sexta-feira, 21 de junho de 2013

Tarifa zero?

Licinio da Silva Portugal*
O setor de transporte público é sabidamente vital para uma metrópole ao afetar não só a mobilidade da população como ao impactar o ambiente e o desempenho socioeconômico.  Não é por acaso que as cidades com melhor qualidade de vida também apresentam adequados sistemas de transportes. No Brasil, mesmo reconhecendo o esforço nos últimos anos em reverter o quadro caótico do  transporte urbano, fruto de décadas de abandono, muito  trabalho ainda há por se fazer.

Por ser usado coletivamente e cotidianamente, o transporte público se caracteriza por sua capacidade de aglutinar pessoas e potencializar manifestações. Mesmo na época da ditadura, algumas das poucas manifestações populares ocorreram em estações de trem e terminais rodoviários a partir de falhas e defeitos nos transportes. Claro que eram ações isoladas e desorganizadas, exprimindo um gesto de desespero individual mas inspirado pela força do coletivo.

Além dessas manifestações pontuais, a população vem convivendo passivamente com um serviço que normalmente é de má qualidade. Entretanto, ela tende a ser  mais sensível e crítica à tarifa cobrada. O movimento Passe Livre sugere isso com destaque à proposta Tarifa Zero. Naturalmente a tarifa, pela sua relevância e visibilidade, tem um grande apelo, mas ela reflete apenas um dos sintomas que expressam os problemas de transportes em nossas principais cidades.
Vale a pena ressaltar que a tarifa resulta fundamentalmente: a)  do custo para se fornecer o serviço de transporte para cada passageiro e b) da parcela que será subsidiada pelo governo e empregador, sendo que neste artigo optamos por abordar apenas o primeiro tema, o custo associado ao transporte público, que depende de vários fatores,  dentre os quais destacamos:

-  A organização espacial das atividades socioeconômicas. Ou seja, se espera que um desenvolvimento mais compacto e equilibrado, buscando um melhor balanceamento entre moradias e empregos e uma maior proximidade entre elas e demais atividades, contribua para deslocamentos mais curtos, que podem ser realizados a pé e por bicicleta, requerendo menos infraestruturas para o transporte motorizado e minimizando os custos derivados.

- Na medida em que se deve garantir o acesso da população a todo o território metropolitano, pressupõe-se ser necessária uma rede estruturante de transporte, compatível com princípios de equidade e de desenvolvimento sustentável, e  que proporcione  a integração entre as diferentes modalidades. De tal forma que as modalidades de maior capacidade, como o trem e o metrô, assumam um papel principal no sistema e sejam alimentadas pelas de menor capacidade, garantindo uma maior racionalidade e eficiência  e, consequentemente, custos menores.

- A capacidade e a qualidade de serviço a serem fornecidas aos usuários, cujos padrões definem os custos.
O custo de transportes que vai determinar o valor da tarifa é, portanto, influenciado por dimensões que normalmente não são percebidas, mas que precisam ser explicitadas, valorizadas e tratadas nesse processo por meio de funções como:

1)  Planejamento urbano que promova uma mobilidade baseada nas modalidades menos agressivas ambientalmente e de maior produtividade social;
2) Planejamento da rede estrutural e integrada de transportes, articulada ao uso do solo e às políticas habitacionais;
3) Projeto do sistema de transporte que dimensione a oferta de acordo com a demanda a ser atendida e com apropriada qualidade de serviço;
4) Operação e manutenção dos transportes;
5) Monitoração e controle do desempenho dos transportes, da oferta praticada e da   qualidade de serviço  fornecida aos passageiros.

Nas cidades brasileiras, o modelo tradicionalmente adotado contempla a privatização da operação do serviço, que é uma das cinco funções citadas anteriormente.  No entanto, o que se verifica de uma forma geral  é que a administração pública, seja municipal seja estadual,  também não exerce plenamente as  outras quatro  atribuições.   Ou seja, não planeja ou então realiza planos urbanos e de transportes muito mais para cumprir uma exigência legal e não como um instrumento efetivo de transformação. Também não projeta nem controla a oferta de transporte. Certamente, isso interfere não só na tarifa mas na qualidade do transporte, que seguramente não corresponde ao valor cobrado ao passageiro, podendo ser este  um dos principais motivos de insatisfação.
Nesse contexto,  e considerando a repercussão que vem sendo dada ao Movimento Passe Livre, tem-se uma ótima oportunidade  para se incluir na pauta de discussão sobre  a redução da tarifa,  que as prefeituras e governos estaduais cumpram com o seu dever  de planejar, projetar e controlar os serviços de transporte público. 

