segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Governo de SP anuncia 4º atraso em obra e admite que monotrilho não fica pronto para Copa

Vinícius Segalla
Do UOL, em São Paulo

A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, um monotrilho que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede de trens metropolitanos da capital paulista, a única obra de responsabilidade do governo do Estado de São Paulo que consta na Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo de 2014, não irá ficar pronta a tempo do Mundial de futebol, de acordo com informação do gabinete do governo estadual passada ao UOL Esporte na última segunda-feira.

UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA
Assim, o Estado de São Paulo admite uma realidade revelada pelo UOL Esporte há sete meses, a de que o governo não seria capaz de cumprir o compromisso que tomou para si em janeiro de 2010, ao assinar a Matriz de Responsabilidades, documento firmado por União, Estados e cidades-sedes que traz as obras que seriam executadas para o torneio de 2014.

Orçada em R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 1,082 bilhão em recursos federais de uma linha especial da Caixa Econômica Federal criada exclusivamente para financiar obras essenciais para a Copa, a linha terá 17,7 quilômetros de extensão e 18 estações. Haverá conexões com as linhas 1-Azul (Estação Jabaquara), 4-Amarela (Estação São Paulo-Morumbi) e 5-Lilás (Estação Água Espraiada), bem como à Linha 9-Esmeralda da CPTM (Estação Morumbi). 
Quando o Estado assinou o compromisso constante da Matriz, a previsão era entregar a obra toda a tempo da Copa do Mundo. Já quando o governo de São Paulo assinou o contrato com o consórcio vencedor da licitação para construir o monotrilho (formado pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, CR Almeida, Scomi Engineering e MPE), em julho de 2011, o Estado já trabalhava com prazos diferentes dos iniciais. 

À época, a previsão passou a ser entregar dois terços da obra até meados de 2014. O terceiro trecho passou a ter previsão de entrega para meados de 2015. Já em novembro do ano passado, conforme também revelou o UOL Esporteo Estado passou a dizer que, a tempo para a Copa do Mundo, apenas pouco mais de um terço da linha, ou 7,7 quilômetros dos 17,7 quilômetros previstos, estariam prontos.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos informou que a redução do compromisso paulista para a Copa acontecia porque, quando a Matriz de Responsabilidades fora assinada, esperava-se que o estádio a ser utilizado para a Copa do Mundo seria o Morumbi, destino final da Linha 17-Ouro. Agora que o estádio será no bairro de Itaquera (zona Leste), o projeto deixara de ser prioridade. 

"Com a mudança do estádio da zona sul para a zona leste, o trecho estratégico da Linha-17 para a Copa do Mundo passou a ser a ligação do Aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária, passando por uma importante zona hoteleira.  Este trecho estará pronto até a Copa", informou, há um ano, a pasta estadual ao UOL Esporte.

Em abril deste ano, porém, o UOL Esporte revelou que o contrato firmado entre o governo do Estado de São Paulo e o consórcio responsável pela construção da Linha-17 do Metrô determina que a obra tem que ser entregue até o dia 27 de junho de 2014, ou seja, 15 dias após o início da Copa do Mundo de 2014.

SÃO PAULO NÃO ESTÁ SOZINHA
Das cinco cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 que incluíram em seu planejamento oficial para o evento a construção de linhas de trem de superfície, quatro não deverão entregar as obras antes do início do Mundial de futebol, em junho de 2014. São elas: Brasília, Cuiabá, Manaus e São Paulo.

Depois que a reportagem foi publicada, a Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos enviou uma nota à redação, afirmando que, "apesar de o referido contrato determinar que a obra tem que ser entregue até o dia 27 de junho de 2014, a secretaria trabalha para entregar a primeira fase da Linha-17 até o dia 31 de maio de 2014".

No dia 7 deste mês, porém, o governador Geraldo Alckmin rendeu-se à realidade. Durante visita ao canteiro de obras do monotrilho, na avenida Jornalista Roberto Marinho, ele afirmou: "A obra será entregue no segundo semestre." E justificou: "Não é uma obra para a Copa do Mundo, mas para a cidade".

