sexta-feira, 10 de maio de 2013

PAC 3 chega em setembro

A presidente Dilma Rousseff vai deflagrar em setembro, pouco antes do período de um ano até as eleições, uma série de anúncios de concessões que integram a expectativa de R$ 500 bilhões em investimentos na infraestrutura ao longo de três décadas.

Os destaques do esforço para lançar editais e fazer leilões deverão ser contemplados pela propaganda oficial como a terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre eles, estão as licitações de dois grandes aeroportos, de rodovias federais e do Trem de Alta Velocidade (TAV), carro-chefe dos PACs 1 e 2, que ainda não saiu do papel.

Lançado em janeiro de 2007, o ousado portfólio de obras da União ganhou a marca PAC 2 em março de 2010, começo do último ano da Era Lula, como relançamento e sinal de continuidade. Em seis anos, o programa do qual Dilma foi denominada ―mãe, tem avançado com dificuldades, mas ganha mais fôlego nos anos eleitorais — 2008, 2010 e 2012. Em 2014 não deverá ser diferente.

Quando setembro vier, o Planalto espera deixar o terreno pronto para, em 2014, acelerar projetos de ampliação e modernização de rodovias, portos, ferrovias e aeroportos. A chefe do Executivo ainda vai se dedicar a uma maratona de inaugurações até 7 de julho do próximo ano, dentro do prazo autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de três meses antes das urnas.

Após conseguir avanços no seu relacionamento com o Tribunal de Contas da União (TCU), o governo deverá tentar vencer outras barreiras burocráticas para viabilizar seu plano de obras, a mais eficaz política para animar a economia.

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wellington Moreira Franco, confirmou ao Correio que recebeu a missão de promover o leilão dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG) em setembro. O governo anunciou, no fim de 2012, que os editais deverão ser publicados em agosto e estima investimentos de R$ 11,4 bilhões das futuras concessionárias. A exemplo do modelo adotado nas disputas pelos terminais de Brasília, Guarulhos (SP) e Campinas (SP), participarão consórcios formados por grupos privados com grandes operadores internacionais.

Retomada
O primeiro contrato de concessão rodoviária da gestão Dilma foi assinado no último dia 17 com quase um ano de atraso em razão de impasses na Justiça. O vencedor do leilão do trecho da BR 101, que percorre todo o Espírito Santo, vai investir R$ 2,7 bilhões em 25 anos de concessão. Durante a assinatura do contrato, o ministro dos Transportes, César Borges, evitou chamar o anúncio de ―símbolo da retomada do Programa de Investimentos em Logística (PIL), dentro da terceira etapa das concessões rodoviárias federais, que prevê 6 mil quilômetros em sete trechos. ―Só cumprimos uma etapa, afirmou. O PIL prevê R$ 42 bilhões em três fases, sendo R$ 23,5 bilhões nos primeiros cinco anos.

VLT Natal

Os primeiros Veículos Leves Sobre Trilhos (VLTs) para o sistema de trens urbanos de Natal chegam à cidade em março do próximo ano. A informação foi confirmada ontem pelo superintendente local da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), João Maria Cavalcanti.

Enquanto as máquinas não chegam, uma outra questão ainda não foi resolvida: a CBTU precisa de recursos na ordem de R$ 60 milhões para mudar os trilhos e reformar todas as estações que compõem o sistema. O dinheiro não está assegurado, mas o superintendente garante que o novo sistema será implantado.

“Se os veículos chegassem hoje, era possível colocá-los para funcionar, mas queremos modernizar todo o sistema”, explicou.

A empresa responsável pela fabricação dos veículos leves que serão utilizados em Natal é a Bom Sinal Indústria e Comércio Ltda que venceu o processo licitatório em novembro do ano passado. Pela fabricação dos 12 VLTs, a empresa receberá R$ 144 milhões. A verba tem como origem o
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos.

Os veículos são fabricados em Barbalha-CE e, periodicamente, uma equipe da CBTU vai à fábrica conferir o trabalho. A mais recente visita ocorreu no último dia 18. O gerante operacional da companhia, George de Brito, foi ao local para constatar o andamento do processo de fabricação a fim de garantir o cumprimento dos prazos para entrega e a qualidade dos serviços.

Enquanto os veículos não ficam prontos, os trabalhos em Natal já começaram. Desde novembro do ano passado, o pátio da CBTU recebe material que servirá para recuperação da malha férrea. Até agora, foram recuperados dois quilômetros da malha que tem 56 km, no total.