Essas ações só dependem de disposição política para se investir na qualificação profissional e em um marco institucional preparado para bem executar suas obrigações. E que isso ocorra em ambientes transparentes e participativos, que incentivem o exercício de cidadania e a construção de um projeto para a metrópole. 

Espera-se assim dispor-se de condições  favoráveis para que:

1) os recursos governamentais em transportes sejam orientados prioritariamente à mobilidade não motorizada (a pé e bicicleta), ao transporte público e mesmo para seu subsídio; e
2) se  promovam não só a redução das tarifas mas, também, uma qualidade de transportes digna para os seus usuários.

 * Licinio da Silva Portugal, professor do programa de engenharia de transportes da Coope/UFRJ , é coordenador da Rede PGV. - redpgv.coppe.ufrj.br

Uso político de tarifas
O Estado de S. Paulo - 25/05/2013

O anúncio da nova tarifa dos três meios de transporte coletivo da capital paulista - ônibus, metrô e trem -, que vai vigorar a partir do dia 2 de junho, deixou bem claro o caráter predominantemente político desse aumento. Ela passa de R$3,00 para R$ 3,20, um reajuste de 6,7%, muito abaixo da inflação no caso do ônibus, serviço gerido pela Prefeitura, cujo índice acumulado desde o último aumento foi de 14,4%. No caso do metrô e do tren, estes de responsabilidade do Estado, a diferença foi menor (inflação de 7,2%).

Os paulistanos terão a ilusão de que estão sendo favorecidos, mas acabarão por perceber que não existe nada de graça e eles é que, de uma forma ou outra, pagarão a conta desse artifício.

Por interferência direta do governo federal - que com isso tenta conter a escalada da inflação e favorecer a reeleição da presidente Dilma Rousseff -, o prefeito Fernando Haddad concordou com um aumento irreal, que deveria ficar entre R$ 3,20 e R$ 3,30. Constrangido, o governador Geraldo Alckmin teve de aceitar também a proposta. Se não o fizesse, pagaria um preço político alto, pois certamente seria apontado como o responsável pela adoção impopular de uma tarifa maior.

Para forçar a opção pelo valor mais baixo, de R$ 3,20, o governo federal prometeu editar Medida Provisória suspendendo a cobrança de dois impostos - PIS e Cofins - sobre a tarifa de ônibus, metrô, trens e barcos. Como isso não pode ser feito apenas para esta ou aquela cidade isoladamente, ela atinge todo o País.

Essa renúncia fiscal, portanto, é parte do preço a pagar para evitar que o aumento realista das tarifas de transporte coletivo nas capitais, a começar por São Paulo, que tem um peso grande no índice inflacionário, prejudique projetos eleitorais.

O alvo não é domar a inflação - com o que toda pessoa sensata estaria de acordo -, mas abrir caminho para as ambições políticas da presidente e seu partido. Essa intenção já tinha ficado evidente, quando o governo federal interveio com êxito junto a Haddad e Alckmin, meses atrás, para conseguir deles o adiamento do reajuste daquela tarifa, normalmente feito em janeiro ou fevereiro, para junho.

Não contente, agora ele resolveu jogar mais pesado e novamente obteve o que queria. O prejuízo, que tinha sido grande com o dinheiro que deixou de entrar por causa do adiamento, ficou ainda maior com o aumento abaixo da inflação.

Os cálculos feitos pela própria Prefeitura, como mostra reportagem do Estado, indicam que a conta vai ser salgada. Os subsídios ao serviço de ônibus devem chegar a R$ 1,25 bilhão este ano, valor que é o dobro do previsto no orçamento. Maior também do que o que foi pago no ano passado -R$ 960 milhões. Esse dinheiro vem dos impostos, ou seja, os bilionários subsídios aos ônibus serão pagos por todos os paulistanos, não apenas pelos que usam esse meio de transporte. Com a agravante de que o serviço prestado pelas empresas concessionárias é, notoriamente, de péssima qualidade.

Outro aspecto negativo do aumento considerável dos subsídios, provocado pelo reajuste irreal da tarifa, é que, como esse dinheiro não cai do céu, ele terá de ser tirado de outros setores da administração. A capacidade de investimento da Prefeitura, que já está muito abaixo das necessidades, como não se cansa de reclamar o atual governo, sofrerá novo baque, de algumas centenas de milhões de reais. Embora os dois tenham sido envolvidos na manobra eleitoral da presidente, a ênfase vai para o prejuízo da Prefeitura, porque ele é maior que o do Estado.