O UOL Esporte, então, voltou a procurar a Secretaria de Estado de Transporte Metropolitanos, que manteve o discurso de abril de 2012, embora atenuado: "O Metrô irá fazer o máximo esforço para entregar a obra a tempo da Copa do Mundo". A reportagem, então, entrou em contato com o gabinete do governador. A assessoria do órgão informou, então, que o que o governador havia dito estava correto: não haverá monotrilho antes da Copa.

Com a confirmação oficial, a obra corre o risco de perder o financiamento federal, de mais de R$ 1 bilhão, já que a linha da Caixa tem condições especiais específicas para obras da Copa. No fim deste mês, será publicada uma atualização da Matriz de Responsabilidades. O Ministério das Cidades, responsável pelo financiamento das obras de mobilidade urbana da Copa,foi procurado pela reportagem, para que informasse se monotrilho paulista deixaria de constar na Matriz. A resposta da pasta foi a que segue:

"A Matriz de Responsabilidades, sob coordenação do Grupo Executivo da Copa (Gecopa), passa por revisões periódicas, podendo envolver a inclusão ou a exclusão de empreendimentos, obedecendo aos critérios estabelecidos pelo Gecopa para esta revisão. Uma nova revisão da Matriz está em fase final de consolidação." O que isso significa, só esperando até o final do mês para saber.

Mangaratiba fecha parceria para trem turístico

01/11/2012
A prefeitura de Mangaratiba (RJ) deu no último dia 29 de outubro mais um passo para a continuidade do projeto Trem dos Mares Costa Verde. O secretário de Assuntos Estratégicos da cidade fluminense, Francisco Ramalho esteve em Santos Dumont (MG) para se reunir com representantes da associação Movimento Nacional Amigos do Trem. No encontro, foi fechada uma parceria entre a prefeitura de Mangaratiba e a associação e apresentado o veículo que fará o passeio.

“Esse encontro foi muito positivo, pois fechamos a parceria. Eles vão nos ceder a composição do modelo litorina, de cabine única com capacidade para 80 pessoas, que vai percorrer o trajeto de 18 quilômetros. Em contrapartida, iremos absorver a mão de obra especializada deles que conta com maquinista, mecânicos, equipe de manutenção e outros setores específicos”, explicou o secretário Francisco Ramalho.

Para Antônio Pastori, assessor da Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro, a implantação do projeto de Mangaratiba é muito importante para o turismo no estado. “Hoje, no Estado do Rio só temos o Corcovado como trem turístico, que leva cerca 800 mil passageiros por ano. Este seria o segundo, daí a enorme importância deste projeto”.

No dia 21 de novembro haverá uma reunião para definir o início da operação, análise de dados de controle, exigências pendentes para o funcionamento, desvios, engate de linhas e discussão das licenças.

O Trem dos Mares Costa Verde percorrerá um trecho 18 quilômetros, entre a estação Itacuruçá e a praia de Santo Antônio. A Serra Verde Express será a responsável pela operação do trem turístico, prevista para fevereiro de 2013.
RF

Estação do metrô de Fortaleza no Centro é inaugurada

Com nova estação, Metrofor vai de Maracanaú ao Centro de Fortaleza.
Outras duas estações devem concluídas até 2013.

Do G1 CE  - 24/10/2012
Quando concluída, linha Sul do Metrofor terá percurso de 24 quilômetros (Foto: André Teixeira/G1)

A estação São Benedito do Metrô de Fortaleza, no Centro da cidade, foi inaugurada na manhã desta quarta-feira (24). Com a nova estação, o metrô faz rotas de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, à Avenida Tristão Gonçalves.

O metrô chegou até a estação São Benedito pela primeira vez com passageiros nesta manhã. Da estação anterior, no Bairro Benfica, o trajeto leva cerca de um minuto. “Preservem esse metrô, que ele é de vocês. Com esse equipamento vamos ajudar a desafogar a mobilidade urbana na cidade”, afirmou Domingos Filho, governador do Ceará em exercício.