“Estamos mudando os trilhos, dormentes e caixa de brita do sistema”, disse João Maria.

A CBTU tem assegurado dez quilômetros de trilhos mais resistentes e 15 mil unidades de dormentes de concreto – que substituirão os dormentes de madeira. Falta dinheiro para adquirir o restante do material, pagar a mão de obra e reformar as estações de embarque e desembarque.

Segundo o superintendente, são necessários mais R$ 60 milhões para os serviços. A verba não está assegurada.

“Vamos conversar com a bancada federal potiguar e solicitar que eles encaminhem emendas para essas obras”, disse João Maria.

Cada VLT será constituído por três carros – com cerca de 18 metros de comprimento – e capacidade para 600 pessoas. Os veículos serão acessíveis para portadores de deficiência física, terão assentos preferenciais e ar condicionado.

CBTU e Semob vão estudar possibilidades de integração

A partir da próxima semana, a CBTU vai estudar com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) quais as possíveis possibilidades de integração dos dois sistemas públicos de transporte de passageiro: ônibus e trem.

“E essa conversa começa com atraso. Deveríamos ter um planejamento elaborado há muito tempo”, ponderou o superintendente da CBTU.

Não está confirmado se a integração de fato vai existir. Uma das dificuldades é o valor cobrado por cada sistema. Enquanto a passagem de ônibus custa R$ 2,20, a passagem de trem custa R$ 0,50.

Semob e CBTU também vão analisar como será feito as intervenções nas avenidas por onde o trem passa. Com o funcionamento integral do VLT, as viagens serão a cada 22 minutos. Como esse fluxo impactará no trânsito de Natal ainda é uma incógnita. A CBTU quer que a Semob apresente alternativas para os pontos onde o trilho corta as avenidas.

Quanto ao eixo Norte, ligando o conjunto de Nova Natal ao bairro da Ribeira, em uma extensão de 14,56 km, proposto para o PAC 2 - Mobilidade das Grandes Cidades, a CBTU não recebeu confirmação por parte do Governo do Estado acerca da execução do projeto. Em agosto do ano passado, o Governo anunciou que seis novos veículos VLTs fariam o transporte de até 50 mil passageiros por dia no eixo Norte. À época do anúncio, a titular da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN), Kátia Pinto, informou que o investimento seria de R$ 136,5 milhões, onde R$ 74 milhões são do OGU e R$ 62,5 milhões serão financiados.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Metrô do Recife tem problemas e dificulta acesso à Arena da Copa

Em 12 estações, não há elevadores. Em 13, inexistem escadas rolantes. Além disso, ventiladores não funcionam, faltam banheiros e sobram goteiras .

O turista que, daqui a um mês e meio, desembarcar no Recife para acompanhar a Copa das Confederações e depender do Sistema Estrutural Integrado (SEI) precisará de coração forte antes mesmo de a bola rolar. O caminho para a Arena Pernambuco é tortuoso. O Jornal do Commercio cumpriu o percurso de metrô na última semana, desembarcou em seis estações da Linha Sul e nos 14 terminais da Linha Centro, avaliou seus entornos e encontrou duas realidades distintas. Modernas, as estações da Linha Sul atendem aos critérios de acessibilidade .

Na Linha Centro, no entanto, a infraestrutura ignora as necessidades de idosos, gestantes e deficientes físicos. Em 12 estações da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), não há elevadores. Em 13, inexistem escadas rolantes. Ventiladores sem funcionar, goteiras, ausência de banheiros e trens velhos jogam contra os passageiros. Os Terminais Integrados (TIs), mesmo recém-inaugurados, também apresentam deficiências.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

BH implanta BRT inspirado no modelo curitibano

Capital mineira está em fase de finalização das obras do seu BRT, que ligará Venda Nova, Pampulha, Região Norte, Leste, Centro e Centro-Sul

Como toda capital, Belo Horizonte também compartilha de um dos principais problemas do país: a falta de mobilidade urbana. A cidade sofre com engarrafamentos quilométricos, um sistema de transporte já saturado e ineficaz e superlotação do metrô e ônibus.

Em estudos recentes, a prefeitura de Belo Horizonte buscou avaliar qual o melhor sistema de transporte para a capital mineira. Foram levados em consideração vários modos de transportes, entre eles: a ampliação do metrô; implantação de um BRT na já existente Bus Way das Avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado; o trólebus; e mesmo o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foi cogitado.