O uso político de tarifas de serviços públicos sempre dá errado. O ex-prefeito Gilberto Kassab também congelou a tarifa de ônibus por mais de dois anos, com objetivos eleitorais, com as mesmas conseqüências de agora, e sofrendo de seus adversários - nesse caso com toda razão - as mesmas críticas. Essa lição, apesar de tão recente, não foi aprendida. Haddad, pressionado pela presidente Dilma, e Alckmin, constrangido pelos dois, estão repetindo o erro, pelo qual, é claro, os paulistanos vão pagar.

Balanço do Setor Metroferroviário 2012/2013” mostra que Brasil ampliou transporte de passageiros, mas rede ferroviária cresce abaixo da demanda

A Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos - www.anptrilhos.org.br), que representa 98% de todos os operadores metroferroviários de passageiros do Brasil, divulgou nesta 3ª feira (4 de junho), em Brasília, o “Balanço do Setor Metroferroviário 2012/2013”. O estudo mostra que mais passageiros estão sendo transportados sobre trilhos, porém, o crescimento da malha ferroviária para trens e metrôs é inferior à demanda de passageiros.

Em coletiva à imprensa, o presidente do Conselho da Associação, Joubert Fortes Flores Filho, também avaliou os projetos de mobilidade sobre trilhos que estão sendo desenvolvidos para atender a demanda a ser provocada pelos jogos da Copa do Mundo de 2014.

Embora apenas dois dos projetos – entre cinco prioritários – ainda tenham poucas chances de serem concluídos a tempo da Copa (o Veículo Leve sobre Trilhos de Fortaleza - CE e o de Cuiabá - MT), o dirigente acredita que haverá condições de transportar no ano que vem todo o público demandante durante a competição.

Também participaram da entrevista coletiva Conrado Grava de Souza, Diretor de Planejamento da ANPTrilhos, Rodrigo Otaviano Vilaça, Diretor Executivo e Vicente Abate, Diretor Comercial, além de Roberta Marchesi, Gerente Executiva da entidade.

A seguir, as principais constatações do Balanço da ANPTrilhos:

- O Brasil transportou em trens e metrôs 2,6 bilhões passageiros em 2012. Esse total representa um crescimento de 8% em relação ao ano de 2011. A previsão para 2013 é de que esse número seja 10% superior;

- Trens e metrôs transportaram, em 2012, 9 milhões de passageiros diariamente, um crescimento de 3,8% em relação ao número de passageiros diários que utilizavam os sistemas em 2011;

- O crescimento da malha ferroviária de passageiros não acompanhou o crescimento da demanda. Nenhum novo sistema de transporte de passageiros sobre trilhos foi implantado no Brasil desde 2010. O aumento inexpressivo da rede foi de apenas 3,2% em 2012, em comparação com 2011;

- Isso demonstra que o setor transporta uma quantidade de usuários no limite de sua capacidade o que, por consequência, explica os altos níveis de lotação dos principais sistemas. O sistema de transporte sobre trilhos não contribuiu, em 2012, para o aumento da inclusão social daqueles que ainda hoje não têm acesso a um sistema de transporte de qualidade. A participação do sistema sobre trilhos ocupa apenas 3,8% de participação na matriz de transporte urbano. Segundo a ANPTrilhos, é necessário ampliar os investimentos nesse setor;

- O País continua com 15 sistemas urbanos de transporte de passageiros sobre trilhos, implantados em 11 Estados. Atualmente, esses sistemas cobrem menos do que 45% dos Estados Brasileiros;

- O sistema de transporte de passageiros sobre trilhos totalizou em 2012 1.028 km de extensão, divididos em 38 linhas, 491 estações e uma frota de 3919 carros;

- Entre 2011 e 2012 também não houve investimentos significativos na acessibilidade do cidadão. Se for considerada a linha Sul do metrô de Fortaleza, inaugurada em junho/2012, verifica-se que apenas essa nova linha entrou em operação, com suas 20 estações e mais 4 estações foram inauguradas em outras linhas existentes;

- Apesar do aumento da rede de 3,2% em 2012, o consumo energético permaneceu praticamente o mesmo de 2011 (1,8 GWH), representando cerca de 0,5% do consumo total energético do País – isso demonstra um claro esforço do setor para aumentar sua eficiência energética. Diversas operadoras investiram na modernização de seus sistemas e de sua frota;

- Para efeito de comparação, considerando os padrões dos diversos sistemas de transporte no mundo, os sistemas sobre trilhos chegam a emitir cerca de 60% menos gases de efeito estufa (GEE) que os automóveis e 40% menos que os ônibus;