O metrô de Fortaleza funciona em fase de teste sem cobrança de bilhete, das 8h às 12h, de segunda-feira a sexta-feira. Outras duas estações devem ser inauguradas em 2013, que vão completar a linha Sul do Metrofor. Quando estiver concluído, o trecho total da linha será de 24 quilômetros.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Obras de transportes da Copa recebem só 10% do previsto


Autor(es): Por Edna Simão | De Brasília
Valor Econômico - 13/11/2012

De um total de R$ 7,2 bilhões em investimentos previstos para obras de mobilidade urbana nas cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, apenas R$ 711 milhões, menos que 10%, foram liberados até o dia 15 de setembro, segundo balanço do Ministério das Cidades.

Por enquanto, somente Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Curitiba começaram as obras e estão executando os recursos. Já nas cidades de Manaus, Brasília e Natal, não há previsão do início dos empreendimentos. "A maioria das obras vai estar pronta até maio de 2014. As obras que não estão iniciadas são quatro ou cinco. O que não dará tempo para algumas para a Copa das Confederações", disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

Independentemente dos atrasos, o ministro reforçou ao Valor que a Copa do Mundo de 2014, ao contrário do que muitos pensam, vai deixar legado na área de mobilidade urbana. "Vai ter legado. Não tem como não ter", afirmou. Segundo ele, o governo pretende dar prioridade aos trechos das obras que atendem diretamente aos jogos do mundial.

Esse é o caso do monotrilho de Manaus. A expectativa do ministro é de que essa obra esteja finalizada em junho de 2014. Para tentar contornar esse problema, a matriz de responsabilidade da Copa do Mundo deverá ser novamente revisada, dando prioridade ao trecho que atenderá o público que assistirá aos jogos da Copa. "Vamos revisar a matriz de responsabilidade para ver qual é a situação da obra. Não estaria pronta a obra toda para Copa. A parte técnica está sendo analisada", frisou Ribeiro.

O ministro ressaltou que houve aceleração dos desembolsos entre junho e setembro. Um exemplo disso são as liberações para os empreendimentos em Belo Horizonte. "Na última análise, o desembolso era de cerca de 6%. Agora tínhamos 30% de um investimento total de R$ 1,23 bilhão", disse. No caso de Recife, foram liberados R$ 80,525 milhões dos R$ 678 milhões previstos. Na cidade de Curitiba, do total de R$ 440 milhões foram desembolsados R$ 1,582 milhão.

Um levantamento do Tribunal de Contas a União (TCU) sobre obras da Copa do Mundo, divulgado na sexta-feira, mostra, no entanto, uma situação preocupante. Não houve muita mudança em relação ao relatório de novembro de 2011, quando se temia que os atrasos na definição de projetos e no início das obras pudessem criar o risco de que os empreendimentos fossem realizados às pressas, "baseadas em projetos sem o devido amadurecimento quanto ao seu detalhamento técnico".

"Passados aproximadamente oito meses, pode-se concluir que houve uma modesta evolução na situação dessas obras. Se por um lado, dos 49 empreendimentos, faltam apenas cinco operações a serem contratadas junto à Caixa, por outro, em apenas 11 contratos houve desembolsos pela instituição financeira. Em 33 operações há uma série de pendências para a liberação do primeiro desembolso. Observou-se ainda que boa parte das obras ainda não foi sequer iniciada", informou o relatório.Considerando a situação das obras em julho deste ano, o documento destacou a existência de indícios de que alguns empreendimentos não ficarão prontos até a Copa.

Governo discute implantação de VLT na região Metropolitana

Governo discute implantação de VLT na região Metropolitana

O Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas de Alagoas esteve reunido, nessa quinta-feira (8), com as empresas interessadas em participar do processo que vai viabilizar a implantação de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na região Metropolitana de Maceió. O encontro ocorreu na sede da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) e contou com as participação de representantes das empresas Andrade e Gutierrez, ATP Engenharia, Construcap, Planos Engenharia e o consórcio OAS-Queiroz Galvão.

A reunião foi realizada com o propósito de esclarecer os detalhes técnicos e operacionais do projeto que prevê o desenvolvimento, implantação, construção e operação do VLT. As empresa têm até o dia 23 de fevereiro de 2013 para encaminhar os projetos básicos e estudos de viabilidade do empreendimento ao Conselho Gestor, que avaliará e decidirá qual a modelagem que melhor atende as exigências do Governo de Alagoas.