A solução a que os técnicos chegaram como a melhor para o transporte público da capital mineira foi encontrada a partir do modelo da cidade de Curitiba. Com pouco mais de 1,7 milhão de habitantes, a capital do Paraná destaca-se por seu transporte público, considerado dos melhores da América Latina e que inspirou o TransMilênio de Bogotá.

Escolhido o sistema de BRT de Curitiba, a capital mineira já está em fase de finalização das obras do seu BRT, que vai ligar Venda Nova, Pampulha, Região Norte, Leste, Centro e Centro-Sul da cidade. O sistema transportará mais de 1 milhão de pessoas por dia e a expectativa é que desafogue o Metrô e os ônibus convencionais.

Vale lembrar que a primeira opção da capital para o investimento em transportes era o metrô, mas como se avaliou que a obra duraria muitos anos para ser finalizada, a prefeitura decidiu optar pelo BRT.
Além de mais rápido, o sistema utilizou as já prontas Bus Way das Avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado.

Trem do Pantanal confirma a próxima viagem para o dia 18 de maio

O Trem do Pantanal, um dos produtos do Grupo Serra Verde Express, já está com data marcada para sua próxima saída em 2013. No dia 18 de maio, as buzinas vão soar em Campo Grande rumo à Estação de Miranda.

Recheada de história, a viagem proporciona muita cultura, apresentando ao público os costumes e artesanatos locais. Após algumas paisagens do Pantanal, a primeira parada do trem acontece em Aquidauana.

A pacata cidade, fundada em 1892 por coronéis e pelo major Teodoro Rondon, foi considerada por anos a mais desenvolvida do antigo Estado do Mato Grosso. Um dos motivos da fama era a estrada de ferro, que engrandecia o mercado regional. Aos turistas que querem aproveitar a

Ministério lança consulta do Trem Pé-Vermelho

18/04/2013
O Ministério dos Transportes está fazendo uma consulta pública para colher informações da população sobre o Trem Pé-Vermelho, que faria a ligação entre as regiões metropolitanas de Maringá e Londrina. A intenção é buscar dados da comunidade para melhorar o estudo de viabilidade econômico-financeira feito pelo governo federal.

Inicialmente, o trem passaria por um trecho de 122 quilômetros, mas há a possibilidade que a linha vá de Ibiporã (16 km de Londrina) a Paiçandu (16 km de Londrina), o que acarretaria em um distância de 152,7 quilômetros entre os dois extremos na linha ferroviária.

A linha integra os municípios de Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e Ibiporã. As pessoas podem enviar opiniões sobre o estudo até o dia 30 de abril. As fichas da consulta estão disponíveis no site do Ministério dos Transportes.

O Trem Pé-Vermelho é uma reivindicação antiga da região norte do Paraná para aumentar a mobilidade entre os municípios e contribuir com o desenvolvimento econômico. Os recursos para elaboração do projeto executivo da linha ferroviária virão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Obras do VLT devem começar em maio na Baixada Santista

Previsão é que o término do primeiro trecho aconteça em junho de 2014.

Trajeto terá 9,5 km e contará com 14 estações de embarque / desembarque.

A obra de construção do primeiro trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) deve começar em maio deste ano. A previsão é que o término aconteça em junho de 2014. O equipamento irá ligar as cidades de Santos e São Vicente.

O trajeto do VLT terá 9,5 km e contará com 14 estações de embarque/desembarque, além do Terminal Barreiros, em São Vicente, e a Estação de Transferência Conselheiro Nébias, em Santos. O veículo irá ligar o canal dos Barreiros até a avenida Conselheiro Nébias, em Santos.

Para viabilizar a passagem do VLT estão previstas, também, uma travessia sob a rodovia dos Imigrantes, o viaduto Antônio Emmerick e a ampliação do túnel no bairro do José Menino, em Santos.

Já o segundo trecho, que liga o Porto, a avenida Conselheiro Nébias e o Valongo, encontra-se na fase de licenciamento ambiental e as obras estão previstas para serem iniciadas em julho de 2013, com conclusão prevista para julho de 2014.

A previsão é de que a entrega de todos os veículos esteja concluída até maio de 2015. A previsão é de que 70 mil usuários usem o VLT por dia útil nos dois trechos.

O nome do consórcio que vai fazer o serviço foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo no último sábado (20). O vencedor da concorrência, da qual participaram cinco consórcios, foi o Expresso VLT Baixada Santista, consórcio formado pelas empresas Construtora Queiroz Galvão S.A. e Trail Infraestrutura Ltda. A proposta ganhadora foi de mais de R$ 313 milhões.