A seguir é apresentada a lista de projetos com potencialidade de serem conluídos até 2018:


VLT de Brasília e monotrilhos de Manaus e São Paulo não serão mais prioridades para Copa

VLT’s de Cuiabá e Fortaleza ainda enfrentam problemas com Ministério Público, Justiça Federal e desapropriações, segundo a ANPTrilhos.
Por: Bruna Yunes

Dos cinco projetos prioritários apresentados pelo governo para a Copa do Mundo, relacionados a mobilidade sobre trilhos, três foram retirados da matriz de responsabilidade e não ficarão prontos até o evento em 2014. São eles: o VLT de Brasília (DF) e os monotrilhos de Manaus (AM) e São Paulo – Linha 17 (SP).

Os outros dois, os VLT’s de Cuiabá (MT) e Fortaleza (CE), enfrentam problemas com o Ministério Público, Justiça Federal e, o segundo, com desapropriações de áreas essências para a passagem da via. Segundo o presidente da ANPTrilhos, Joubert Flores, é pouco provável também que essas obras fiquem prontas até a Copa. “Estamos perdendo a oportunidade de deixar um legado para essas cidades”, lamentou.

Flores afirmou que as cidades terão “dificuldades momentâneas” por não possuírem a infraestrutura adequada para receber os turistas no evento esportivo, mas que isso não afetará muito o andamento da competição. “As cidades maiores, as capitais, já estão estruturadas e não terão problemas. Nas cidades menores, o risco é menor pela cidade não ser tão grande assim.”

Para o presidente da ANPTrilhos, mesmo fora do prazo, os projetos não devem ser abandonados. ”O maior legado que ficará para as cidades que sediarão esse jogos é a infraestrutura de mobilidade que será usufruída pela população por décadas.”

Ele citou a cidade de Barcelona, na Espanha, que sediou os Jogos Olímpicos de 1992, como exemplo de legado de obras de mobilidade urbana sobre trilhos. O sistema metroviário de Barcelona atualmente tem 113 km, dividido em 11 linhas atendendo 148 estações. E também Londres, na Inglaterra, que depois de receber os jogos no ano passado aumentou a capacidade de transporte de passageiros sobre trilhos, transportando 4 milhões de passageiros da estimada população de 9 milhões de habitantes.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Trens Turísticos no Brasil.

Trem da Serra do Mar (PR): O trem viaja por 110 km em uma ferrovia com 125 anos de história, através de uma das áreas mais preservadas de mata atlântica no Brasil. O passeio começa diariamente em Curitiba e parte rumo a Morretes, cidade fundada em 1721, recheada de construções históricas e dona de rica culinária. Aos domingos, o trem chega também a Paranaguá, fundada em 1648 e com muitas atrações turísticas, como o Mercado da Arte e o Museu de Arqueologia e Etnologia. A viagem, contando as paradas, dura um dia inteiro. Preço da passagem de ida e volta: a partir de R$ 111. Mais informações: www.serraverdeexpress.com.br/serra/destinos.
 



Mantiqueira (MG): O trem parte da estação da cidade de Passa Quatro (MG), localizada no km 34 da antiga "The Minas and Rio Railway Company". No hall da estação de passageiros, os turistas podem visitar uma exposição fotográfica ao som de música típica mineira. Após a partida, a viagem segue para a estação de Manacá, equipada com uma feira de artesanatos. A partir daí, o trem começa a subir a serra da Mantiqueira, visitando a estação de Coronel Fulgêncio, a 1.085 metros sobre o nível do mar e localizada em uma área em que foram filmadas as séries "Mad Maria" e "JK", da Rede Globo. Preço: a partir de R$ 35. Mais informações: http://abpfsuldeminas.com/trem-da-serra-da-mantiqueira/


Expresso Turístico da Luz (SP): Atualmente saem da Estação da Luz, no centro da cidade de São Paulo, três passeios ferroviários turísticos administrados pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). As viagens são feitas em dois vagões de aço fabricados nos anos 1960 e tracionados por uma locomotiva a diesel. No caminho, guias contam para o turista histórias sobre o sistema ferroviário paulista. Os trajetos disponíveis atualmente são Luz-Jundiaí, Luz-Mogi das Cruzes e Luz-Paranapiacaba. Preço: a partir de R$ 29 por pessoa. Grupos ganham desconto, e é possível alugar um vagão inteiro para uso próprio por R$ 1.728. Mais informações: www.cptm.sp.gov.br/E_OPERACAO/ExprTur/


Trem da Vale (MG): A companhia Vale opera um sistema ferroviário que realiza viagens de trem entre duas das mais importantes cidades históricas de Minas Gerais: Ouro Preto e Mariana. As linhas férreas entre os dois municípios remontam ao final do século 19 e, hoje, o passeio turístico é feito em cinco vagões de passageiros que comportam 240 pessoas, puxados por uma locomotiva a vapor. Preço da passagem de ida e volta: a partir de R$ 50 por pessoa. Mais informações: www.tremdavale.org/pt/trem-turistico/.
 