"Nosso papel é realizar os processos com a maior transparência possível. Pensando nisso, reunimos todas as empresas para que as informações fossem transmitidas de maneira unificada, iniciativa que mostra o compromisso do Governo de Alagoas e torna as construtoras mais habilitadas a executarem os serviços", declarou o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes.

De acordo com Roberta Rosas, superintendente de Transportes e Logística da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), o Governo do Estado e a União investirão R$ 280 milhões para a construção do VLT. Os recursos serão viabilizados através do Programa de Aceleração do Crescimento de Mobilidade (PAC 2), do Governo de Federal. A previsão é que a ordem de serviço seja assinada até dezembro de 2013, para que nos primeiros meses de 2014 a construção seja iniciada.

Projeto

O VLT vai ligar o centro de Maceió ao Aeroporto Zumbi dos Palmares com um linha de mão-dupla nas avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro. A perspectiva é que cerca de 140 mil passageiros utilizem o Veículo Leve Sobre Trilhos diariamente.

Estão previstas a construção de 17 estações para o VLT, que possibilitam pagamento antes do embarque, fator que reduz o tempo de deslocamento, garantindo maior velocidade e eficiência operacional no eixo de implantação do sistema.

Fonte: Ascom/Seplande

Estudo vai criar primeiro VLT elétrico do Brasil

Estudo da Itaipu Binacional vai transformar modelo a diesel para 100% movido à eletricidade

5/Novembro/2012 http://www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais/estudo-vai-criar-primeiro-vlt-eletrico-do-brasil-273058-1.asp
Gustavo Jazra
A Itaipu Binacional iniciou os estudos para a instalação do primeiro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) elétrico do Brasil. Na etapa inicial do trabalho, um modelo a diesel da empresa cearense Bom Sinal será transformado em elétrico.

De acordo com o engenheiro Celso Novais, coordenador do Projeto Veículo Elétrico (VE), essa fase de estudos deve durar um ano e meio. A segunda etapa terá o mesmo tempo de duração e se destinará à remoção das catenárias, cabos de alimentação externa que são instalados sobre os trens. Além de possibilitar o abastecimento sem fio, a remoção contribui também para reduzir em um terço o valor da instalação do VLT elétrico.

A intenção de Novais é utilizar um sistema de abastecimento alternativo, diferentes dos comumente usados nas versões europeias. Por isso serão estudados sistemas sem fio de recarga e de recarga nas paradas.

Espera-se que o VLT atinja uma velocidade de 170 quilômetros por hora, em comparação aos 120 da versão a diesel. O mock-up tem capacidade mínima de dois vagões de até 96 passageiros cada, podendo ser configurado para carregar quatro vagões.

Com o estudo, se confirmará seu potencial para transporte urbano de passageiros, bem como sua utilização em trechos intermunicipais.


CAF e Alstom fornecerão 15 novos TUEs para a Trensurb

09/11/2012

O consórcio FrotaPoA, composto por CAF  e a Alstom, foi o vencedor da licitação para o fornecimento de 15 novos TUEs, com quatro carros cada, para a Trensurb. O consórcio apresentou o valor global de R$ 243.756.000,00. As empresas apresentaram a documentação exigida na licitação nesta quinta-feira (08/11), em Porto Alegre (RS).

Segundo cronograma inicial, o consórcio terá 18 meses, a partir da assinatura do contrato, para fornecer o primeiro trem e mais oito meses para fornecer os veículos restantes. Os primeiros trens devem estar em operação em 2014.

Os novos trens terão ar condicionado com regulagem automática de temperatura, sistema de comunicação multimídia, painéis com mapa dinâmico da linha, iluminação interna com LED, cinco dispositivos de fixação de bicicletas em um dos carros intermediários, sistema de detecção de incêndio, inibição de abertura de portas fora da área da plataforma, sistemas de autodiagnóstico e monitoramento de falhas, capacidade de operação em modo de condução manual ou automática, entre outros.

A licitação foi realizada pelo Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) e seguiu o decreto 7.812/12, que estabelece a aplicação de margem de preferência de 20% para a produção nacional em licitações realizadas no âmbito da administração pública federal para aquisição de veículos para vias férreas.