão
  
Governo federal quer monotrilho entre CPTM e terminais. Foto: Felipe Rau/Estadão

Transporte será gratuito e terá capacidade para 2 mil passageiros por hora; obras serão iniciadas em setembro e deverão ficar prontas até maio de 2021
A concessionária GRU Airport, que opera o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, construirá um trem tipo monotrilho para conectar o aeroporto e a Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O anúncio foi feito nesta terça-feira, 28, pelo governador João Doria (PSDB) na presença do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Hoje, essa ligação é feita por ônibus.
Doria vinha intermediando o diálogo entre a GRU e a União para a execução da obra desde que assumiu o cargo, uma vez que o Estado não tem atribuição para fazer a obra na área federal. O acordo  prevê que a GRU executará a obra em troca do abatimento dos custos   na parcela anual de outorga que paga para a União, que é de cerca de R$ 870 milhões. O valor estimado com a obra é de R$ 175 milhões. A operação tem um gasto estimado em até R$ 70 milhões ao ano.
Quando a gente faz as contas, vale muito a pena. O recurso da outorga vai para o Fundo Nacional da Aviação Civil, que está superavitário, dando conta da demanda de investimento nos aeroportos regionais, e nos permite fazer esse investimento, que no final se reverte em valorização do equipamento que nos temos (o aeroporto), disse o ministro Freitas.
O diretor presidente da GRU, Gustavo Figueiredo, afirmou que, em um primeiro momento, não era obrigação da concessão a construção do transporte, mas que a obra estará equacionada com outros investimentos planejados pela GRU, como a ampliação dos terminais. Temos um grupo de trabalho formado por especialistas da CPTM que estão nos ajudando bastante nesse processo, afirmou. A controladora da GRU, a Invepar, também controla empresas que operam ramais de metrô e VLT no Rio.
Promessa é que obras começam e setembro
O modelo exato do monotrilho não está definido. O que foi anunciado é que serão dois trens, com dois ou três vagões cada, que farão a ligação da Estação Aeroporto com os terminais 1, 2 e 3, em um percurso de 2,6 quilômetros. O embarque será gratuito. O tempo entre a estação e o terminai 3, o internacional, será de até 6 minutos, segundo Doria. A capacidade é de 2 mil passageiros por hora em cada sentido. É uma versão menor do que os monotrilhos da cidade, cuja capacidade supera os 40 mil passageiros.
As obras terão o início em setembro, disse o governador, e devem durar até maio de 2021. A GRU tem um grupo de trabalho com técnicos da CPTM para definir os detalhes da construção. O tempo de viagem da Luz até o terminal 3 será de 46 minutos, completou Doria.
Ao término da concessão da GRU, em 2032, os trens terão a propriedade transferida para a união. O traçado da obra é inteiro no terreno do aeroporto, que também é federal. Assim, não serão necessárias desapropriações.
Mais trens e horários
Em 2019, Cumbica está tendo uma média de 3,5 milhões de passageiros por mês, que usam 22 mil voos mensais. Na Linha 13 da CPTM, há média de 270 mil usuários - 168 mil usam a Estação Aeroporto.
Na coletiva em que o projeto foi anunciado, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, anunciou que os oito trens especiais para a linha, com bagageiro para malas, começam a chegar a partir de agosto. Eles foram comprados ainda na gestão Geraldo Alckmin (PSDB).
Baldy prometeu que, ainda neste ano, apresentará soluções para aumentar o número de viagens do aeroporto até as estações Brás e Luz, onde há conexões com o Metrô. Atualmente, essa ligação só ocorre em horários especiais e, no caso da ligação com a Luz, há cobrança de tarifa extra. As partidas rotineiras, a cada 15 minutos, ligam a linha do aeroporto com outra linha da CPTM, e a viagem até o centro da cidade supera o templo de uma hora e meia.