Trem das Águas (MG): O roteiro do Trem das Águas tem duração total de duas horas e é embalado por show ao vivo de violeiros. O trem parte da estação da cidade de São Lourenço (MG) e segue para o município de Soledade de Minas (MG), margeando o rio Verde e cruzando lindos vales. No desembarque em Soledade, o turista pode comprar artesanatos, cachaças e comer pratos típicos mineiros. O tour é realizado aos sábados, domingos e feriados. Preço: a partir de R$ 40. Mais informações: http://abpfsuldeminas.com/trem-das-aguas/
 



Trem das Montanhas (ES): O trem realiza uma viagem de 46 km entre as praias e as montanhas do Espírito Santo. A jornada começa em Viana, na região metropolitana de Vitória, e segue para Domingos Martins, que exibe lindas paisagens montanhosas e uma rica culinária típica. Depois segue para a montanhosa Marechal Floriano (conhecida no Espírito Santo como "A Cidade das Orquídeas") e o distrito de Araguaia, com uma igreja com mais de cem anos, uma linda estação ferroviária e o Centro Cultural Ezequiel Ronchi, com um acervo de mais de 500 peças contando a história da colonização do município. Preço da passagem de ida e volta: a partir de R$ 160 para adultos e R$ 82 para crianças. Mais informações: www.serraverdeexpress.com.br/montanhas/destinos#
 


Trem das Termas (SC e RS): Composto por uma maria-fumaça de 1920 e seis vagões, o Trem das Termas realiza passeios aos sábados entre os municípios de Piratuba (SC) e Marcelino Ramos (RS). Recebe turistas que no trajeto, que dura toda uma tarde, podem fazer um city tour em Marcelino Ramos e visitar o Balneário de Águas Termais e o Santuário Nossa Senhora da Salette. O passeio precisa de pelo menos 40 pessoas para ser realizado. Preço: a partir de R$ 50. Mais informações: www.termasdemarcelino.com.br

Trem do Corcovado (RJ): O passeio no Trem do Corcovado é mais um meio que um fim. É com ele que muitos turistas chegam até o Cristo Redentor e os mirantes que o rodeiam. A viagem, feita em terreno íngreme, dura apenas 20 minutos e sua velocidade não ultrapassa os 15 km/h. Mas, no caminho, o turista pode admirar a beleza da mata atlântica que cerca a área (hoje pertencente ao Parque Nacional da Tijuca). Preço: R$ 48 para adultos e R$ 24 para crianças. Valor inclui o acesso ao Cristo Redentor. Mais informações: www.corcovado.com.br
 


Trem do Forró (PE): O Trem do Forró opera apenas durante o período de festas juninas e é, literalmente, uma grande balada em movimento. A atração é composta de uma locomotiva a diesel e dez vagões com capacidade para comportar até mil pessoas. O interior é todo marcado por decorações de festa junina e, em cada vagão, o turista pode encontrar um trio de forró pé-de-serra, serviço de bar vendendo bebidas, alguns petiscos e um segurança. O trem dispõe ainda de um vagão de apoio, que abriga banheiros, serviços de limpeza, enfermaria e medicamentos para primeiros socorros. Com duração de cinco horas, o passeio começa no cais de Santa Rita, em Recife, e vai até Cabo de Santo Agostinho, onde os passageiros são recepcionados por uma grande festa, com shows de forró pé-de-serra, banda de pífanos, bacamarteiros, exibição de quadrilha matuta, girândolas de fogos, feiras de artesanatos e comidas típicas. Preço: a partir de R$ 80 por pessoa. Mais informações: www.tremdoforro.com.br
 


Trem do Forró de Campina Grande (PB). Também conhecido como Expresso Forrozeiro. Todos os anos, no mês de junho, Campina Grande vive o clima de São João. A cidade fica tomada de turistas que chegam de todas as partes do Brasil e do mundo. São nestes finais de semana que turistas e campinenses tem a opção de começar o dia curtindo o autêntico forró pé-de-serra. O trem do forró é realizado todo ano no Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa da Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU e vai de Campina Grande a João Pessoa. É composto por uma locomotiva a diesel puxando 5 vagões. Programação do Trem do Forró de Campina Grande – 2013: Dias disponíveis: 08/06; 09/06; 16/06 ; 22/06; 23/06 e 29/06 Esgotado: 15/06 e 29/06. http://www.renoturismo.com.br/trem-do-forro-campina-grande-expresso-do-forro.php



Trem do Vinho (RS): Com 23 km de extensão e duas horas de duração, o passeio começa na cidade gaúcha de Bento Gonçalves, que está em uma das principais regiões vinícolas do Brasil. Antes do embarque, os turistas participam de uma degustação de vinhos e, após subir no trem, partem em uma jornada que visita as cidades de Garibaldi e Carlos Barbosa. Nas paradas, os visitantes são recepcionados com shows de música italiana e danças folclóricas gaúchas. E participam de mais degustações de vinho. Preço: a partir de R$ 70 por pessoa. Mais informações: www.giordaniturismo.com.br
 


Estrada de Ferro Campos do Jordão (SP): Parte do Circuito da Mantiqueira, a Estrada de Ferro Campos do Jordão é quase centenária: foi aberta em 1914 e sua função inicial era facilitar o transporte de doentes tísicos para os sanatórios de tratamento de Campos do Jordão. Hoje, em seus 47 km de extensão, é possível fazer diversos passeios ferroviários, com diferentes extensões, horários e tarifas. Entre os roteiros, há passeios entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão e entre Emílio Ribas (Campos do Jordão) e Santo Antônio do Pinhal. Para se informar sobre preços e horários, acesse: www.efcj.sp.gov.br (está paralisado, mas deve retornar em breve)

Trem dos Ingleses (SP): Este passeio de trem, puxado por uma maria-fumaça, dura cerca de 20 minutos, e percorre um trecho do antigo pátio de manobras de Paranapiacaba, destino histórico às margens da Serra do Mar. O Trem dos Ingleses opera aos domingos e feriados, das 10h às 16h. Os horários de partida dos passeios são, em média, a cada uma hora. Preço: o ingresso, que inclui entrada no Museu Ferroviário, custa a partir de R$ 3 por pessoa. Mais informações: www.abpfsp.com.br/passeio_trem.htm.

Trem do Pantanal (MS): O Trem do Pantanal parte da cidade de Campo Grande, passa por Aquidauana e segue rumo à cidade de Miranda. No caminho, os turistas passam perto da Serra do Maracaju, de aldeias indígenas em Aquidauana, rios, cachoeiras, floradas de ipês, a Serra da Bodoquena e, no final, podem conhecer a belíssima estação ferroviária de Miranda, fundada em 1912. A viagem dura dois dias. Preço da passagem de ida e volta entre Campo Grande e Miranda: R$ 300 para adultos e R$ 130 para crianças. Mais informações: www.serraverdeexpress.com.br/pantanal/destinos

Trem Cultural dos Imigrantes (SP): Saindo da rua Visconde de Paranaíba, no bairro paulistano do Brás, o trem, puxado por uma locomotiva a vapor de 90 anos, percorre trecho que pertencia ao Ramal Ferroviário dos Imigrantes, indo até a rua da Moóca e, na volta, até a entrada da Estação do Brás. Opera aos sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 16h. Os horários de partida dos passeios são, em média, a cada uma hora. O tour tem duração média de 25 minutos. A parada do Trem Cultural dos Imigrantes está ao lado da antiga oficina de Roosevelt, da Estrada de Ferro Central do Brasil, inaugurada em 1909. Preço: o passeio no carro de Primeira Classe de aço, da década de 1950, com poltronas, custa R$ 10. Mais informações: www.abpfsp.com.br/passeio_trem.htm

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Estado pretende reabrir bonde de Campos do Jordão

11/05/2013 - G1 Vale do Paraíba
A Secretaria do Estado de Transportes Metropolitanos informou que pretende retomar antes da alta temporada de inverno, que começa em junho, a operação do bondinho turístico que liga Pindamonhangaba a Campos do Jordão, no topo da Serra da Mantiqueira, no interior de São Paulo.

Entre os meses de junho e agosto de 2012, mais de 14,4 mil passageiros foram transportadas pelo bondinho que está fechado há seis meses, desde o dia 3 de novembro de 2012,  após o acidente no automotriz 'A2' que descarrilou dos trilhos, tombou e atingiu um barranco. A queda matou 3 e feriu 41 pessoas.

Segundo o estado, atualmente estão sendo investidos R$ 6,5 milhões em obras de recuperação da ferrovia e aquisição de máquinas e equipamentos para manutenção. As obras de recuperação, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, estão na fase final e já estavam previstas antes do acidente.

Além do trecho Pinda-Campos do Jordão, com cerca de  20 km e que está fechado, operam normalmente os trechos Pinda-Piracuama, Emilio Ribas-Portal e Emilio-Ribas-Abernéssia, os dois últimos em Campos do Jordão.

Avaliação
Para o presidente da Associação de Hotelaria e Gastronomia de Campos do Jordão, Luiz Pedro Nathan, apesar da ferrovia entre Pinda e Campos do Jordão não ser o principal acesso à cidade, faz falta como opção turística. "Nossos turistas chegam à cidade pela rodovia. A estrada de ferro é uma opção de passeio. Sem ela temos um atrativo a menos", disse ao G1.

 Roselaine Dantas, gestora executiva do Campos do Jordão e Região Convention Visitors Bureau, entidade que promove o turismo na cidade, acredita que o passeio, um dos mais tradicionais da cidade, seria uma opção a mais aos turistas que vão à cidade no inverno.

"Faz falta, mas sabemos que é preciso ter calma para que seja reaberto dentro das medidas de segurança. Na temporada temos felizmente, além das atrações normais da cidade, também as sazonais, que podem suprir a falta do bondinho", disse a gestora.

Inquérito
Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil para apurar as causas do descarrilamento do automotriz na serra. As peças do trem estão no Instituto de Criminalística (IC), em São Paulo. Não há prazo para conclusão. De acordo com o diretor do IC em São José dos Campos, Carlos Bovis, exames periciais não tem prazo específico.

Uma sindicância feita pela EFCJ e concluída em fevereiro concluiu que houve imprudência e imperícia do motorneiro na condução da automotriz.O documento aponta que o condutor trafegou no percurso de descida da serra em desacordo com os procedimentos operacionais da empresa. O funcionário contesta.

Estudo para VLT no Rio integra novas metas

14/04/2013 - O Globo
Os órgãos da administração municipal de Niterói terão que atuar, a partir de amanhã, pautados no cumprimento de metas até o dia 31 de dezembro. Concluído o primeiro trimestre da nova gestão, o prefeito Rodrigo Neves estabeleceu novos objetivos para 2013 por meio do plano de metas de um ano. A maioria das diretrizes trata da implantação de projetos apresentados nos cem primeiros dias de governo. Contudo, o chefe do Executivo não estipulou cronogramas, prazos e valores de diversas propostas, como a de parceria público-privada (PPP) para a revitalização do Centro da cidade, que está sendo estudada por três construtoras.

No plano de um ano, cada área do governo terá que cumprir cinco metas. Dessas, uma terá que ser relacionada à melhoria da qualidade da gestão e uma de cumprimento do ajuste fiscal; as outras três serão metas específicas da pasta.

Na área de urbanismo, propostas ambiciosas começam a ser estudadas sem promessa de execução, como a realização de estudos de viabilidade de um veículo leve sobre trilhos (VLT) ligando Charitas ao Centro.

A implantação da TransOceânica — via expressa ligando o Engenho do Mato a Charitas, com o túnel Charitas-Cafubá sem pedágio, um BRT e uma ciclovia — também entra no plano de metas de um ano, com início previsto apenas para dezembro. Já a meta para a TransNiterói — via que ligará o Largo da Batalha ao Barreto, com a previsão de dois túneis e BRT — é incluir o projeto no PAC da Mobilidade.

— Não estou prometendo o VLT, mas vamos iniciar estudos para ver se é viável essa ligação como alternativa para desafogar o trânsito na Zona Sul e não criar gargalos para quem seguir para o Centro pela TransOceânica — disse o prefeito, ressaltando que uma solução será a ampliação da capacidade da estação das barcas em Charitas, com embarcações e passagens populares.

O projeto de revitalização do Centro, utilizando o modelo adotado nas obras do Porto Maravilha, no Rio, de venda de títulos de propriedades por meio de Cepacs para financiar as operações, tem promessa de ser apresentado em maioe implantado ainda este ano. Proposta semelhante fez a gestão anterior, mas não foi adiante por conta de polêmicas na alteração de gabaritos.

— Estimamos investimentos muito expressivos, e a prefeitura sozinha não é capaz de realizar — disse Rodrigo ao falar da necessidade das PPPs.

Para garantir recursos necessários à realização de projetos, a prefeitura tem como meta, até dezembro, ampliar em 20% a arrecadação de tributos sem aumentar impostos. Para isso, pretende dar continuidade às cobranças da dívida ativa, iniciadas de forma ainda tímida no primeiro trimestre. Anunciados no plano de cem dias, os leilões de imóveis inadimplentes no IPTU entraram nas metas de um ano.

Sem data certa para o início e a conclusão das obras, dois centros de controle também foram prometidos para começarem a ser implantados este ano: na área de segurança, o Centro de Comando e Controle 24 horas; e na área de trânsito, o Centro Operacional para o Controle de Tráfego por Área, orçado em R$ 10 milhões.

— Acredito que teremos outras conquistas neste ano que não estão no plano de metas. É o caso da implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na cidade — completou o prefeito.
A contratação de 1.600 unidades habitacionais populares em empreendimentos que serão construídos no Sapê, Bairro de Fátima e Engenho do Mato também é meta deste ano.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

VLT de Cuiabá é a terceira obra mais cara do Brasil

Entre as obras previstas para a Copa do Mundo de 2014, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é a terceira mais cara do país. O metrô de superfície fica atrás, somente, do monotrilho de 17,7 quilômetros que está sendo construído em São Paulo (R$ 3,1 bilhões) e do BRT Transcarioca, de 28 quilômetros, no Rio de Janeiro (R$ 1,8 bilhão).

Mesmo diante do valor e da importância, as obras estão atrasadas mais de seis meses. O relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que está concluído 14,18% da construção, enquanto o ideal, na análise do TCE, devia ser 50%. Dado ao tempo exíguo, complexidade e obstáculos encontrados no caminho (no sentido literal da palavra) para a viabilização do empreendimento, as chances do metro de superfície – orçado em aproximadamente R$ 1,4 bilhão – não ficar pronto até a Copa aumentam a cada dia.

Projetado para ter 22 quilômetros de extensão e atravessar por regiões centrais de Cuiabá e Várzea Grande (separada por uma ponte da capital mato-grossense), o modal - incluso na Matriz de Responsabilidade da Fifa, ou seja, está entre as obras que precisam estar prontas até o Mundial - é apresentado pelas autoridades como a solução para desafogar o caótico trânsito das cidades. Mesmo com tamanha importância, as obras do VLT só começaram a sair do papel, ainda que de forma tímida, há 60 dias.

A atual fase dos trabalhos encontra-se na construção da estrutura inicial de viadutos, estudos de prospecção arqueológica e na abertura de canteiros, por onde o metrô deverá passar. Para que as áreas sejam abertas, porém, centenas de imóveis deverão ser desapropriados – o que têm gerado uma série de problemas.

Na última sexta-feira (3), o juiz Roberto Teixeira Seror, da 5ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu a demolição de um conjunto de 15 imóveis localizados no centro da Cuiabá, que seriam derrubados para a passagem do VLT. O argumento do juiz é de que os imóveis não podem ser demolidos, pois são tombados pelo governo Federal. “A copa vai passar, mas a memória da cidade tem que ser preservada”, argumentou o magistrado na decisão.

O episódio é só um exemplo das dificuldades que atravancam a construção do VLT. Diversos moradores têm se negado a abandonar os imóveis, sob alegação de não possuírem garantias de que serão indenizados pela Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), conforme prometido.

Para que o processo de construção VLT fosse agilizado, a tempo (em tese) do empreendimento ficar pronto para o Mundial, o governo do Estado realizou a licitação por meio de um Regime Diferenciado de Contratação – onde detalhes, como a apresentação de projetos, são dispensados.

Informe do Dia: O BRT da Baixada

Via expressa com faixas para ônibus articulados aproveitará as pistas da Via Light, que vai de Nova Iguaçu até a Pavuna
Fernando Molica
Rio - O governo estadual prevê para julho o início das obras do BRT que ligará Nova Iguaçu à Avenida Brasil, na altura de Madureira. Lá, haverá a integração com o BRT Transbrasil, que irá de Deodoro ao Santos Dumont. A licitação, que está sendo analisada pelo Tribunal de Contas do Estado, deverá ocorrer em junho.

A via expressa com faixas para ônibus articulados aproveitará as pistas da Via Light, que vai de Nova Iguaçu até a Pavuna: a ligação com a Avenida Brasil terá 3,5 quilômetros e exigirá a construção de dois túneis e de oito pontes ou viadutos.

Até Madureira
Segundo o vice-governador Pezão, a obra custará cerca de R$ 430 milhões e levará, no máximo, dois anos para ficar pronta. O prefeito Eduardo Paes quer esticar a via — chamada de TransLight — até Madureira, onde ocorreria a integração com a Transcarioca.